XXXXXXXX “Entre o planeta e o Sem-Fim,
XXXXXXXXXX A asa de uma borboleta” (Cecília Meireles)
Buscar salvação para o abandono,
Desenterrar forças para mudar o mundo,
Revelar o mundo descoberto no subterrâneo
De sorrisos frios e olhares cínicos.
Testemunhar o diálogo entre a ausência e a morte.
Conhecer a si mesmo de um outro jeito,
Libertar a borboleta aprisionada
Dentro da larva e voar em curvas,
Levantando poeira bem longe.
Fazer o caos!
A minha errância é como a água turva
De um rio caudaloso:
Não permite que lhe encontre a fonte
Ou que lhe desnude os mistérios do fundo.
A minha alegria,
Árvore carregada de tristezas,
Labirinto com minotauros anões...
Não há fio com que contar.
Preciso tear um casulo e adormecer,
Já sinto as dores da transformação.
Minha pele começa a romper.
Essa mutação é necessária?
Guardarei o silêncio para quando
Abrir misteriosas asas.
Buscarei a luz que ainda não conheci.
Assim como o néctar, a essência,
Irei desvendar a flor,
Com tudo isso eu sonho,
Enquanto me arrasto pelo chão.
Arranhada e faminta.
Renata Bomfim
XXXXXXXXXX A asa de uma borboleta” (Cecília Meireles)
Buscar salvação para o abandono,
Desenterrar forças para mudar o mundo,
Revelar o mundo descoberto no subterrâneo
De sorrisos frios e olhares cínicos.
Testemunhar o diálogo entre a ausência e a morte.
Conhecer a si mesmo de um outro jeito,
Libertar a borboleta aprisionada
Dentro da larva e voar em curvas,
Levantando poeira bem longe.
Fazer o caos!
A minha errância é como a água turva
De um rio caudaloso:
Não permite que lhe encontre a fonte
Ou que lhe desnude os mistérios do fundo.
A minha alegria,
Árvore carregada de tristezas,
Labirinto com minotauros anões...
Não há fio com que contar.
Preciso tear um casulo e adormecer,
Já sinto as dores da transformação.
Minha pele começa a romper.
Essa mutação é necessária?
Guardarei o silêncio para quando
Abrir misteriosas asas.
Buscarei a luz que ainda não conheci.
Assim como o néctar, a essência,
Irei desvendar a flor,
Com tudo isso eu sonho,
Enquanto me arrasto pelo chão.
Arranhada e faminta.
Renata Bomfim
2 comentários:
Poema são como as borboletas, mutantes e voadores na imaginação do poeta edo do leitor.
Entre o infinito
e a finitude real
as asas abertas da borboleta
é a fronteira:
onde começar a versejar
teu poema
onde o casulo começa
a se quebrar
belo blog poético
belo poema
ritmo na forma
movimento no conteúdo
Luiz Alfredo
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