Fiquei muito honrada com o convite da professora Ester para ler um fragemnto de Panic no lançamento, é uma peça espetacular, com uma ótima trama, especialmente os monólogos de Rex, personagem principal.
12/05/2010
Sessão Especial na Assembléia Legislativa: Distribuição de livros de autores capixabas
Amigos, esta sessão especial superou as minhas expectativas, para além das discussões, foram tiradas propostas concretas para fomentar a distribuição de livros e fomentar a leitura. Quero agradecer ao amigo escritor Ítalo Campos, que foi quem primeiro ouviu minhas inquietações e apoiou o desejo de que essa sessão se realizasse, ao Deputado Cesar Colnado e a sua equipe, em especial a Adriely e ao Ruy, e aos demais amigos que prestigiaram o encontro.
Veleu!!
Renata
O Espírito Santo tem uma produção literária intensa, mas autores e livreiros esbarram na dificuldade de distribuição. O difícil acesso aos leitores foi um dos temas explorados na noite desta terça-feira (11), na sessão especial que discutiu a questão. O debate foi proposto pelo deputado César Colnago (PSDB), que na fala de abertura lembrou que existem no Estado “obras literárias riquíssimas, importantes, tanto de autores atuais como de escritores que passaram por esta vida e se foram, e deixaram imortalizada sua obra”.
Salientou que as publicações, às vezes, não recebem o “devido valor”, talvez por uma questão de cultura. No entender do parlamentar, a criação de novos leitores passa por um processo de educação de um povo. Começa em família: se há leitores em casa, novos leitores surgirão.
Passa também pelo poder aquisitivo da população; e ainda na forma como a literatura é apresentada nas escolas, disse César, defendendo o que chamou de “educação da sensibilidade”, onde a poesia e a prosa são apresentados aos alunos de forma menos técnica. Sobre a possibilidade de fazer projeto de lei para que o autor capixaba receba tratamento especial nas livrarias e escolas, César lembrou que se trata de uma questão cultural que necessita de um processo de conscientização,
Leitores
O professor Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito-Santense de Letras, destacou que a produção literária no Espírito Santo, hoje, é intensa. Tanto que catalogar demandaria tempo e equipe. Mas, a maioria é desconhecida do grande público. Para ser reconhecido, é preciso que o autor deixe o Estado e busque os grandes centros, como fez no passado o cronista Rubem Braga, e, atualmente, a poeta Elisa Lucinda, lembrou. Mas, não basta apenas publicar uma obra. É preciso ter acesso aos leitores.
Nesse ponto, afirmou que é difícil encontrar uma obra de autor capixaba nas livrarias. “Não há um espaço público onde possa ser visto, folheado e comprado”. Os quatro grandes municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória – Vitória, Serra, Cariacica e Vila Velha – têm leis de incentivo. Mas, uma vez publicada a obra, não há políticas públicas de divulgação ou busca dos leitores, lamentou Francisco Ribeiro. Ele defendeu uma legislação estadual que incentive a produção ou a divulgação de obras dos autores capixabas. Citou como exemplo a criação de um percentual obrigatório de livros de capixabas nas bibliotecas do Estado.
Divulgação
Ester Abreu de Oliveira, professora e presidente da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, lembrou que já existem iniciativas do Estado para ampliar o número de leitores – como a Biblioteca Transcol. Mas, questionou se há entre as obras oferecidas ao público publicações de autores capixabas.
Ressaltou que nas escolas há espaço para autores clássicos, simbolistas, pós-modernistas, mas dificilmente entre eles é citado um autor capixaba. E, nas livrarias, nossos autores concorrem com um grande mercado, onde as obras que vêm de fora parecem ter mais valor que a “prata da casa”.
Acervo
A bibliotecária Kátia Lima de Alvarenga, representante da Biblioteca Pública de Vitória, assegurou que há no local um acervo riquíssimo de obras capixabas, inclusive de publicações antigas. A biblioteca promove atividades para despertar o gosto pela leitura, como o “Roda de Leitura”. Lembrou que o Espírito Santo é o único Estado do Brasil onde todos os Municípios possuem bibliotecas públicas, várias delas montadas e abastecidas com incentivo do Governo do Estado.
Distribuição
Distribuição
O presidente do conselho da Câmara Capixaba do Livro, o livreiro Sílvio Dante Folli, também proprietário da Livraria Logos, disse que de 36 a 40 mil títulos novos são lançados por ano no Brasil. O que torna inviável expor todos na vitrine. A instalação de livrarias universitárias facilitaria a distribuição de muitas obras, opinou. E lamentou que as editoras às vezes têm que “pagar pedágio” para conseguir expor seus livros nas vitrines de algumas grandes livrarias. Silvio Folli concordou que é necessário pensar uma legislação que incentive a leitura, transformando as bibliotecas das escolas em seu cartão de visita, por exemplo. E lamentou que há 25 anos o Estado não realiza concurso público para bibliotecário.
Fonte: Agência de Notícias Ales
Foto: Reinaldo Carvalho
DIA 21/ 05 2010
Amigos, a sessão especial do dia 11/04 já está mostrando resultados. O deputado César Colnago, apresentou um projeto de lei instituindo a Política Estadual do Livro e da Leitura do Estado do Espírito Santo, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento cultural, a criação artística e literária, reconhecendo o livro como instrumento para a formação educacional, a promoção social e a manifestação da identidade cultural do Estado. A iniciativa é resultado do debate com entidades literárias, autores e livreiros. O projeto pretende estimular a produção dos autores naturais do Estado do Espírito Santo, promover a distribuição do livro, preservar o patrimônio literário, bibliográfico e documental do Estado e também trata da aquisição de livros.
ACESSE A LEI:
http://www.cesarcolnago.com.br/arquivos/projeto-de-lei-livros.pdf
DIA 21/ 05 2010
Amigos, a sessão especial do dia 11/04 já está mostrando resultados. O deputado César Colnago, apresentou um projeto de lei instituindo a Política Estadual do Livro e da Leitura do Estado do Espírito Santo, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento cultural, a criação artística e literária, reconhecendo o livro como instrumento para a formação educacional, a promoção social e a manifestação da identidade cultural do Estado. A iniciativa é resultado do debate com entidades literárias, autores e livreiros. O projeto pretende estimular a produção dos autores naturais do Estado do Espírito Santo, promover a distribuição do livro, preservar o patrimônio literário, bibliográfico e documental do Estado e também trata da aquisição de livros.
ACESSE A LEI:
http://www.cesarcolnago.com.br/arquivos/projeto-de-lei-livros.pdf
07/05/2010
Mistério lusitano: Florbela Espanca (Jornal Folha da Manhã, SP)
Olá amigos, esta reportagem foi publicada no Folha Letras e traz fragmentos de minha pesquisa de mestrado sobre Florbela Espanca, revelando o perfil dessa poeta que está sendo redescoberta por críticos e leitores na contemporaneidade.
Agradeço aos amigos da Folha da Manhã por esta publicação e ao professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (meu guru da crítica literária).
Agradeço aos amigos da Folha da Manhã por esta publicação e ao professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (meu guru da crítica literária).
03/05/2010
A gente não quer só comida...
A AMAES fez uma manifestação contra o assassinato de mais de 15 gatos em Itapoã.
Meu povo, até quando assistiremos a tanta brutalidade?
Só pra não esquecermos:
Matar animais fere a legislação federal que fixa de 03 a 06 meses de prisão + multa, aumentada em 1/6a 1/3, se ocorre morte do animal. (Decreto federal 24.645 de 1934 e Lei complementar 9.605 de 1934
(lei de crimes ambientais).
25/04/2010
Questões poéticas (poema do livro Mina)
Antônio, o que faço?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora toda empresa é responsável,
toda exploração, sustentável,
toda carne, sadia,
mesmo que o bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.
Anto, onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão Só!
Me espanca este plágio:
“Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...”
E você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz: onde está a poesia?
O verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade,
necessários para garantir a safra
do bem-dizer, serão ainda executados?
Me diz: e agora, José?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora toda empresa é responsável,
toda exploração, sustentável,
toda carne, sadia,
mesmo que o bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.
Anto, onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão Só!
Me espanca este plágio:
“Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...”
E você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz: onde está a poesia?
O verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade,
necessários para garantir a safra
do bem-dizer, serão ainda executados?
Me diz: e agora, José?
post mortem I e II
"Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: -Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" (Brás Cubas)
Pos mortem I
Quando morta,
pensem que fui viajar
quem sabe para o mesmo lugar
de onde, um dia, vim.
Fazer o que, ainda não sei,
confeccionei bibelôs em gesso,
elaborei mosaicos dos infernos,
criei jóias, contei histórias, pintei,
bordei, toquei violão, fiz mandingas,
dança de salão, do ventre, e escrevi versos.
Fiz amor, fiz guerra e muita caridade
fiz o dobro de maldade
E rezei todos os dias, com a biblia
em uma mão e cristais, hervas e patuás na outra.
Graças, por essa humanidade que me assola
Experiência única e irrepetível.
Post Mortem II
Amigos, não sejam mesquinhos
quando eu me for
levem flores e chorem bastante,
se possível, contratem carpideiras,
vocês sabem como eu gosto de uma cena.
Mas por favor, não sofram
e nem fiquem tristes
saibam que terei vivido:
experimentado da dor, da violência,
da solidão, da amizade e de incontáveis alegrias
Saibam também que terei amado
não o suficiente, mas o bastante,
se isso é possível.
Amor de deixar o coração mole, pegajoso,
mas com o vigor do tambor de um menino.
Não fui mais porque não quiz
sempre me acompanhou o sinal de menos
em se tratando de viver, nunca pensei no
amanhã, sorvi o hoje gota por gota.
Então, digam de mim: "esta, soube morrer,
era um saco sem fundo, devorou a vida,
se lambusou toda, limpou o prato e, saciada,
foi dormir.
Pos mortem I
Quando morta,
pensem que fui viajar
quem sabe para o mesmo lugar
de onde, um dia, vim.
Fazer o que, ainda não sei,
confeccionei bibelôs em gesso,
elaborei mosaicos dos infernos,
criei jóias, contei histórias, pintei,
bordei, toquei violão, fiz mandingas,
dança de salão, do ventre, e escrevi versos.
Fiz amor, fiz guerra e muita caridade
fiz o dobro de maldade
E rezei todos os dias, com a biblia
em uma mão e cristais, hervas e patuás na outra.
Graças, por essa humanidade que me assola
Experiência única e irrepetível.
Post Mortem II
Amigos, não sejam mesquinhos
quando eu me for
levem flores e chorem bastante,
se possível, contratem carpideiras,
vocês sabem como eu gosto de uma cena.
Mas por favor, não sofram
e nem fiquem tristes
saibam que terei vivido:
experimentado da dor, da violência,
da solidão, da amizade e de incontáveis alegrias
Saibam também que terei amado
não o suficiente, mas o bastante,
se isso é possível.
Amor de deixar o coração mole, pegajoso,
mas com o vigor do tambor de um menino.
Não fui mais porque não quiz
sempre me acompanhou o sinal de menos
em se tratando de viver, nunca pensei no
amanhã, sorvi o hoje gota por gota.
Então, digam de mim: "esta, soube morrer,
era um saco sem fundo, devorou a vida,
se lambusou toda, limpou o prato e, saciada,
foi dormir.
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