Te busquei nos meus olhos
Te busquei, tanto, incendiada,
pelo laranjal perfumado e florido
que abriga pássaros párias
assim como eu
antigos engaiolados
que, ainda, tem medo de voar.
Te busco perdida entre farpas
arranhada pelo arvoredo
produzindo ecos de mim
nos rochedos distantes
Girando, girando e
retornando sempre
Aqui
sem respostas.
Quem sabe sob maldição primordial
Destinada ao labirinto
sem fio dourado ou rendas
de cara limpa
negando os sacrifícios de sangue
Anseando a paz
uroboro-buscando e assistindo
o Dragão cuspir fogo
gemer e
morder a própria cauda.
21/12/2008
17/12/2008
Literatura capixaba em foco! lançamento de livros e Roda de leitura...
Olá Amigos,
hoje (17/12), no IGHES, foi realizada uma solenidade, com sarau, cantata e lançamento de vários livros, entre eles o "Escritos de Vitória, 25: Vitória, Cidade Sol", no qual eu participo com a poesia intitulada "Moqueca capixaba". Uma festa muito bonita que contou com presença de convidados ilustres como a escritora Bernadette Lyra e a família Braga que veio de Cachoeiro especialmente para o evento.
Paralelamente, na BPES/ Biblioteca Pública Estadual, nossa amiga Karina Rezende ministrava uma roda de leitura sobre o conto "MIssa do Galo" de machado de Assis, em comemoração ao centenário de morte do Bruxo do Cosme Velho. Cheguei no finalzinho, mas deu pra ver o sucesso do evento, enfim... a literatura está a cada dia com maior visibilidade na nossa cidade, e fico feliz em fazer parte deste movimento...
Vitória, Cidade Sol é uma antologia que reúne 26 autores contemporâneos com mais de 50 textos ( poesia, conto, contos híbridos, crônicas, ensaios). É uma homenagem a nossa cidade, um canto de amor a Vitória, com suas luzes e sombras, enfim... o livro está uma maravilha!
Guilherme Santos Neves autografou os volumes 1 e 2 da Coletânea de Estudos e Registros do Folclore Capixaba / 1944- 1982. Cada um volume com aproximadamente 600 páginas.O livro apresenta um panorâmico retrato cultural do folclore capixaba, fruto de pesquisa de váriados estudiosos sob a batuta de Guilherme Santos Neves.
A Embaixadora das artes é fruto de uma minuciosa pesquisa realizada pela Mestre em Estudos literários vanda Luiza Souza Netto. Essa obra lança luz sobre os escritos de Lídia Besouchet (1908- 1997). Besouchet nasceu no Rio grande do Sul e veio morar em Vitória na adolescência, deixou uma obra relevante e tornou-se patrona da cadeira nº 32 da Academia Espírito Santense de Letras.
Textos de História Militar do Espírito Santo integra a coleção João Bonino Moreira- vol 3. Foi compilado por Getúlio Marcos Pereira Neves e descreve entre outros acontecidos da presença de Vasco Fernades Coutinho na Campanha de Goa, da morte de Fernão de Sá, do Ataque dos franceses a Vitória, entre outros assuntos.
"O que eu sei é que, se me fora dado a escolher, no vasto mundo de DEus, um lugar para eu nascer... Bem: escolheria este: Cachoeiro de Itapemirim. Por que? sabe-se lá o porquê das coisas do coração?" (Newton Braga"Newton Braga (1911- 1962) tem sua vida e obra apresentadas por Sara Novaes Rodrigues no Poeta, cachoeirense. Mais um livro da coleção Roberto Alma, o de nº 19.
O Pavão Multifacetado escrito por Carla de Paula Santos, fala da Vida e obra de José carlos de Oliveira (1934- 1986). Carlinhos, era um existencialista e forma juntamente com os escritores Luiz Fernado Tatagiba e Amylton de Almeida a triade que comungava com o mundo de Sartre e Camus. O Pavão Multifacetado é segundo o professor Francisco Aurélio Ribeiro, "um dos melhores romances memorialisticosjá escrito neste país".
A Revista de nº 62 do Instituto Histórico e Geográfico do ES possue 12 artigos e trata de temas como: A transmigração da corte e sua influência no desenvolvimento do ES; O mapa mundi de Ortélio Abraão; Sucessão dos donatários do ES, à luz da genealogia; Café e mudança no ES; entre outros.
O Pavão Multifacetado escrito por Carla de Paula Santos, fala da Vida e obra de José carlos de Oliveira (1934- 1986). Carlinhos, era um existencialista e forma juntamente com os escritores Luiz Fernado Tatagiba e Amylton de Almeida a triade que comungava com o mundo de Sartre e Camus. O Pavão Multifacetado é segundo o professor Francisco Aurélio Ribeiro, "um dos melhores romances memorialisticosjá escrito neste país".
A Revista de nº 62 do Instituto Histórico e Geográfico do ES possue 12 artigos e trata de temas como: A transmigração da corte e sua influência no desenvolvimento do ES; O mapa mundi de Ortélio Abraão; Sucessão dos donatários do ES, à luz da genealogia; Café e mudança no ES; entre outros.13/12/2008
puer
Lá no intimo há uma criança
****************esquecida
que aos poucos se aproxima
sob o mato prata da timidez
Assim como quem não tem direitos
*******************ferida
Ensaia falas singelas
de verdades simples e essencias
Vem chegando como um raio
desafiando regras e normas
Vem cantarolando versos
que comunicam doces amarguras
Escolho fechar os sentido
janelas e portas da casa de vidro
onde a criança mora?
Ou abro a fibra bruta
que o tempo calcificou?
************Dúvidas
************Medo da cura
************do escuro
Toda criança é bendita!
mesmo que maltratada
Suas feridas são chagas divinas
Toda criança é trabalho em diração a luz
é promessa de boas novas
é encantamento
Aceito o desafio
Vem para fora!
****************esquecida
que aos poucos se aproxima
sob o mato prata da timidez
Assim como quem não tem direitos
*******************ferida
Ensaia falas singelas
de verdades simples e essencias
Vem chegando como um raio
desafiando regras e normas
Vem cantarolando versos
que comunicam doces amarguras
Escolho fechar os sentido
janelas e portas da casa de vidro
onde a criança mora?
Ou abro a fibra bruta
que o tempo calcificou?
************Dúvidas
************Medo da cura
************do escuro
Toda criança é bendita!
mesmo que maltratada
Suas feridas são chagas divinas
Toda criança é trabalho em diração a luz
é promessa de boas novas
é encantamento
Aceito o desafio
Vem para fora!
Flores de tecido...
30/11/2008
Poema inacabado
O amanhecer está aí
despontando
arrebentando na abóbada chumbo
contrariando aqueles que profetizaram
a tua ruína
Carpe Diem!
Sorve até a última gota
o dia que se anuncia
Seja feliz agora
estrangula a hidra
estrapola
Seja criativo
sem medo de errar
acolha a erro
e grita alto
"Não me importo com isso!"
e se importe
apenas
com os riscos
de não arriscar
Rabisca
lambuza
vira o disco
traduza para a lingua dos homens
os sonhos utópicos
enfim...
despontando
arrebentando na abóbada chumbo
contrariando aqueles que profetizaram
a tua ruína
Carpe Diem!
Sorve até a última gota
o dia que se anuncia
Seja feliz agora
estrangula a hidra
estrapola
Seja criativo
sem medo de errar
acolha a erro
e grita alto
"Não me importo com isso!"
e se importe
apenas
com os riscos
de não arriscar
Rabisca
lambuza
vira o disco
traduza para a lingua dos homens
os sonhos utópicos
enfim...
24/11/2008
Poesias de Pedro Paulo Boffy
Amigos, apresento a vocês uma pequena mostra da escrita de Pedro Paulo Boffy. Uma poesia marcada pela leveza e pela multiplicidade de camadas interpretativas. Bem, agora é só curtir...
A luz que toca no chão.
Sonhei que uma bela estrela caminhava pela areia e,
estava prestes a banhar-se,
por onde passava exalava o seu perfume celestial.
tocava lentamente a areia,
ali deixando a expressam da perfeição que
ostentava sobre as marcas de seus pés na areia.
A brisa soprava levemente,
espalhando o suave aroma de paz...
As ondas bravias que pareciam querer sufocá-la,
à medida que delas se aproximava abrandavam
e com que se tivessem revenciando-a,
punham-se a saudá-la.
E, repentinamente, tocando-a,
pusseram-se a envolve-la,
acalmando o calor que saía de seu corpo;
sem apagar o brilho e já toda envolta,
o mar punha-se a acariciá-la,
até que subitamente,
passo-apasso retirou-se das ondas e,
deleitada com tanto acalanto,
subitamente voltou a integrar sua constelação,
de brilho úno e imprescidível.
Com vida toda viva.
Pedra da fé.
Grande PEDRA,
COM expressiva flor,
morena de sol,
de brilho dourado,
de boca maça,
como amoras de época,
com beleza que reflete,
para o chamado angular,
no seu Rei escolhido - cheio de edificações,
pescador de emoções,
da pedra do ser,
razão do estar,
por ter voce
e toda uma humanidade...
que leva cada vez mais longe teu pensamento,
coberto de verdade...ilhado no mundo,
da grande pedra da fé.
A luz que toca no chão.
Sonhei que uma bela estrela caminhava pela areia e,
estava prestes a banhar-se,
por onde passava exalava o seu perfume celestial.
tocava lentamente a areia,
ali deixando a expressam da perfeição que
ostentava sobre as marcas de seus pés na areia.
A brisa soprava levemente,
espalhando o suave aroma de paz...
As ondas bravias que pareciam querer sufocá-la,
à medida que delas se aproximava abrandavam
e com que se tivessem revenciando-a,
punham-se a saudá-la.
E, repentinamente, tocando-a,
pusseram-se a envolve-la,
acalmando o calor que saía de seu corpo;
sem apagar o brilho e já toda envolta,
o mar punha-se a acariciá-la,
até que subitamente,
passo-apasso retirou-se das ondas e,
deleitada com tanto acalanto,
subitamente voltou a integrar sua constelação,
de brilho úno e imprescidível.
Com vida toda viva.
Pedra da fé.
Grande PEDRA,
COM expressiva flor,
morena de sol,
de brilho dourado,
de boca maça,
como amoras de época,
com beleza que reflete,
para o chamado angular,
no seu Rei escolhido - cheio de edificações,
pescador de emoções,
da pedra do ser,
razão do estar,
por ter voce
e toda uma humanidade...
que leva cada vez mais longe teu pensamento,
coberto de verdade...ilhado no mundo,
da grande pedra da fé.
11/11/2008
ovo cósmico
A falta toca o peito e
abre buracos no tempo/espaço
(aproveito)
afasto pensamentos limitadores
sombras
A leveza me invade
viajo nas asas do vento
Sou Fernão Capelo Gaivota
Ulisses nos braços de Circe
Sou Eva cantando triste
(desejosa)
pela fruta que tanto gosta
AH! se eu pudesse beber do Letes
e ser inaugural como a alvorada
ser Divina
e não essa fêmea bruta
mulher em construção
alterada pelas limitações
e mesquinharias
da humanidade nata
As mãos tecem desafios
Criam inéditas formas de ser
e existir
abro os olhos para o novo que surge
(tímido)
Fruo estes versos
que são andorinhas
e voam em direção a você
Te convido para brincar
para decantar palavras
celebrar alianças verbais
que se tornarão carne
Me empresta a tua voz ?
e canta com a minha lira
escreve outro poema
vivo, lúcido
Rizoma que justifica
o meu intento
Estou descansada
meus olhos se fecham
respiro suavemente
cabeça erguida
mãos estendidas
Amigo,
somos flechas
mirando o infinito
abre buracos no tempo/espaço
(aproveito)
afasto pensamentos limitadores
sombras
A leveza me invade
viajo nas asas do vento
Sou Fernão Capelo Gaivota
Ulisses nos braços de Circe
Sou Eva cantando triste
(desejosa)
pela fruta que tanto gosta
AH! se eu pudesse beber do Letes
e ser inaugural como a alvorada
ser Divina
e não essa fêmea bruta
mulher em construção
alterada pelas limitações
e mesquinharias
da humanidade nata
As mãos tecem desafios
Criam inéditas formas de ser
e existir
abro os olhos para o novo que surge
(tímido)
Fruo estes versos
que são andorinhas
e voam em direção a você
Te convido para brincar
para decantar palavras
celebrar alianças verbais
que se tornarão carne
Me empresta a tua voz ?
e canta com a minha lira
escreve outro poema
vivo, lúcido
Rizoma que justifica
o meu intento
Estou descansada
meus olhos se fecham
respiro suavemente
cabeça erguida
mãos estendidas
Amigo,
somos flechas
mirando o infinito
27/10/2008
questões poéticas XV
O que te faz feliz?
O que faz vibrar teu coração?
O que te faz pensar?
O que a consciência te diz?
Em mim brotam mil pensamentos
água de fonte, eles
são rebentos, são como filhos que
ora acolho, alimento, e hora
negligencio deixando ao sabo da propria sorte.
Me faz feliz imaginar a humanidade
vivendo em harmonia com a natureza
Todos comendo grãos e vegetais,
bebendo água pura,
com saúde e moradia
e me dizem: "que discurso gasto, pura utopia"
me calam a voz.
Mas logo sugem os engasgos
os nós na garganta
e minhas palavras altivas e
até mesmo agressivas
pedem passagem.
Então emerge um eu que
até eu mesma desconheço,
e já não sou sou mais essa aquela
Sou fauna,
flora
macaco, paca, tatu
passarinho na gaiola
cantando em gritos.
Faz meu coração vibrar essa energia
a minha consciência está desperta!
Sei que estou aqui, agora,
mas um dia, serei da terra alimento.
O que faz vibrar teu coração?
O que te faz pensar?
O que a consciência te diz?
Em mim brotam mil pensamentos
água de fonte, eles
são rebentos, são como filhos que
ora acolho, alimento, e hora
negligencio deixando ao sabo da propria sorte.
Me faz feliz imaginar a humanidade
vivendo em harmonia com a natureza
Todos comendo grãos e vegetais,
bebendo água pura,
com saúde e moradia
e me dizem: "que discurso gasto, pura utopia"
me calam a voz.
Mas logo sugem os engasgos
os nós na garganta
e minhas palavras altivas e
até mesmo agressivas
pedem passagem.
Então emerge um eu que
até eu mesma desconheço,
e já não sou sou mais essa aquela
Sou fauna,
flora
macaco, paca, tatu
passarinho na gaiola
cantando em gritos.
Faz meu coração vibrar essa energia
a minha consciência está desperta!
Sei que estou aqui, agora,
mas um dia, serei da terra alimento.
Convite à sedução
Me seduza com tua manha
dobra o meu orgulhoso
com palavras obtusas
colorindo os dias e noites
com promessas vãs.
Me induza à perdição
ao abismo dos apaixonados
onde tudo é terrivelmente belo e raro
onde habita o sentido, a completude e
a comunhão.
Me faça sentir viva
Não é isso o amor?
Essa cegueira induzida
esse sim, não, sim.
Não é abrir, por vontade própria,
na carne, feridas?
Chagas benditas
Ter por deus a saudade
e render-lhe adorações
não é curtir, como D'Avila,
o tal gozo mistico?
Não é isso o amor?
Me seduza
Anseio esse descentramento
Para que a vida se torne verdade
Anseio essa experiência divina
fundada na utopia
pra ver brotar de novo o desejo
Transformando em encantamento
O que agora é pura afasia.
dobra o meu orgulhoso
com palavras obtusas
colorindo os dias e noites
com promessas vãs.
Me induza à perdição
ao abismo dos apaixonados
onde tudo é terrivelmente belo e raro
onde habita o sentido, a completude e
a comunhão.
Me faça sentir viva
Não é isso o amor?
Essa cegueira induzida
esse sim, não, sim.
Não é abrir, por vontade própria,
na carne, feridas?
Chagas benditas
Ter por deus a saudade
e render-lhe adorações
não é curtir, como D'Avila,
o tal gozo mistico?
Não é isso o amor?
Me seduza
Anseio esse descentramento
Para que a vida se torne verdade
Anseio essa experiência divina
fundada na utopia
pra ver brotar de novo o desejo
Transformando em encantamento
O que agora é pura afasia.
21/10/2008
A fúria de Eros
Desejo a luz azulada
Do teu peito abrasado
Dá-me o teu gozo
o teu coração
Dá-me o teu pulmão
Teu baço
Pernas e braços
Sê meu por inteiro
Sem sombras e nem saudades
Deixa para traz
pai
mãe
irmão
Deixa de comer e beber
Vem para mim com cuidado e
Sem demora
Traz o fogo de Prometeu
De Zeus a chuva de ouro
Vem dissimulado
Deita com os olhos semicerrados
E finge que não me viu
Vou te dar o meu ódio
em férreos beijos e abraços
Cacos afiados de antigas convenções
Sê meu nesse delírio de posse
Antes que noite acabe
e se desfaça a fantasia
Antes que vire dia
Dá-me a fonte de luz
que o teu sexo irradia.
Do teu peito abrasado
Dá-me o teu gozo
o teu coração
Dá-me o teu pulmão
Teu baço
Pernas e braços
Sê meu por inteiro
Sem sombras e nem saudades
Deixa para traz
pai
mãe
irmão
Deixa de comer e beber
Vem para mim com cuidado e
Sem demora
Traz o fogo de Prometeu
De Zeus a chuva de ouro
Vem dissimulado
Deita com os olhos semicerrados
E finge que não me viu
Vou te dar o meu ódio
em férreos beijos e abraços
Cacos afiados de antigas convenções
Sê meu nesse delírio de posse
Antes que noite acabe
e se desfaça a fantasia
Antes que vire dia
Dá-me a fonte de luz
que o teu sexo irradia.
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