25/11/2015

Lançamento de obras literárias no II Festival de Literatura Sesc Glória/ 2015


1/12
 Horário: 20:00h.
Escritores: Jhon Almeida, Anthony W. Marques e Vander Vieira
Obras: Meus versos, um tudo do meu eu, Silêncio e Descaminho.
Local: Sala da Palavra

2/12
Horário: 20:00h.
Escritores: Aline Dias, Isabella Mariano e Israel Rozário
Obras: Além das pernas, Cortes Lentos e Com dias cantados.
Local: Sala da Palavra

3/12
Horário: 20:00h.
Escritores: Renata Bomfim, Caco Appel e Izabela Orlandi
Obras: Colóquio das árvores, Leituras – Crônicas do prazer de ler e Vão dos bichos.
Local: Sala da Palavra

04/12
Horário: 20:00h.
Escritores: Caê Guimarães, Pedro J. Nunes e Weber José Vargas Müller
Obras: Vácuo, A última noite e Similitudes poéticas.
Local: Sala da Palavra

05/12
Horário: 15:00h.
Escritores: Juane Vaillant, Déborah Andrade e Hideki Hagiwara katsumoto
Obras: O mundo de cá, Mistério inacabado e Momotaro, o menino pêssego.
Local: Sala da Palavra

06/12
Horário: 19:00h.
Escritores: Wagner Silva Gomes, Ingrid Carrafa e Carlos Fonseca
Obras: Classe média baixa, Entre rosas e abismos e Mil e tantas palavras.
Local: Sala da Palavra

Fluidez e versatilidade na série “Nova Riqueza”, de Sandra Resende (por Renata Bomfim)




Nas primeiras décadas do século XX a arte passou a apresentar como marca uma indeterminação sem precedentes na história: nada mais seria como antes! A liberdade radical a qual os artistas modernos foram expostos resultou em estranhamento e angústia. Segundo Ronaldo Brito[1] essa “crise na Arte”, para além de refletir um mundo submerso em processos de transformação e desfiguração, mostrou que a arte é um “isso problemático e reflexivo” em constante interrogação.  A vanguarda modernista criou inúmeros novos esquemas e procedimentos artísticos que, ironicamente, abriram caminhos reflexivos para artistas, críticos e publico, e de repente, o antes era “inaceitável”, passou a ser incorporado pela à tradição.

 Os artistas contemporâneos são herdeiros dessa geração que fez da experimentação e da exploração o seu lema.  É como se o “Anjo da história”, pintado por Paul Klee, tocasse a trombeta e nos convocasse a juntar os destroços do tempo. Walter Benjamim, argutamente, percebeu que um amontoado de ruínas crescia em direção ao céu, e que uma tempestade chamada “progresso” se aproximava.
Olhamos para trás saudosos e melancólicos, e para o futuro sem saber que caminho tomar; resta-nos os destroços e, frente aos fragmentos de nossa própria identidade, o que fazer?  Na obra Tudo o que é sólido desmancha no ar, Marchall Berman[2] alertou que o único jeito de o individuo sobreviver na sociedade, seria assumindo uma personalidade fluida. A identidade desse sujeito maleável, posto entre os estados líquido e gasoso, não é fixa, mas muda constantemente. As existências fluidas e as mudanças ininterruptas marcam a vida desse ente, e a arte o companha na sua errância. O caráter liquefeito da sociedade contemporânea não permite que nos voltemos para os mestres do passado em busca de respostas que nos garantam segurança. Os arroubos revolucionários e ideológicos migraram para os objetos descartáveis, são revolucionários os cremes anti-idade, o detergente líquido, a ação do desinfetante, o aparelho eletrônico que promete facilidades inimagináveis e felicidade. 
Sandra Resende é uma artista contemporânea que não se fixa e nem se permite enrijecer. Nesse sentido a sua produção se alinha com a de artistas como Beatriz Milhazes, Vik Muniz e Adriana Varejão. Destaquei, em outro ensaio, que a obra de Sandra Resende transita entre o acadêmico/ figurativo e o abstrato, bem como, na representatividade da expressão sacra no seu percurso como artista. Dentro do universo multifacetado dessa poética as cores desempenham um papel essencial, elemento que encontra complementariedade no desenho e na gestualidade.
A série “Nova riqueza”, de certa forma, é uma antinomia, uma tentativa de reconciliar o que aparentemente é irreconciliável. Ele busca inspiração nos escombros do garimpo de Serra pelada, trazendo à luz importantes reflexões sobre os modos de ser e estar no mundo do homem contemporâneo. É possível revertermos a grave crise ambiental na qual estamos submersos, por sua vez, não é a crise ecológica, a face de um caleidoscópio que envolve outras dimensões humanas, não menos importantes?
Sandra Resende possui uma obra versátil, pois a sua plasticidade lhe garante a possibilidade de ocupar variados lugares no desejo do espectador. A fluidez dessa poética é radical, nela a mancha de tinta é trabalhada tendo como inspiração o mineral, a pedra bruta e os metais extraídos da terra, elemento imanente por excelência. A série é formada por dez telas, de média e grande proporção, pintadas sobre linho ou canvas que sustentadas por chassis de mogno, ou pinus, tratados com pigmentos naturais e óxidos sintéticos.
O despertamento para esse trabalho veio da observação da mutabilidade da natureza. O garimpo de Serra pelada, situado no Pará, já foi considerado o maior a céu aberto do planeta. A cratera de onde os homens extraiam ouro a poucos metros atraiu pessoas de todo o Brasil na década de 1980. Os sonhos de riqueza dos homens simples, logo, cederam lugar à realidade: uma vida insalubre e marcada pela guerra de forças e tensões entre poderes. Serra pelada é uma alegoria do estado da arte na série “Nova riqueza”, nela dialogam o sensível e o bruto/violento, marcados por movimentos de descoberta, por sonhos, explosões, degradação, ruína e reconstrução.
Nas telas encontramos a força do amarelo e de uma profusão de ocres e marrons que convidam à garimpagem. É preciso ir mais fundo, cavoucar novos sentidos, dialogar com as camadas da terra, penetrar nos mistérios o elemento feminino, Gaia , fonte alimentadora da vida. Há muito o que observar na série de pinturas: a violência de algumas pinceladas cinza vão, gradativamente, se diluindo e, de repente, revela-se um veio d’água.

A arte contemporânea abre caminho entre os escombros do passado e, a despeito da incerteza constante, do consumo desenfreado e da corrosão dos valores tradicionais, há a renovação e a gestação do novo. Embora Sandra Resende seja uma artista nascida século passado, e tenha experimentado a si mesma nos diferentes sistemas acadêmicos propostos pela arte, ela se abre para o novo e convida o expectador para que aventure nesse universo de reconstrução paisagística, plantando nas áreas degradadas e criando devires.

Renata Bomfim



[2] MARSHALL, Berman. Tudo que é sólido desmancha no ar. São Paulo: Ed. Schwarcz, 1986. P. 93. 

24/11/2015

II Festival de Literatura Sesc Glória/ES. Lançamento do livro de poemas "Colóquio das árvores", da escritora capixaba Renata Bomfim



O Colóquio das árvores será lançado
Dia: 03 de dezembro de 2015, 
às 19 horas no Sesc Glória/ES.

O II Festival Capixaba de Literatura do Centro Cultural Sesc Glória tem por objetivo a aproximação entre o leitor e o autor capixaba, ou que produz no Espírito Santo. 

Entre os dias 03 a 06 de dezembro, serão lançados 18 títulos, sendo três autores por dia e um debate-papo entre eles, também estão programadas apresentações artísticas que irão corroborar para compor o Festival.

10/11/2015

Com poesias, Renata Bomfim faz um chamado urgente à preservação do Meio Ambiente (Jornal ES/Hoje)


Com poesias, Renata Bomfim faz um chamado urgente à preservação do Meio Ambiente

                               Renata Bomfim






Em um momento crucial da nossa história em que mudanças climáticas causadas pelo desrespeito do homem pelos recursos naturais geram mandas sociais graves, como a crise hídrica que assola do Espírito Santo, a poetisa capixaba Renata Bomfim lança na próxima quarta-feira (11), a partir das 19 horas, na área aberta do Shopping Jardins, o livro de poemas Colóquio das Árvores.
Dividido em cinco seções intituladas de O Grito da Rosa, Colóquio das Árvores, O Cisne e a Flor, Cantos de Vida e de Esperança e Hortinha Poética, a obra aborda temáticas socioambiental, ao mesmo tempo em que abordam aspectos inerentes às grandes inquietações humanas-existenciais: o amor, a morte, a solidão e a esperança.São duzentas e duas páginas contendo cento e vinte poemas que dialogam diretamente com grandes autores, como Sylvia Plath, Rubén Darío, Hilda Hilst, Florbela Espanca e Camões. O desejo  utópico de se ter um espaço pacífico entre o ser e o ter define Colóquio das Árvores, inserindo o leitor na epígrafe de Renata e suas referências literárias, juntamente com a necessidade de repensar a nossa existência por meio de versos.
A leitura da obra propicia a oportunidade de se reconstruir valores materiais e imateriais. A mensagem é de urgência em relação à temas ambientais e humanitários. “Temos que nos conscientizar acerca das atrocidades históricas, envolvendo a exploração de povos negros e indígenas, por exemplo. Minha obra é um convite ao zelo pelo amor ao próximo e o conviver igualitário”, conclama a autora. A apresentação das poesias do livro será feita no dia do evento pelo poeta e crítico espanhol Pedro Sevylla de Juana. Além do lançamento de Colóquio das Árvores, a área aberta do Shopping Jardins será palco para um sarau musical e poético com as integrantes da Academia Feminina Espírito Santense de Letras. 
A autora: Renata Bomfim é natural de Vitória/ES. É bacharel em Artes Plásticas, mestre e doutora em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Pesquisadora do CNPq é membro do Instituto Histórico e Geográfico do Espírito Santo (IHGES) e ocupa a cadeira nº 16 na Academia Feminina Espírito-Santense de Letras (AFESL

28/10/2015

Escritora capixaba Renata Bomfim lançará o livro Colóquio das árvores no dia 11/11, as 19 horas, no Shopping Jardins


A apresentação da obra será feita pelo escritor espanhol Pedro Sevylla de Juana, 
autor do posfacio do livro e homenageado pela AFESL. 

amigos, aguardo vocês no lançamento.
Abraços
Renata Bomfim

26/10/2015

Escritora capixaba Renata Bomfim lança obras poéticas na 7ª Bienal Capixaba do Livro

Amigos, estarei pré-lançando meu novo livro, o Coloquio das árvores e relançando meus outros poemário no dia 01/12/2015 (Domingo), a partir das 16 horas, na 7ª Bienal Capixaba do Livro Capixaba. A Bienal este ano acontecerá no estacionamento do Shopping Vitória, Vitória/ES.
Aguardo vocês lá, abraços... *RB

*
Amigos, a Bienal aconteceu a pesar das dificuldades, estivemos lá apoiando o evento. O público compareceu, as crianças adoraram a contação de histórias e os shows, enfim... seguimos lutando pela cultura capixaba! *RB