20/05/2010

Renata Bomfim: Lançamento do livro Mina/ 2010






Vocês não acharam que eu ia voltar para casa a pé...
Amigos, obrigada por me proporcionarem momentos de felicidade rara. Para mim, a noite de ontem foi marcante, inesquecível!!!
Agradeço também a Zel e a Larissa o apoio para que esta festa tenha acontecido de forma tão bonita e ao meu amado esposo, Luiz, por apoiar todas as minhas idéias, até as mais malucas.

17/05/2010

Crítica sobre o livro Mina, por Ester Abreu Vieira de Oliveira e Luis Eustáquio Soares

Li MINA com as suas divisões, nele você, poeta sensível e intelectual, apóia-se em vários mitos, em poetas como; Pessoa, Drummond, Cabral, Hilda , Décio Pignatari, Juan Ramón Jiménez , Adélia Prado, entre outros, lapida, tece, em sua solidão poética, fala de amor, paixão e abandono, vibra com as palavras e faz com que elas emanem erotismo e renasçam poeticamente, cheias de emoção e beleza. Filosofa no carpem dei “Não quero pensar no amanhã/ basta viver o agora/ e celebrar toda essa tirania, /com que o amor, perverso, nos açoita...”. O que senti?
Em LAVRA, a união cósmica, unida as sensações e o fazer poético, é construída com dificuldade. Contudo o poeta luta: “sacudindo a poeira”, mas com esperança. Finge, metamorfoseia-se, transforma-se para encontrar a si mesmo. Pelos percalços do caminho, o poeta constrói, com as vibrações do ser, a palavra verdadeira que encontra nos diversos mitos e a realiza no seu próprio mito para converter “em jardins as terras secas” e a linguagem se transforma em “poesia”. “Sigo amor, numa luta ferrenha/ para ser eu mesma./ Encaixando os meus fragmentos/ nas partes do mundo que cabem e/ calando a incerteza dos pensamentos/ sob a máscara de poeta”. Em
ARREBENTAÇÃO/ EXPLOSÃO, no “laboratório particular / de venezianas sempre abertas/ a contemplar o mundo [...]”, que o poeta forma o fazer poético (seus sonhos) com elementos da natureza: árvores, flores e seus produtos (mel); relembra e filosofa: “aprendemos tudo nessa vida,/ quando queremos,/ inclusive a sonhar.” Em DESLUMBRAMENTO, que o poeta se apropria aleatoriamente dos conhecimentos, intelectualiza-se, extravasa a dor de sua solidão e o desejo de saciar-se de amor “Cava o meu chão e/ planta a tua semente/ rega com amor essa terra,/ ressequida de solidão”.
Em LAPIDAÇÃO, que o poeta mulher amargura-se e chora as perdas: “Já nos basta o viver”, mas ‘depois de um tempo de tristeza/ Relaxa e canta ”e vê que há vida no presente ele “é dádiva,/ é abertura ao inesperado é expansão”
Ester Abreu Vieira de Oliveira
Presidente da Academia Feminina Espírito- Santense de Letras
Poeta e professora da UFES


Mina: uma poética colcha de retalhos
Luis Eustáquio Soares

Em Mina, primeiro livro de poemas de Renata Bomfim, como uma transfusão de sangue de letras garatujas, de rabiscos, é possível observar uma poética igualmente incompleta, inacabada, transicional, de passagem e, por isso mesmo, emendada, retalhada, de aprendiz. Mina é uma colcha de retalhos de poemas emendados e suas vozes poéticas constituem-se em fluxos de aprendizagem de poesia, com seus eus-líricos femininamente fragmentados, esboçando, seja em cada poema, seja no conjunto deles, um perfil poético indefinido, demarcado por cicatrizes de incontáveis traços femininos, no embate, na vida e na sobrevida de, numa e contra a nossa falocêntrica civilização. São, assim, vozes de incontáveis ventríloquos femininos as que se inscrevem, como mina, nos poemas deste livro, escavandose, escavadas e a escavar, embora sem pretensão de encontrar veios de ouro, de diamante, ou de qualquer metal precioso, uma vez que, sendo poemas assumidamente incompletos, como a vida, são, como devem ser, colagens de mulheres imperfeitas, irregulares, rebeldes, incompreendidas, viscerais, solitárias, fortes, frágeis, apaixonadas; ora confiantes, ora deprimidas, mas sempre marcadas pela vontade de se expressar, de, enfim, participar da trama tramada do mundo, como é possível inferir tendo em vista o poema “Experimental”: Rompeu-se o que era de ouro e fino e delicado./ Brocado de oníricas texturas,/ Agora, embrutecido, pedra dura,/ guarda tramas, fissuras de sonhos amordaçados./ Fóssil de um eu cintilante e genuíno/ que celebrava o dia e bebia o vinho do porvir/ ornamentado de linho fino e rendas./ Agora, sorve o amargor da lembrança/ Sem saber qual direção seguir./ Haverá cura para esse mal/ que embarga a voz?/Haverá saída desse escarpado íngreme?/Uma fenda, um vão?/ Preces e rogos e oferendas/ Para um deus pagão/Cultos para aplacar no corpo o desejo ardente, Para cessar o brilho intermitente,/ ofuscado apenas pela dúvida. Ao fim, encenar num gesto indecente- /libertino- libertário Voo inaugural para uma nova existência. Diante dessa agônica pergunta, relativa __ eis uma tentativa de Interpretação __ ao embargo que uma civilização como a nossa impõe sobre toda e qualquer alteridade, a feminina se expressa como? brocado de oníricas texturas?, através de uma escrita afetiva, para utilizar um argumento caro ao pensador indiano, Homi Bhabha, ao analisar a literatura produzida nas margens estilhaçadas das instituições verticaisfalocêntricas, no contexto de uma sociedade póscolonial.
A escrita poética de Renata Bomfim, em Mina, é também afetiva, seguindo a esteira de poetas como Ana Cristina César, Elza Beatriz, Florbela Espanca, Sylvia Plath, e uma profusão de outras, por serem vozes poéticas que, não obstante as diferenças expressivas entre elas, inscreveram uma disseminação fissurada de sentidos marginais, estilhaçados, em suas afetivas escritas poéticas, como forma, todas elas, de enfrentamento ao duplo mal que nos embarga a todos, e antes de tudo às alteridades, que são esses de sermos mortais e de estarmos construindo uma civilização baseada na submissão, humilhação, exploração e violação a tudo que é vital, cuja força propõe, em movimento, outra dinâmica social, de alteridades expressivas, com seus? indecentes ? libertino ? libertário/ voo inaugural para uma nova existência,? Como nos sugere o poema “Experimental”. Assim, embora Renata Bonfim, neste seu primeiro livro, esteja ainda em busca de sua melhor expressão poética, ainda que seja pela via da irregularidade e da precariedade, Mina nos mostra uma poeta em formação, é verdade, mas apta, não obstante, a nos brindar com poemas como“Experimental”, “Pororoca”, “Personae”, “A flor”,“Mulherárvore”, “Bluechip”, “Juramento de hipócritas”, e outros. Seja bem-vinda, Renata, ao clube das infinitas inclusões poéticas: água de todos e de ninguém.

Luis Eustáquio Soares
Poeta e Dr° em Literatura. Profº no Doutorado de Letras da Universidade Federal do ES

Maria Lúcia Dal Farra: Renata Bomfim toda estrada

Renata Bomfim, toda estrada, busca sempre outros corpos para as suas letras. Entre vulnerável e venerável (parente da Rainha de Copas), ela se mune de patuás, sal grosso, espadas de São Jorge, banhos de erva, incensos e velas para invocar o encantamento. Daí que progrida vertiginosamente nas suas metamorfoses – ritual poético em que brinca de ser outra: flor, água, madeira, fogo, cobra, vale, peças de roupa purpurinada.
 
Chama de fogo sagrado, em desconcerto interrogante com seus pares, ela se remete a Florbela, Anto, Drummond, Balzac, Hilda Hilst, irmãos Campos, Pignatari. Mas, mulher peregrina, vai buscando como pode (e às próprias custas) a safra, a serpente primeva, a fênix, o ovo, a ova. O corpo é parque de diversões – também casa, toca, tumba. Enfim, lugar à espera de iluminação. Ela sabe que cair é princípio vital – mas é preciso jeito, performance... e o teatro ilude.
 
Sem pruridos, essa mulher geral não hesita em enfiar mudas de caquis por entre seus versos - para que cresçam no sabor colorido e raiem belezuras indizíveis. Que atraiam mandaçaias ao léu, pois que só se ganha quando se perde - quando se oferta muito mel. Por isso, o corpo é chamado de palavras, eco de acenos, armadilha para o bem. Os verbos colidem-se no ventre e a frase salta da boca para a escrita, para a lida alheia, para a vida profana e promíscua dos que nela se imiscuem inteiros – nós, os leitores e amantes. Daí o sentido de mina, do que brota de dentro, do imo do corpo – do chão. Como criar o brocado, recuperar o fóssil cintilante afogado nas tramas da pedra? O linho que faz a renda?
 
A poesia é processo profundo de cavocação carnal e terreal. Operação que bombardeia, aos poucos, os sentidos e apura o material bruto, descasca, lavra, clama pela alma escondida que nele se aperta. Mas, aqui, como alguém que se enamora e se maravilha com o outro, qualquer que seja: uma moqueca, uma palavra, um gato, uma viagem, um querubim. Afinal, essa substância é própria e alheia, resquícios de si mesma a serem reconhecidos ao longo das eras. Daí que a poetisa converse com o ex-amor, com os fantasmas do passado e da ilusão, com a terra agonizante, com a noiva funesta, com a sereia, com Calíope. Daí que ela encarne a moça frustrada, a mulher apaixonada, a felina - e até almeje a morte cinematográfica de Cleópatra... Se, para a tecedeira, a morte é o nó, Renata sabe que “poeta morto é o que mais canta,/não acredita?/Pega um livro da Espanca, lê,/engole em seco e te cala.” Recadeira do tempo, Renata Bomfim agradece na sua poesia, e com suas próprias palavras, o ter penetrado outras paragens: visitado o milagre.

Maria Lúcia Dal Farra
Crítica literária
Ganhadora do Prêmio Jabuti (poesia)/2012

Publicação no jornal A gazeta de 16/05

19/05/2010 - 00h00 (Outros - A Gazeta)



Por Tiago Zanoli

Na idade adulta, com a leitura compulsiva de poetas como Florbela Espanca, Fernando Pessoa, Cecília Meireles e Hilda Hilst, a artista plástica Renata Bomfim redescobriu a escrita – uma paixão da adolescência. Contudo, somente em 2007 sentiu-se segura o bastante para mostrar seus escritos. De lá para cá, participou de antologias poéticas e começou a organizar o que viria a se tornar seu livro de estreia, “Mina” (Flor Cultura).
A obra será lançada hoje, a partir das 19h, no Café do Canto, na Praia do Canto, em Vitória. “‘Mina’ foi uma seleção de poemas que escrevi entre 2007 e 2009, e eu não tinha o livro em mente com esse formato. Ele foi ganhando forma à medida que eu agrupava os poemas por temas”, conta a autora.
Como contadora de histórias e arteterapeuta, ela diz ser sempre nutrida por relatos de vida e experiências de outras pessoas. “Acredito que meu livro seja uma elaboração, sob forma de poesia, dessas vivências, de sonhos, de fantasias... Mas gostaria que o leitor não levasse em conta a minha biografia ou currículo para entender meus poemas. Prefiro que ele se deixe levar pela musicalidade e pelas palavras.”
A palavra que dá título ao livro tem diferentes significados. Pode ser, por exemplo, uma jazida de algum mineral precioso (ouro ou diamante). “O título interroga até mesmo a mim. Acredito que seja uma bifurcação, para o leitor escolher a partir de qual sentido vai olhar para a obra”, completa.

Confira
Renata Bomfim
Mina
Flor Cultura 144 páginas
Quanto: R$ 20
Lançamento: Hoje, às 19h, no Café do Canto. Rua Joaquim Lírio, 595, Praia do Canto, Vitória.
http://gazetaonline.globo.com/index.php?id=/local/a_gazeta/materia.php&cd_matia=639537

16/05/2010

Agora é lei: Esterilização gratuita de cães e gatos em Vitória/ES

Amigos, é sempre uma alegria trazer este tipo de noticias para vocês, esta é mais uma vitória dos defensores dos animais do ES, especilamente a AMAES. A proibição de circos com animais no nosso estado foi um grande avanço social, agora, a Lei nr. 7.910, de autoria do vereador Max da Mata(DEM),  determina a esterilização gratuita de cães e gatos do município como "função de saúde pública e institui sua prática como método oficial de controle populacional e de zoonozes". Esta lei foi sansionada no último dia 07/05, pelo prefeito da Capital, Vitória, João Coser(PT).
Agora, chegou a vez de regularizar a atuação dos carroceiros no nosso estado que está vergonhosa, a exploração de animais mal nutridos e doentes, os açoites, até quando???? é hora disso acabar!!!!
Abraços
Renata Bomfim

13/05/2010

Matéria sobre o Programa COMPAZ, no Cidades e Soluções (globonews)

Amigos, o Programa COMPAZ: a ética policial e a vivência socioambiental realizado no Mosteiro Zen Morro da Vargem, em Ibiraçu/ES, será o tema do Programa da Globonews Cidades e Soluções , canal 40 para quem tem a NET. O Programa será exibido no dia 19/05 (quarta-feira) dia do lançamento do mina, não esqueçam, as 23h30. Lá vocês poderão conferir as ações realizadas pelo mosterio e um pouco do meu trabalho com educação socioambiental. Dá tempo com folga de ir na abertura do livro e depois assistir ao programa... eheheh
Abraços eco-fraternos
RenataBomfim

12/05/2010

XIII Semana Cultural Saberes: Multiplos Olhares: Estas Mulheres

Amigos, estarei mediando uma mesa redonda intitulada Estas mulheres nesse evento. Sera no dia 14/05, as 08 horas, sala 11- faculdade Saberes.A mesa será composta pela profª Me. Vanda Luiza Souza Netto (CESAT); pela profª Me. Karina de Rezende Tavares Fleury (Faculdade Saberes) e por euzinha que falarei de Florbela Espanca.Venham participar com agente. Este evento será de 13 a 15 de maio, na Faculdade Saberes. outras informações: http://www.saberes.edu.br/

fotos do lançamento da Obra de Ester Abreu Vieira de Oliveira, sobre a peça Panic, de Alfonso Vallejo

Fiquei muito honrada com o convite da professora Ester para ler um fragemnto de Panic no lançamento, é uma peça espetacular, com uma ótima trama, especialmente os monólogos de Rex, personagem principal.

Sessão Especial na Assembléia Legislativa: Distribuição de livros de autores capixabas

Amigos, esta sessão especial superou as minhas expectativas, para além das discussões, foram tiradas propostas concretas para fomentar a distribuição de livros e fomentar a leitura. Quero agradecer ao amigo escritor  Ítalo Campos, que foi quem primeiro ouviu minhas inquietações e apoiou o desejo de que essa sessão se realizasse, ao Deputado Cesar Colnado e a sua equipe, em especial a Adriely e ao Ruy, e aos demais amigos que prestigiaram o encontro.
Veleu!!
Renata

O Espírito Santo tem uma produção literária intensa, mas autores e livreiros esbarram na dificuldade de distribuição. O difícil acesso aos leitores foi um dos temas explorados na noite desta terça-feira (11), na sessão especial que discutiu a questão. O debate foi proposto pelo deputado César Colnago (PSDB), que na fala de abertura lembrou que existem no Estado “obras literárias riquíssimas, importantes, tanto de autores atuais como de escritores que passaram por esta vida e se foram, e deixaram imortalizada sua obra”.
Salientou que as publicações, às vezes, não recebem o “devido valor”, talvez por uma questão de cultura. No entender do parlamentar, a criação de novos leitores passa por um processo de educação de um povo. Começa em família: se há leitores em casa, novos leitores surgirão.
Passa também pelo poder aquisitivo da população; e ainda na forma como a literatura é apresentada nas escolas, disse César, defendendo o que chamou de “educação da sensibilidade”, onde a poesia e a prosa são apresentados aos alunos de forma menos técnica. Sobre a possibilidade de fazer projeto de lei para que o autor capixaba receba tratamento especial nas livrarias e escolas, César lembrou que se trata de uma questão cultural que necessita de um processo de conscientização,

Leitores
O professor Francisco Aurélio Ribeiro, presidente da Academia Espírito-Santense de Letras, destacou que a produção literária no Espírito Santo, hoje, é intensa. Tanto que catalogar demandaria tempo e equipe. Mas, a maioria é desconhecida do grande público. Para ser reconhecido, é preciso que o autor deixe o Estado e busque os grandes centros, como fez no passado o cronista Rubem Braga, e, atualmente, a poeta Elisa Lucinda, lembrou. Mas, não basta apenas publicar uma obra. É preciso ter acesso aos leitores.
Nesse ponto, afirmou que é difícil encontrar uma obra de autor capixaba nas livrarias. “Não há um espaço público onde possa ser visto, folheado e comprado”. Os quatro grandes municípios da Região Metropolitana da Grande Vitória – Vitória, Serra, Cariacica e Vila Velha – têm leis de incentivo. Mas, uma vez publicada a obra, não há políticas públicas de divulgação ou busca dos leitores, lamentou Francisco Ribeiro. Ele defendeu uma legislação estadual que incentive a produção ou a divulgação de obras dos autores capixabas. Citou como exemplo a criação de um percentual obrigatório de livros de capixabas nas bibliotecas do Estado.

Divulgação
Ester Abreu de Oliveira, professora e presidente da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras, lembrou que já existem iniciativas do Estado para ampliar o número de leitores – como a Biblioteca Transcol. Mas, questionou se há entre as obras oferecidas ao público publicações de autores capixabas.
Ressaltou que nas escolas há espaço para autores clássicos, simbolistas, pós-modernistas, mas dificilmente entre eles é citado um autor capixaba. E, nas livrarias, nossos autores concorrem com um grande mercado, onde as obras que vêm de fora parecem ter mais valor que a “prata da casa”.

Acervo
A bibliotecária Kátia Lima de Alvarenga, representante da Biblioteca Pública de Vitória, assegurou que há no local um acervo riquíssimo de obras capixabas, inclusive de publicações antigas. A biblioteca promove atividades para despertar o gosto pela leitura, como o “Roda de Leitura”. Lembrou que o Espírito Santo é o único Estado do Brasil onde todos os Municípios possuem bibliotecas públicas, várias delas montadas e abastecidas com incentivo do Governo do Estado.

Distribuição
 O presidente do conselho da Câmara Capixaba do Livro, o livreiro Sílvio Dante Folli, também proprietário da Livraria Logos, disse que de 36 a 40 mil títulos novos são lançados por ano no Brasil. O que torna inviável expor todos na vitrine. A instalação de livrarias universitárias facilitaria a distribuição de muitas obras, opinou. E lamentou que as editoras às vezes têm que “pagar pedágio” para conseguir expor seus livros nas vitrines de algumas grandes livrarias. Silvio Folli concordou que é necessário pensar uma legislação que incentive a leitura, transformando as bibliotecas das escolas em seu cartão de visita, por exemplo. E lamentou que há 25 anos o Estado não realiza concurso público para bibliotecário.
Fonte: Agência de Notícias Ales
Foto: Reinaldo Carvalho


DIA 21/ 05 2010
Amigos, a sessão especial do dia 11/04 já está mostrando resultados. O deputado César Colnago, apresentou um projeto de lei instituindo a Política Estadual do Livro e da Leitura do Estado do Espírito Santo, que tem por objetivo fomentar o desenvolvimento cultural, a criação artística e literária, reconhecendo o livro como instrumento para a formação educacional, a promoção social e a manifestação da identidade cultural do Estado. A iniciativa é resultado do debate com entidades literárias, autores e livreiros. O projeto pretende estimular a produção dos autores naturais do Estado do Espírito Santo, promover a distribuição do livro, preservar o patrimônio literário, bibliográfico e documental do Estado e também trata da aquisição de livros.

ACESSE A LEI:
http://www.cesarcolnago.com.br/arquivos/projeto-de-lei-livros.pdf





07/05/2010

Mistério lusitano: Florbela Espanca (Jornal Folha da Manhã, SP)

Olá amigos, esta reportagem foi publicada no Folha Letras e traz fragmentos de minha pesquisa de mestrado sobre Florbela Espanca,  revelando o perfil dessa  poeta que está sendo redescoberta  por críticos e leitores na contemporaneidade.
Agradeço aos amigos da Folha da Manhã por esta publicação e ao professor Deneval Siqueira de Azevedo Filho (meu guru da crítica literária).