09/08/2009
Lei 9265 institui a política estadual de educação ambiental do ES
07/08/2009
Pássaro Legal é pássaro solto!
Segundo o artigo 24 do Decreto 6.514 de 22 de julho de 2008, caçar, perseguir, apanhar, comercializar, criar ou danificar espécies da fauna silvestre prevê multa de até R$5.000,00. Segundo a lei em questão, é proibido até mesmo andar com pássaros (mesmo que registrados)pelas vias públicas, nem tão pouco levá-los a lojas comerciais. Os animais serão apreendidos e os proprietários poderão receber multa de até R$5.000,00. Quando se retira um animal da natureza, toda floresta é afetada. os machos são aprisionados por seu belo canto, e as fêmeas não conseguem mais reproduzir. Em alguns anos, as matas estarão vazias e silenciosas. Um coleiro, chanchão, trincaferro, saíra, canário-da-terra, sabiá ou sanhaço, entre outros, que esteja aprisionado em sua casa, deixa de fecundar flores e de dispersar sementes de árvores na mata.Além do mais, manter pássaro aprisionado é cruel. O pássaro atrofia os músculos das asas e canta de tristeza. Traficantes são ainda mais cruéis, costumam furar os olhos dos pássaros para transportá-los, não alimente este comércio ilegal e nefasto.
A melhor casa para um pássaro não é a sua e sim a dele!
fonte:WWW.ICMBIO.GOV.BR/PARNASO
06/08/2009
Mito e História em O Lusíadas de Camões
Ouvi: que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamente e o vão Rugeiro
E orlando, inda que fora verdadeiro.
[...]
Dou-vos também aquele ilustre gama.
Que para si, de Enéias toma a fama.
(Canto I, p. 11- 12)
Para Hernani Cidades, o poeta lusitano valorizava como objeto de contemplação estética e fonte de emoção épica e trágica, a própria realidade, se apropria da ficção mitológica para superar, pelo vôo imaginoso, os limites da realidade (1968, p.135). Camões evoca Vênus, “afeiçoada à gente Lusitânia”, por ter as qualidades dos romanos, como àquela que intercederá junto a Júpiter pelos navegadores. E Baco, na trama, será o grande opositor dos portugueses. Baco é descrito como teimoso e astuto e sua oposição aos portugueses será porque “altamente lhe dói perder a fama”, pois, “esquecerão seus feitos no oriente”, “se lá passar a lusitânea gente”. Baco representa os adversários, as forças opositoras, ou seja, “a ímpia gente”, os não cristãos. Os Lusíadas ilustra um momento em que Portugal luta para se formar como nação, luta contra o castelhano que lhe nega autonomia e contra o mouro que lhe ocupa o território (CIDADES, 1968, p. 156). O intuito colonialista português que busca conquistar terras e impor sua religião e língua pode ser vista na passagem:
Goa [cidade da Índia] vereis aos mouros ser tomada,
A qual virá depois a ser senhora
De todo Oriente, e sublimada
Co’os triunfos da gente vencedora.
Ali, soberba, altiva e exalçada,
Ao gentio que os ídolos adora
Duro freio porá, e a toda terra
Que cuidar de fazer os vossos guerra.
(CAMÕES, C. II, 51).
Vês Europa cristã, mais alta e clara,
Que as outras em polícia e fortaleza.
Vês África, dos bens do mundo avara,
Inculta e toda cheia de bruteza.
[...]
(Canto. X, p. 92)
Vênus representa para os portugueses o amor pela pátria, o amor é tema muito valorizado por Camões. A viagem do Gama, no plano estético, é apresentada como uma cruzada de amor, que terá seu ápice no episódio da Ilha dos amores. Até a Ilha dos amores, os deuses pagãos desempenham as ações na trama do texto, mas são invisíveis para os nautas, sendo sempre associados com as forças naturais, assim, estrategicamente, quanto mais discreto o auxílio do divino, mais fica evidente a eficiência do esforço humano. Moisés (2006, p. 39) comunica que “os deuses” é que dão sustentação à ação central do poema. Salvo os “infiéis”, ou seja, os africanos, os indianos, que sempre são apresentados pelo poeta em plano inferior, os obstáculos da viagem se resumem a fenômenos naturais como, por exemplo, o mito do Adamastor. É sabido que lendas aterradoras povoavam o imaginário popular antes das grandes navegações. Adamastor é um titã mitológico, um rochedo, “o segundo do Rodes estranhíssimo colosso”, uma referência do poeta a estátua de Apolo que ficava na cidade de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo. Adamastor surge na narrativa como a representação do imaginário dos navegantes, e das tempestades do Cabo das Tormentas:
Eu sou aquele oculto e grande cabo,
A quem chamais vós outros Tormentório.
Que nunca a Ptolomeu, Pompônio
Estrabo, Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda costa Africana acabo.
[...]
(Canto. V, p. 50)
A natureza impõe-se ao homem e Adamastor jura vingar-se de quem o descobriu: “aqui espero tomar, se não me engano, de quem me descobriu suma vingança” (canto V, 44), o texto refere-se a Bartolomeu Dias, descobridor do cabo de Boa Esperança. Outro episódio impregnado de significação é o do Velho do Restelo. Cidade refere-se a esta passagem como sendo “pomo de discórdia entre comentadores”, isso devido à contradição que instaura a primeira vista, com palavras de renúncia, num poema que exalta a ânsia expansionista (CIDADE, 1968, p. 146):
__ Ó glória de mandar, ó vã cobiça,
Desta vaidade a que chamamos fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Co’ uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldade nele experimentas.
(Canto. IV, p. 95)
[...]
Que promessas de reinos e minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que fama lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?
(Canto. IV,p. 97)
O Velho do Restelo que “ficava na praia”, “entre a gentes”, soa como a “voz pesada”, contra a viagem, á a voz das viúvas, dos órfãos, dos agricultores, ou seja, dos que ficaram, mais uma vez história e mito se entrelaçam e o lamento cantado nesta estrofe, justifica-se, Vasco da Gama quando partiu da praia do Restelo para sua jornada, levou com ele 170 homens e retornou com apenas 55 vivos para Portugal:
Qual vai dizendo: __ Ó filho a quem eu tinha,
Só para refrigério e doce amparo,
Desta já cansada já velhice minha,
Que em choro acabará, penoso e amaro,
Porque me deixas, mísera e mesquinha?
Porque de mim te vás? Ó filho caro,
A fazer o funério enterramento.
Onde sejas de peixe mantimento?
(C. IV, 90)
Outros episódios entrelaçam de forma poética história e mitos, citaremos alguns:
Camões ao falar da doença “crua e feia” que “morto ficava quem a tinha”, faz uma referência ao escorbuto, doença causada pela falta de vitamina ‘C’ no organismo. O quadro descrito por Camões atingiu a frota de Vasco da gama a caminho de Calicute, na Índia:
E foi que de doença crua e feia,
A mais que eu nunca vi desampararam
Muitos a vida, e em terra estranha e alheia
Os ossos para sempre sepultaram.
Quem haverá que sem o ver o creia,
Que tão disformemente ali lhe incharam
As gengivas na boca, que crescia
A carne e juntamente apodrecia.
Apodrecia co’um fétido e bruto
Cheiro, que o ar vizinho inficionava.
[...]
(Canto V, p. 81- 82)
Muitas são as referências feitas à personalidades européias e da história de Portugal, entre elas:
Martim Lutero, precursor da reforma protestante a respeito deste Camões escreve: “Do sucessor de Pedro revelado, novo pastor e nova seita inventa” (Canto VII, p. 4). Camões refere-se como “falso rei” e “galo indigno” a Francisco I, rei da França e grande difusor do renascimento, refere-se desta forma por este não “guardar a santa lei”, o cristianismo (Canto VII, p. 6). Refere-se também ao rei da Inglaterra, Henrique VIII, como “duro inglês que se nomeia rei da velha e santíssima cidade”, e que “para os de cristo tem espada nua” (Canto. VII, p. 5).
Ao sucessor de Vasco da Gama, Henrique de Menezes, dirá: “Virá depois Meneses, cujo ferro, mais na África, que cá, terá provado; castigará de Ormuz [cidade na entrada do Golfo Pérsico] soberba o erro, como lhe fazer tributo dar dobrado” (Canto. X, p. 53). Camões faz uma referência ao Brasil: “Mas cá onde se alarga ali tereis, parte também, co’o pau vermelho nota. De Santa Cruz o nome lhe poreis. Descobri-la á a primeira vossa frota” (Canto. X, 140). Assim Camões tece seu poema unindo ficção e fatos históricos. Do ponto de vista literário, Os Lusíadas não são uma narrativa histórica. No canto V a deusa Tétis denuncia a estratégia camoniana ao declarar que os deuses da mitologia são ficção criada pelo poeta, ou seja, um ornato poético:
Aqui, só verdadeiros gloriosos
Divos estão, porque eu Saturno e Jano,
Júpiter, Juno, fomos fabulosos.
Fingidos de mortal e cego engano
Só pra fazer versos deleitosos.
Servimos, e, se mais o trato humano
Nos pode dar, é só que o nome nosso
Nesta estrela pôs o engenho vosso.
(Canto X, p. 82).
A trama mítica tem seu desfecho quando Baco e Netuno se rendem e reconhecem a superioridade dos humanos, e Vênus coroa o feito português conduzindo a frota à Ilha dos Amores onde esperam pelos nautas as ninfas “já feridas por Cupido”, ali eles se fartarão dos prazeres carnais, mas com o consentimento divino. Segundo Moisés (2006, p. 51), “a Vasco da gama destina-se à companhia de Tétis e um prêmio extra, avistar a máquina do mundo”, Tétis lhe explica o sistema planetário e diz que podem “voltar à pátria amada”, para as “eternas esposas”. A Máquina do Mundo descreve o conhecimento astronômico de Camões, embora o sistema de Copérnico já fosse conhecido, o texto descreve o sistema Ptolomaico. Modesto Camões declara acerca de seu conhecimento:
Mas eu falo, humilde, baixo e rudo,
[...]
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente.
(Canto X, p. 154)
Cidade ressalta também a importância do episódio da Máquina do Mundo e do descerramento do planetário, como uma celebração da aproximação entre oriente e ocidente (1968, p, 154). Não sendo a modéstia um atributo deste poeta português que “luta e canta”. Para Ronaldo Menegaz “Camões extrapolou os limites de sua proposta, gerando um canto onde se revela uma sabedoria universal e intemporal e uma consciência extremamente alertada para a fragilidade, a falibilidade e a insegurança da condição humana” (2001, p. 260). Os Lusíadas termina com Camões colocando sua obra a altura da Homero:
[...]
A minha já estimada e leda musa
Fico com que em todo o mundo de vós cante,
De sorte que Alexandro [refere-se a Alexandre Mágno, rei da Macedônia]
Em voz se veja
Sem à dita de Aquiles ter inveja.
(Canto. X, p. 153).
Referências:
-CAMÕES, Luis de. Os Lusíadas. São Paulo: Klick.
-CIDADE, Hernani. Luiz de Camões o Épico. 3. ed. [S. L].: Bertrand, 1968.
-MENEGAZ, Ronaldo. Os Lusíadas, do livro à obra: a contribuição de Cesário Verde. SEMEAR: Rio de Janeiro, n. 5. , 2001, p. 259 a 277.
-MOISÉS, Felipe Carlos. Epopéia do homem moderno. Entre Livros, São Paulo, 2006. Edição Especial, p. 39- 41.
Campanha contra o uso desnecessário e inconsequente de sacolas nos supermercados e os 5 R's

E mais, esse lixinho básico que a gente produz no dia a dia (e que não é pouco) pode ser separado: Lixos secos são aqueles que podem ser reciclados / Lixos orgânicos são aqueles que não degradam o ambiente, é o resto de comida, cascas de frutas e legumes, etc., e Rejeito, ou seja, aquele lixo que não pode ser aproveitado. Somente 2,8% do lixo que o Brasil produz é reciclado. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), nós, brasileiros, produzimos em média 0,88 kg de resíduos por dia, e 59% dos municípios, depositam seus resíduos em lixões. Precisamos aderir à Coleta Seletiva para que possa diminuir a exploração dos resíduos naturais, bem como, a poluição do solo, do ar e dos rios. Uma forma de introjetarmos essa idéia e fazer com que se torne um habito, é praticar os 3 R's, que hoje já não são mais 3 e sim 5 R's.
1- Reduzir: é isso mesmo, no bom português significa consumir menos e dar prioridade para produtos que não agridam o meio ambiente e geram menos resíduos.
2- Reutilizar: dar novos usos aos materiais já utilizados, é uma boa oportunidade de exercitar a criatividade.
3- Reciclar: ou seja, transformar os resíduos em matéria prima para outros produtos, tanto de forma industrial quanto artesanal.
Os outros 2 R's introduzidos são: Repensar (o consumo) e Recusar (o mais importante e mais dificil , na minha opinião).
Esses R's são um conjunto de atitudes capazes de interferir e modificar os nossos hábitos. Essa prática, além de ser positiva para o meio ambiente, é geradora de emprego e renda para os menos favorecidos. vamos pensar nisso...
Abraços eco-fraternos
Renata
maiores informações: www.mma.gov.br/srhu
27/07/2009
IV Fórum Brasileiro de Educação Ambiental - RJ (fotos)

20/07/2009
DEFESA DE MESTRADO
06/07/2009
Florbela Espanca: a mulher e o mito
Florbela Espanca nasceu no dia 08 de dezembro de 1894, em Vila Viçosa, região do Alentejo português, é considerada, hoje, uma das mais importantes poetas portuguesas.
Florbela não teve sua obra reconhecida enquanto estava viva. Publicou dois livros, o Livro de Mágoas (1919) e o Livro de Sóror Saudade (1923), o Livro Charneca em Flor e Reliquiae foi publicado postumamente por Guido Batteli, um italiano que era professor visitante em Portugal.
A poeta era fascinada pelos livros e muito inteligente, em uma carta a amiga Júlia Alves ela escreveu:
A poesia de Florbela é fascinante e cada dia desperta mais o interesse da academia. Eu leio a poeta desde os 15 anos de idade e a cada dia, sua obra se renova e ganha novos sentidos e significados. Eis dois de seus sonetos que mais gosto:.....................................................................
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Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há de ser luz do sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!
Há de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno inseto,
Vento que insufla as velas sobre os mastros!...
Há de ser Outro e Outro num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!
Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...
Pele doirada de alabastro antigo...
Frágeis mãos de madona florentina....
- Vamos correr e rir por entre o trigo!-
Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoilas rubras nos trigais maduros...
Água azulada a cintilar nas fontes...
E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras!...
26/06/2009
Noticias do Fórum de Educação Ambiental
24/06/2009
AS MULHERES E O MANAGEMENT
- improvisam com muito mais facilidade que os homens;
- Tem muito mais auto-determinação e apostam mais no sentimento de confiança que os homens;
- ao contrário dos homens, concentram-se naturalmente no empowerment (em vez de ter foco no poder hierarquico);
- entendem e desenvolvem relacionamentos com mais facilidade que os homens, e conclui dizendo que acredita haver um "segredo" para o seu sucesso, "a contratação de mulheres".
Nan Langowitz, diretora do Babson College, Centro para liderança feminina, diferencia os estilo de liderança feminino e mascilino em alguns aspectos, por exemplo, os homens tendem a desenvolver um estilo de chefia fundado na hierarquia, eles tomam as decisões de forma pessoal e dizem aos outros o que deve ser feito, já as mulheres, tem estilo mais aberto e voltado para a colaboração. Há mulheres, entretanto, que adotam estilos masculinos de liderar. Langowitz afirma que "as mulheres foram educadas para se conformar com o que recebem", porém, "se quiserem progredir no mundo corporativo, devem pensar em como aproveitar ao máximo as oportunidades que surgem". Ser mulher no campo corporativo é lidar com preconceitos o que torna essencial a criatividade para encontrar saídas criativas para os problemas que se apresentam, assim como fez Chieko da Blue Tree Hotels. Chieko desenvolveu uma técnica para lidar com executivos japoneses preconceituosos, por ser mulher e jovem tinha dificuldades de se fazer ouvir, então passou a eleger porta-vozes masculinos, e assim tinha todas as suas idéias aprovadas. Com este "jeitinho" sutil de gerenciar, Kieko foi responsável pela estratégia de internacionalização da rede de hotéis Caesar Park e hoje tem seu próprio negócio com aproximadamente 2,9 mil funcionários (diretos e tercerizados). Enfim, mesmo com todas as dificuldades encontradas pelas mulheres, até mesmo a defasagem salarial em relação aos homens, estas tem conquistado espaço.
