23/02/2016
Apresentação da poeta brasileira Renata Bomfim, Alejandro Murgia (Estados Unidos), José Ángel Leyva (México), Pedro Carmona Álvarez (Noruega), Yolanda Pantin (Venezuela), Vasyl Makhno (Ucrânia), Alfredo Fressia (Uruguay), Maria Ángeles Péres Lópes ( Espanha), na mesa de leitura realizada no átrio da igreja La Merced, no XII Festival Internacional de Poesia de Granada/ 2016
Inauguración oficial del XII Festival Internacional de Poesía de Granada, Nicaragua
En honor al poeta Ernesto Mejía Sánchez y en memoria del poeta Guatemalteco Luis Cardoza y Aragón.
PRESIDEN:
Señor don José Adán Aguerri. Presidente honorario del Festival y Presidente del Consejo Superior de la empresa privada; Poeta Francisco de Asís Fernández, presidente del festival; Excelentísimo Señor Rafael Garranzo García, Embajador de Reino de España; Excelentísimo Señor Kenny Bell, Embajador de la Unión Europea; Don Walmaro Gutiérrez, representante de la asamblea nacional; Don Francisco Arellano Oviedo, Director de la Academia Nicaragüense de la Lengua; Señor Luis Morales Alonso, Codirector del Instituto Nicaraguense de Cultura; Doña Julia Mena, alcaldesa de la ciudad de Granada; Monseñor Jorge Solórzano, Obispo de la Diócesis de Granada; los poetas vicepresidentes del festival: Nicasio Urbina, Gioconda Belli, Luz Marina Acosta y Don Dieter Stadler, Director de la Casa de los Tres Mundos.
12/02/2016
III FEIRA LITERÁRIA Capixaba – Flic- ES (Prêmio de Literatura Capixaba)
Amigos,
A ACADEMIA FEMININA ESPÍRITO-SANTENSE DE LETRAS
(AFESL), a ACADEMIA ESPÍRITO-SANTENSE DE LETRAS (AEL) e o INSTITUTO HISTÓRICO E
GEOGRÁFICO DO ESPÍRITO SANTO (IHGES) organizam o PRÊMIO DE LITERATURA –
FLIC- 2016 para autores capixabas e/ ou residentes no Espírito Santo há mais de
2 (dois) anos, e maiores de 18 anos, nas seguintes categorias:
Romance – obra versando sobre quaisquer temas, relacionados,
ou não, ao Estado do Espírito Santo.
Literatura infantil/juvenil – obra,
em prosa ou verso, direcionada ao público infanto-juvenil já iniciado no
universo da leitura e do conhecimento dos textos literários, podendo ser, ou
não, obra ilustrada, de ficção, ou não.
Peça de teatro – obra em comédia ou
tragicomédia versando sobre quaisquer temas.
O PRÊMIO
DE LITERATURA – FLIC – 2016 contempla obras inéditas e tem por objetivo promover
a literatura capixaba.
A escolha do PRÊMIO DE LITERATURA FLIC – 2016, será por meio de uma Comissão Julgadora de
renomado prestígio literário, indicada pela AFESL, AEL e o IHGES. Os casos
omissos, se houver, ficarão a cargo dessa Comissão e da Comissão Organizadora
do evento.
O AUTOR poderá inscrever apenas uma obra, com no
mínimo 80 páginas até o limite máximo de 120 páginas.
No ato da inscrição o autor terá que entregar dois exemplares de sua obra,
identificados por pseudônimo, em envelope lacrado, bem como TODOS os comprovantes abaixo
relacionados:
- Nome completo (Igual
ao do RG)
- Endereço / Cidade /
Estado / CEP
- DDD / Telefone
- Email de contato
- Número do RG
- Cópia de comprovante
de residência de mais de CINCO ANOS no Espírito Santo.
- Minibiografia de até
10 linhas
- Título da Obra e
gênero
Na parte externa do envelope deve constar o nome da
obra e o gênero a que está vinculada. O referido envelope deverá ser entregue a/c
da Academia Feminina Espírito-santense de Letras Rua Professora Gladys Bernardo
Lucas -96 Jucutuquara – Solar da Ester -
CEP 29042180. Vitória – ES.
A efetivação da inscrição compreende o
preenchimento da Ficha de Inscrição, Declaração de Autoria, Declaração de
Residência.
O autor vencedor da categoria
romance (1º lugar) receberá R$ 1.500, 00 (um mil e
quinhentos reais), do livro infantil/juvenil R$ 1.000,00 (um mil reais) e da
peça de teatro R$1.000,00 (um mil reais).
A Comissão Organizadora do concurso poderá
atribuir outras premiações e Menções
Honrosas.
OBSERVAÇÕES:
- A
organização do concurso não se responsabiliza em reenviar ao autor os
originais recebidos.
- O AUTOR vencedor autorizará o uso de seu NOME
e IMAGEM para fins de divulgação do evento.
- A entrega do PRÊMIO CAPIXABA DE LITERATURA
-2015 dar-se-á no dia do encerramento da III FLICA em 2016, às 19h.
- O ato de inscrição implica a aceitação por
parte do candidato do teor estabelecido neste Regulamento.
- As
inscrições estarão abertas de 10 de fevereiro a 31 de março, prevalecendo
a data de postagem.
09/02/2016
XII Festival Internacional de Poesia de Granada (2016), na Nicarágua: a emoção de voltar à terra da poesia (Renata Bomfim/ poeta brasileira)
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| Site Oficial da FIPG |
Amigos,
estou arrumando as malas para representar o Brasil no XII
Festival Internacional de Poesia de Granada. A minha participação nesse
evento poético, que é o maior da América Latina, é a expressão viva do respeito
e da consideração que os nicaraguenses têm pelo Brasil e do carinho que tem
pela minha pessoa. Só tenho que agradecer "Gracias amigos poetas nicaraguenses!".
Estivem
Granada pela primeira vez em 2012, quando realizava investigava a poesia
do nicaraguense "Rubén Darío" para o doutorado em letras da
UFES. Finalizei essa pesquisa em 2014 e ela se chama "A FLOR E O CISNE:
DIÁLOGOS POÉTICOS ENTRE FLORBELA ESPANCA E RUBÉN DARÍO". Agora, esse
estudo está sendo transformado em um livro que pretendo lançar no final de
2016.
Fui
recebida na Nicarágua com muito carinho e lá fiz muitos amigos, entre eles o poeta Raúl Xavier Garcia, conhecido como "el poeta
carpintero". Raúl me presenteou com a sua obra El cielo puede esperar,
um poemário no qual podemos observar a sabedoria que adquiriu ao longo de 80 anos
de vida e também o seu espírito amoroso e fraterno. Raúl faleceu em outubro de
2013, mas deixou, além da saudade, uma rica obra como mostra o poema a seguir:
Si mi hubieses dicho antes
que amas los furiosos rugidos
de un vulcán,
las espigas doradas del arroz
creciendo
o las fugitivas aguas que rompen
llanuras para luego llamarse Rio Coco
más que a mim. No es extraño
Solo este país que subió del fondo
del mar como venus
a cantar
y luego destroza con sus alas el sonido
de los relámpagos que hieren
para que por el amor subamos.
Em 2014 fui convidada para representar o Brasil na décima edição desse Festival, nesse ano o homenageado era o meu poeta do coração Rubén Darío. É
difícil traduzir em palavras a emoção de poder compartilhar poesia, pesquisas e experiências com estudiosos da obra
dariana de vários países.
O convite
para representar o Brasil, em 2016, nesse grande evento poético que já recebeu nomes como Derek Walcot, Nobel de Literatura, Thiago de
Melo e Maria Lúcia Dal Farra, me pegou de surpresa, foi um presente que chegou em uma ótima hora, pois, me trouxe uma alegria adicional e renovou minhas
energias para o lançamento do meu livro de poemas Colóquio das árvores, lançado
em dezembro de 2015 pela Editora Chiado, de Lisboa, (vendido em
livrarias e também pela Amazon).
Pretendo
levar para a FIPG a alegria própria do povo brasileiro, e os poemas do
meu Colóquio das árvores, especialmente nesse momento em que
atravessamos por uma séria crise ambiental (especialmente hídrica) a poesia se
apresenta como instrumento de esperança, arma de combate a tudo o que não é
devir e força e alento para a alma.
Abraços
dessa poeta,
Renata
Bomfim
Foto oficial do Festival em 2014
Quero agradecer, também, a Pedro Sevylla de Juana
pelos textos que levo, em castelhano, para Granada. Gracias, amigo!
08/02/2016
02/02/2016
28/01/2016
13/01/2016
A mosca azul (Machado de Assís)
Era uma mosca azul, asas de ouro e granada,
Filha da China ou do Indostão.
Que entre as folhas brotou de uma rosa encarnada.
Em certa noite de verão.
E zumbia, e voava, e voava, e zumbia,
Refulgindo ao clarão do sol
E da lua — melhor do que refulgiria
Um brilhante do Grão-Mogol.
Um poleá que a viu, espantado e tristonho,
Um poleá lhe perguntou:
— "Mosca, esse refulgir, que mais parece um sonho,
Dize, quem foi que te ensinou?"
Então ela, voando e revoando, disse:
— "Eu sou a vida, eu sou a flor
Das graças, o padrão da eterna meninice,
E mais a glória, e mais o amor".
E ele deixou-se estar a contemplá-la, mudo
E tranqüilo, como um faquir,
Como alguém que ficou deslembrado de tudo,
Sem comparar, nem refletir.
Entre as asas do inseto a voltear no espaço,
Uma coisa me pareceu
Que surdia, com todo o resplendor de um paço,
Eu vi um rosto que era o seu.
Era ele, era um rei, o rei de Cachemira,
Que tinha sobre o colo nu
Um imenso colar de opala, e uma safira
Tirada ao corpo de Vixnu.
Cem mulheres em flor, cem nairas superfinas,
Aos pés dele, no liso chão,
Espreguiçam sorrindo as suas graças finas,
E todo o amor que têm lhe dão.
Mudos, graves, de pé, cem etíopes feios,
Com grandes leques de avestruz,
Refrescam-lhes de manso os aromados seios.
Voluptuosamente nus.
Vinha a glória depois; — quatorze reis vencidos,
E enfim as páreas triunfais
De trezentas nações, e os parabéns unidos
Das coroas ocidentais.
Mas o melhor de tudo é que no rosto aberto
Das mulheres e dos varões,
Como em água que deixa o fundo descoberto,
Via limpos os corações.
Então ele, estendendo a mão calosa e tosca.
Afeita a só carpintejar,
Com um gesto pegou na fulgurante mosca,
Curioso de a examinar.
Quis vê-la, quis saber a causa do mistério.
E, fechando-a na mão, sorriu
De contente, ao pensar que ali tinha um império,
E para casa se partiu.
Alvoroçado chega, examina, e parece
Que se houve nessa ocupação
Miudamente, como um homem que quisesse
Dissecar a sua ilusão.
Dissecou-a, a tal ponto, e com tal arte, que ela,
Rota, baça, nojenta, vil
Sucumbiu; e com isto esvaiu-se-lhe aquela
Visão fantástica e sutil.
Hoje quando ele aí cai, de áloe e cardamomo
Na cabeça, com ar taful
Dizem que ensandeceu e que não sabe como
Perdeu a sua mosca azul.
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