A carne apodrece de tanta doçura,
as palavras, torrões, desenham cadeias de montes,
cujos picos, cobertos de açúcar, convidam.
No sangue as plaquetas enfraquecidas se rendem,
a fenda na carne jorra abundante.
Quem sequer imagina penetrar este ermo que me invade?
Caminho só, essa é a lei, caminho...
De tanta doçura as mãos derretem,
se fazem arredias frente ao Jardim.
Sufoquei Íris, Lírios, Cravos, Violetas, Margaridas,
de tanto desejo, embriagada de falta,
despetalei uma a uma como quem ama pela primeira vez.
Essa carne à mostra, afável de brandura
está em decomposição e exsuda licores.
É a beleza revelando a sua outra face.