Não despreze a natureza,
Não pise na grama,
nem arranque a flor, pois,
se você brigar com esses seres,
Será amaldiçoado e perseguido
pela fome, pobreza, dor.
O segredo do sucesso é simples
Semeie, plante, cultive:
amizades, flores, árvores, idéias...
Plante e acredite!
Sem fé, amigo, nada germina,
não há fotossíntese,
tudo morre, definha.
Anota esta dica:
Não arranque nem ervas daninhas,
pense que elas estão aqui
por razão que desconhecemos
Talvez para nos ensinar que,
a perfeição não existe,
Que jardim bonito é plural:
alegre e triste,
florido na primavera e
sem folhas no tempo outonal.
renatabomfim
23/06/2010
22/06/2010
Canção para Rubén Darío
Poeta do Azul quem te cantará?
Quem entrará na selva sagrada
para desembruxar o Fauno que,
surdo, já não escuta Orfeu?
Quem desvendará teus mistérios, eu?
Não! A América te cantará!
Não àquela, hipócrita com dentes de ouro, mas essa, a minha, a sua, a nossa América,central nos nossos corações, periférica
e excitada como os nossos sexos.
renatabomfim
18/06/2010
À sombra do Holocausto (Neida Lúcia Moraes)
Caros, a escritora Neida Lúcia Moraes lançará no dia 15 de julho de 2010 (quinta-feira), às 19 horas, o livro À sombra do Holocausto. A autora dará os autógrafos na Biblioteca Pública Estadual do Espírito Santo. Não percam!
Nota triste: Morreu Saramago
17/06/2010
Gol de placa no Doutorado da Ufes...
Amigos, o bota fora no buteco do Ceará foi demais, Obrigada Eneida, Sofia, Dona Amélia, Ricardo, Fábio, Lu, Carol e Gabi, Ritinha e seu love, a também amiga doutoranda Andressa, a dona Carmem e aos seus convidados, enfim... exorcizamos... eheheh
15/06/2010
Dionísio
Na selva sagrada
os instintos afloram.
Cada planta, cada bicho, o ar,
tudo é vivo, tudo fala.
Do verde brotam
movimentos sinuosos
sussurros, risos...
É a ninfa que, do deus imponente,
bebe o vinho.
Ela se torna a própria taça
transbordante de desejos
Dionísio, a enreda, em desalinho,
arrastando-a, furtivo, por entre a relva,
para que desabroche caprichosa e perfumada.
Ela cede aos seus apelos e se deixa possuir.
Seu corpo agora é fluidez
entre suas mãos ásperas.
Ela se torna gazela, impiedosa,
a sua lança a transpassa.
Fustigada, ela quer mais...
Agora os dentes do deus a carne macia
adentram e marcam, signos são criados
com seus chifres reluzentes.
A ninfa ascende entre agonias
a selva orquestra gemidos de prazer.
Em êxtase comungam contentes.
Ela reverencia o deus pagão
pai dos seres desse reino de beleza
depois, descansa recordando o idílio,
até que a noite lhe cubra
com seu manto de prata.
renatabomfim
os instintos afloram.
Cada planta, cada bicho, o ar,
tudo é vivo, tudo fala.
Do verde brotam
movimentos sinuosos
sussurros, risos...
É a ninfa que, do deus imponente,
bebe o vinho.
Ela se torna a própria taça
transbordante de desejos
Dionísio, a enreda, em desalinho,
arrastando-a, furtivo, por entre a relva,
para que desabroche caprichosa e perfumada.
Ela cede aos seus apelos e se deixa possuir.
Seu corpo agora é fluidez
entre suas mãos ásperas.
Ela se torna gazela, impiedosa,
a sua lança a transpassa.
Fustigada, ela quer mais...
Agora os dentes do deus a carne macia
adentram e marcam, signos são criados
com seus chifres reluzentes.
A ninfa ascende entre agonias
a selva orquestra gemidos de prazer.
Em êxtase comungam contentes.
Ela reverencia o deus pagão
pai dos seres desse reino de beleza
depois, descansa recordando o idílio,
até que a noite lhe cubra
com seu manto de prata.
renatabomfim
Despedida (poema para Lili)
Você está aqui comigo,
mas aos poucos,
como uma vela brilhante,
se apaga...
Quanta luz você fez, chama perfumada!
Quanta luz vertida sobre mim em cascata
sob forma de amor.!
Temo não ter mais fluidos
quando você se for,
apenas poemas encharcados.
Esta é a nossa despedida!
Amar é se esvair, eu acho,
É se esgotar devagarzinho...
me sinto reduzida.
Uma dor lancinante, querida,
parte daqui de dentro e se lança
do meu peito, raios errantes.
O que restará de mim depois de tudo isso?
Matéria seca?
Oh! Deus, por que comigo?
Por que com ela ?
Por que agora?
Porque assim, dessa forma?
Por quê? Por quê? Por quê?
Por que perdemos um amor
e precisamos agüentar, firmes, fortes,
quando a estrutura é frágil e ameaça ruir?
Estou olhando para você,
com doçura e atenção,
arrancando de dentro tudo o que é luz
para te ofertar com alegria,
em agradecimento
pelo tempo que você me dedicou,
pelos sorrisos que fez brotar no meu jardim.
Mesmo em meio à dor
eu te acolho nos meus braços
e canto: “fica, fica, fica...”
Mas o meu poder vai, somente, até aí:
cantar, cantar, cantar...
sou poeta.
Mas ponho no tempo ainda não cantado,
esperanças e novas letras, banho os versos
não criados com utopia e crio um não-canto:
“Vai em Paz, amor”.
renatabomfim
mas aos poucos,
como uma vela brilhante,
se apaga...
Quanta luz você fez, chama perfumada!
Quanta luz vertida sobre mim em cascata
sob forma de amor.!
Temo não ter mais fluidos
quando você se for,
apenas poemas encharcados.
Esta é a nossa despedida!
Amar é se esvair, eu acho,
É se esgotar devagarzinho...
me sinto reduzida.
Uma dor lancinante, querida,
parte daqui de dentro e se lança
do meu peito, raios errantes.
O que restará de mim depois de tudo isso?
Matéria seca?
Oh! Deus, por que comigo?
Por que com ela ?
Por que agora?
Porque assim, dessa forma?
Por quê? Por quê? Por quê?
Por que perdemos um amor
e precisamos agüentar, firmes, fortes,
quando a estrutura é frágil e ameaça ruir?
Estou olhando para você,
com doçura e atenção,
arrancando de dentro tudo o que é luz
para te ofertar com alegria,
em agradecimento
pelo tempo que você me dedicou,
pelos sorrisos que fez brotar no meu jardim.
Mesmo em meio à dor
eu te acolho nos meus braços
e canto: “fica, fica, fica...”
Mas o meu poder vai, somente, até aí:
cantar, cantar, cantar...
sou poeta.
Mas ponho no tempo ainda não cantado,
esperanças e novas letras, banho os versos
não criados com utopia e crio um não-canto:
“Vai em Paz, amor”.
renatabomfim
14/06/2010
Transição
Degradação: planeta devastado,
valores corrompidos, a fé só enxerga $.
Milênios de evolução tecnológica
Milênios de involução da consciência
Desaprendemos com as experiências
e depois dizemos: Oh! Deis, por quê?
Trememos frente a verdades simples
Nossas ações constroem o mundo.
Há fuga em massa para a terra da ignorância
Mas esta também já se abala.
Quando os pólos, experimentais, se inverterem
e o dia chover raios luminescentes:
Vai nascer uma nova gente
Gente da era da luz!
Essas crianças benditas resgatarão o que perdemos
Saldarão as nossa dívidas.
Essa luz de esperança e esclarecimento
rebentará novas sementes.
renatabomfim
13/06/2010
LusoMundo: Entrevista: Maria Lúcia Dal Farra (UFS) fala sobre Florbela Espanca e a primeira república
Amigos, Dal Farra fala sobre a presença de Portugal nos poemas de Florbela, a simbologia da República na sua obra, as correspondências que manteve com intelectuais republicanos como Raul Proença. A crítica fala também da relação de Florbela com Antônio Guimarães, seu segundo marido, que era alferes da guarda republicana. 40 minutos de informação e encamento... IMPERDÍVEL!
2010-06-13 Jornal da República nº 22
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