01/11/2013

Apenas as flores

Apenas as flores podem
Entender o desengano,
A tristeza e a dor
Que habita o meu peito,
E essa luz que brilha,
(intermitente)
Em lugar que desconheço.
Sou como a minha terra:
Vales e montanhas dialogando
Num sem fim...
As areias da praia nunca provaram
O abraço frio do rio Jucu, e nem
Nunca escutaram o sussurro melancólico
Dos pinheiros do Reluz,
Eu os escuto sempre! mas,
Apenas as  flores conhecem
Os segredos guardados por mim,
Elas compreendem as sutilezas
Do alto e do baixo, e sabem
Porque morro e porque vivo assim.

RB, Lisboa, 01-11-2013

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