08/09/2008

Uma homenagem a você, amigo visitante!

Para matar saudades dos tempos de adolescente... Legião urbana...
Você pode escutar a música enquanto navega no blog...




Eu canto a Pátria-planeta

Eu canto a Pátria-planeta
antes que o pensamento se perca
divaguando entre futilidades

Pátria amada!
Mãe gentil!
Assim também te cantam Cains
de bocas encarniçadas

Pátria armada!
Suor, sangue e lágrimas
Salve! salve!
salve-se quem puder

Pátria refém da serra elétrica
que corta esperanças e
aniquila ideais

A minha alma anseia
ao som do mar
e a luz do céu profundo
ver brotar de ti
POESIA
e não apenas
desencanto, tristeza,
soja, café,
eucalípto e
cana- de- açucar

homem cabeça

homem cabeça se acha o tal
manda e desmanda
destrói a natureza
cria armadilhas
até mesmo para si
Não acredita em energia
em aura ou prana
não curte a contemplação
ridiculariza e até desdenha
das emoções, do amor
Diz serem clichês
vive no automático
como se fosse robô.

bairenatabomfim

03/09/2008

confissões de uma apaixonada

O sol toca a minha face
aquece o peito resistente
lança luz sobre
o meu maior tesouro
um coração dourado e ardente
No compasso das estações
este órgão apaixonado
e tenro
pende entre o derretimento
e a evaporação.
Não sei mais se tenho um coração
ou se o cardio-bandido
subverteu a ordem
e é quem me detém
refém de sentimentos
que me engolem.

01/09/2008

gênesis compartilhada

Querido
Vamos conjugar nossos verbos
Formar palavras-imagens
Flexibilizar rígidas frases
Subverter o alfabeto
Enunciar as boas novas
Gozar das texturas plurais
dos domínios da sintaxe
Celebrando os milagres da língua
que se realiza em múltiplas e
paradisiacas miragens.

30/08/2008

era uma vez um conto

Era uma vez...
Eram duas vezes...
Eram três...
O conto já se desmanchava
dentro do livro
Tudo estava diferente
A Princesa encantada do Vigário
desdenhava do Principe entediado
e de seu cavalo pálido
A Bruxa recém convertida
desfiava fervorosa o tercinho
O Mago gagá só fazia polir
o tacho de latão
Nada mais de sortilégios!
nem de perigos
Nada de paixão desefreada
de beijo apaixonado
ou maçã envenenada
e o pior
Nada mais de final feliz
Nem te conto!
Os súditos aborrecidos
já faziam as malas
"Chega de ser vassalo"
dizia o mais exaltado
Inimaginável os descaminhos
do imaginário

29/08/2008

Amigos da Lusofonia...

Bate papo no Mestrado de Estudos Literários da UFES:
O convidado é Pedro Eiras, professor Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A palestra intitula-se: "Os caminhos cegos. Da novíssima poesia portuguesa". O evento terá lugar no auditório do IC-II, no dia 05/09, às 17:00 h.


Entre outras atividades, Eiras é investigador no Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Desde 2001, publicou livros de ensaio, peças de teatro, ficções.Com o livro Esquecer Fausto, ganhou o Prémio PEN Clube Português de Ensaio em 2006. Investiga e publica estudos sobre autores portugueses dos séculos XIX a XXI, bem como ensaios de índole comparatista e inter-artes. As suas peças de teatro têm sido publicadas, traduzidas e encenadas em Portugal, França, Grécia, Eslováquia, Roménia e Brasil. BibliografiaAntes dos Lagartos, teatro, in Dramaturgias Emergentes, vol. 1, Dramat-Cotovia, 2001.
Bem, vocês viram o curriculo do rapaz, imperdível este encontro!
Vejo vocês lá!

Convite para um chá

Vamos tomar chá
amigo
e conversar
Falar dos desgostos
e das alegrias
Só não vale a essa altura da vida
mentir e nem dissimular
Vamos lembrar com saudades
dos tempos idos e
acenar para o amanhã
Vamos nos revelar
Deixar cair a máscara
Reencontrar a verdade facetada
Rir e passar uma borracha
naquilo que já não interessa
O que a vida nos fez?
Face da moeda
Espelho que reflete aquilo que
da vida fizemos
revelando o amor que espalhamos
as árvores que plantamos
os seres que alimentamos e
as dívidas que tivemos
a coragem de cobrar
Prazer, desgraça?
Linhas malditas e amaranhadas
Laços frouxos e muitos até puídos
o passado quer embrulhar o nosso presente
Eu digo Não
e inauguro um novo livro da vida
cheio de páginas em branco
esperando por garatujas e novos escritos
Amigo
Só tenho feito cantar
o canto foi a solução que bebi
pra curar as feridas abertas
Foi também o espaço que escolhi
para fincar as minhas raizes
taõ ressequidas e desejosas por profundidade
Não o canto escuro e sombrio
do medo e da fantasia infantil
assombrado pelo ostracismo
e pela a solidão perniciosa
O canto a que me refiro é o lírico
o da vida em expansão
Toco o intrumento da oportunidade
e suas cordas geram notas de encantamento
reverberam na alma e transbordam emoção
Rio às lágrimas!
Nesse mundo desnorteado
essa fonte marca o centro
do território da singularidade
suas águas são unguento e solução que
não se pode comprar
mas se adquire com árduo comprometimento
Somos humanos
ensinados que já nascemos pecadores
e incentivados a aceitar e
até mesmo a cultivar a dor e a melancolia
Celebremos então nossas falácias
mas que nosso foco seja a alegria
Celebremos nossos mais erros que acertos
e façamos poemas sem pontuação
Desejo que nos reencontremos
com a cara mexida pelo tempo
mais bonitos
eu acredito
Tomemos então amigo
o chá do contentamento

27/08/2008

poeminha bicho híbrido

Meu pensamento
límpido
vagueia
Percorre a gleba
Cruza mares
Busca abrigo
no teu seio
Pássaro- sereia

byrenata

Machado & Guimarães: um lance de dois

Amigos, imperdível!
A Academia Feminina Espírito Santense de Letras e a Universidade Federal do Espírito Santo, com patrocínio da Lei Rubem Braga e apoio da Vale apresentam uma série de palestras sobre dois dos maiores escritores brasileiros Machado de Assis e Guimarães Rosa. Este evento comemora os centenários de nascimento de Guimarães Rosa (27/06/1908 – 19/11/1967) e de morte de Machado de Assis (21/06/1839 – 29/11/1908). Serão cinco sessões, de agosto a dezembro de 2008, com professores especialistas, da Ufes e de outras instituições de ensino e pesquisa, falando sobre aspectos diversos das obras dos escritores em pauta. Haverá, sempre, um coordenador-debatedor, encarregado não só de formular perguntas para os palestrantes como também de fazer a intermediação entre estes e o público.
Palestras:
29/08: Machado: “Um santo de pau oco: moral e sexualidade em Dom Casmurro”, com Wilbett Salgueiro. Rosa:“Uma recriação fiel: diálogos entre o autor e o seu tradutor”/Erlon Paschoal
19/09:Machado: “Não há remédio certo: loucura e paixão na obra de Machado de Assis”, com Ruy perini. Rosa:“Equívocos propositais: dos tempos homéricos aos de Rosa e aos de agora”/ Lino Machado
17/10:Machado: “O corte e a corte do Machado”, Sérgio Amaral. Rosa:“As dobras do sertão: palavra e imagem”/ Jô Drumond
21/11-(meu aniversário) : Machado: “Machado de Assis, tradutor de Hugo”, Diego Flores. Rosa:“Rosa e a fotografia”/ Raimundo Carvalho
05/12: Machado: “O teatro oblíquo de Machado de Assis”, Marcelo Paiva. Rosa:“Uma voz espírita em Grande sertão: veredas”/ Sandra Lima
Todas as palestras serão as 15h nos ICS II e IV. A entrada é gratuita e serão conferidos certificados aos presentes. Qualquer dúvida contatar a secretaria do PPGL pelo tel: 33352515.