Eu não sei nadar
Talvez por isso
os poemas estejam curtos
Talvez por medo de afogar
eu fujo do conto, da prosa...
Arrisco braçadas desordenadas
na poesia.
Menor em número, mas palavras
infinitamente mais ácidas e letais
águas estranhas e turvas.
Prendo a respiração e arrisco
não há nada a perder,
além de mim mesma.
Até onde posso suportar?
(silêncio...)
Há um encanto
um brilho convidativo
bem lá no fundo
Hà também, talvez, o que procuro.
Mas, como acessar este isso
sem inundar os pulmões?
como não perder o sentido
em busca de um sentido próprio?
Se num ímpeto mergulho,
cada vez mais fundo,
A pergunta desperta
Haverá volta?
Haverá desejo de voltar?
renatabomfim
Eu também não sei nadar...mas isso não me impede de mergulhar. E, nem sempre há o desejo de voltar.
ResponderExcluirPoema tocante!
Estimada Renata.
ResponderExcluirTodo es grande todo es pequeño
Uno vive en una novela pero muere en el verso de un poema.
Toni
(Comando Dharma)