24/12/2008

"É extremamente breve a vida dos que esquecem o passado, negligenciam o presente e receiam o futuro" (Sêneca)


Minha amiga Simone sempre diz: "Renata, leia os clássiscos". Foi a partir dessa recomendação que passei a olhar com mais atenção para Platão, Sêneca, Aristóteles, entre outros pensadores que, na contemporaneidade, ainda se mostram eficazes em fornecer peças- chaves para as questões do nosso dia a dia. Sêneca escreveu um breve tratado Sobre a Brevidade da Vida , buscando convencer Paulino, pessoa encarregada de abastecer Roma com trigo, a abandonar seu posto e dedicar-se ao estudo da filosofia. Os argumentos de Sêneca são incontestáveis, mas, se Paulino os escutou e seguiu, isso eu não sei.
Sêneca diz que se deve aprender a viver por toda uma vida, e que por mais que nos espantemos, é também por toda uma vida que devemos aprender a morrer. É no intervalo que a vida acontece, e as pessoas esperam por momentos especiais para isso e aquilo e seguem sempre esperando... É a Esperança presa na caixa, enquanto Pandora assiste os males do mundo alçando vôo e circulando livremente.

Ser livre
Refazer o caminho
dar passos ao contrário
desmontar os cenários
deixar o mato crescer.

Andar de cara limpa
acreditar que o outro e eu
somos a unidade
semente da diversidade.

Acerditar que o tempo é mera ilusão
e que somos nós que
passamos ou ficamos parados
Esperando o tempo propício
de viver

22/12/2008

Por um Natal que celebre a VIDA, sem matanças...mesmo que a vida seja de um simples animalzinho...

Estava assistindo a uma entre tantas propagandas que vendem carne para o natal e o ano novo. A propaganda mostrou uma confraternização que tinha como centro um peru assado... Tenham dó!!!!!! Acredito que as pessoas saibam da crueldade sem limites por que os animais passam até chegarem "douradinhos" à mesa, mas, preferem nem pensar nisso....

Rejeite uma ceia de Natal sangrenta. Salve vidas e descubra o verdadeiro espírito Natalício; o da comunhão do homem com todos os outros seres. Feliz Natal!

poema sem título (nº45)

"Viva àqueles que perderam!
E para aqueles cujas naus de guerra naufragaram no oceano!
E para aqueles que se afogaram no oceano!
E para todos os generais derrotados em suas empresas, e todos os heróis abatidos!"
(Walt Whitman)
Eles querem glória, fortuna e
reconhecimento
Anseiam o triunfo
Derramam sangue nas guerras
e carregam, sem culpa, os despojos.
Eles querem glória, fortuna e
reconhecimento
e querem sempre mais
querem a posse da terra e da água
Mas rejeitam as agruras e intempéries
do tempo que passa
Desafiam Deus
julgando serem eternos.
Benditos àqueles que caem
e que cedem
também àqueles que deixam pra lá.
Benditos os que reconhecem as perdas
e não lamentam os bens usurpados.
Benditos os simples e sem patentes
pois ninguém, jamais, lhes roubará a alma.

21/12/2008

arcaica

Te busquei nos meus olhos
Te busquei, tanto, incendiada,
pelo laranjal perfumado e florido
que abriga pássaros párias
assim como eu
antigos engaiolados
que, ainda, tem medo de voar.

Te busco perdida entre farpas
arranhada pelo arvoredo
produzindo ecos de mim
nos rochedos distantes
Girando, girando e
retornando sempre
Aqui
sem respostas.

Quem sabe sob maldição primordial
Destinada ao labirinto
sem fio dourado ou rendas
de cara limpa
negando os sacrifícios de sangue
Anseando a paz
uroboro-buscando e assistindo
o Dragão cuspir fogo
gemer e
morder a própria cauda.

17/12/2008

Literatura capixaba em foco! lançamento de livros e Roda de leitura...

Olá Amigos,
hoje (17/12), no IGHES, foi realizada uma solenidade, com sarau, cantata e lançamento de vários livros, entre eles o "Escritos de Vitória, 25: Vitória, Cidade Sol", no qual eu participo com a poesia intitulada "Moqueca capixaba". Uma festa muito bonita que contou com presença de convidados ilustres como a escritora Bernadette Lyra e a família Braga que veio de Cachoeiro especialmente para o evento.
Paralelamente, na BPES/ Biblioteca Pública Estadual, nossa amiga Karina Rezende ministrava uma roda de leitura sobre o conto "MIssa do Galo" de machado de Assis, em comemoração ao centenário de morte do Bruxo do Cosme Velho. Cheguei no finalzinho, mas deu pra ver o sucesso do evento, enfim... a literatura está a cada dia com maior visibilidade na nossa cidade, e fico feliz em fazer parte deste movimento...
Vitória, Cidade Sol é uma antologia que reúne 26 autores contemporâneos com mais de 50 textos ( poesia, conto, contos híbridos, crônicas, ensaios). É uma homenagem a nossa cidade, um canto de amor a Vitória, com suas luzes e sombras, enfim... o livro está uma maravilha!

Guilherme Santos Neves autografou os volumes 1 e 2 da Coletânea de Estudos e Registros do Folclore Capixaba / 1944- 1982. Cada um volume com aproximadamente 600 páginas.
O livro apresenta um panorâmico retrato cultural do folclore capixaba, fruto de pesquisa de váriados estudiosos sob a batuta de Guilherme Santos Neves.


A Embaixadora das artes é fruto de uma minuciosa pesquisa realizada pela Mestre em Estudos literários vanda Luiza Souza Netto. Essa obra lança luz sobre os escritos de Lídia Besouchet (1908- 1997). Besouchet nasceu no Rio grande do Sul e veio morar em Vitória na adolescência, deixou uma obra relevante e tornou-se patrona da cadeira nº 32 da Academia Espírito Santense de Letras.
Textos de História Militar do Espírito Santo integra a coleção João Bonino Moreira- vol 3. Foi compilado por Getúlio Marcos Pereira Neves e descreve entre outros acontecidos da presença de Vasco Fernades Coutinho na Campanha de Goa, da morte de Fernão de Sá, do Ataque dos franceses a Vitória, entre outros assuntos.

"O que eu sei é que, se me fora dado a escolher, no vasto mundo de DEus, um lugar para eu nascer... Bem: escolheria este: Cachoeiro de Itapemirim. Por que? sabe-se lá o porquê das coisas do coração?" (Newton Braga"
Newton Braga (1911- 1962) tem sua vida e obra apresentadas por Sara Novaes Rodrigues no Poeta, cachoeirense. Mais um livro da coleção Roberto Alma, o de nº 19.

O Pavão Multifacetado escrito por Carla de Paula Santos, fala da Vida e obra de José carlos de Oliveira (1934- 1986). Carlinhos, era um existencialista e forma juntamente com os escritores Luiz Fernado Tatagiba e Amylton de Almeida a triade que comungava com o mundo de Sartre e Camus. O Pavão Multifacetado é segundo o professor Francisco Aurélio Ribeiro, "um dos melhores romances memorialisticosjá escrito neste país".

A Revista de nº 62 do Instituto Histórico e Geográfico do ES possue 12 artigos e trata de temas como: A transmigração da corte e sua influência no desenvolvimento do ES; O mapa mundi de Ortélio Abraão; Sucessão dos donatários do ES, à luz da genealogia; Café e mudança no ES; entre outros.

13/12/2008

puer

Lá no intimo há uma criança
****************esquecida
que aos poucos se aproxima
sob o mato prata da timidez

Assim como quem não tem direitos
*******************ferida
Ensaia falas singelas
de verdades simples e essencias

Vem chegando como um raio
desafiando regras e normas
Vem cantarolando versos
que comunicam doces amarguras

Escolho fechar os sentido
janelas e portas da casa de vidro
onde a criança mora?
Ou abro a fibra bruta
que o tempo calcificou?
************Dúvidas
************Medo da cura
************do escuro

Toda criança é bendita!
mesmo que maltratada
Suas feridas são chagas divinas
Toda criança é trabalho em diração a luz
é promessa de boas novas
é encantamento

Aceito o desafio
Vem para fora!

Flores de tecido...

Olá Amigos e amigas,
Apresento para vocês algumas flores que acabei de confeccionar. Acessórios femininos e delicados que podem turbinar a roupa mais sequinha e podem ser utilizados também em bolsas.
Espero que apreciem o trabalho
Abraços afetuosos
Renata



rosa vermelha e flor amarelo ouro
Flor de lótus

Flor aquarelada

30/11/2008

Poema inacabado

O amanhecer está aí
despontando
arrebentando na abóbada chumbo
contrariando aqueles que profetizaram
a tua ruína
Carpe Diem!
Sorve até a última gota
o dia que se anuncia
Seja feliz agora
estrangula a hidra
estrapola
Seja criativo
sem medo de errar
acolha a erro
e grita alto
"Não me importo com isso!"
e se importe
apenas
com os riscos
de não arriscar
Rabisca
lambuza
vira o disco
traduza para a lingua dos homens
os sonhos utópicos
enfim...

24/11/2008

Poesias de Pedro Paulo Boffy

Amigos, apresento a vocês uma pequena mostra da escrita de Pedro Paulo Boffy. Uma poesia marcada pela leveza e pela multiplicidade de camadas interpretativas. Bem, agora é só curtir...

A luz que toca no chão.

Sonhei que uma bela estrela caminhava pela areia e,
estava prestes a banhar-se,
por onde passava exalava o seu perfume celestial.
tocava lentamente a areia,
ali deixando a expressam da perfeição que
ostentava sobre as marcas de seus pés na areia.
A brisa soprava levemente,
espalhando o suave aroma de paz...
As ondas bravias que pareciam querer sufocá-la,
à medida que delas se aproximava abrandavam
e com que se tivessem revenciando-a,
punham-se a saudá-la.
E, repentinamente, tocando-a,
pusseram-se a envolve-la,
acalmando o calor que saía de seu corpo;
sem apagar o brilho e já toda envolta,
o mar punha-se a acariciá-la,
até que subitamente,
passo-apasso retirou-se das ondas e,
deleitada com tanto acalanto,
subitamente voltou a integrar sua constelação,
de brilho úno e imprescidível.
Com vida toda viva.



Pedra da fé.

Grande PEDRA,
COM expressiva flor,
morena de sol,
de brilho dourado,
de boca maça,
como amoras de época,
com beleza que reflete,
para o chamado angular,
no seu Rei escolhido - cheio de edificações,
pescador de emoções,
da pedra do ser,
razão do estar,
por ter voce
e toda uma humanidade...
que leva cada vez mais longe teu pensamento,
coberto de verdade...ilhado no mundo,
da grande pedra da fé.

11/11/2008

ovo cósmico

A falta toca o peito e
abre buracos no tempo/espaço
(aproveito)
afasto pensamentos limitadores
sombras
A leveza me invade
viajo nas asas do vento

Sou Fernão Capelo Gaivota
Ulisses nos braços de Circe
Sou Eva cantando triste
(desejosa)
pela fruta que tanto gosta

AH! se eu pudesse beber do Letes
e ser inaugural como a alvorada
ser Divina
e não essa fêmea bruta
mulher em construção
alterada pelas limitações
e mesquinharias
da humanidade nata

As mãos tecem desafios
Criam inéditas formas de ser
e existir
abro os olhos para o novo que surge
(tímido)
Fruo estes versos
que são andorinhas
e  voam em direção a você

Te convido para brincar
para decantar palavras
celebrar alianças verbais
que se tornarão carne

Me empresta a tua voz ?
e canta com a minha lira
escreve outro poema
vivo, lúcido
Rizoma que justifica
o meu intento

Estou descansada
meus olhos se fecham
respiro suavemente
cabeça erguida
mãos estendidas
Amigo,
somos flechas
mirando o infinito