O que te faz feliz?
O que faz vibrar teu coração?
O que te faz pensar?
O que a consciência te diz?
Em mim brotam mil pensamentos
água de fonte, eles
são rebentos, são como filhos que
ora acolho, alimento, e hora
negligencio deixando ao sabo da propria sorte.
Me faz feliz imaginar a humanidade
vivendo em harmonia com a natureza
Todos comendo grãos e vegetais,
bebendo água pura,
com saúde e moradia
e me dizem: "que discurso gasto, pura utopia"
me calam a voz.
Mas logo sugem os engasgos
os nós na garganta
e minhas palavras altivas e
até mesmo agressivas
pedem passagem.
Então emerge um eu que
até eu mesma desconheço,
e já não sou sou mais essa aquela
Sou fauna,
flora
macaco, paca, tatu
passarinho na gaiola
cantando em gritos.
Faz meu coração vibrar essa energia
a minha consciência está desperta!
Sei que estou aqui, agora,
mas um dia, serei da terra alimento.
27/10/2008
Convite à sedução
Me seduza com tua manha
dobra o meu orgulhoso
com palavras obtusas
colorindo os dias e noites
com promessas vãs.
Me induza à perdição
ao abismo dos apaixonados
onde tudo é terrivelmente belo e raro
onde habita o sentido, a completude e
a comunhão.
Me faça sentir viva
Não é isso o amor?
Essa cegueira induzida
esse sim, não, sim.
Não é abrir, por vontade própria,
na carne, feridas?
Chagas benditas
Ter por deus a saudade
e render-lhe adorações
não é curtir, como D'Avila,
o tal gozo mistico?
Não é isso o amor?
Me seduza
Anseio esse descentramento
Para que a vida se torne verdade
Anseio essa experiência divina
fundada na utopia
pra ver brotar de novo o desejo
Transformando em encantamento
O que agora é pura afasia.
dobra o meu orgulhoso
com palavras obtusas
colorindo os dias e noites
com promessas vãs.
Me induza à perdição
ao abismo dos apaixonados
onde tudo é terrivelmente belo e raro
onde habita o sentido, a completude e
a comunhão.
Me faça sentir viva
Não é isso o amor?
Essa cegueira induzida
esse sim, não, sim.
Não é abrir, por vontade própria,
na carne, feridas?
Chagas benditas
Ter por deus a saudade
e render-lhe adorações
não é curtir, como D'Avila,
o tal gozo mistico?
Não é isso o amor?
Me seduza
Anseio esse descentramento
Para que a vida se torne verdade
Anseio essa experiência divina
fundada na utopia
pra ver brotar de novo o desejo
Transformando em encantamento
O que agora é pura afasia.
21/10/2008
A fúria de Eros
Desejo a luz azulada
Do teu peito abrasado
Dá-me o teu gozo
o teu coração
Dá-me o teu pulmão
Teu baço
Pernas e braços
Sê meu por inteiro
Sem sombras e nem saudades
Deixa para traz
pai
mãe
irmão
Deixa de comer e beber
Vem para mim com cuidado e
Sem demora
Traz o fogo de Prometeu
De Zeus a chuva de ouro
Vem dissimulado
Deita com os olhos semicerrados
E finge que não me viu
Vou te dar o meu ódio
em férreos beijos e abraços
Cacos afiados de antigas convenções
Sê meu nesse delírio de posse
Antes que noite acabe
e se desfaça a fantasia
Antes que vire dia
Dá-me a fonte de luz
que o teu sexo irradia.
Do teu peito abrasado
Dá-me o teu gozo
o teu coração
Dá-me o teu pulmão
Teu baço
Pernas e braços
Sê meu por inteiro
Sem sombras e nem saudades
Deixa para traz
pai
mãe
irmão
Deixa de comer e beber
Vem para mim com cuidado e
Sem demora
Traz o fogo de Prometeu
De Zeus a chuva de ouro
Vem dissimulado
Deita com os olhos semicerrados
E finge que não me viu
Vou te dar o meu ódio
em férreos beijos e abraços
Cacos afiados de antigas convenções
Sê meu nesse delírio de posse
Antes que noite acabe
e se desfaça a fantasia
Antes que vire dia
Dá-me a fonte de luz
que o teu sexo irradia.
nó na garganta
Se te conto os sonhos mais íntimos
É porque são não- sonhos.
Se te engulo em dias de calor e te
Enrolo nas cobertas da saudade no frio
é porque minhas lembranças clamam
das profundezas.
Não sou especial!
Sou apenas eu
de mãos vazias,
versos translúcidos,
Sou apenas eu
>>>>>>>o pretérito
>>>>>>>a preterida
Sou apenas eu
Embalada por verbos-pirações
derramando-me sobre o papel em fantasias
enriquecidas pela paranóia.
Esse nó na garganta difícil de desatar, amor,
é a minha vida
Buscando ar, espaço, acolhida,
Sou eu tentando ser gente
precisando de amor
fazendo igual cachorro pulguento
buscando dono e lambendo as feridas.
É porque são não- sonhos.
Se te engulo em dias de calor e te
Enrolo nas cobertas da saudade no frio
é porque minhas lembranças clamam
das profundezas.
Não sou especial!
Sou apenas eu
de mãos vazias,
versos translúcidos,
Sou apenas eu
>>>>>>>o pretérito
>>>>>>>a preterida
Sou apenas eu
Embalada por verbos-pirações
derramando-me sobre o papel em fantasias
enriquecidas pela paranóia.
Esse nó na garganta difícil de desatar, amor,
é a minha vida
Buscando ar, espaço, acolhida,
Sou eu tentando ser gente
precisando de amor
fazendo igual cachorro pulguento
buscando dono e lambendo as feridas.
Silêncio
Silêncio
Faz-se necessário ouvir
Este som
Este grito
A música dos loucos e dos exilados
É preciso, também, observar, enxergar
O mais cruel
O mais triste
É preciso sentir a dor
É preciso ver a cor do medo e da tristeza
E suar frio até pingar
Arrancar as roupas
descalçar
Ficar nu
Ter a alma nua
A revolta vai brotar linda assim,
excitada, sob forma de ação.
Sim, é preciso agir, e rápido,
Partir em busca de solução
Para a fuga
Para o desespero do mundo
Vamos sair correndo
de dentro da roda
É preciso virar marginal
Vamos curtir a margem
de onde se é invisível
de onde tudo se vê, ouve e sente
onde o sonho é uma utopia tangível
e de onde partem todos os por quês.
Faz-se necessário ouvir
Este som
Este grito
A música dos loucos e dos exilados
É preciso, também, observar, enxergar
O mais cruel
O mais triste
É preciso sentir a dor
É preciso ver a cor do medo e da tristeza
E suar frio até pingar
Arrancar as roupas
descalçar
Ficar nu
Ter a alma nua
A revolta vai brotar linda assim,
excitada, sob forma de ação.
Sim, é preciso agir, e rápido,
Partir em busca de solução
Para a fuga
Para o desespero do mundo
Vamos sair correndo
de dentro da roda
É preciso virar marginal
Vamos curtir a margem
de onde se é invisível
de onde tudo se vê, ouve e sente
onde o sonho é uma utopia tangível
e de onde partem todos os por quês.
Linhagem
Cabem nas mãos pequenas
da mulher
a agulha, o tecido e o fio com que
alinhava veloz as mágoas
Buscando fechar os rasgos
Remendar as coisas
Revivendo verbos puídos
e desgastados:
Amar
Sonhar
Sofrer
Ofertar
E ao fim do bordado
arabescos de dantesca bruteza
revelam o ácido da trama que corrói
corrompendo e condenando
a mulher
que sempre se doa
a eterna incerteza.
da mulher
a agulha, o tecido e o fio com que
alinhava veloz as mágoas
Buscando fechar os rasgos
Remendar as coisas
Revivendo verbos puídos
e desgastados:
Amar
Sonhar
Sofrer
Ofertar
E ao fim do bordado
arabescos de dantesca bruteza
revelam o ácido da trama que corrói
corrompendo e condenando
a mulher
que sempre se doa
a eterna incerteza.
ribeiras da melancolia
São colinas essas estranhas
que se elevam diante de mim
O gelo encobre a terra fértil
O rio do tempo passou sulcando o chão que
hoje é pedra
Marcas de uma Era que deixou de existir.
Eu, essa pequena ponta de ice- berg
vagante
Domada como um carneirinho
engolindo sapos e o tempo que passa
sendo devorada como os livro
pelas traças da perplexidade , do susto e
do absurdo.
A barreira torpe que meu corpo encena
vai sendo transposta devagar
vencendo a lei da mão do mais forte
impelindo minha energia vital a buscar espaço
nas sombras e a desfrutar núpcias
nos braços da morte.
que se elevam diante de mim
O gelo encobre a terra fértil
O rio do tempo passou sulcando o chão que
hoje é pedra
Marcas de uma Era que deixou de existir.
Eu, essa pequena ponta de ice- berg
vagante
Domada como um carneirinho
engolindo sapos e o tempo que passa
sendo devorada como os livro
pelas traças da perplexidade , do susto e
do absurdo.
A barreira torpe que meu corpo encena
vai sendo transposta devagar
vencendo a lei da mão do mais forte
impelindo minha energia vital a buscar espaço
nas sombras e a desfrutar núpcias
nos braços da morte.
Versos de orgulho e solidão
Que julguem!
Prefiro o inferno a dobrar-me
Prefiro a morte à sujeição
Prefiro este frio na alma.
Até que tudo se abrande
Silencio a consciência e
calo completamente a voz.
Não permitirei que ouçam
lamentos e nem murmúrios
Não permitirei intromissões
Nos campos dos meus desejos
Nem que colham os morangos
da minha dignidade.
Recolho os sonhos e
Os guardo com cuidado.
Respeitosamente espero a chuva cair.
Experimento o sabor do perdão
por serem meus os pés e as mãos que
Constroem rápido o buraco
da minha sepultura/solidão.
Prefiro o inferno a dobrar-me
Prefiro a morte à sujeição
Prefiro este frio na alma.
Até que tudo se abrande
Silencio a consciência e
calo completamente a voz.
Não permitirei que ouçam
lamentos e nem murmúrios
Não permitirei intromissões
Nos campos dos meus desejos
Nem que colham os morangos
da minha dignidade.
Recolho os sonhos e
Os guardo com cuidado.
Respeitosamente espero a chuva cair.
Experimento o sabor do perdão
por serem meus os pés e as mãos que
Constroem rápido o buraco
da minha sepultura/solidão.
12/10/2008
Notícias da Amazônia
Amigos, olhem que trabalho legal o trabalho do fotógrafo Ricardo Beliel, denunciando a degradação na Amazônia.
http://www.ricardobeliel.com/
http://www.ricardobeliel.com/
10/10/2008
O que acontece com o saquinho que "ingenuamente" pegamos nos supermercados , padarias, feiras...?

Amigos,
os saquinhos que "ingenuamente" pegamos nos supermercados, nas padarias, nas feiras..., são arrastados para diferentes lugares do planeta, até os mares, lagos, rios... Eles encontram caminho para o mar em bueiros e encanamentos, já foram encontrados sacos plásticos flutuando ao norte do Círculo Ártico, e também muito mais ao sul, nas Ilhas Malvinas. Os saquinhos plásticos se fotodegradan: com o passar do tempo se decompõe em petro-polímeros menores e mais tóxicos que finalmente contaminarão os solos e as vias fluviais. Como conseqüência, partículas microscópicas podem entrar para a cadeia alimentar. O efeito sobre a vida silvestre tem sido catastrófico. As aves ficam presas e cerca de 200 diferentes espécies de vida marinha, incluindo baleias, golfinhos, focas e tartarugas morrem por causa dos sacos plásticos e morrem depois de ingerir os sacos plásticos, que confunden com comida.
A Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos divulgou que são consumidos anualmente entre 500 bilhões e um trilhão de sacos plásticos ao redor do mundo. Menos de 1% dos sacos é reciclado. É mais caro reciclar um saco do que produzir um novo. Processar e reciclar uma tonelada de sacos custa U$ 4000. A mesma quantidade de sacos é vendida no mercado de matérias-primas a U$ 32”. Os sacos plásticos são feitos de polietileno: um termoplástico que se obtém a partir do petróleo, reduzindo o uso dos sacos plásticos diminuirá o consumo de petróleo, recurso não renovável que gera tantos conflitos... A China economizará 37 milhões de barris de petróleo por ano graças à proibição dos sacos plásticos gratuitos, e tem gente que ignora tudo isto… O que podemos fazer?
Se usamos uma bolsa de tecido, podemos economizar em torno de 6 saquinhos plásticos por semana, 24 sacos por mês, 288 sacos por ano, 22.176 sacos ao longo da vida. Se apenas 1 de cada 5 pessoas neste país fizesse isso, economizaríamos 1.330.560.000.000 sacos plásticos durante nossas vidas. É questão de fazer um pequeno esforço e logo a gente se acostuma a levar a sacola de pano às comprascomo era antigamente...
Bangladesh proibiu os sacos plásticos, a China proibiu os sacos plásticos gratuitos, a Irlanda foi o primeiro país da Europa a cobrar impostos sobre os sacos plásticos em 2002. Desta forma, reduziu o consumo em 90%, Ruanda proibiu os sacos plásticos em 2005, Israel, Canadá, Índia, Botswana, Quênia, Tanzânia, África do Sul, Taiwan e Singapura também proibiram ou estão em vias de proibir os sacos plásticos. Em 27 de março de 2007, São Francisco tornou-se a primeira cidade dos EUA a proibir os sacos plásticos.
Assinar:
Postagens (Atom)