08/08/2008

Um minuto de silêncio...

Até quando iremos assistir ao assassinato de árvores?
Essa árvore foi morta na Av. Presidente Costa e Silva,
em Morada de Camburi
Vitória-ES

04/08/2008

Vamos diminuir o uso de sacolas plásticas no nosso dia a dia?

Amigos, muita coisa já vem ensacolada, não precisa que seja utilizada outra sacola para que vc leve para casa, basta colocar na bolça. Se você tiver uma boa idéia sobre como diminuir o uso de sacolas plásticas me conte, vamos divulgar aqui no blog...
Abraços fraternos
uma ótima semana para todos
renata




31/07/2008

sonetinho de gratidão

O Espírito descansa
depois de um tempo de tristeza
Relaxa e canta
admirando a natureza.

Sou tomada, algumas vezes
por uma nostalgia
lembro de dias mais felizes que esses
mas, logo, afasto tais fantasias.

O presente é dádiva,
é abertura ao inesperado é expansão
independenete de tudo, há vida!

O céu, da cor que esteja, é lindo!
e eu agradeço por tudo isso,
de todo o meu coração.

28/07/2008

amigos, por favor assistam a este vídeo, fez muito bem a minha vida, me ajudou a mudar hábitos espero que faça o mesmo por você!

A Amazônia perdeu o equivalente a um campo de futebol e meio por minuto em junho por conta do desmatamento, totalizando 612 km² no mês, informou o Imazon, instituto de pesquisa não-governamental dedicado a estudar a floresta. O desmate do mês de junho foi 23% maior do que o registrado no mesmo período de 2007. Em junho do ano passado, a floresta perdeu 499 km², segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon.

"Os dados mostram um desmatamento concentrado em regiões onde houve a expansão de novas fronteiras agrícolas", afirmou o pesquisador Adalberto Veríssimo, coordenador do Projeto Transparência Florestal do instituto. Segundo Veríssimo, o desmatamento no Pará é mais facilmente percebido em três áreas distintas: às margens da rodovia BR-163 para uso da pecuária extensiva; à beira da rodovia Transamazônica, por assentamentos e propriedades de pequeno e médio portes, voltadas sobretudo à pecuária; e na região de Marabá. "Em Marabá, as árvores são arrancadas para a produção de carvão para alimentar a indústria de ferro gusa"."A maneira mais eficiente de tomar conta da terra é desmatar, ainda que não se produza nada ali. Isso sinaliza que aquele pedaço de terra tem dono", explicou. "Muitas vezes, as pessoas desmatam essas terras na expectativa de vendê-las depois."


Amigos, este documentário fez a diferença na minha vida, é uma realidade muito triste mas que precisa ser encarada.


s e m e s p a ç o p a r a m o r a r

Casa, Construto real de tijolos preciosos onde o vento não te alcança lugar de gozar de felicidade e descansar, na casa és rei. Lar, Construto subjetivo sonho tecido com os fios de esperança que desde criança desejas concretizar Lá a brisa do amor te refresca e o contentamento enebria Em um lar és um com o o outro. A falta, maestrina da orquestra do mundo rege o coro que quer te desconcertar compassos esburacados tempo faminto e cansado e desencantado. Despertar, Fecha a caixa de Pandora e começa a construir faz a síntese busca a essência acha o teverdadeiro lugar conquista a casa-lar.

26/07/2008

Povo, tem lançamento de livro... (Sentido Inverso)


Amigos, nosso livro será lançado nesse domingo, digo nosso porque não é só meu, é uma antologia com poetas do Brasil inteiro. Infelizmente não poderei comparecer ao lançamento que será na Casa das Rosas em São Paulo. Vários assuntos me prendem estes dias à Vitória. Mas desejo desde já parabenizar cada poeta pelo feito e agradecer à editora ANDROSS, especialmente ao Edson Rosato, pelo carinho e seriedade com que trabalharam para que essa obra ficasse tão rica.

25/07/2008

Hoje é o dia nacional do escritor

A data foi instituída em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro Simone Tinti.
Bem, desejo um Feliz dia do escritor para TODOS aqueles que se dedicam a escrita, em especial aos poetas que são fonte de inspiração e interlocução vital para minha escrita nascente:
Luis Eustáquio Soares, Maria Lúcia Dal farra, Wilbett Oliveira, Hilda Hilst, Florbela Espanca, Cecília Meireles, entre outros e os teóricos que têm me levado a vislumbrar outras formas de pensar o mundo...

Gentileza, o Louco de Deus

Amigos, ha quase 10 anos trabalhando no campo da saúde mental, destes pelo menos 7 anos dedicados à clínica da psicose, nunca ví tanta lucidez, criatividade, e aceitação do outro. Assim como Gentileza nos inspiram O Bispo do Rosário, do Hospital Pedro II o Raphael, Adelina Gomes, Fernando Diz, aqui em Vitória o Genilson, a José benedito, entre tantos... Tratar "normótico" é barra, aprendí sempre muito mais com os "loucos".
"Sempre pregando a gentileza, sem cobrar nada, sem cobrar um vintém, [...] tudo na gentileza"
"É por isso que eu passo na Avenida Brasil, nas passarelas, tudo tem mensagens, e quem é que escreve? Essa mão aqui!"

"Ha muitos anos eu passo mensagens nas pilastras, nas passarelas, tudo por amor e vocês não sabem quem eu sou. Vocês estão cegos, estão com olhos abertos mas a luz divina apagada, não botam na cabeça que tudo o que eu faço, faço por amor"


"A natureza ta aí, dá terra para os filhos, dá alimentação, [...] o que precisa agora? administrar tudo o que la dá".

24/07/2008

Sêmen é uma obra plástica. Barro primordial que vai ganhando múltiplas formas no imaginário do leitor. Vozes de alteridade convidam a "romper os escombros, as sombras, as sobras', a "desenraizar-se das próprias raizes"e, "esboçar um vôo Ícaro". Versos curtos mas, com potência para tocar a alma de quem os lê.
Esta obra está sendo reeditada e poderá, em poucos dias, ser encontrada nas livrarias Logos e Cultura. Mas quem quiser se antecipar e adquiri o livro fresquinho, saindo do forno, é só entrar em contato com o poeta pelo endereço: wilbett@gmail.com

fica minha dica de leitura
Um forte abraço a todos
renata

22/07/2008

Entrevista concedida ao Letra e Fel pelo poeta Wilbett Oliveira

Wilbett Rodrigues de Oliveira nasceu em Umburatiba, MG, mas desde os doze anos mora em São Mateus, ES. É editor, escritor, poeta, ensaísta e professor de Faculdade do Sul da Bahia -FASB. Tem vários artigos e ensaios publicados em revistas científicas. Publicou: Partes (2003), Garimpo (2005), Nominal (2006), Sêmen (2007)e é editor responsável pela Revista Mosaicum.

Como foi a sua inserção no campo das letras, mais especificamente no da poesia?
Wilbett:A minha inclinação/excitação para a poesia começou com a recitação de textos de Drummond e Bilac nas séries iniciais.
Você é uma pessoa multifacetada. Escreve poemas, ensaios, artigos, faz a edição, divulga e vende os próprios livros. Como é lidar com estas interfaces do universo literário?
Wilbett:Essa “labuta” permite que o poeta desenvolva as habilidades para ler e escrever com visão mais crítica.
Como você avalia a recepção da poesia pelo público na contemporaneidade?
Indiferente, as pessoas, cada vez mais, se “enfurnam”. Mas a poesia luta contra o inatingível, para falar com Cortázar.
Você é o editor da Revista Literária Mosaicum. Como avalia a oferta de textos no campo da literatura quanto à critica e à multiplicidade de temas escolhidos?
Wilbett: Literatura e Educação são áreas em que há sempre uma diversidade temática. Os profissionais dessas áreas têm escrito muito mais que as outras. A Revista Mosaicum possui um rigor científico e, portanto, releva muito a discussão e/ou contribuição dos textos que publica.
Quando publicou seu primeiro livro de poesia, e como avalia o desdobramento de sua poética nas suas demais publicações?
Wilbett: Acho que foi em 1983. No início era apenas derramamentos confessionais. Depois disso passei um longo período sem escrever, pois achava tudo repetitivo. Em Nominal e Garimpo dominei a téchne. Ultrapassei as brincadeiras que podemos fazer com as palavras: gestos metalingüísticos. Aprendi com Valdo Motta que a poesia tem de dizer algo. Para mim, não há mais tempo para confissões e/ou coisas do gênero.
Quais as suas interlocuções e fontes de inspiração?
Wilbett: Fontes de inspiração não são mais necessárias depois de um determinado tempo. Poetas têm vislumbramentos. Prefiro “sacar” a poesia no momento mesmo em que desleio. Descontrução, talvez.
No livro Sêmen, você escolheu como epígrafe um verso de Afonso Romano de Sant’Anna que diz : “(...) é não dizer, que não-dizer é o que (dizer) venho”. Você poderia tecer algumas considerações sobre a forma como este verso atravessa o livro?
Wilbett: Para mim tudo já foi dito. Por isso, venho desdizer. Estou na fase de desconstrução (aquilo que Saussure chamou anagrama), revisitação do que não escrevi, ou melhor, do não-dito nos meus próprios textos e de outros poetas. Sêmen é algo que fertiliza por dentro, o não-dito, o escuro. É um gesto palinódico ou palingenético. O não–dito é o que se diz sem dizer por meio de uma sintaxe suspensa em que o sentido termina mesmo no momento em que se termina a leitura do poema. O sujeito poético em minha poesia assume outro conceito, não é apenas um eu lírico descomedido. Quero uma poesia que pulse (o uso dos verbos em sua forma nominal pressupõe ação) e que acorde o homem dessa condição de estar-no-mundo. Em termos de poesia, quase tudo já foi escrito. Então o caminho que nos resta é explodir as palavras para fazer jorrar delas versos desvelados. No mais, vou escrevivendo.
O site Poetas capixabas traz alguns poemas de Wilbett, confira.