18/04/2010

ASSASSINATO DE ÁRVORE EM BAIRRO REPÚBLICA/ Vitória-ES

Mais um assassinato de árvore em Bairro República, desta vez na rua Sebastiana Vieira Borges, o mesmo tem se repetido na Morada de Camburi. SOMOS HIPÒCRITAS! Nos espantamos com o desmatamento no Pará, na Amazônia e não somos capazes de cuidar da árvore que fica em frente a nossa casa, na nossa rua, no nosso bairro, enfim...
Liguei imediatamente para 156 da Prefeitura de Vitória denunciando o ocorrido e exigirei um retorno. Não podemos mais aceitar uma coisa dessas, ou achar que não é problema nosso.
Renata Bomfim
dia 16/04/2009

16/04/2010

Atividades realizadas no I Encontro de Escritoras Capixabas

Amigos, na sequencia: Exposição de livros raros e obras de escritoras capixabas, apresentação musical e de poesias com as academicas Maria Beatriz de Figueiredo Abaurre e Maria Filina Salles de Sá de Miranda. Moi de azul (pois estava realmente tudo azul), a mesa formada por Paulo Sodré, Maria Beatriz (mediadora), Deneval e Ester.
Fotros de variadas oficinas: A arte de contar histórias- Moi / Haicai- Karina Fleury / Oficina da palavra- Sérgio Blank / Arte e Litertura- Vanda Luiza. Obrigada às escolas e aos prefessores que abrilhantaram o evento.
Obrigada a acadêmica Soninha, fotógrafa oficial do evento.

Oficina- EMEF padre Anchieta - Imaginário infantil, produção e criatividade (dia 14/04)


Estas fotos dizem respeito à Oficina ministrada por mim e pela escritora Wanda Alckmin na escola Padre Anchieta. A Professora Ester veio nos brindar com sua presença.
A interação com os alunos foi muito boa e a produção bastante profícua.
Nosso agradecimento especial a professora Marli que tanto nos ajudou.

Apresentação de abertura do I Encontro de Escritoras Capixabas


Amigos, apresentação de poesias e Musikantigas
pelo Grupo ANIMAET COR na abertura deste evento.
Foi uma experiência surreal, maravilhosa!

Na programação:
Plang- Condessa Beatrice de Die- do seculo XII
Pour Oublier _bernard de Ventadour - do século XII
- canção muda: Abn Hazm (Códoba) seculo IX
Prelúdio de Andaluzia
Para que quiero yo mas vivir- Anon. Sefardita - seculo XIII
Quantas Abedes amar amigo- martim Codax- seculo XIII
Saltarello- Vincenzo Galilei - Seculo XVI
Fantasia e pescatore che va cantando- de francesco da milano- seculo XVI
La Parma- Phalése e Correnta- dança estilo italiana - Mote e glosa de camões
Peus os llaman mis suspiros- seculo XVII
e santa Maria, Strela do dia- de Alphonso X- seculo XIII

Abraços fraternos
Renata Bomfim

12/04/2010

A doçura da carne

A carne apodrece de tanta doçura,
as palavras, torrões, desenham cadeias de montes,
cujos picos, cobertos de açúcar, convidam.
No sangue as plaquetas enfraquecidas se rendem,
a fenda na carne jorra abundante.
Quem sequer imagina penetrar este ermo que me invade?
Caminho só, essa é a lei, caminho...
De tanta doçura as mãos derretem,
se fazem arredias frente ao Jardim.
Sufoquei  Íris, Lírios, Cravos, Violetas, Margaridas,
de tanto desejo, embriagada de falta,
despetalei uma a uma como quem ama pela primeira vez.
Essa carne à mostra, afável de brandura
está em decomposição e exsuda licores.
É a beleza revelando a sua outra face.

11/04/2010

Imagens do Festival Internacional de Poesia de Granada (Nicarágua)



Olá amigos, neste evento, esteve representando o Brasil, a poeta e crítica literária Maria Lúcia Dal Farra, que neste vídeo, nos brinda com um fragemento de seu poema.

Oficinas e palestras gratuitas no I Encontro de Escritoras Capixabas (de 13 a 17 de abril de 2010)


Amigos capixabas amantes da literatura, está chegando o I Encontro de Escritoras Capixabas. Vai ser na Assembléia Legislativa do ES. Vamos prestigiar! Eu estarei ministrando duas oficinas neste evento, uma que se chama Contando História e fazendo arte e outra com a amiga acadêmica Wanda Walckimin na Escola Padre Anchieta, que reunirás as artes póeticas e pictóricas. Quem tiver interesse em participar destas oficinas, e/ou de outras, deve se inscever, são gratuitas.
Abraços a todos
Renata

05/04/2010

Chico Xavier: O filme

Leitores amigos, hoje fui assistir ao filme Chico Xavier no cinema do Shopping Vitória (ES), e fiquei besta como o cinema estava vazio, fiquei me perguntando o por quê. Bem,  para eu assistir a Avatar 3D com alguma folga foi preciso esperar quase um mês, o povo estava comprando  os ingressos com antecedência. O esvaziamento da sala de cinema no filme de Chico Xavier pode ter várias explicações, a primeira é que o filme é brasileiro e não tem a bombástica mídia dos holywoodianos, a segunda hipótese é ser um filme sobre o espiritismo. Não podemos fechar os olhos para o fato de que a maioria da população é católica e/ou protestante. Os católicos são mais abertos para aceitar outras religiões, mas os protestantes não, especialmente se esta religião é o espiritismo. Senti na carne quando migrei de uma igreja protestante para a doutrina espírita, a maioria muda de calçada quando passo. Quanto a mim não ligo, amo a diversidade e cada dia a minha escolha se revela mais acertada.
Bem, achei o filme lindo, sensivel, leve. Chico Xavier nos é apresentado como um ser humano e não há endeusamentos ou bajulações, mas não há como negar que este ser humano é feito de uma matéria diferente da nossa, igual na carne, mas um espírito muito evoluído.
Convido vocês a assistirem este filme, vale a pena!
Abraços
Renata

site do filme:

03/04/2010

O poeta

O poeta se julga superior e
no momento da criação é plutão
atingido por meteoritos.
Ele necessita beber da alma alheia e
planar seus versos com a ajuda
 dos ventos norte e sul.
Se banhar na chuva mansa, regozijar na tempestade
e dormir ao relento, onde o frio adensa.
Buscar veios de ouro e água doce no deserto,
ser natural e urbano, humano a se desfazer
em materiais vários.
Este ser esquisito: redondo e plano, preto e branco,
 traz no sangue as linhagens de reis,
de putas e de soldados.
Possui grande olhos azuis e orelhas atentas,
faróis que iluminam a existência,
e captam sentidos no vazio, esvaziando
outros tantos.
É um mago condenado.
É tantos e todos que é ninguém
Bruma solitária que vaga
entre pepitas de ouro e cadáveres.

bairenatabomfim

19/03/2010

Um dia após o outro

É como mergulhar
mas, lúcido,
sem a necessidade de ar
ou de terra para plantar os pés.
Se lançar infinitamente,
rastejar, ou seria nadar?
Até não poder mais,
flutuar na espuma acizentada.
É assim o ânimo, sangra violento,
ri, garagalha irônico.
Surpreende e estarrece
essa visão.
Bater os braços e as pernas
explorar sem fôlego o conhecido.
Cansar, estar atento e relaxado,
se contradizer e morrer
por excesso de opção.
Assim o cotidiano invade a carne
um dia após o outro
e mata as células, esmaga os sonhos
nele, milagrosamente,
tudo se quebra e reconstrói
tudo se não igual, bem parecido,
um pouco mais do mesmo.
mas, dos dedos brotam  letras
que não se repetem nunca!
Cada uma com consciência de si e algumas
alienadas das outras
Mas vivas, vibrantes e prenhes de inéditos.
Letras de carne, de osso e de sangue.