24/02/2009

Singela bruteza

Queimaram as bruxas
desencantaram o mundo
Depois disso ficou difícil fazer poesia
Depois de tanta dor
como não silenciar?
Depois de silenciar
como vencer o medo?

Avanço e recuo
conjugando a mulher e a poeta
Na minha língua há asperezas
no coração esperanças
e a carne, essa
sangra por natureza

Que status plural e confuso
que peso e que pena sustentar esse Ser
que é belo, santo, maldito e profano
Da boca do inaudito discurso
brota o verbo luminoso
fluem traços e letras

Quero poetizar esse cotidiano cínico
que oprime e mata
E busco forças em Safo, Dal Farra e Adélia
e colho Florbela
Escolhendo a mim mesma

O silêncio é a voz que sonha e não realiza
o silêncio é dureza de plumas cintilantes
Foi assim que levantamos das cinzas
para queimar incensos e rezar
pelas bruxas queridas que
queremos ser e não somos ainda
Resgatamos com suor e lágrimas
a história esquecida pela própria história

O silêncio é um muros de leveza
que engana os olhos

23/02/2009

Educação ambiental no ES

Amigos, precisamos nos unir para conscientizar as pessoas da importância de se manter as árvores dos bairros. Pelo menos no meu bairro essa semana foram cortadas três, inclusive uma mangueira gigantesca que produz, ou melhor, produzia, o ano todo. Muita gente não sabe que as árvores são vivas, elas sentem dor e estudos cientificos sérios já provaram que o reino vegetal possui estreita ligação com o humano...

Sem as árvores nossa vida ficará insuportával por causa do calor, elas também ajudam a reter a agua da chuva evitando alagamentos pela chuva. Se elas levantam as calçadas, pensemos que, os benefíos que trazem, são infinitamente maiores...

abraços
Renata

21/02/2009

Palimpsesto

O peso da Pena
Rabisco
Apagar as marcas do Passado
Reescrever a própria História

Novas tintas
Novos papéis
nesse mundo que só
desafia

Apagar
mesmo sem prejuízos
na memória
Por opção
Dificeis escolhas

Querer mudar
Criar novas teses
Ensaiar novas fontes
Esboçar a persona dramatis
escondida
Ser poeta na Vida
de cara limpa.

16/02/2009

Lixão do pacífico ameaça o planeta




O espaço enorme, entre o litoral da Califórnia e o Havaí, ganhou um triste apelido, o lixão do pacífico. Segundo estimativas, a área poluída seria maior do que a soma de São Paulo, Minas e Goiás.

Agradeço ao professor de Biologia Alexandre Pedrini, da UERJ, ter disponibilizado este vídeo na lista da RECEA. É triste ver, e pior, saber que somos todos (i) responsáveis!!!

15/02/2009

poema em suspenso

Você não está mais aqui
embora o teu corpo oco esteja
sempre perto
exalando um cheiro odiondo
e antiecológico de plástico e
tédio
cheiro de quem se acomodou
cheio de indiferença
Se fosses rio
eu diria que
tudo o que você represou
te matou
e se fosses mar
Eu colheria os frutos desse
mar mortos
poluído
E o vento vai levando embora
os vestígios dos dias felizes
de saciedade
e céu azul.

12/02/2009

Dieta para salvar a Terra

REPORTAGEM DO JORNAL A TRIBUNA DO DIA 11/02/2009

Especialistas holandeses criaram a Dieta do Clima, quereduz consumo de carne e ajuda a diminuir o aquecimento global

AMSTERDÃ – Das centenas de dietas criadas nos últimos anos esta, certamente, é a mais politicamente correta de todas: siga seus preceitos e ajude a salvar o planeta do aquecimento global. De quebra, ganhe uma vida mais saudável e, quem sabe, alguns quilos a menos. É a dieta com baixos teores de carne vermelha, no máximo 400 gramas por semana. Se for adotada no mundo todo, calculam especialistas, a redução de emissões de gases-estufa seria da ordem de 10%, uma economia de nada menos que US$ 20 trilhões (R$ 45 trilhões) nos custos do combate às mudanças climáticas – cerca da metade do valor total necessário para tal tarefa em 2050. A diminuição da criação de animais seria uma forma natural de diminuir as emissões e reduzir
os investimentos em outras formas mais caras de combate aos poluentes.
HÁBITO
O estudo realizado por especialistas da Agência de Impacto Ambiental da Holanda concluiu que
os hábitos alimentares modernos – calcados numa dieta muito rica em carne vermelha – têm um impacto significativo no aquecimento do planeta. E a redução do consumo de carne bovina, de porco, de frango e ovos criaria um novo sorvedouro de dióxido de carbono. Pode não parecer óbvio de imediato, mas a criação extensiva de animais tem um grande impacto no clima.

Em primeiro lugar, porque quanto mais a dietaglobal for baseada no consumo de carne, maior terá que ser a criação e, portanto, a área que deixaria de ser ocupada por vegetação – que, naturalmente, absorve carbono.

Além disso, para alimentar os animais, há uma ampliação no cultivo de grãos, o que geralmente demanda o uso de energia geradorade emissões poluentes. Para se ter uma ideia, a produção de um único quilo de carne bovina demanda o gasto de 15 quilos de grãos e 30 quilos de forragem.

Por último, mas não menos importante, há a questão da flatulência (gás expelido durante e após o processo de digestão). O principal gás expelido pelos extensos rebanhos mundiais é o metano – um dos principais responsáveis pelo efeito estufa atualmente. O fato costuma ser levado como motivo de brincadeira por muita gente, mas os especialistas alertam que o problema é sério.

Levantamento mostra os impactos

AMSTERDÃ –O grupo responsável pelo novo estudo, coordenado por Elke Stehfest, calculou o
impacto do consumo de carne no custo da estabilização dos níveis de CO2 na atmosfera em 450 partes por milhão – um padrão que, segundo muitos cientistas, é necessário para prevenir graves alterações climáticas, como secas frequentes e elevação do nível dos mares. Se os hábitos alimentares não se alterarem, em 2050, para alcançar esse nível de dióxido de carbono, as emissões teriam que ser reduzidas em dois terços, o que custaria aproximadamente US$ 40
trilhões (R$ 90 trilhões).

VEGETAÇÃO

Mas, se a população mundial passar a seguir uma dieta pobre em carne vermelha – definida como 70 gramas de carne bovina e 325 gramas de frango e ovos por semana –, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados de área ocupada pela criação de animais seria liberada para vegetação. As emissões de gases do efeito estufa seriam reduzidas em 10% com a queda do número de animais. Juntos, esses impactos reduziriam em 50% os custos do combate às mudanças climáticas em 2050. Os cientistas sugerem que, para ajudar os consumidores, o custo
ambiental da carne – ou o volume de emissões de CO2 e metano por porção – seja incluído nos rótulos dos produtos em supermercados e açougues.


Quero registrar que, deixar de comer carne, só trouxe ganhos a minha vida. Sempre amei os animais e considero uma contradição em termos, amá-los e matá-los com requintes de crueldade, e depois, ainda, comê-los.
A carne não faz falta do ponto de vista nutricional, isto é um mito, há outros alimentos ricos em proteinas. De sobra, fica aquele sentimento gostoso de saber, mesmo de forma bem humilde, estar contribui para a preservação do planeta e promovendo a vida ao invés da morte. é isso aí amigos... Salva de palmas para o vegetarianismo!!!!

Abraçoamigos
renata
Agradeço a Denise do grupo RECEA por compartilhar estas importantes informações.

04/02/2009

autoria: pedra no sapato, bolso vazio

No meio do caminho sempre há
um poema engraçadinho tentando
explorar o tema da pedra
lançando sondas astrais no plexo
das palavras benditas de carlos
claro, sem pagar direitos autorias.

23/01/2009

ANDA - Agencia de Noticias sobre o Direito dos Animais

Amigos, convidos vocês a conhecerem a ANDA, noticias, artigos, entrevistas sobre o reino animal.
http://www.anda.jor.br/
abraços
renata

(E)Utópico (poema de Karina Fleury)

E de que importa gozar com você
se bom mesmo é gostar de ser, estar
assim, meio super,
eu lutando comigo mesma
beco
sem
saída:
vida?



Agradeço a Karina por ter enviado este poema para a comemoração dos 2 anos do Letra e Fel.

Karina é Mestre em Estudos Literários, Coordenadora da Faculdade Saberes e membro da Academia Espiritosantense Feminina de Letras.

Simpósio internacional: A língua portuguesa ultrapassando fronteiras, juntando culturas

1ª circular do II Simpósio Mundial de Estudos em Língua Portuguesa
O evento será realizado na cidade de Évora dos dias 6 a 11 de Outubro de 2009.

Mais informações podem ser colhidas em
Esta é a segunda vez que se realiza este Simpósio Mundial: a 1ª edição teve lugar em Setembro de 2008, em S. Paulo, co-organizada igualmente pela USP, UNICSUL e UÉvora.