16/07/2008

Consumo consciente

Amigos,
Que coisa mais triste é ir no supermercado/ padaria/ qualquer buteco e ver as pessoas utilizando sacolas plásticas indiscriminadamente. Penso que não é por não se importarem com as questões ambientais, mas por ignorância. De alguma forma elas pensam que o lixo desaparece pelo simples fato de desaparecer de suas vistas. É o virus da indiferença e do "isso só se aplica aos outros".
Estou fazendo o seguinte:
Pego um carrinho de compras e dentro dele coloco uma daquelas cestinhas de carregar na mão, lá dentro eu coloco as frutas, as verduras, os legumes. Não há necessidade de utilizar as sacolinhas para logo depois, no caixa, colocá-las de novo dentro de outras sacolas e ao chegar em casa, ao guardar as compras, enviá-las todas para o aterro sanitário, para lá permancerem por mais de 400 anos. É tão simples, faz tão bem esse gesto de boa vontade. Outra coisa que costumo fazer é pegar uma caixa de papelão e destinar as frutas, legumes e verduras, aí não é preciso nem utilizar as sacolas que ficam no caixa. Na padaria a mesma coisa, nada de sacola, não há necessidade...
Quando eu trabalhei na prefeitura de Vila Velha, na secretaria de saúde, um amigo me disse: "Renata, Saúde se faz com sabão e boa vontade", se referindo aos estabecimentos que visitávamos como fiscal de saúde pública, cada restaurante, bar, clínica médica, motel, etc, que ganhavam nota máxima em sujeira. Enfim, vamos adotar um modo de viver mais ecológco, não porque está na moda (graças a Deus), mas porque não podemos fazer diferente, porque amor a terra, a vida, aos animais e a nós mesmo.
Um pensador que gosto muito o Edgar Morim fala que o homem não é um "pós-primata", mas um "super-primata" que desenvolveu variada habilidades, que "sua identidade biológica é plenamente terrestre uma vez que a vida emergiu da terra, de misturas química terrestres em águas turbilhonates e sob céus de tempestades". O homem e a terra são indissociaveis, mesmo que este, ilusioriamente, se veja separado e superior a ela. Morim fala mais, ele nos diz que "os átomos de carbono necessários a vida na terra, se formaram na forja furiosa de sóis anteriores ao nosso e bilhões e bilhões de particulas que constituem o nosso corpo nasceram ha 15 bilhões de anos, nos primórdios irradiantes do universo". Pois é amigos, que viagem, além de capixaba sou uma cidadã da terra e do também do cosmo. Que visão limitada nos mantém presos impedindo vislumbrar todo esse horizonte... Bem, é isso.

Possessão

Explosões sem fim
que reverberam.
Ecos dos meus sonhos.
Indecifraveis enigmas.
Trafego ocupado
na viela psiquica.

Labirinto por aí
com saudades do antes,
da origem,
do começo.

Reconheço o caos como sendo
a minha casa.
Nele não me perco.
Ele me pulsa e arremessa para o alto.

Ouço sinfonias dissonates,
vozes que falam do que não sabem,
mas que, mesmo sem qualquer intenção,
me impulsionam para fora
fincando meus pés no aqui e agora.

Posso dizer que estou
possuída por mim.

13/07/2008

Pedra da Cebola: tem gente precisando de corretivo...


Amigos do Brasil, imaginem um lugar lindo, com lagos, jardins, um relaxante espaço zen, onde os pássaros e vários outros animais passeam entre as pessoas, onde você pode ler um bom livro, fazer uma caminhada, assistir palestras, enfim... esse cantinho de sonhos é o Parque da Pedra da Cebola, que fica em Vitória no bairro mata da Praia bem em frente a UFES.
Ontem ao caminhar uma cena que me chamou a atenção, observei os funcionários da SEMAN esfregando, esfregando e lixando a pedra, tentando remover dela resíduos de corretivo escolar.

Conversei com os trabalhadores e eles me disseram que já passaram de tudo, thiner, ácido muriático e variadas lixas, mas nada consegue remover as manchas brancas, desse tal corretivo, da pedra. Um dos trabalhadores comentou que no dia anterior, enquanto faziam o mesmo trabalho, um estudante passou pelo local e mandou uma pérola: "pra que limpar se depois a gente vai sujar tudo de novo?".

Pois é meus amigos, esse é o perfil de alguns estudantes que encontramos por aqui, existem excessões, graças a Deus. Mas não só crianças e adolescentes (estudantes) que fazem esse tipo de bobagem, alguns adultos também dão o mau exemplo. Esses dias tinha um cara escrevendo com um prego numa árvore.

A Pedra da cebola vive cheia de gente em cima, para falar a verdade é uma sensação ficar lá, é lindo. Dá para ver a pista do aeroporto e os aviões chegando baixinho, a cidade e o mar completam o cenário ao fundo.

Há uma coisa na Pedra que eu não sei bem explicar, ela tem, além da beleza, uma energia, acho que é mágica, sempre que subo lá mudanças acontecem. Se um dia eu vir um duende sentado nela eu conto pra vocês.

Um funcionário me disse que a administração pensa em cercar a pedra. Será que esse é o caminho? Bem, a natureza não pode esperar que o homem se emende, que crie juizo e pare de destruir o que é nosso, o que é coletivo, o bem comum, essa preciosidade. Tirando esse triste episódio do corretivo, fica a alegria e o privilégio do acesso, em meio a cidade, a esse refúgio.

O que podemos fazer para que coisas assim não continuem acontecendo?????????????????????
Sites com outras fotos do Parque da Pedra da Cebola:

http://www.agrogemeos.com.br/pedra-da-cebola.html

http://crocha.multiply.com/photos/album/45/Parque_Pedra_da_Cebola

19/06/2008

"Sem foco o indivíduo não consegue produzir nada"




Amigos, estou tirando férias.
Pois vou me dedicar (focar) à escrita da minha dissertação de mestrado. Vocês tem o meu e-mail, sintam-se à vontade para fazer comentários no blog, logo estarei de volta! Meu carinho a todos, até 19/07
MEU POVO, VOLTEI!

deserto

Há uma ferida que não sara
e sangra sempre que
o vento bate à lembrança,
sempre que vejo no espelho,
minha alma despida/refletida,
e revivo os pesadelos de criança.
Busco auto-liberação das desculpas e
dos ressentimentos, então percebo
uma fonte jorrar de dentro
do deserto de mim.

Só a palavra me conforta
e livra da morte em vida,
do estado de ser zumbi.
Re-nascida pelo batismo no Léthes,
vejo o sol brilhar mais uma vez.

Há sonhos que nos nutrem por uma vida,
não sabemos de onde eles vem, mas
são tão vívidos e nos dirigem resolutos para
lugares novos e inusitados.
Quem sabe eles nascem da ferida que sangra?
ou do grande espelho meu que, impiedoso,
reflete na cara verdades mascaradas?

É desse deserto extenso que
meu olhar vislumbra o mundo.
Incertezas, dúvidas e
dores se agregam a sonhos reluzentes
formando um rio profundo e caudaloso
que em curso sinuoso
corre para além de mim.

18/06/2008

Bravos companheiros e fantasmas: III Seminário sobre o autor capixaba (mais fotos)

O encontro foi enriquecido com a presença do autor Sérgio Blank.


Mesa com vários tópicos
14:00h/ auditório do IC-II
Mediador: Douglas Salomão
temas:
Pedro Antônio Freire- Ironia
Carla Simone vasconcelos- Sérgio Blank
Emanuel Pazini Fernandes- Waldo Motta
Josely Bittencourt Gonçalves- Sérgio Blank
A literatura do Espírito Santo de Afonso Cláudio a Renata Pacheco:
por: Francisco Aurélio Ribeiro
mediadora: Ester Vieira de Oliveira
dia: 13/06- 9:00h/ auditório do IC-II.
Esta conferência realizada pelo professor e crítico literário Francisco Aurélio Ribeiro fez uma leitura diacrônica dos principais autores, obras e momentos literários da literatura produzida no ES e/ou por autores capixabas, no período de 1907 a 2007.




14/06/2008

Literatura produzida no Espírito Santo: Achilles Vivacqua (por Andressa Nathanailidis)


Resumo de artigo apresentado por Andressa Nathanailidis no III Seminário sobre o autor capixaba- Bravos Companheiros e Fantasmas (dia 13/ 06/ 2008, mesa 16- 16:00h- Sala Guimarães Rosa)


Achilles Vivacqua nasceu no dia 02 de janeiro de 1900, na cidade de Rio Pardo (ES), atual Muniz Freire. Filho de Etelvina e Antônio Vivacqua, era descendente de italianos e fazia parte da primeira geração de um grandioso grupo de 15 filhos: composto por nove mulheres e seis homens.
Aos 20 anos de idade, foi acometido pela tuberculose e então mudou-se para Belo Horizonte, onde pretendia encontrar a cura para o seu mal.
Felizmente, a doença não o impediu do exercício literário. Na capital mineira, logo o escritor juntou-se a outros intelectuais da cidade. Sua residência, inclusive, tornou-se conhecida por atuar enquanto palco de reuniões sociais que reuniam a intelectualidade mineira. O ambiente de cultura e saber ficou conhecido como Salão Vivacqua e contava com a presença de assíduos freqüentadores, como: Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Abgar Renault,dentre outros.
Em 1927, Achilles Vivacqua colaborou com a Revista Verde, de Cataguases (publicação de caráter interiorano, porém que conservava certa agressividade. Muitas vezes, ao publicar nesta revista, Achilles fazia uso do pseudônimo Roberto Theodoro).
Neste mesmo ano, também atuou como redator chefe da revista Cidade Vergel e foi redator-secretário da Semana Ilustrada, periódico que divulgava ‘matéria urbana belorizontina’ e promovia projetos culturais, como o da criação do Centro de Cultura Teatral Mineira, em 1927.
A Semana Ilustrada representou um importante espaço no desenvolvimento da carreira de Achilles Vivacqua. Porém, foi no ano de 1928 que o escritor consagrou-se enquanto tal. Isso porque, neste ano, foi lançado seu primeiro e único livro: Serenidade. Dedicado à memória da avó paterna, dona Margarida, a obra reúne seis textos poéticos, de tamanho mediano. São eles Arrebalde, Noturno de Belo Horizonte, Frade de Saburgo ; Serenidade, Sentimental e Peregrino do Sonho.
De uma maneira geral, o livro reflete o olhar bucólico de Achilles, sobre a cidade de Belo Horizonte; seu encanto pela paisagem (geralmente florida) e saudosismo face às recordações da infância. Em Noturno de Belo Horizonte, o escritor declama seu olhar admirado, sobre o anoitecer capital mineira: “Bello Horizonte adormece, numa atitude comovida, aureolada nas longas tranças da Serra-do-Curral, onde a lua vae Subindo, como um Trepa Moleque de Marfim” (VIVACQUA, 1997, p.30).
No ano seguinte à publicação de Serenidade, o jornal Estado de Minas lança o suplemento Leite Criôlo, sob a direção de Achilles Vivacqua, João Dornas Filho, e Guilhermino César.
De linguajar fácil, Leite Criôlo reunia intelectuais filiados ao movimento antropofágico de Oswald de Andrade. O suplemento era irreverente e defendia o ultranacionalismo, através da exaltação à existência do negro. Em seu lançamento, no dia 13 de maio de 1929, o suplemento trazia um pitoresco editorial, assinado por Aquiles Vivacqua. O texto destacava o caráter extorsivo da colonização lusa, enquanto exploradora de negros e índios e propunha a mudança desse quadro, marcado pela cultura da escravidão.
A atuação em Leite Criôlo proporcionou a Achilles Vivacqua a oportunidade de publicar seus escritos na revista Antropofagia. Em carta remetida por Antônio Alcântara Machado, Achilles Vivacqua recebeu o honroso convite de colaboração, que resultou nas seguintes publicações: Indiferença, no nº 3 e Dança do caboclo, no nº 10. Posteriormente publicou, também, o artigo A propósito do homem antropofágico, que saiu no Diário de São Paulo, em 1º de maio de 1929.
Enquanto viveu, Achilles Vivacqua agarrou com unhas e dentes os propósitos da antropofagia; difundindo os ideais oswaldianos em revistas e jornais de todo território nacional. Além das já citadas, participou, também das revistas Phenix, Para Todos, Careta, Fon-Fon, além dos jornais Diário de Minas, Folha de Minas, Correio Mineiro, etc.
No Espírito Santo, inclusive, após a inauguração da sessão De Arte e De Literatura, do jornal Diário da Manhã, Achilles publicou o texto Convite, através do qual incitava todos os leitores a promoverem uma mudança social, de forma que pessoas da raça negras não estivessem mais fadadas à condição marginal.
Assim como o alagoano Jorge Lima (1893- 1953), autor da obra Poema Negro, e a capixaba Haydée Nicolussi (1905-1970), autora do poema Zabumba; Vivacqua registrou na imprensa, e também fora dela, sua admiração pelo povo afro-descendente; descrevendo seus hábitos, sua sina e história. Prova disto é um dos originais que encontrei, intitulado Bailarina de Macumba. Trata-se de um poema inédito, acerca do ritual religioso negro. Em cada estrofe, o poema expõe toda a musicalidade, crença, e, sobretudo, beleza negra, muitas vezes escondida nas fronteiras de um povo; fadado à marginalidade social.
Ao longo do poema, Achilles menciona como se dá o “soluçar conquiquo dos negros” classificando-o como um “brando coro que dentro da noite vai caindo no soturno bojo do urucungo”. E, neste contexto sombrio, eis que surge a figura da mestiça que, “pelo chão batido do mocombô” e “rodando pelas pontas dos pés”, dança em “rápidos movimentos”, “como um piorrão”; destacando-se, também, a presença do “pai-de-santo”, que caminha de “braços erguidos para o céu”, e lida com elementos típicos do candomblé, como a “galinha preta” e os “macabros orixás”.
Infelizmente, a doença não permitiu que sua carreira de escritor se estendesse em maior grau. Achilles Vivacqua acabou por falecer em dezembro de 1942; vítima da tuberculose.
O corpo do escritor está enterrado no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. No túmulo, está a última homenagem do autor à própria mãe: o poema Minha última oferenda a ti. Esculpido conforme vontade pré-designada, por Achilles.

“Colhe, na palma branca,
Da tua mão, enquanto é tempo, estas lágrimas que
Brotam no canto dos meus
Olhos. Receio que elas se derramem pela minha face
E se percam, para sempre, na poeira, antes que tu consigas
Ver a tua imagem debruçada
Sobre o brilho polido delas...
A tua imagem que é a forma
Da minha vida...Colhe-as
Na palma quente da tua
Mão, sem demora ó Mãe.
Como minha última
Oferenda a ti...”
Andressa Nathanailidis é Músicista e Jornalista. Especialista em Estudos Literários pela UFES. Mestranda em Estudos Literários (UFES).

13/06/2008

Eus

Dedico este poema a Luis Eustáquio Soares, professor que me arrancou do século XIX e apresentou aos estudos da alteridade e da pós-modernidade.

Meus duplos
querem tudo!
O doce e o azedo
o prazer e a dor.
me querem toda
devorada
reduzida.
Eus de mim que não
se entedem e se deixam possuir.
Camadas de peles nuas
peles por sobre os pêlos
suores e agonias.
Saudades da unidade perdida
eu ovo
Ova!
guardada no saco
do escroto
batizada n'agua da bacia
purificada
dos pecados dos outros.

Esse negócio de ter esperança faz milagres!

Amigos, hoje de manhã recebi um e-mail do biólogo do IBAMA Jacques Passamani dizendo que depois que saimos, eles decidiram não fazer eutánasia no sagui, estão tentando de tudo para salvá-lo. É uma noticia maravilhosa! Esse negócio de ter esperança pode dar certo!!! Interpretei também esse fato como sendo um milagre, afinal esse macaquinho não foi encontrado em qualquer lugar, ele estava no quintal de Nossa Senhora da Penha! A escelsa já nos escreveu dizendo que repassou nossa solicitação de revisão dos fios do convento para o setor responsável. Todo o nosso carinho e admiração aos profissionais do IBAMA de Vitória, em especial ao Jacques e ao Vinícius, essa atitude demonstra o espírito de luta e comprometimento que possuem com a causa ambiental. Como madrinha do macaquinho eu o batizei com o nome de Cândido. Vamos torcer para que ele sobreviva.Um dia feliz e esperançoso para todos vocês sob as bênçãos de Nossa Senhora das Alegrias.
Povo, o Cândido morreu hoje (16/06). Deus sabe de todas as coisas. O Frade me ligou e disse que toda fiação do Convento da Penha é subterrânea, então, o Cândido deve ter vindo da mata do Morro do Moreno ou do Jaburuna.
Triste, eu duvido que a Escelsa vai fazer revisão em toda rede por causa de um macaco queimado. Se pelo menos as pessoas prestassem queixa, reclamassem, exigissem, se mobilizassem para cuidar da natureza como eu vi se mobilizarem para o Fla/Flu... eita, a terra seria o paraíso...

12/06/2008

Progresso pouco é bobagem...

"Estou no começo do meu desespero e só vejo dois caminhos:
ou viro doida ou santa" (Adélia Prado)

Amigos, hoje o Lu e eu estivemos no Convento da Penha, fui acender algumas velas, agradecer por umas coisas e pedir por outras... Ao descermos as ladeiras do convento nos deparamos com este macaquinho ferido (vou resumir a história). O pessoal do convento entrou em contato com o IBAMA que não tinha como buscá-lo em Vila Velha, nos prontificamos em levá-lo. Ao chegar no IBAMA, o biólogo e o veterinário constataram que o macaquinho havia se queimado num fio de alta tensão, como se pode ver na foto. O bracinho dele estava esturricado e possivelmente alguns órgãos internos tinham sido atingidos. Bem, o pobrezinho estava nessa situação a pelo menos um dia e sofrendo muito. Os profissionais do IBAMA não tiveram outra alternativa senão sacrificá-lo. Já escrevemos para o convento e para a escelsa, pedindo uma revisão na rede. Pedimos para encaparem os fios que estão desencapados, para que situações assim não se repitam. Temos fé que alguma ação será tomada nesse sentido. É triste ver como a cada dia o "progresso" torna dificil a coexistencia entre o homem e a natureza. E quem paga o pato, nesse caso quem pagou foi o mico... mas é isso mesmo, sofre sempre a parte mais fraca... Sinceramente, desisti de ser pessimista, é verdade... decidi acreditar que tudo vai melhorar, vai mudar, vai dar certo, e que o ser humano ainda tem jeito... Era isso ou a danação eterna... Lá no IBAMA, quando fui fotografar o macaquinho (porque vivemos num mundo onde imagens valem mais que palavras) foi como se o seu olhar me atravessasse.