Olá amigos, esta reportagem foi publicada no Folha Letras e traz fragmentos de minha pesquisa de mestrado sobre Florbela Espanca, revelando o perfil dessa poeta que está sendo redescoberta por críticos e leitores na contemporaneidade.
Agradeço aos amigos da Folha da Manhã por esta publicação e ao professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (meu guru da crítica literária).
07/05/2010
03/05/2010
A gente não quer só comida...
A AMAES fez uma manifestação contra o assassinato de mais de 15 gatos em Itapoã.
Meu povo, até quando assistiremos a tanta brutalidade?
Só pra não esquecermos:
Matar animais fere a legislação federal que fixa de 03 a 06 meses de prisão + multa, aumentada em 1/6a 1/3, se ocorre morte do animal. (Decreto federal 24.645 de 1934 e Lei complementar 9.605 de 1934
(lei de crimes ambientais).
25/04/2010
Questões poéticas (poema do livro Mina)
Antônio, o que faço?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora toda empresa é responsável,
toda exploração, sustentável,
toda carne, sadia,
mesmo que o bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.
Anto, onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão Só!
Me espanca este plágio:
“Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...”
E você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz: onde está a poesia?
O verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade,
necessários para garantir a safra
do bem-dizer, serão ainda executados?
Me diz: e agora, José?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora toda empresa é responsável,
toda exploração, sustentável,
toda carne, sadia,
mesmo que o bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.
Anto, onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão Só!
Me espanca este plágio:
“Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...”
E você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz: onde está a poesia?
O verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade,
necessários para garantir a safra
do bem-dizer, serão ainda executados?
Me diz: e agora, José?
post mortem I e II
"Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: -Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" (Brás Cubas)
Pos mortem I
Quando morta,
pensem que fui viajar
quem sabe para o mesmo lugar
de onde, um dia, vim.
Fazer o que, ainda não sei,
confeccionei bibelôs em gesso,
elaborei mosaicos dos infernos,
criei jóias, contei histórias, pintei,
bordei, toquei violão, fiz mandingas,
dança de salão, do ventre, e escrevi versos.
Fiz amor, fiz guerra e muita caridade
fiz o dobro de maldade
E rezei todos os dias, com a biblia
em uma mão e cristais, hervas e patuás na outra.
Graças, por essa humanidade que me assola
Experiência única e irrepetível.
Post Mortem II
Amigos, não sejam mesquinhos
quando eu me for
levem flores e chorem bastante,
se possível, contratem carpideiras,
vocês sabem como eu gosto de uma cena.
Mas por favor, não sofram
e nem fiquem tristes
saibam que terei vivido:
experimentado da dor, da violência,
da solidão, da amizade e de incontáveis alegrias
Saibam também que terei amado
não o suficiente, mas o bastante,
se isso é possível.
Amor de deixar o coração mole, pegajoso,
mas com o vigor do tambor de um menino.
Não fui mais porque não quiz
sempre me acompanhou o sinal de menos
em se tratando de viver, nunca pensei no
amanhã, sorvi o hoje gota por gota.
Então, digam de mim: "esta, soube morrer,
era um saco sem fundo, devorou a vida,
se lambusou toda, limpou o prato e, saciada,
foi dormir.
Pos mortem I
Quando morta,
pensem que fui viajar
quem sabe para o mesmo lugar
de onde, um dia, vim.
Fazer o que, ainda não sei,
confeccionei bibelôs em gesso,
elaborei mosaicos dos infernos,
criei jóias, contei histórias, pintei,
bordei, toquei violão, fiz mandingas,
dança de salão, do ventre, e escrevi versos.
Fiz amor, fiz guerra e muita caridade
fiz o dobro de maldade
E rezei todos os dias, com a biblia
em uma mão e cristais, hervas e patuás na outra.
Graças, por essa humanidade que me assola
Experiência única e irrepetível.
Post Mortem II
Amigos, não sejam mesquinhos
quando eu me for
levem flores e chorem bastante,
se possível, contratem carpideiras,
vocês sabem como eu gosto de uma cena.
Mas por favor, não sofram
e nem fiquem tristes
saibam que terei vivido:
experimentado da dor, da violência,
da solidão, da amizade e de incontáveis alegrias
Saibam também que terei amado
não o suficiente, mas o bastante,
se isso é possível.
Amor de deixar o coração mole, pegajoso,
mas com o vigor do tambor de um menino.
Não fui mais porque não quiz
sempre me acompanhou o sinal de menos
em se tratando de viver, nunca pensei no
amanhã, sorvi o hoje gota por gota.
Então, digam de mim: "esta, soube morrer,
era um saco sem fundo, devorou a vida,
se lambusou toda, limpou o prato e, saciada,
foi dormir.
Gato
O que te anima a essência?
Que motivação divina te fez assim:
graça, beleza, astúcia e coragem?
Quais valores te norteiam:
amor, paciência, amizade?
O que faz com que, num átimo,
o tempo pare, e teu salto seja
perfeito, preciso?
És um mistério
Os outros não enxergam
tuas nuances e sombras,
para eles te resumes a linhas duras,
para mim és perfeito,
és π.
Que motivação divina te fez assim:
graça, beleza, astúcia e coragem?
Quais valores te norteiam:
amor, paciência, amizade?
O que faz com que, num átimo,
o tempo pare, e teu salto seja
perfeito, preciso?
És um mistério
Os outros não enxergam
tuas nuances e sombras,
para eles te resumes a linhas duras,
para mim és perfeito,
és π.
22/04/2010
Lançamento do livro PARA UNA LECTURA DEL TEATRO ATUAL
Amigos, no dia 06 de maio, as 19 horas, na ADUFES (Ufes), será lançado o Livro Para una lectura del teatro atual, da professsora Ester Abreu Vieira de Oliveira que é Professora de Literatura Hispânica do mestrado e do doutorado da Ufes. No lançamento acontecerá um recital, nos vemos lá.
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