25/04/2010

Gato

O que te anima a essência?
Que motivação divina te fez assim:
graça, beleza, astúcia e coragem?
Quais valores te norteiam:
amor, paciência, amizade?
O que faz com que, num átimo,
o tempo pare, e teu salto seja
perfeito, preciso?
És um mistério
Os outros não enxergam
tuas nuances e sombras,
para eles te resumes a linhas duras,
para mim és perfeito,
és π.

22/04/2010

Lançamento do livro PARA UNA LECTURA DEL TEATRO ATUAL

Amigos, no dia 06 de maio, as 19 horas, na ADUFES (Ufes), será lançado o Livro Para una lectura del teatro atual, da professsora Ester Abreu Vieira de Oliveira que é Professora de Literatura Hispânica do mestrado e do doutorado da Ufes. No lançamento acontecerá um recital, nos vemos lá.

21/04/2010

Vem aí: Bravos Companheiros e Fantasmas IV

CHAMADA DE TRABALHOS

BRAVOS COMPANHEIROS E FANTASMAS
IV SEMINÁRIO SOBRE O AUTOR CAPIXABA

Dias 26 e 27/08/2010.

Esta é uma chamada de trabalhos para Bravos Companheiros e Fantasmas: IV Seminário Sobre o Autor Capixaba, que o Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo (Neples), realizará nos dias 26 e 27 de agosto deste ano (quinta e sexta-feira), com sessões nos turnos da manhã, tarde e noite. A expressão “bravos companheiros e fantasmas” é uma citação de Nietzsche que o escritor capixaba José Carlos Oliveira transformou em título de seu último livro, uma coletânea de contos, e tem sido usada como “marca de fantasia” tanto dos Seminários Sobre o Autor Capixaba promovidos a cada dois anos pelo PPGL como dos livros que daí derivam.Entenda-se como autor capixaba, para fins de apresentação de estudos no referido evento, tanto o autor natural do Espírito Santo que, aqui ou fora daqui, tenha produzido no todo ou em parte a sua obra, como o que, natural de outros estados ou até mesmo de países estrangeiros, tenha entre nós produzido obra literária. O poeta Miguel Marvilla, falecido em outubro de 2009, é o homenageado especial no Seminário deste ano. Pedimos aos interessados que enviem ao endereço bravoscompanheiros4@gmail.com, até o dia 10 de junho, suas propostas de comunicação (título, resumo de até dez linhas e três palavras-chave), indicando também suas preferências ou inconveniências de horário (dia e turno). Quaisquer informações adicionais poderão ser solicitadas mediante envio de mensagem ao mesmo endereço. Enfatizamos a conveniência de as comunicações apresentadas no evento não ultrapassarem o limite de vinte minutos, o que corresponde aproximadamente a seis laudas em fonte Times New Roman, entrelinha 1,5. No prefácio de Humano, demasiado humano (1878), escreveu o filósofo alemão: “eu precisava deles [dos espíritos livres] como companhia, para permanecer de bom trato em meio aos maus tratos (doença, isolamento, estrangeiro, acedia, inatividade): como bravos companheiros e fantasmas, com os quais se tagarela e ri quando se tem disposição para tagarelar e rir, e que se manda ao diabo quando se tornam enfadonhos – como uma indenização pela falta de amigos”. Outras informações acerca do evento estão divulgadas na página www.prppg.ufes.br/ppgl

Wilberth Salgueiro (Coordenador do PPGL)
Deneval Siqueira de Azevedo Filho (Professor do PPGL)
Reinaldo Santos Neves (Diretor do Neples)
(Organizadores)

19/04/2010

Reflexões de Frei Beto

Amigos, maravilhosas reflexões:
abraços
Renata

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
Frei Betto

18/04/2010

Encerramento do I Encontro de Escritoras Capixabas


lá amigos, o encerramento deste evento foi marcado por momentos de muita emoção, entre eles as homenagens, como a pretada ao professor Francisco Aurelio Ribeiro. Ao final houve um coquetel.
Aproveitei para registra o encontro com amigos tão queridos.

ASSASSINATO DE ÁRVORE EM BAIRRO REPÚBLICA/ Vitória-ES

Mais um assassinato de árvore em Bairro República, desta vez na rua Sebastiana Vieira Borges, o mesmo tem se repetido na Morada de Camburi. SOMOS HIPÒCRITAS! Nos espantamos com o desmatamento no Pará, na Amazônia e não somos capazes de cuidar da árvore que fica em frente a nossa casa, na nossa rua, no nosso bairro, enfim...
Liguei imediatamente para 156 da Prefeitura de Vitória denunciando o ocorrido e exigirei um retorno. Não podemos mais aceitar uma coisa dessas, ou achar que não é problema nosso.
Renata Bomfim
dia 16/04/2009

16/04/2010

Atividades realizadas no I Encontro de Escritoras Capixabas

Amigos, na sequencia: Exposição de livros raros e obras de escritoras capixabas, apresentação musical e de poesias com as academicas Maria Beatriz de Figueiredo Abaurre e Maria Filina Salles de Sá de Miranda. Moi de azul (pois estava realmente tudo azul), a mesa formada por Paulo Sodré, Maria Beatriz (mediadora), Deneval e Ester.
Fotros de variadas oficinas: A arte de contar histórias- Moi / Haicai- Karina Fleury / Oficina da palavra- Sérgio Blank / Arte e Litertura- Vanda Luiza. Obrigada às escolas e aos prefessores que abrilhantaram o evento.
Obrigada a acadêmica Soninha, fotógrafa oficial do evento.

Oficina- EMEF padre Anchieta - Imaginário infantil, produção e criatividade (dia 14/04)


Estas fotos dizem respeito à Oficina ministrada por mim e pela escritora Wanda Alckmin na escola Padre Anchieta. A Professora Ester veio nos brindar com sua presença.
A interação com os alunos foi muito boa e a produção bastante profícua.
Nosso agradecimento especial a professora Marli que tanto nos ajudou.

Apresentação de abertura do I Encontro de Escritoras Capixabas


Amigos, apresentação de poesias e Musikantigas
pelo Grupo ANIMAET COR na abertura deste evento.
Foi uma experiência surreal, maravilhosa!

Na programação:
Plang- Condessa Beatrice de Die- do seculo XII
Pour Oublier _bernard de Ventadour - do século XII
- canção muda: Abn Hazm (Códoba) seculo IX
Prelúdio de Andaluzia
Para que quiero yo mas vivir- Anon. Sefardita - seculo XIII
Quantas Abedes amar amigo- martim Codax- seculo XIII
Saltarello- Vincenzo Galilei - Seculo XVI
Fantasia e pescatore che va cantando- de francesco da milano- seculo XVI
La Parma- Phalése e Correnta- dança estilo italiana - Mote e glosa de camões
Peus os llaman mis suspiros- seculo XVII
e santa Maria, Strela do dia- de Alphonso X- seculo XIII

Abraços fraternos
Renata Bomfim

12/04/2010

A doçura da carne

A carne apodrece de tanta doçura,
as palavras, torrões, desenham cadeias de montes,
cujos picos, cobertos de açúcar, convidam.
No sangue as plaquetas enfraquecidas se rendem,
a fenda na carne jorra abundante.
Quem sequer imagina penetrar este ermo que me invade?
Caminho só, essa é a lei, caminho...
De tanta doçura as mãos derretem,
se fazem arredias frente ao Jardim.
Sufoquei  Íris, Lírios, Cravos, Violetas, Margaridas,
de tanto desejo, embriagada de falta,
despetalei uma a uma como quem ama pela primeira vez.
Essa carne à mostra, afável de brandura
está em decomposição e exsuda licores.
É a beleza revelando a sua outra face.