05/12/2013

Inspiro

Inspiro. Os séculos entram 
Pelas minhas narinas.
Erguem-se altas muralhas
Nos pulmões.
Poços cortam sentidos
Alcançando o meu mais profundo.
Torres de marfim se ligam
Ao útero por uma ponte levadiça.
Quantas vozes, quantas... 
Respiro todos os habitantes desse mundo,
Dou vez aos seres das entranhas,
Transpiro tudo aquilo que não sou.
Sinto o tempo fluir pelas veias.

RB, 20-11-2013

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