25/04/2010

Questões poéticas (poema do livro Mina)

Antônio, o que faço?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora toda empresa é responsável,
toda exploração, sustentável,
toda carne, sadia,
mesmo que o bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.

Anto, onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão Só!
Me espanca este plágio:
“Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...”

E você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz: onde está a poesia?
O verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade,
necessários para garantir a safra
do bem-dizer, serão ainda executados?
Me diz: e agora, José?

post mortem I e II

"Ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: -Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado da nossa miséria" (Brás Cubas)

Pos mortem I

Quando morta,
pensem que fui viajar
quem sabe para o mesmo lugar
de onde, um dia, vim.
Fazer o que, ainda não sei,
confeccionei bibelôs em gesso,
elaborei mosaicos dos infernos,
criei jóias, contei histórias, pintei,
bordei, toquei violão, fiz mandingas,
dança de salão, do ventre, e escrevi versos.
Fiz amor,  fiz guerra e muita caridade
fiz o dobro de maldade
E rezei todos os dias, com a biblia
em uma mão e cristais, hervas e patuás na outra.
Graças, por essa humanidade que me assola
Experiência única e irrepetível.

Post Mortem II

Amigos, não sejam mesquinhos
quando eu me for
levem flores e chorem bastante,
se possível, contratem carpideiras,
vocês sabem como eu gosto de uma cena.
Mas por favor, não sofram
e nem fiquem tristes
saibam que terei vivido:
experimentado da dor, da violência,
da solidão, da amizade e de incontáveis alegrias
Saibam também que terei amado
não o suficiente, mas o bastante,
se isso é possível.
Amor de deixar o coração mole, pegajoso,
mas com o vigor do tambor de um menino.
Não fui mais porque não quiz
sempre me acompanhou o sinal de menos
em se tratando de viver, nunca pensei no
 amanhã, sorvi o hoje gota por gota.
Então, digam de mim: "esta, soube morrer,
era um saco sem fundo, devorou a vida,
se lambusou toda, limpou o prato e, saciada,
foi dormir.

Gato

O que te anima a essência?
Que motivação divina te fez assim:
graça, beleza, astúcia e coragem?
Quais valores te norteiam:
amor, paciência, amizade?
O que faz com que, num átimo,
o tempo pare, e teu salto seja
perfeito, preciso?
És um mistério
Os outros não enxergam
tuas nuances e sombras,
para eles te resumes a linhas duras,
para mim és perfeito,
és π.

22/04/2010

Lançamento do livro PARA UNA LECTURA DEL TEATRO ATUAL

Amigos, no dia 06 de maio, as 19 horas, na ADUFES (Ufes), será lançado o Livro Para una lectura del teatro atual, da professsora Ester Abreu Vieira de Oliveira que é Professora de Literatura Hispânica do mestrado e do doutorado da Ufes. No lançamento acontecerá um recital, nos vemos lá.

21/04/2010

Vem aí: Bravos Companheiros e Fantasmas IV

CHAMADA DE TRABALHOS

BRAVOS COMPANHEIROS E FANTASMAS
IV SEMINÁRIO SOBRE O AUTOR CAPIXABA

Dias 26 e 27/08/2010.

Esta é uma chamada de trabalhos para Bravos Companheiros e Fantasmas: IV Seminário Sobre o Autor Capixaba, que o Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), por meio do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do Espírito Santo (Neples), realizará nos dias 26 e 27 de agosto deste ano (quinta e sexta-feira), com sessões nos turnos da manhã, tarde e noite. A expressão “bravos companheiros e fantasmas” é uma citação de Nietzsche que o escritor capixaba José Carlos Oliveira transformou em título de seu último livro, uma coletânea de contos, e tem sido usada como “marca de fantasia” tanto dos Seminários Sobre o Autor Capixaba promovidos a cada dois anos pelo PPGL como dos livros que daí derivam.Entenda-se como autor capixaba, para fins de apresentação de estudos no referido evento, tanto o autor natural do Espírito Santo que, aqui ou fora daqui, tenha produzido no todo ou em parte a sua obra, como o que, natural de outros estados ou até mesmo de países estrangeiros, tenha entre nós produzido obra literária. O poeta Miguel Marvilla, falecido em outubro de 2009, é o homenageado especial no Seminário deste ano. Pedimos aos interessados que enviem ao endereço bravoscompanheiros4@gmail.com, até o dia 10 de junho, suas propostas de comunicação (título, resumo de até dez linhas e três palavras-chave), indicando também suas preferências ou inconveniências de horário (dia e turno). Quaisquer informações adicionais poderão ser solicitadas mediante envio de mensagem ao mesmo endereço. Enfatizamos a conveniência de as comunicações apresentadas no evento não ultrapassarem o limite de vinte minutos, o que corresponde aproximadamente a seis laudas em fonte Times New Roman, entrelinha 1,5. No prefácio de Humano, demasiado humano (1878), escreveu o filósofo alemão: “eu precisava deles [dos espíritos livres] como companhia, para permanecer de bom trato em meio aos maus tratos (doença, isolamento, estrangeiro, acedia, inatividade): como bravos companheiros e fantasmas, com os quais se tagarela e ri quando se tem disposição para tagarelar e rir, e que se manda ao diabo quando se tornam enfadonhos – como uma indenização pela falta de amigos”. Outras informações acerca do evento estão divulgadas na página www.prppg.ufes.br/ppgl

Wilberth Salgueiro (Coordenador do PPGL)
Deneval Siqueira de Azevedo Filho (Professor do PPGL)
Reinaldo Santos Neves (Diretor do Neples)
(Organizadores)

19/04/2010

Reflexões de Frei Beto

Amigos, maravilhosas reflexões:
abraços
Renata

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"
Frei Betto

18/04/2010

Encerramento do I Encontro de Escritoras Capixabas


lá amigos, o encerramento deste evento foi marcado por momentos de muita emoção, entre eles as homenagens, como a pretada ao professor Francisco Aurelio Ribeiro. Ao final houve um coquetel.
Aproveitei para registra o encontro com amigos tão queridos.

ASSASSINATO DE ÁRVORE EM BAIRRO REPÚBLICA/ Vitória-ES

Mais um assassinato de árvore em Bairro República, desta vez na rua Sebastiana Vieira Borges, o mesmo tem se repetido na Morada de Camburi. SOMOS HIPÒCRITAS! Nos espantamos com o desmatamento no Pará, na Amazônia e não somos capazes de cuidar da árvore que fica em frente a nossa casa, na nossa rua, no nosso bairro, enfim...
Liguei imediatamente para 156 da Prefeitura de Vitória denunciando o ocorrido e exigirei um retorno. Não podemos mais aceitar uma coisa dessas, ou achar que não é problema nosso.
Renata Bomfim
dia 16/04/2009

16/04/2010

Atividades realizadas no I Encontro de Escritoras Capixabas

Amigos, na sequencia: Exposição de livros raros e obras de escritoras capixabas, apresentação musical e de poesias com as academicas Maria Beatriz de Figueiredo Abaurre e Maria Filina Salles de Sá de Miranda. Moi de azul (pois estava realmente tudo azul), a mesa formada por Paulo Sodré, Maria Beatriz (mediadora), Deneval e Ester.
Fotros de variadas oficinas: A arte de contar histórias- Moi / Haicai- Karina Fleury / Oficina da palavra- Sérgio Blank / Arte e Litertura- Vanda Luiza. Obrigada às escolas e aos prefessores que abrilhantaram o evento.
Obrigada a acadêmica Soninha, fotógrafa oficial do evento.

Oficina- EMEF padre Anchieta - Imaginário infantil, produção e criatividade (dia 14/04)


Estas fotos dizem respeito à Oficina ministrada por mim e pela escritora Wanda Alckmin na escola Padre Anchieta. A Professora Ester veio nos brindar com sua presença.
A interação com os alunos foi muito boa e a produção bastante profícua.
Nosso agradecimento especial a professora Marli que tanto nos ajudou.

Apresentação de abertura do I Encontro de Escritoras Capixabas


Amigos, apresentação de poesias e Musikantigas
pelo Grupo ANIMAET COR na abertura deste evento.
Foi uma experiência surreal, maravilhosa!

Na programação:
Plang- Condessa Beatrice de Die- do seculo XII
Pour Oublier _bernard de Ventadour - do século XII
- canção muda: Abn Hazm (Códoba) seculo IX
Prelúdio de Andaluzia
Para que quiero yo mas vivir- Anon. Sefardita - seculo XIII
Quantas Abedes amar amigo- martim Codax- seculo XIII
Saltarello- Vincenzo Galilei - Seculo XVI
Fantasia e pescatore che va cantando- de francesco da milano- seculo XVI
La Parma- Phalése e Correnta- dança estilo italiana - Mote e glosa de camões
Peus os llaman mis suspiros- seculo XVII
e santa Maria, Strela do dia- de Alphonso X- seculo XIII

Abraços fraternos
Renata Bomfim

12/04/2010

A doçura da carne

A carne apodrece de tanta doçura,
as palavras, torrões, desenham cadeias de montes,
cujos picos, cobertos de açúcar, convidam.
No sangue as plaquetas enfraquecidas se rendem,
a fenda na carne jorra abundante.
Quem sequer imagina penetrar este ermo que me invade?
Caminho só, essa é a lei, caminho...
De tanta doçura as mãos derretem,
se fazem arredias frente ao Jardim.
Sufoquei  Íris, Lírios, Cravos, Violetas, Margaridas,
de tanto desejo, embriagada de falta,
despetalei uma a uma como quem ama pela primeira vez.
Essa carne à mostra, afável de brandura
está em decomposição e exsuda licores.
É a beleza revelando a sua outra face.

11/04/2010

Imagens do Festival Internacional de Poesia de Granada (Nicarágua)



Olá amigos, neste evento, esteve representando o Brasil, a poeta e crítica literária Maria Lúcia Dal Farra, que neste vídeo, nos brinda com um fragemento de seu poema.

Oficinas e palestras gratuitas no I Encontro de Escritoras Capixabas (de 13 a 17 de abril de 2010)


Amigos capixabas amantes da literatura, está chegando o I Encontro de Escritoras Capixabas. Vai ser na Assembléia Legislativa do ES. Vamos prestigiar! Eu estarei ministrando duas oficinas neste evento, uma que se chama Contando História e fazendo arte e outra com a amiga acadêmica Wanda Walckimin na Escola Padre Anchieta, que reunirás as artes póeticas e pictóricas. Quem tiver interesse em participar destas oficinas, e/ou de outras, deve se inscever, são gratuitas.
Abraços a todos
Renata

05/04/2010

Chico Xavier: O filme

Leitores amigos, hoje fui assistir ao filme Chico Xavier no cinema do Shopping Vitória (ES), e fiquei besta como o cinema estava vazio, fiquei me perguntando o por quê. Bem,  para eu assistir a Avatar 3D com alguma folga foi preciso esperar quase um mês, o povo estava comprando  os ingressos com antecedência. O esvaziamento da sala de cinema no filme de Chico Xavier pode ter várias explicações, a primeira é que o filme é brasileiro e não tem a bombástica mídia dos holywoodianos, a segunda hipótese é ser um filme sobre o espiritismo. Não podemos fechar os olhos para o fato de que a maioria da população é católica e/ou protestante. Os católicos são mais abertos para aceitar outras religiões, mas os protestantes não, especialmente se esta religião é o espiritismo. Senti na carne quando migrei de uma igreja protestante para a doutrina espírita, a maioria muda de calçada quando passo. Quanto a mim não ligo, amo a diversidade e cada dia a minha escolha se revela mais acertada.
Bem, achei o filme lindo, sensivel, leve. Chico Xavier nos é apresentado como um ser humano e não há endeusamentos ou bajulações, mas não há como negar que este ser humano é feito de uma matéria diferente da nossa, igual na carne, mas um espírito muito evoluído.
Convido vocês a assistirem este filme, vale a pena!
Abraços
Renata

site do filme:

03/04/2010

O poeta

O poeta se julga superior e
no momento da criação é plutão
atingido por meteoritos.
Ele necessita beber da alma alheia e
planar seus versos com a ajuda
 dos ventos norte e sul.
Se banhar na chuva mansa, regozijar na tempestade
e dormir ao relento, onde o frio adensa.
Buscar veios de ouro e água doce no deserto,
ser natural e urbano, humano a se desfazer
em materiais vários.
Este ser esquisito: redondo e plano, preto e branco,
 traz no sangue as linhagens de reis,
de putas e de soldados.
Possui grande olhos azuis e orelhas atentas,
faróis que iluminam a existência,
e captam sentidos no vazio, esvaziando
outros tantos.
É um mago condenado.
É tantos e todos que é ninguém
Bruma solitária que vaga
entre pepitas de ouro e cadáveres.

bairenatabomfim

19/03/2010

Um dia após o outro

É como mergulhar
mas, lúcido,
sem a necessidade de ar
ou de terra para plantar os pés.
Se lançar infinitamente,
rastejar, ou seria nadar?
Até não poder mais,
flutuar na espuma acizentada.
É assim o ânimo, sangra violento,
ri, garagalha irônico.
Surpreende e estarrece
essa visão.
Bater os braços e as pernas
explorar sem fôlego o conhecido.
Cansar, estar atento e relaxado,
se contradizer e morrer
por excesso de opção.
Assim o cotidiano invade a carne
um dia após o outro
e mata as células, esmaga os sonhos
nele, milagrosamente,
tudo se quebra e reconstrói
tudo se não igual, bem parecido,
um pouco mais do mesmo.
mas, dos dedos brotam  letras
que não se repetem nunca!
Cada uma com consciência de si e algumas
alienadas das outras
Mas vivas, vibrantes e prenhes de inéditos.
Letras de carne, de osso e de sangue.

11/03/2010

Terry Eagleton na Flip 2010 *I*M*P*E*R*D*Í*V*E*L*

Terry Eagleton é o pseudônimo de Thomas Warton, 65, teórico marxista inglês e professor da Universidade de Oxford. A participação de Eagleton foi confirmada na Flip 2010. Crítico mordaz, Eagleton já publicou mais de uma dezena de livros e inúmeras resenhas e artigos. Sua obra de maior destaque é Teoria da Literatura: uma introdução, que traça a história do estudo de textos contemporâneos, desde os românticos do século 19 até os autores pós-modernos. O prolífico escritor britânico transita entre a crítica e a criação literária. É também autor de ficção e obras teatrais.


De Eagleton eu li e recomendo Ilusões do Pós-modernismo. se tiver interesse tem uma ótima resenha no site:http://www.socialismo.org.br/portal/filosofia/157-livro/285-as-ilusoes-do-pos-modernismo

Academia Feminina Espírito-Santense de Letras promove o 1º Encontro de Escritoras Capixabas

Amigos, do dia 13 ao dia 17 de abril acontecerá na Assembléia Legislativa do Espírito Santo o 1º Encontro de Escritoras Capixabas, promovido pela Academia Espírito-Santense de Letras. Este evento tem como objetivo principal promover a integração entre acadêmicas, estudantes e amantes da literatura, bem como fomentar a escrita e a leitura. Os participantes que obtiverem 50% de presença no evento terão direito à certificado. As vagas são limitadas e devem ser feitas pelo email: academiafemininaes2010@gmail.com
Haverá oficinas de arte, literatura, haicai e contação de histórias, além do lançamento de livros.
Eu estarei ministrando oficinas, nos veremos lá!
abraços
Renata

Lançamento de livros na ilha: Dia 15/03 na Escola de Artes FAFI - 19 horas

Amigos, a Academia Espírito-santense de Letras estará lançando neste dia obras variadas. Vamos prestigiar os nossos escritores!  Os livros serão distribuídos gratuitamente.

A trajetória do livro: da edicão ao leitor: café Literários com Francisco Grijó e Reinaldo Santos Neves

Amigos, no dia 10 de março aconteceu o café literário SESC com os escritores Francisco Grijó e Reinaldo Santos Neves, dialogo que foi mediado pelo escritor Caê Guimarães. O tema é de extrema pertinencia, trabalhar o diálogo entre quem escreve, quem edita e quem distribui os livros no nosso estado, bem como o diálogo o leitor, peça fundamental desse jogo.

Nessa noite houve também, uma homenagem Ao poeta e contista Miguél Marvilla, amigo querido que nos deixou em meados de 2009 e o lançamento do Livro Histórias curtas para Mariana M, romance de Francisco Grijó.
O salão do Hotel Magestic estava lotado e achei o encontro proveitoso. Aproveitei o ensejo para falar da assembléia especial que se realizará em abril para discutir o mesmo tema e propôr politicas publicas, através de leis, que facilitem os livros de autores capixabas chegarem ao leitor, pelo menos que garanta que tenhamos um lugar digno nas prateleiras das livrarias que faturam no nosso estado.

Em breve postarei os videos desse encontro.