11/09/2008

Vidas Secas: O processo de desertificação no ES

O que mais preocupa não é o grito dos violentos,
nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética.
O que mais preocupa é o silêncio dos bons.
Martin Luther King
Essa queimada eu fotografei passando pelo Soído de baixo, em Marechal Floriano. É de dar dó, ao redor tudo estava devastado, várias lagoas sem vegetaçaõ ciliar ao redor...
Eu me pergunto como eu que nem moro em marechal vejo isso e tantas outras coisas e os órgãos responsáveis não?
OJornal A Gazeta trouxe uma reportagem alarmante sobre a desertificação no ES.
Nosso estado está sendo transformado em deserto!
Problema que se desdobra em muitos outros como por exemplo o déficit hídrico. Gente, já está faltando a àgua e a inguinorança parece que cada dia mais enraizada, tudo por causa da ganância...é a desgraça da monocultura, do desperdício... e das queimadas indiscriminadas.
É só vocês subirem a serra capixaba, passem por Marechal Floriano, Domingos Martins, e arredores, para ver... é fogo para todo lado... como eu digo, é a inguinorança!!!
o que nós, simples mortais, podemos fazer?

Educação ambiental: uma questão de consciência e boa vontade

Lili está preocupada com o futuro do planeta!!!
Amigos, a quantidade de plástico utilizada nos supermercados é estrondosa, uma verdadeira "inguinorança"!!!!

Uma forma que eu encontrei para diminuir com as sacolas plásticas, com a intensão de parar totalmente muito em breve, foi colocar as frutas legumes e verduras numa caixa de papelão e os resto das compras dentro dessas sacolas ecológicas que, diga-se de passagem, são bem gulosas, cabem muita coisa...
É possivel fazer compras no supermercado, na padaria, na feira, etc... sem utilizar sacolas plásticas, basta um pouco de consciência ambiental, saber que essa jossa leva 400 anos no lixão para se decompôr, além poluir nossa cidade e matar muitos animais marinhos quando chega ao mar. Uma pequena dose de boa vontade torna tudo mais fácil!

Eis as compras
Passando no caixaSe pegar uma cesta e colocar dentro do carrinho não precisará utilizar sacolas.

08/09/2008

Uma homenagem a você, amigo visitante!

Para matar saudades dos tempos de adolescente... Legião urbana...
Você pode escutar a música enquanto navega no blog...




Eu canto a Pátria-planeta

Eu canto a Pátria-planeta
antes que o pensamento se perca
divaguando entre futilidades

Pátria amada!
Mãe gentil!
Assim também te cantam Cains
de bocas encarniçadas

Pátria armada!
Suor, sangue e lágrimas
Salve! salve!
salve-se quem puder

Pátria refém da serra elétrica
que corta esperanças e
aniquila ideais

A minha alma anseia
ao som do mar
e a luz do céu profundo
ver brotar de ti
POESIA
e não apenas
desencanto, tristeza,
soja, café,
eucalípto e
cana- de- açucar

homem cabeça

homem cabeça se acha o tal
manda e desmanda
destrói a natureza
cria armadilhas
até mesmo para si
Não acredita em energia
em aura ou prana
não curte a contemplação
ridiculariza e até desdenha
das emoções, do amor
Diz serem clichês
vive no automático
como se fosse robô.

bairenatabomfim

03/09/2008

confissões de uma apaixonada

O sol toca a minha face
aquece o peito resistente
lança luz sobre
o meu maior tesouro
um coração dourado e ardente
No compasso das estações
este órgão apaixonado
e tenro
pende entre o derretimento
e a evaporação.
Não sei mais se tenho um coração
ou se o cardio-bandido
subverteu a ordem
e é quem me detém
refém de sentimentos
que me engolem.

01/09/2008

gênesis compartilhada

Querido
Vamos conjugar nossos verbos
Formar palavras-imagens
Flexibilizar rígidas frases
Subverter o alfabeto
Enunciar as boas novas
Gozar das texturas plurais
dos domínios da sintaxe
Celebrando os milagres da língua
que se realiza em múltiplas e
paradisiacas miragens.

30/08/2008

era uma vez um conto

Era uma vez...
Eram duas vezes...
Eram três...
O conto já se desmanchava
dentro do livro
Tudo estava diferente
A Princesa encantada do Vigário
desdenhava do Principe entediado
e de seu cavalo pálido
A Bruxa recém convertida
desfiava fervorosa o tercinho
O Mago gagá só fazia polir
o tacho de latão
Nada mais de sortilégios!
nem de perigos
Nada de paixão desefreada
de beijo apaixonado
ou maçã envenenada
e o pior
Nada mais de final feliz
Nem te conto!
Os súditos aborrecidos
já faziam as malas
"Chega de ser vassalo"
dizia o mais exaltado
Inimaginável os descaminhos
do imaginário

29/08/2008

Amigos da Lusofonia...

Bate papo no Mestrado de Estudos Literários da UFES:
O convidado é Pedro Eiras, professor Literatura Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. A palestra intitula-se: "Os caminhos cegos. Da novíssima poesia portuguesa". O evento terá lugar no auditório do IC-II, no dia 05/09, às 17:00 h.


Entre outras atividades, Eiras é investigador no Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Desde 2001, publicou livros de ensaio, peças de teatro, ficções.Com o livro Esquecer Fausto, ganhou o Prémio PEN Clube Português de Ensaio em 2006. Investiga e publica estudos sobre autores portugueses dos séculos XIX a XXI, bem como ensaios de índole comparatista e inter-artes. As suas peças de teatro têm sido publicadas, traduzidas e encenadas em Portugal, França, Grécia, Eslováquia, Roménia e Brasil. BibliografiaAntes dos Lagartos, teatro, in Dramaturgias Emergentes, vol. 1, Dramat-Cotovia, 2001.
Bem, vocês viram o curriculo do rapaz, imperdível este encontro!
Vejo vocês lá!

Convite para um chá

Vamos tomar chá
amigo
e conversar
Falar dos desgostos
e das alegrias
Só não vale a essa altura da vida
mentir e nem dissimular
Vamos lembrar com saudades
dos tempos idos e
acenar para o amanhã
Vamos nos revelar
Deixar cair a máscara
Reencontrar a verdade facetada
Rir e passar uma borracha
naquilo que já não interessa
O que a vida nos fez?
Face da moeda
Espelho que reflete aquilo que
da vida fizemos
revelando o amor que espalhamos
as árvores que plantamos
os seres que alimentamos e
as dívidas que tivemos
a coragem de cobrar
Prazer, desgraça?
Linhas malditas e amaranhadas
Laços frouxos e muitos até puídos
o passado quer embrulhar o nosso presente
Eu digo Não
e inauguro um novo livro da vida
cheio de páginas em branco
esperando por garatujas e novos escritos
Amigo
Só tenho feito cantar
o canto foi a solução que bebi
pra curar as feridas abertas
Foi também o espaço que escolhi
para fincar as minhas raizes
taõ ressequidas e desejosas por profundidade
Não o canto escuro e sombrio
do medo e da fantasia infantil
assombrado pelo ostracismo
e pela a solidão perniciosa
O canto a que me refiro é o lírico
o da vida em expansão
Toco o intrumento da oportunidade
e suas cordas geram notas de encantamento
reverberam na alma e transbordam emoção
Rio às lágrimas!
Nesse mundo desnorteado
essa fonte marca o centro
do território da singularidade
suas águas são unguento e solução que
não se pode comprar
mas se adquire com árduo comprometimento
Somos humanos
ensinados que já nascemos pecadores
e incentivados a aceitar e
até mesmo a cultivar a dor e a melancolia
Celebremos então nossas falácias
mas que nosso foco seja a alegria
Celebremos nossos mais erros que acertos
e façamos poemas sem pontuação
Desejo que nos reencontremos
com a cara mexida pelo tempo
mais bonitos
eu acredito
Tomemos então amigo
o chá do contentamento