Nem um corpo vazio
nem uma mente alienada.
Na sua pluralidade
o ser busca defir-se
a alma canta a sua completude
e clama pelo sangue e pela carne
desejosa dos fluídos divinos.
A natureza nos brinda
com seus mistérios.
Nem os ventos mais distantes
deixam de estar presentes
e de beijar as colinas próximas.
É tudo uma questão de tempo
tempo mágico, mítico, fora do tempo.
Nos giros da grande roda azul
os elementais do fogo trabalham
incessantemente
para a purificação da matéria organo/sutil.
E a alma,
durante a jornada,
vai sendo preenchida
pelas cinzas benditas,
por sonhos
e esperanças.
21/04/2008
20/04/2008
Publicações 2008
Amigos,O poema "Rôgo" será publicado na Antologia "Os mais belos Poemas de Amor " - Edição 2008/
O Poema "Entre a luz e a escuridão" na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos vol.45/
e o poema "Mulherarvore" na Antologia paradidática "Palavras Verdes" - vol. 2/ pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores.
todos os poemas de são de minha autoria e estão postados no blog.
abraços
re
abraços
re
19/04/2008
palavra seta
A tua palavra
tesa
Voa da lingua
É seta
e me acerta.
Íngua!
Dói
e não cessa,
abcesso inelutável.
E eu que não sou
uma pobrezinha,
insuflo em você
Ares de vênus,
Veneno!
Para te devolver
em valores
as tais palavras-dores.
Embuídas em
fel,
solução borbulhante
na taça
onde
desvanesce
a minha fantasia.
17/04/2008
sensorialidade
O táctil se apoderou de mim!
Já não te busco mais atada
ao fio dos meus pensamentos.
Te experimento inteiro
com meus olhos
Teu cheiro fala à minha boca
da hora de amar e
sussurra indecifráveis
comunicando sem palavras
o silêncio dos amantes.
Meus póros estão abertos
para te captar
em vibrações e
sutilmente
eu te canto
no presente
batendo as palmas das mãos
e soltando os pés
em bailados desconcertados.
Te submeto aos meus desejos
mais indecentes com
as gotas adocicadas
do meu suor.
É assim que eu te quero!
Estrela cadente
É assim que eu te busco!
desejoso
no céu da minha boca.
Ânsia louca camuflada
na senda da urgência
emergência da gente
de sermos
mãos que se acolhem e guiam
numa vivência
meta- sexorial.
Já não te busco mais atada
ao fio dos meus pensamentos.
Te experimento inteiro
com meus olhos
Teu cheiro fala à minha boca
da hora de amar e
sussurra indecifráveis
comunicando sem palavras
o silêncio dos amantes.
Meus póros estão abertos
para te captar
em vibrações e
sutilmente
eu te canto
no presente
batendo as palmas das mãos
e soltando os pés
em bailados desconcertados.
Te submeto aos meus desejos
mais indecentes com
as gotas adocicadas
do meu suor.
É assim que eu te quero!
Estrela cadente
É assim que eu te busco!
desejoso
no céu da minha boca.
Ânsia louca camuflada
na senda da urgência
emergência da gente
de sermos
mãos que se acolhem e guiam
numa vivência
meta- sexorial.
Faces
Minha face brinca de ser Outra
e à medida que o tempo passa
ela se reveste ora de sorrisos
e ora de lágrimas
se expandindo ao infinito.
Ao sabor do vento
esse rosto que não é só meu
busca abrigo nas mãos de outra pessoa.
E a imagem que você beija
e diz conhecer bem
vai se transfigurando
e ensaia ser vale
Flor
tigre
cobra
água
madeira
fogo
voltando devagar a ser esse eu/outra
conhecida e estranha
sempre em busca de metamorfoses.
e à medida que o tempo passa
ela se reveste ora de sorrisos
e ora de lágrimas
se expandindo ao infinito.
Ao sabor do vento
esse rosto que não é só meu
busca abrigo nas mãos de outra pessoa.
E a imagem que você beija
e diz conhecer bem
vai se transfigurando
e ensaia ser vale
Flor
tigre
cobra
água
madeira
fogo
voltando devagar a ser esse eu/outra
conhecida e estranha
sempre em busca de metamorfoses.
14/04/2008
sensações
O sopro do vento na cara
a descida do morro
a ferida na alma.
Canção protelada
espaços cedidos
amores perdidos
na calma esperada.
Tudo faz de mim Ser emergente
Esse tudo me reduz a ser eu, gente.
Esse isso, confuso, me embriaga.
a descida do morro
a ferida na alma.
Canção protelada
espaços cedidos
amores perdidos
na calma esperada.
Tudo faz de mim Ser emergente
Esse tudo me reduz a ser eu, gente.
Esse isso, confuso, me embriaga.
09/04/2008
girassol
No canteiro ela girava
e girava e girava...
Sol à pino.
voluptuosa!
Seu amarelo ofuscava o ouro
e encantava os céticos
e os desaventurados.
Ornamentos sagrados
seus pistilos doces.
Oferendas para os deuses da
polinização e deleite para as abelhas.
Quem me dera girar na tua ciranda e
revestir meu corpo com tuas pétalas.
Quisera poder voltar
e rever o local onde primeiro te vi.
Hoje te admiro dos meus sonhos
terreiro onírico onde encontro energia,
e seres que não são de carne e osso.
Lá continuas a girar sol à sol.
Da noite iluminas a minh' alma
para que meus olhos
brilhem durante o dia.
Canto de abertura
Brilham sóis na minha lua
E sou toda bruma,
rio a deslizar pelos penhascos.
A minha terra está úmida, desejante,
à espera da tua semente que
acolherei como se fosse a última.
Não há mais solidão,
a pedra quebrou-se,
fez-se multipla.
Brilham os sóis da minha lua
E sou toda e todos e sou nada
o pó dessa terra
o porvir desse chão
mãos ágeis na construção
da paz tão esperada.
E sou toda bruma,
rio a deslizar pelos penhascos.
A minha terra está úmida, desejante,
à espera da tua semente que
acolherei como se fosse a última.
Não há mais solidão,
a pedra quebrou-se,
fez-se multipla.
Brilham os sóis da minha lua
E sou toda e todos e sou nada
o pó dessa terra
o porvir desse chão
mãos ágeis na construção
da paz tão esperada.
05/04/2008
Os Gatos: poesia de Baudelaire
(eu e Elvis, o rei)
*
Os amantes febris e os sábios solitários
Amam de modo igual, na idade da razão,
Os doces e orgulhosos gatos da mansão,
Que como eles têm frio e cismam sedentários.
*
Amigos da volúpia e devotos da ciência,
Buscam eles o horror da treva e dos mistérios;
Tomara-os Érebo por seus corcéis funéreos,
Se a submissão pudera opor-lhes à insolência.
*
Sonhando eles assumem a nobre atitude
Da esfinge que no além se funde à infinitude,
Como ao sabor de um sonho que jamais termina;
*
Os rins em mágicas fagulhas se distendem,
E partículas de ouro, como areia fina,
Suas graves pupilas vagamente acendem.
*
02/04/2008
CONTROLE POPULACIONAL DE CÃES E GATOS
A superpopulação de cães e gatos é um problema que afeta a maioria dos países, em maior ou menor grau. A equação é simples: existem mais animais do que lares para acolhê-los. Em busca de uma “solução” rápida, as autoridades da saúde freqüentemente recorrem ao extermínio em massa. Milhares de animais são mortos nos Centros de Controles de Zoonoses (CCZ).
No entanto, tal medida não adianta em nada, não passando, no fundo, de mera crueldade e desperdício de dinheiro público, já que os animais que não são recolhidos conseguem se reproduzir em número muitíssimo maior do que se consegue matá-los.
Segundo o Comitê de Especialistas em Raiva da Organização Mundial da Saúde (OMS), reunido em 1992, a captura e o sacrifício de animais não representam medida de controle da doença, pois não atuam nas principais causas do problema: a procriação descontrolada de cães e gatos e a irresponsabilidade ou ignorância dos seus proprietários.
Somente partir da castração de 30% dos cães/gatos de um município é que passa a acontecer uma efetiva diminuição da população desses animais, reduzindo, conseqüentemente, o abandono e o risco de doenças transmitidas por eles. Vários municípios brasileiros já substituíram o extermínio de cães e gatos pela castração em massa.
No Espírito Santo, atenta a essa realidade, a justiça concedeu liminar (17/08/2007) em ação civil pública movida pelo Ministério Público contra o município de Vitória proibindo o extermínio de animais sadios, já que, como dito antes, isso não passa mera crueldade e desperdício de dinheiro público.
Entretanto, até março/08, sete meses após a concessão da liminar, o Centro de Controle de Zoonoses de Vitória nada fez para ampliar o número de castrações oferecidas à população. Atualmente o CCZ disponibiliza apenas um médico veterinário para realizar o procedimento cirúrgico. A conseqüência do descaso é uma fila de espera de mais de 900 animais.
E é nesse sentido que pedimos a sua ajuda!Para solicitar que a Secretaria Municipal de Saúde de Vitória amplie o número de castrações oferecidos para cães e gatos da população envie um e-mail para http://www.vitoria.es.gov.br/secretarias/governo/ouvidoria.htm
ou ligue para 0800-2836345,
ou compareça pessoalmente ao Palácio Jerônimo Monteiro, av.Marechal Mascarenhas de Moraes, 1927, 2º andar - de 2ª a 6ª feira, das 8 às 18 horas.
Associação Amigos dos Animais do Espírito Santo
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