28/07/2008

amigos, por favor assistam a este vídeo, fez muito bem a minha vida, me ajudou a mudar hábitos espero que faça o mesmo por você!

A Amazônia perdeu o equivalente a um campo de futebol e meio por minuto em junho por conta do desmatamento, totalizando 612 km² no mês, informou o Imazon, instituto de pesquisa não-governamental dedicado a estudar a floresta. O desmate do mês de junho foi 23% maior do que o registrado no mesmo período de 2007. Em junho do ano passado, a floresta perdeu 499 km², segundo o Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD) do Imazon.

"Os dados mostram um desmatamento concentrado em regiões onde houve a expansão de novas fronteiras agrícolas", afirmou o pesquisador Adalberto Veríssimo, coordenador do Projeto Transparência Florestal do instituto. Segundo Veríssimo, o desmatamento no Pará é mais facilmente percebido em três áreas distintas: às margens da rodovia BR-163 para uso da pecuária extensiva; à beira da rodovia Transamazônica, por assentamentos e propriedades de pequeno e médio portes, voltadas sobretudo à pecuária; e na região de Marabá. "Em Marabá, as árvores são arrancadas para a produção de carvão para alimentar a indústria de ferro gusa"."A maneira mais eficiente de tomar conta da terra é desmatar, ainda que não se produza nada ali. Isso sinaliza que aquele pedaço de terra tem dono", explicou. "Muitas vezes, as pessoas desmatam essas terras na expectativa de vendê-las depois."


Amigos, este documentário fez a diferença na minha vida, é uma realidade muito triste mas que precisa ser encarada.


s e m e s p a ç o p a r a m o r a r

Casa, Construto real de tijolos preciosos onde o vento não te alcança lugar de gozar de felicidade e descansar, na casa és rei. Lar, Construto subjetivo sonho tecido com os fios de esperança que desde criança desejas concretizar Lá a brisa do amor te refresca e o contentamento enebria Em um lar és um com o o outro. A falta, maestrina da orquestra do mundo rege o coro que quer te desconcertar compassos esburacados tempo faminto e cansado e desencantado. Despertar, Fecha a caixa de Pandora e começa a construir faz a síntese busca a essência acha o teverdadeiro lugar conquista a casa-lar.

26/07/2008

Povo, tem lançamento de livro... (Sentido Inverso)


Amigos, nosso livro será lançado nesse domingo, digo nosso porque não é só meu, é uma antologia com poetas do Brasil inteiro. Infelizmente não poderei comparecer ao lançamento que será na Casa das Rosas em São Paulo. Vários assuntos me prendem estes dias à Vitória. Mas desejo desde já parabenizar cada poeta pelo feito e agradecer à editora ANDROSS, especialmente ao Edson Rosato, pelo carinho e seriedade com que trabalharam para que essa obra ficasse tão rica.

25/07/2008

Hoje é o dia nacional do escritor

A data foi instituída em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro Simone Tinti.
Bem, desejo um Feliz dia do escritor para TODOS aqueles que se dedicam a escrita, em especial aos poetas que são fonte de inspiração e interlocução vital para minha escrita nascente:
Luis Eustáquio Soares, Maria Lúcia Dal farra, Wilbett Oliveira, Hilda Hilst, Florbela Espanca, Cecília Meireles, entre outros e os teóricos que têm me levado a vislumbrar outras formas de pensar o mundo...

Gentileza, o Louco de Deus

Amigos, ha quase 10 anos trabalhando no campo da saúde mental, destes pelo menos 7 anos dedicados à clínica da psicose, nunca ví tanta lucidez, criatividade, e aceitação do outro. Assim como Gentileza nos inspiram O Bispo do Rosário, do Hospital Pedro II o Raphael, Adelina Gomes, Fernando Diz, aqui em Vitória o Genilson, a José benedito, entre tantos... Tratar "normótico" é barra, aprendí sempre muito mais com os "loucos".
"Sempre pregando a gentileza, sem cobrar nada, sem cobrar um vintém, [...] tudo na gentileza"
"É por isso que eu passo na Avenida Brasil, nas passarelas, tudo tem mensagens, e quem é que escreve? Essa mão aqui!"

"Ha muitos anos eu passo mensagens nas pilastras, nas passarelas, tudo por amor e vocês não sabem quem eu sou. Vocês estão cegos, estão com olhos abertos mas a luz divina apagada, não botam na cabeça que tudo o que eu faço, faço por amor"


"A natureza ta aí, dá terra para os filhos, dá alimentação, [...] o que precisa agora? administrar tudo o que la dá".

24/07/2008

Sêmen é uma obra plástica. Barro primordial que vai ganhando múltiplas formas no imaginário do leitor. Vozes de alteridade convidam a "romper os escombros, as sombras, as sobras', a "desenraizar-se das próprias raizes"e, "esboçar um vôo Ícaro". Versos curtos mas, com potência para tocar a alma de quem os lê.
Esta obra está sendo reeditada e poderá, em poucos dias, ser encontrada nas livrarias Logos e Cultura. Mas quem quiser se antecipar e adquiri o livro fresquinho, saindo do forno, é só entrar em contato com o poeta pelo endereço: wilbett@gmail.com

fica minha dica de leitura
Um forte abraço a todos
renata

22/07/2008

Entrevista concedida ao Letra e Fel pelo poeta Wilbett Oliveira

Wilbett Rodrigues de Oliveira nasceu em Umburatiba, MG, mas desde os doze anos mora em São Mateus, ES. É editor, escritor, poeta, ensaísta e professor de Faculdade do Sul da Bahia -FASB. Tem vários artigos e ensaios publicados em revistas científicas. Publicou: Partes (2003), Garimpo (2005), Nominal (2006), Sêmen (2007)e é editor responsável pela Revista Mosaicum.

Como foi a sua inserção no campo das letras, mais especificamente no da poesia?
Wilbett:A minha inclinação/excitação para a poesia começou com a recitação de textos de Drummond e Bilac nas séries iniciais.
Você é uma pessoa multifacetada. Escreve poemas, ensaios, artigos, faz a edição, divulga e vende os próprios livros. Como é lidar com estas interfaces do universo literário?
Wilbett:Essa “labuta” permite que o poeta desenvolva as habilidades para ler e escrever com visão mais crítica.
Como você avalia a recepção da poesia pelo público na contemporaneidade?
Indiferente, as pessoas, cada vez mais, se “enfurnam”. Mas a poesia luta contra o inatingível, para falar com Cortázar.
Você é o editor da Revista Literária Mosaicum. Como avalia a oferta de textos no campo da literatura quanto à critica e à multiplicidade de temas escolhidos?
Wilbett: Literatura e Educação são áreas em que há sempre uma diversidade temática. Os profissionais dessas áreas têm escrito muito mais que as outras. A Revista Mosaicum possui um rigor científico e, portanto, releva muito a discussão e/ou contribuição dos textos que publica.
Quando publicou seu primeiro livro de poesia, e como avalia o desdobramento de sua poética nas suas demais publicações?
Wilbett: Acho que foi em 1983. No início era apenas derramamentos confessionais. Depois disso passei um longo período sem escrever, pois achava tudo repetitivo. Em Nominal e Garimpo dominei a téchne. Ultrapassei as brincadeiras que podemos fazer com as palavras: gestos metalingüísticos. Aprendi com Valdo Motta que a poesia tem de dizer algo. Para mim, não há mais tempo para confissões e/ou coisas do gênero.
Quais as suas interlocuções e fontes de inspiração?
Wilbett: Fontes de inspiração não são mais necessárias depois de um determinado tempo. Poetas têm vislumbramentos. Prefiro “sacar” a poesia no momento mesmo em que desleio. Descontrução, talvez.
No livro Sêmen, você escolheu como epígrafe um verso de Afonso Romano de Sant’Anna que diz : “(...) é não dizer, que não-dizer é o que (dizer) venho”. Você poderia tecer algumas considerações sobre a forma como este verso atravessa o livro?
Wilbett: Para mim tudo já foi dito. Por isso, venho desdizer. Estou na fase de desconstrução (aquilo que Saussure chamou anagrama), revisitação do que não escrevi, ou melhor, do não-dito nos meus próprios textos e de outros poetas. Sêmen é algo que fertiliza por dentro, o não-dito, o escuro. É um gesto palinódico ou palingenético. O não–dito é o que se diz sem dizer por meio de uma sintaxe suspensa em que o sentido termina mesmo no momento em que se termina a leitura do poema. O sujeito poético em minha poesia assume outro conceito, não é apenas um eu lírico descomedido. Quero uma poesia que pulse (o uso dos verbos em sua forma nominal pressupõe ação) e que acorde o homem dessa condição de estar-no-mundo. Em termos de poesia, quase tudo já foi escrito. Então o caminho que nos resta é explodir as palavras para fazer jorrar delas versos desvelados. No mais, vou escrevivendo.
O site Poetas capixabas traz alguns poemas de Wilbett, confira.

21/07/2008

Corpo literal

Comeu o texto
até se entalar e,
lentamente o (di)geriu.
Deglutiu cada palavra:
ardor, úlsera, mágoa.

Bolos de frases
gargantearam,
dissolvendo-se
perigosamente.

Substâncias inauditas
correram pelo sangue.
Nada é estanque
no corpo literal.

20/07/2008

Educação ambiental em Vitória- Salve os ecochatos!

Amigos, saiu uma nota hoje no jornal A Gazeta (Caderno Dia-a-dia/ Segurança), daqui de Vitória (ES) com o titulo Inconsciencia ambiental. Ela traz à luz uma triste estatística que mostra como a população da região metropolitana de Vitória ainda conhece muito pouco, e se interessa ainda menos, pelas questões ambientais. Mas baseado em que eles dizem isso?
Bem, uma pesquisa realizada por alunos do curso de direito da UNIVIX, que ouviu 1.028 pessoas dentre as quais 42,5% com curso superior, mostrou que a população ainda não sabe a quem recorrer e o que fazer em caso de problemas ambientais. Muitas dessas pessoas não sabem se no decorrer do seu dia causam prejuízos ao meio ambiente e não levam em conta, por exemplo, a questão ambiental na hora de compar um produto. Esta pesquisa será apresentada pelos alunos da UNIVIX no I Encontro Latino Americano de Universidade sustentáveis, no Rio Grande do Sul. Bom, o mesmo jornal no caderno Economia, traz uma matéria página inteira sobre o promissor campo profissional que é o Ambiental, com o título: Nada de ecochato: procura-se especialista em meio ambiente.

Particularmente, acredito que todo profissional que realmente tem compromisso com a causa ambiental é um pouco ecochato. Você quer algo mais antipático que um cara ouvir dizer a verdade sobre os impactos da produção de carne para a natureza, sendo um fã incondicional de uma picanha gorda? Ter que escutar que, para se produzir em média um quilo de carne, 10 mil metros de floresta são desmatadas, 15 mil litros de água doce são gastas, fora que o descarte de vísceras, fezes, ossos, sangue, etc., são feitos nos rios e consome-se muita energia elétrica.
O consumo de água para além da criação do gado se extende para os processos de abate: sangria, escaldagem, depenagem, depilação, barbeação, evisceração, lavagem, etc.
Pois é, a carne tem um custo ambiental e esse custo não é computado no balcão do supermercado, quem paga é o meio ambiente! mas pra que saber disso, podendo comer a picanha na ignorância? talvez por isso o desinteresse com o meio ambiente, assim não haverá necessidade da pessoa se posicionar.
Fiquei muito feliz com a vinda de Nina Rosa ao ES, essa mulher muito especial, um exemplo de amor a vida e coragem na luta contra a crueldades contra a vida/meio ambiente. Ela é considerada por alguns uma ecochata, por falar verdades inconvenientes, por colocar o indivíduo frente a frente com a sua barbárie.
Eu tenho uma filosofia pessoal, se quero saber se uma atitude é correta, eu a imagino sendo praticada pela coletividade. Portanto acho que as áreas utilizadas como pasto poderiam ser utilizadas para a agricultura (por exemplo a familiar), não com monoculturas, como costumamos ver ao pegar qualquer estrada do ES. Enfim, ecochatianamente falando, reflitamos.
(os dados estatísticos sobre a criação de gado podem ser encontrados no site http://www.svb.org.br/)

19/07/2008

Nina Rosa no 5º Festival de Cinema Ambiental do Caparaó- ES

Queridos amigos,
Nina Rosa, fundadora do instituto de proteção animal que leva o seu nome (www.institutoninarosa.org.br), esteve no MoVA Caparaó, 5ª edicação do festival de cinema ambiental, Município de Muniz Freire, ES. Nina Rosa tem 64 anos e ha mais de 32 é vegetariana. Ela este nesse evento apresentando o ducumentário "A carne é fraca", que detalha o impacto do consumo de carne sobre a saúde e o meio ambiente, além, é claro para os aniamsi que são sacrificados indiscriminadamente e com muita crueldade.
Houve quem deixasse a tenda de exibição ao se deparar com as cenas de abate. Só um "humano" com coração de pedra não se emociona ao ver o desespero/ pânico no olhar dos animais na fila (corredor da morte) para serem abatidos, e depois abertos ainda vivos (pois é assim mesmo que acontece).
Houve também quem se revoltasse com as idéias da ativista que contra qualquer alimento ou produto de origem animal, incluindo medicamentos e remédios testados em animais. Nina diz que "a filosofia é simples" ela trata os animais como seus amigos, não os mata e não os come [...] respeito avida , desde a menor formiga ao paquiderme, portanto não mato nem barata". Ela defende que a carne não é primordial para nossa nitrição, pois não somos seres carnívoros e todos os nutrientes podem ser assimilados por meio dos vegetais. Nina é contra qualquer tipo de abate, afinal é uma vida que se destrói, e esse é um campo onde não há misericórdia. No documentário "A carne é fraca" Nina diz que as imagens foram feitas em abatedouros registrados, mas nem por isso as imagens deixam de ser chocantes.

Ela defende que para acabar com essa indústria da morte basta querermos