27/10/2012

eu?

o verso é bruto, rude, incansável,
labor que brota das minhas entranhas,
letras de ouro, de ferro e estanho,
que fazem de mim matéria na forja.
reinvento o mundo todo e crio novos
céus, mares, montanhas e os animais,
uns diferentes, mas, os outros iguais,
àqueles do tempo da minha infância.
o tempo pretensamente esquecido,
labirinta perdido, vaga só.
viver o hoje, seguir sempre em frente.
passos largos em busca de infinito,
cantando canções de amor e de paz,
renasço outra, da página em branco


renata bomfim

 

Nenhum comentário: