18/03/2008
13/03/2008
Ode ao gato

Certamente algumas pessoas que não sentem muita simpatia pelos felinos lerão ao invés de ode (que significa canto) ao gato, ódio ao gato. Mas, de antemão aviso que, nesse texto, nem barata se mata. Sou o que pode se chamar de “gatófila” declarada, ou seja, acho os bichanos animais extraordinários.
Os gatos têm má fama, vamos admitir! Eu soube que tem até um palestrante por aí, faturando com isso e reforçando essa visão equivocada. Ele fala em suas apresentações sobre o homem do "tipo cachorro": fiel, honesto, amigo, bom, e o homem do "tipo gato": falso, perverso, mentiroso, ladrão, etc, o primeiro, um santo, o segundo, capeta peludo com sete vidas!
Mas por que será que tantos atributos negativos são destinados ao mais inofensivo membro da família dos felinos? É certo que o gato têm seu jeito de ser, ele não é dado a estardalhaços, mantém uma certa independência em relação ao seu dono, não é excessivamente carente e não abre mão de boas horas de sono.
Quem tem ou teve gato sabe que o felino escolhe o dono e não o contrário. O gato oferece amizade e amor de uma forma que muitas pessoas não compreendem, ou não suportam, o amor do gato é amor de liberdade. Acho que é por isso que muitos optem ter como bicho de estimação algum animal mais subserviente. Muitos chegam ao cúmulo da perversidade, e prenedem pássaros em gaiolas, não percebendo que presas estão as suas almas. Enfim, gatos são conquistados, assim como conquistamos amores e coisas preciosas que desejamos.
Os gatos têm má fama, vamos admitir! Eu soube que tem até um palestrante por aí, faturando com isso e reforçando essa visão equivocada. Ele fala em suas apresentações sobre o homem do "tipo cachorro": fiel, honesto, amigo, bom, e o homem do "tipo gato": falso, perverso, mentiroso, ladrão, etc, o primeiro, um santo, o segundo, capeta peludo com sete vidas!
Mas por que será que tantos atributos negativos são destinados ao mais inofensivo membro da família dos felinos? É certo que o gato têm seu jeito de ser, ele não é dado a estardalhaços, mantém uma certa independência em relação ao seu dono, não é excessivamente carente e não abre mão de boas horas de sono.
Quem tem ou teve gato sabe que o felino escolhe o dono e não o contrário. O gato oferece amizade e amor de uma forma que muitas pessoas não compreendem, ou não suportam, o amor do gato é amor de liberdade. Acho que é por isso que muitos optem ter como bicho de estimação algum animal mais subserviente. Muitos chegam ao cúmulo da perversidade, e prenedem pássaros em gaiolas, não percebendo que presas estão as suas almas. Enfim, gatos são conquistados, assim como conquistamos amores e coisas preciosas que desejamos.
Um ditado popular chinês diz que “o cachorro é um romance, e o gato, um poema”. Sabemos que na idade média, os gatos eram enforcados juntamente com as mulheres acusadas de bruxaria, daí vem a imagem da bruxa com seu companheiro gato preto. Crendices que se arrastam até hoje, e fazem com que tantas atrocidades sejam feitas com os gatos. Pelo amor de Deus, tem gente que, quando vê um gato se arrepia e não sai de casa, imagine se essas pessoas virem um gato preto, numa sexta-feira treze, o que será que farão ou não farão?
Bem, deixo claro para vocês que também gosto dos cães, para mim, são amigos maravilhosos, não são nem melhores e nem piores que o gato, ou qualquer outro animal, são simplesmente diferentes, mas, igualmente especiais.
Voltando ao ditado chinês, o gato encarna a própria poesia, talvez por isso, seja amado por tantos artista e, principalmente por escritores. Jorge Amado certa vez declarou que, seu maior sonho era receber de presente um gato da raça Maine coon, Guimarães Rosa aos seus felinos, dedicou vários escritos, Cortázar tinha adoração por seu gato Flanele. Para Jorge Luiz Borges, depois de sua santa mãe, vinha o seu gato, e a lista de artistas é enorme , tem a Clarice Lispector, o Baudellaire, o T. S. Eliot dedicou um conjunto de poemas aos gatos, o Manuel Bandeira também elogiou os felinos, a poetisa Maria Lúcia Dal Farra escreveu: “Gatos tem o andar etéreo da hera sobre pedras” e Lorde Byron que possuem “beleza sem vaidade, força sem insolência, coragem sem ferocidade, todas as virtudes do homem sem vícios”.
Neruda conseguiu, a meu ver, captar extraordinariamente a essência felina, num trecho de seu poema intitulado Ode ao gato diz: “O homem quer /ser peixe e pássaro, /a serpente quisera ter asas, /o cachorro é um leão desorientado, /o engenheiro quer ser poeta, /a mosca estuda para andorinha, /o poeta trata de imitar a mosca, /mas o gato, /quer ser só gato /e todo gato é gato do bigode ao rabo, /do pressentimento à ratazana viva, /da noite até os seus olhos de ouro.”
Quanto a mim, a história-felina começa em 1996 quando a gatinha Lili, hoje com doze anos, entrou na minha vida. Ela fez com que eu amasse todos os gatos do mundo!
Finalizo deixando ao palestrante de que falei as palavras, que de certo não lhe ofenderão, “- sou uma gata, és um cão!”. Às pessoas que tem medo de gato e ainda cultivam a mentalidade medieval faço um pedido: - ao virem um gato preto numa noite de sexta-feira treze, fique feliz, pois é presságio de boa sorte. Miauuuuuuuu.
bai Renata Bomfim
Angústia da influencia!
para mim, melodias que inspiram a criação.
Deus! como ele pôde escrever assim?
Pobre de mim! que apenas arranho a lira!
Sincero, o poeta defendeu o lirismo libertação:
Abaixo os puritas!
Lirismo honesto, não gera poema
do tipo "agrade a namorada",
e não capitula para fora de si mesmo,
do tipo "agrade a namorada",
e não capitula para fora de si mesmo,
é mentira, embromação.
Os loucos, sim, desses a poética se beneficia!
Que se erradique a hipocrisia e o comedimento,
Deixemos descansar o dicionário,
e que a poesia brote insurecta
das profundezas da alma, do pensamento,
Os loucos, sim, desses a poética se beneficia!
Que se erradique a hipocrisia e o comedimento,
Deixemos descansar o dicionário,
e que a poesia brote insurecta
das profundezas da alma, do pensamento,
ou sei lá de onde,
pelas musas abençoada.
pelas musas abençoada.
11/03/2008
É Honoré
É Honoré,
Sou uma mulher de trinta!
Vêem em mim atrativos irresistíveis,
Esperam que eu satisfaça a tudo e a todos,
na comédia humana da vida.
Mas confesso que
as vezes me sinto feia,
presa a uma teia louca que
afirma que preciso de plástica,
de muito dinheiro, de posição.
É um vestibular diferente,
E me cobram: "escolha ou isso, ou aquilo",
?Ser a gostosona,
ou ser a mãe, se não isso, ser
uma profissional, macha e
mandona.
Sabe o que quero, Nô?
Julgue se é pedir demais,
Quero viver em paz!
Esquecer essa coisa de idade,
de cobrança, de "se enquadre",
quero me libertar dos estereótipos,
Já passei pela faculdade.
Chega de ter que sempre escolher,
Quero acolher!
Então, já digo na lata,
Que de mim, não esperem nada!
Peço que larguem do meu pé,
Deixem que eu oferte carinho,
amizade, lealdade, e me zangue também,
se tiver vontade. Que eu
trabalhe e que tenha filhos, ou não.
Não me cobrem nada!
Me deixem ser uma mulher de trinta
assim como sou hoje,
quase ajuizada.
Sou uma mulher de trinta!
Vêem em mim atrativos irresistíveis,
Esperam que eu satisfaça a tudo e a todos,
na comédia humana da vida.
Mas confesso que
as vezes me sinto feia,
presa a uma teia louca que
afirma que preciso de plástica,
de muito dinheiro, de posição.
É um vestibular diferente,
E me cobram: "escolha ou isso, ou aquilo",
?Ser a gostosona,
ou ser a mãe, se não isso, ser
uma profissional, macha e
mandona.
Sabe o que quero, Nô?
Julgue se é pedir demais,
Quero viver em paz!
Esquecer essa coisa de idade,
de cobrança, de "se enquadre",
quero me libertar dos estereótipos,
Já passei pela faculdade.
Chega de ter que sempre escolher,
Quero acolher!
Então, já digo na lata,
Que de mim, não esperem nada!
Peço que larguem do meu pé,
Deixem que eu oferte carinho,
amizade, lealdade, e me zangue também,
se tiver vontade. Que eu
trabalhe e que tenha filhos, ou não.
Não me cobrem nada!
Me deixem ser uma mulher de trinta
assim como sou hoje,
quase ajuizada.
10/03/2008
auras
A Maria Lúcia Dal Farra
Estou nua de mim!
A flor da minha pele desabrocha.
Perfumo o espaço que não ocupo,
reflito a imagem que descontruí.
Sinto a brisa, o vento e a chuva,
Não preciso ser ninguém,
além dessa pele fina,
que o tempo machuca.
Marcas de mim nessa nova mulher
que rebenta em auras.
Estou nua de mim!
A flor da minha pele desabrocha.
Perfumo o espaço que não ocupo,
reflito a imagem que descontruí.
Sinto a brisa, o vento e a chuva,
Não preciso ser ninguém,
além dessa pele fina,
que o tempo machuca.
Marcas de mim nessa nova mulher
que rebenta em auras.
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" (Olavo Bilac)
Se pensas que minto,
pouco importa!
mas eu ouço a voz da natureza,
dos animais e das plantas.
Eles falam comigo e cantam
melodias de lamentos.
Me alegra ver seus espíritos elevados,
que ainda nos ofertam os seus rebentos.
Me enternece a sua generosidade
em nos alimentar,
em nos refrescar com
suas copas amigas.
Lhes ofereço o que me é possivel,
o meu amor e compaixão.
Ouço histórias de outros tempos,
ouço também que, agora,
seus espíritos vagam em tormento.
Pela proximidade da extinção.
Perdeste o senso!" (Olavo Bilac)
Se pensas que minto,
pouco importa!
mas eu ouço a voz da natureza,
dos animais e das plantas.
Eles falam comigo e cantam
melodias de lamentos.
Me alegra ver seus espíritos elevados,
que ainda nos ofertam os seus rebentos.
Me enternece a sua generosidade
em nos alimentar,
em nos refrescar com
suas copas amigas.
Lhes ofereço o que me é possivel,
o meu amor e compaixão.
Ouço histórias de outros tempos,
ouço também que, agora,
seus espíritos vagam em tormento.
Pela proximidade da extinção.
à nave com amor
A floresta está queimando
os mananciais se esgotam
é a vida que pede socorro.
E eu vejo tudo aterrorizada,
e não faço nada, ou faço pouco.
A nave está desgovernada,
à deriva, a vida ameaçada!
E eu vejo tudo aterorizada,
e finjo, para não enlouquecer,
que não acontece nada.
A letargia é geral,
o consumismo se profissionaliza,
e a terra agoniza,
seu gemido é visceral.
Haverá alguma forma de curar
a nossa mãe primordial?
Meu canto é lamento, dor,
riso revestido de cinismo,
marca do desse nosso tempo.
E a alma definha!
A morte se avizinha enquanto
alguns esperam o arrebatamento.
Creio sim em Deus!
creio também no livre arbítrio,
que nos concedeu,
temos escolha, os animais não.
Mas se achas que terra
está em nossas mãos?
mera fantasia, megalomania, ilusão,
feneceremos primeiro!
os mananciais se esgotam
é a vida que pede socorro.
E eu vejo tudo aterrorizada,
e não faço nada, ou faço pouco.
A nave está desgovernada,
à deriva, a vida ameaçada!
E eu vejo tudo aterorizada,
e finjo, para não enlouquecer,
que não acontece nada.
A letargia é geral,
o consumismo se profissionaliza,
e a terra agoniza,
seu gemido é visceral.
Haverá alguma forma de curar
a nossa mãe primordial?
Meu canto é lamento, dor,
riso revestido de cinismo,
marca do desse nosso tempo.
E a alma definha!
A morte se avizinha enquanto
alguns esperam o arrebatamento.
Creio sim em Deus!
creio também no livre arbítrio,
que nos concedeu,
temos escolha, os animais não.
Mas se achas que terra
está em nossas mãos?
mera fantasia, megalomania, ilusão,
feneceremos primeiro!
09/03/2008
misticismo pós-moderno
"SOMOS PARTE DO TODO!"
Foi o que disse o místico.
Vibrei e aceitei o dito
como verdade absoluta.
Tudo bem, desde que esse todo
ao qual eu pertença,
seja a parte
mais bonita, gostosa e opulenta.
Quanto ao todo que
corresponde à parte,
pobre e ignorante,
que pertença a outro!
Enquanto isso, vou acendendo incenso,
tomando banhos de ervas,
massagens com óleos essenciais.
Visto roupas brancas e puras
e ouço mantras trancendentais.
Se o sol nasceu para todos
a sombra nasceu apenas para alguns!
É a lei, a lenha, o fogo!
Sigo vencendo o medo da morte e
entoando doces melodias.
Que esse outro, sem sorte,
desconhecido e renegado,
se contente com a vida
que "terá" após a morte.
O céu, anjos, harpas, mas nada de
cervejinha e nem mulher.
E o meu todo regozija
ele é todo meu!
Nesse caminho que é a vida,
sou levado a buscar o nirvana
a estar com todos os chakras alinhados,
com a aura milticolorida,
purpurinada,
a Não cultivar a culpa ou o remorso.
Mas o místico só não me disse
o que há ao fim dessa jorNada.
Foi o que disse o místico.
Vibrei e aceitei o dito
como verdade absoluta.
Tudo bem, desde que esse todo
ao qual eu pertença,
seja a parte
mais bonita, gostosa e opulenta.
Quanto ao todo que
corresponde à parte,
pobre e ignorante,
que pertença a outro!
Enquanto isso, vou acendendo incenso,
tomando banhos de ervas,
massagens com óleos essenciais.
Visto roupas brancas e puras
e ouço mantras trancendentais.
Se o sol nasceu para todos
a sombra nasceu apenas para alguns!
É a lei, a lenha, o fogo!
Sigo vencendo o medo da morte e
entoando doces melodias.
Que esse outro, sem sorte,
desconhecido e renegado,
se contente com a vida
que "terá" após a morte.
O céu, anjos, harpas, mas nada de
cervejinha e nem mulher.
E o meu todo regozija
ele é todo meu!
Nesse caminho que é a vida,
sou levado a buscar o nirvana
a estar com todos os chakras alinhados,
com a aura milticolorida,
purpurinada,
a Não cultivar a culpa ou o remorso.
Mas o místico só não me disse
o que há ao fim dessa jorNada.
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