Louvo a beleza que embriaga
meus olhos. Sigo de Porto para
Santiago de Compostela.
Casas de pedra cercadas
pelo verde, pinheiros enfileirados,
hortas e plantações de uva
dão forma a um cenário
inquietante, mas, o meu espírito
se desloca, involuntariamente,
para a aridez do sertão
da minha terra, onde o homem
planta e nada brota
por falta de água.
-Ah! chuva santa, abençoada,
porque não vens? chora o sertanejo
tangendo, dedos grossos, a viola.
Já no Sul a geada mata o gado,
e o sol não aquece o peito como deveria.
Nos matadouros os animais
vivem a miséria da morte mais cruel
(vitimas de um holocausto)
Não quero pensar nessa humanidade
que perdeu o rumo, quero ter esperanças,
mesmo que este estandarte puído
seja reerguido via tinta e papel.
RB
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