16/07/2007

Uso de cães e gatos na alimentação

No Vietnã, cães são escolhidos por donas casa e crianças, e são abatidos na hora. Eles são escolhidos e retirados de uma gaiola com um pau com gancho na ponta, espetando o animal pelo pescoço. Em seguida são jogados em água fervendo e suas peles são arrancadas com eles vivos.

Cães são vendidos em mercados e restaurantes. Acreditam que sua carne é afrodisíaca. Estima-se que são abatidos 500 cães e gatos por dia.

Na China, o "melhor amigo do homem" é uma iguaria. Lá, como aqui, os cães são criados normalmente entre os homens e, quando o dono decide comê-lo, basta assobiar. O dócil amigo se aproxima, recebe uma forte pancada na cabeça e vai direto para a panela.

Existem restaurantes que servem cães São Bernardo, especialmente o "Fondue de cachorro", o que está gerando fortes protestos internacionais. Os criadores de São Bernardo vêm crescendo a cada ano, pois é quatro vezes mais lucrativo do que criar porcos, vacas e galinhas.

No Brasil, gatos são normalmente transformados em churrasco e vendidos nas ruas em espetos.


Instituto Nina Rosa
http://www.institutoninarosa.org.br/ler_topicos.asp?ID_Topico=47

06/07/2007

Mata

Respirar
ouvir
Despertar os sentidos adormecidos
ser um deles
e não ser
esse bicho estranho

ser um com ele
um com ela
sermos Um
sonho?

by renata bomfim

lembranças

Recorda-se de nós?
daqueles dias passados
noutras esferas
daqueles sons e gestos
difíceis de serem esquecidos?

Recorda-se das noites chorosas
dos sonhos megalomaniacos de felicidade?
Outros tempos e espaços
outras canções
ritmos animados pela inocência

São fatos/ fardos amarelados do album/vida
postais de viagens transcendentais
holotrópicas, hoje, fantasmagóricas

Onde estamos de verdade?
onde nosso coração está?
onde viveremos sem sermos massacrados?
viveremos?

by renata bomfim

28/06/2007

Blue chip

Ela
(em)cena multiplos papéis
moeda (in)certa
no mercado da fantasia

Blue chip
da mesa à cama
veneno e
liquidez

A desejada

Seduz
No movimento
(des)a- fiante
de suas ações
inesperadas.

by renata bomfim

22/06/2007

Separação

Deter o tempo entre os dedos
que em tudo se repete
se reparte
e de tudo se separa
(Wilbet Oliveira- Sêmen, p.22)


Separar o meu daquilo que é teu
divórcio do nosso
surpresa
cindidos e agonizantes
destilamos o tempo que passa.
Gotejamos promessas
desejamos nascer de novo
nos parir sem parar
trazidos ao mundo pelas próprias mãos
Condensamos lembranças
dos dias e noites vividos
entre sorrisos e lágrimas
Sorvemos na taça do tempo
a bebida amarga do adeus.


by renatabomfim

04/06/2007

Xamã

Azeviche,
Dança
Serpente- crepitando
no circulo sagrado
ao redor do fogo.
Livre,
Corpo nu
Celebra a terra
com
cânticos e oferendas
deposita sobre o altar
objetos mágicos.
Energias sutís emanam
dos seus pés-tambores
Cadência do despertar.
Fêmea,
Completude no seu nada
Tudo no tempo e no espaço
da fenda brota o sangue sagrado
interstício do amor sem culpa.
Braços abertos
invoca
á deusa-mãe adorada
reverencia Bast e Neith.
Recadeira do tempo
fiandeira
carpideira
parca
sereia
Ela é o próprio tempo encarnado
Devorando e gerando
aos outros e a si mesma.

By Renata Bomfim

03/06/2007

amor no éter

sete foram os padecimentos da moça
ousou amar
um homem, um deus
amor de anjo
etério e sublime
que em sonhos ardentes
lhe ofertava promessas
já não queria acordar
pesadelos da alma
chorou as lágrimas do adeus
e nunca mais dormiu

by renatabomfim

A flor


sim
seus pistilos eram doces
perturbam-na insetos e pássaros
e ela, objeto, se ofertava em dores
cálice divino a derramar-se
em pleno jardim das delícias
fruição e pavor em perfeita harmonia
sacrifício
estigma
Sua assinatura sinistra.

by renata bomfim

02/06/2007

sonho

O rio passa nos fundos da casa que fui visitar esta noite, transbordava mas não senti medo, eu queria estar ali, queria viver alí. Ao longe ví árvores, uma escolinha pequena, a terra era toda batida, chão duro, mas tinha muito verde ao redor. Vi pessoas tão diferentes de mim, especialmente diferentes, que tinham as cores da terra, que tinham os pés no chão.
Certa hora estava a esperar um ônibus desses arredondados, muito vistos em filmes da década de 60, destes que passam de duas em duas horas levantando poeira, e transitam entre o paraíso e o inferno. que lugar seria este? O poeta chamou ao seu canto, Pasárgada, este meu lugar, ainda não sei nomear, ainda busco encontrá-lo, imagino que não fique por aqui, acredito ser um pouco mais longe, longe de onde estou agora. Mas sei que lá, neste lugar, está a minha felicidade.
Tudo isso no meu sonho, desta noite.
by renatabomfim

01/06/2007

Moqueca Capixaba

Ela vai sendo aquecida, lenta e
delicadamente, em fogo brando.
Sobre a mesa, o namorado,
temperado com amor, espera.

Pretinha de barro, filha de indio
seu colo acolhe o fruto do mar
fervilhante, emana seu odor
Esperam-na todos, deleitantes.

Um bom vinho, à mesa,
um silêncio respeitoso,
as bocas anseiam e marejam
como velas errantes ao mar.

E o namorado vai sendo devorado,
transubstanciação, pode-se sentir o
Espírito Santo no ceu da boca.
Divina moqueca capixaba!

by renatabomfim