24/01/2015

Esboço (Poema Renata Bomfim)

Azul, cor hipnótica, dariana,
estado de espírito Divino.

Quando criou o mundo,
o Grande Inominável
verbalizou através das cores.
Ele escolheu o azul
da ponta da paleta
para sonhar o céu.
Quando pintou o animal
ocre terroso,
matizou-o com tons de ilusão,
esfumou os seus contornos.
O ser Tinta Fresca logo buscou
o amarelo, queria secar, buscava
a perpétua existência na tela.
O Enunciador  disse: não!
O azul celeste se dissolveu
sob o poder de suas palavras.
Gotas e mais gotas caíram
sobre o arrogante desenho que,
parcialmente, se dissolveu
Desde então o homem se tornou
esboço.




*RB, Jan. 2015. Vitória/ ES/ Brasil.


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