06/02/2008

Os felinos de Aldemir Martins

"Seja na aspereza dos cangaceiros em branco e preto, seja no lirismo colorido dos pássaros e dos peixes, ele mostra sempre a capacidade soberana de usar os recursos de sua arte para ser diverso sendo sempre o mesmo" (Antonio Cândido).
O artista Aldemir Martins (1922- 2006) nasceu no Ceará e viveu uma parte de sua vida em São Paulo. Muito premiado o artista participou de exposições em varios países, sua obra em grande parte retrata temas da vida e da cultura nordestina.
Aldemir é também o criador de uma das coleções mais admiradas por gatófilos do Brasil e do mundo, os gatos retratados por ele em pinturas e gravuras, sempre muito coloridas, mostram a sensibilidade do artista e sua capacidade de captar a essência do felino.
Se quiser saber mais sobre o artista e conhecer suas telas é só clicar:

03/02/2008

art poétique


Nem lascaux ou Altamira
valem a palavra fóssil,
indomável,
Poesia-bisão,
tesão, selvageria.
Expressão que se delineia
nos traçados da carne,
sobre um corpus de sintomas
multicoloridos, e que  chega
atualizado.
O carbono testa a verac-idade
do homo-diversus
habitante da cidade sem oxige-nação.
Congelado, fora do tempo, errante,
parte em busca do verbo matriz
seu ancestral unicelular
delirante.
bairenatabomfim

Gal Costa e Caetano Veloso no ninho

foto 2- (uma semana depois)
_ "É carnaval e já estamos emplumadinhos"!
foto 1
fotos: renatabomfim
Solto está o pássaro proibido
Perigo, cuidado, sinal nas ruas
Plumagem clara, brilhante
Ao sol e à lua transparente
Ao corisco e à maré
Ao corisco e à maré
Eu canto o sonho na cama
Do jeito doce e moreno
Eu canto pássaro proibido de sonhar
O canto macio, olhos molhados
Sem medo do erro maldito
De ser um pássaro proibido
Mas com o poder de voar
Voar até a mais alta árvore
Sem medo, tranqüilo, iluminado
Cantando o que quer dizer
Perguntando o que quer dizer
Que quer dizer meu cantar
Que quer dizer meu cantar
(Caetano Veloso- Pássaro proibido)

25/01/2008

fragmento de tempo

Um dia basta para que eu te ame
outro para que eu te odeie
outro para que eu me arrependa
de te amar ou de te odiar
outro para eu sumir do mapa,
ou pelo menos desejar sumir
outro para eu (re) pensar...
outro para esquecer de toda essa bobagem (?)
epa! os anos passaram.

renata

19/01/2008

canção pra você

Eu canto pra você
e a canção volta pra mim.
Penso em nós
e na minha memória e saudade
lembro que nunca mais te encontrei.

Sou agora de volta ao teu coração
e esta (nossa) música
me descreve a (tua) vida
promessas de união
recordações do nosso orgulho ferido.

Será que o amor morre?
será que a canção que te fiz
falará a verdade,
quando em meu olhar
as coisas de você
já estiverem esquecidas?
Será que ela te cantará?

bairenata

L i q u i d e z

Gestos fluem em rios de lágrimas
conflitando, aflingindo,
desbravando, colidindo
convertendo em jardim a terra seca
de onde nasce um olho- d' água.
Novos gestos e novas lágrimas
con-fluem e
re- tornam para o rio,
Sofrimento por ser este ser
coisa revoltada
que resiste a coisificação.
Luto (em vão) pra não ser arrancada e
(re)clamo pelo deserto da indiferença
como que amarrada, sem ação,
mas independente de mim o rio corre e
eu corro pra não pensar e
esboço poesias.
Gosto de letra na língua
linguagem assombrada, furiosa
e meio dissol-vida
insurecta- ousada
incompreendida.
Líquida- mente,
eu sigo com o rio que na poesia
Nada.
BAIrenatabomfim

14/01/2008

acerca do meio ambiente...

lavoura de soja em Goiás.

Mata Atlântica - Da floresta original que recobria todo o litoral brasileiro,
hoje resta menos de 7%. O mais rico bioma brasileiro em biodiversidade por km2
foi, ao longo da história, trucidado pela exploração de pau-brasil, cana-de-açúcar,
café e, quando ainda havia algo a ser salvo, pela abertura de pastos, sobretudo
para gado leiteiro. É o exemplo mais contundente e visível – no bioma vivem mais
de 80% dos brasileiros – do nosso modelo de desenvolvimento predatório.
Pampa - Campos vastos, matas ciliares, matas de encosta, banhados e capões.
Apesar de caracterizada por extensas planícies aparentemente homogêneas, a
região tem fauna e flora ricas – uma infinidade de insetos alimentam enorme
variedade de pássaros. O bioma ainda sofre as conseqüências do erro cometido
nos anos 60, quando o governo estadual trouxe sementes de um tipo de
capim africano sem antes realizar testes. Difundidas entre os fazendeiros, parte
dessas sementes escondiam um intruso: o capim annoni. Pesquisas posteriores
mostraram o baixo valor do capim africano como alimento para o gado e, em
1978, foi proibida a comercialização daquelas sementes.Tarde demais: o annnoni
é hoje uma praga que infesta parcela significativa do pampa. Outra ameaça ao
bioma é a expansão descontrolada da soja, que vem promovendo a passos largos
a transformação dos campos naturais em áreas de monocultura, com uso
intensivo de agrotóxicos e emprego de cultivares transgênicos.
Amazônia - A Amazônia guarda a maior diversidade biológica do mundo,
escoa 20% de toda água doce do planeta e é mais um bioma na mira implacável
da pecuária. O estrago começou nos anos 70, quando o projeto desenvolvimentista
do regime militar vendia a idéia de que a Amazônia era “uma
terra sem homens para homens sem terra”. Um dos resultados é que, em
menos de 40 anos, o rebanho amazônico passou de 1,5 milhão para 60 milhões
de cabeças – um terço do rebanho brasileiro. Hoje há, na Amazônia, três
vezes mais bois do que pessoas. E 70% da carne produzida lá é consumida na
rica região Sudeste. Churrasco de floresta amazônica: é isso o que as pessoas
fazem quando comem o tal “boi verde” brasileiro.Além da perda de biodiversidade,
da interferência nefasta no ciclo das águas e da ameaça à vida das
frágeis populações locais, o desmatamento de 3 milhões de hectares de floresta
por ano joga 300 milhões de toneladas de carbono na atmosfera, ou dois
terços das emissões totais no país. E assim o Brasil fica entre os cinco maiores
poluidores no ranking do aquecimento global!
BBiioommaass bbrraassiilleeiirrooss XX iinnddúússttrriiaa ddaa ccaarrnnee
A prioridade que o Brasil escolheu dar ao agronegócio é, para dizer o mínimo, discutível.
A insustentabilidade desse modelo, que destrói nossos biomas, contradiz o
projeto de erradicação da fome dos brasileiros, pois, como se sabe, o agronegócio
é primordialmente voltado para a exportação.A soja que devasta o Cerrado
e invade a Amazônia não vira alimento para pessoas, é exportada e transformada
em ração de bois, frangos, porcos e peixes criados em cativeiro. Enquanto isso,
fome e desnutrição assolam quase metade da população mundial.
O agronegócio de alta tecnologia voltado para exportação, com suas técnicas
avançadas de cultivo, é uma opção produtiva absolutamente cruel num país com
taxas altíssimas de desemprego. Na Amazônia, uma grande fazenda padrão
emprega diretamente um único funcionário para cada 700 cabeças de gado,
numa área de 1.000 hectares. Um disparate, se comparado aos mais de 100
empregados de uma cooperativa de agricultura familiar ou aos 250 trabalhadores
de uma agro-floresta com regime de permacultura, operando em área
equivalente. Eis a prova do custo social da carne. Basta verificar o índice de
desenvolvimento humano da ilha de Marajó, por exemplo, para constatar que
pecuária intensiva só é fonte de renda para o fazendeiro. Lá o lavrador foi marginalizado
e expulso da terra para dar lugar aos bois e às máquinas e só quem
lucrou com isso foram os coronéis do gado.
O mesmo se vê em todas as regiões tomadas pela pecuária.A terra fica, invariavelmente,
nas mãos de poucos latifundiários e emprega-se o mínimo de mão-deobra.
A atividade ainda requer constantes subsídios governamentais, conquistados
à base de lobistas e, principalmente, de uma bancada pecuarista – praticamente
vitalícia – no poder legislativo.
O estrago sócio-ambiental da produção de carne vai mais além quando contabilizamos
as milhares de pessoas degradadas pela presença de abatedouros em sua
vizinhança, resultando na condenação de comunidades inteiras a uma ocupação
aviltante e desumana. Boiadeiros, açougueiros,“tratadores” e muitas outras categorias:
há todo um contingente profissional envolvido na deplorável indústria da
carne, composto por uma classe de pessoas desmoralizadas e barbarizadas, obrigadas
pela (o)pressão econômica a despir-se de humanidade e sensibilidade.


A conta é simples: metade da agricultura mundial é voltada para a produção de
ração para animais. E a carne dos animais abatidos é acessível a menos de 15%
dos seres humanos. O consumo mundial de carne está restrito a poucos países.
Estados Unidos, União Européia, China e Brasil concentram o consumo global
de cerca de 60% da carne bovina, mais de 70% da carne de frango e mais de 80%
da carne de porco. O resto dos países, ou seja, a maior parte da população global,
pratica uma espécie de semi-vegetarianismo compulsório. Os lobistas da
carne afirmam que o aumento na produção pecuária poderia tornar a carne
acessível a todos. Mas não confessam que para alimentar uma população de 6,5
bilhões de carnívoros, seria preciso mais dois planetas como a Terra só para
pastagens e produção de grãos/ração.
Então, se o consumo de carne fosse repentinamente abolido, as safras de grãos
e hortaliças, antes destinadas aos animais, seriam repassadas para as pessoas,
solucionando o problema da fome mundial? Bem, as causas do problema da fome
são muitas e o vegetarianismo não pode – nem pretende – assegurar que os alimentos
chegarão a quem tem fome, porque isso esbarra em questões políticas e
econômicas que dizem respeito à conveniência do sistema de distribuição de
recursos em relação aos interesses de grandes empresas, oligarquias seculares,
aspirações imperialistas de alguns governos etc.
Por outro lado, o vegetarianismo tem uma contribuição inequívoca a dar em
termos de produtividade. Qualquer projeto cuja meta seja o combate à fome
e a implementação de um sistema produtivo sustentável, em que o uso da
terra seja otimizado de forma a satisfazer as necessidades do maior número
possível de pessoas, deverá, obrigatoriamente, considerar a ênfase no vegetarianismo.


• A maior parte dos grãos cultivados no mundo é utilizada para alimentar animais de criação. Mesmo que depois estes animais viessem a alimentar todas as pessoas – e este não é o caso –, não se justificaria tamanho desperdício: é preciso cerca de 11 a 17 calorias de proteínas de grãos para criar uma única caloria de proteína de carne bovina (a carne de peixe, frango ou
porco não oferece grande variação nestes valores).

• Como a dieta vegetariana elimina um intermediário – ou mais – da cadeia alimentar, é lícito afirmar que os grãos são usados com mais eficiência quando consumidos
diretamente por seres humanos.

• Para se ter idéia do tamanho do desperdício, um exemplo: um gato de estimação norte-americano consome, em média, mais grãos por dia, indiretamente, do que um ser humano come diariamente na Ásia, na África ou na América Latina.

• Uma fração irrisória – 0,3% – das 465 milhões de toneladas de grãos utilizados para alimentar animais bastaria para salvar da desnutrição os seis milhões de crianças menores de cinco anos que morrem todos os anos. Uma parcela de 2,5% deste total seria suficiente para erradicar a fome no Brasil. Com 50%, dá para acabar com a fome no mundo.

Conclusão

É preciso deixar claro que esse guia não pretende insinuar que o consumo de
carne seja o único nem sequer o principal responsável pelas mazelas ambientais
que a espécie humana tem causado ao planeta. Mas certamente é um dos principais,
e o que queremos aqui é enfatizar que este fator diz respeito, única e
exclusivamente, à escolha de cada um.Talvez você não possa morar fora de uma
grande metrópole, nem gastar mais para consumir alimentos orgânicos, nem
tenha alternativa para se deslocar até o trabalho em transporte coletivo. Mas a
decisão de incluir carne em seu cardápio diário está ao seu alcance e, em última
instância, só depende de você.

REALIZAÇÃO:
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
www.svb.org.br

A conscientização é o melhor caminho para mudança!


“Cada um compartilha da responsabilidade
pelo presente e pelo futuro, pelo bem-estar
da família humana e de todos os seres vivos.”
Carta da Terra

Imagine que pretendêssemos apanhar todas as vacas de uma fazenda e, para
isso, equipássemos uma série de helicópteros de carga com enormes redes e
correntes de aço amarradas, em toda sua extensão, a pesadíssimos cilindros de
concreto armado.
À medida que os helicópteros fossem avançando sobre a
fazenda, além das vacas, eles iriam arrastando os cavalos, as galinhas, os patos,
o pomar, a horta, o celeiro, a casa da fazenda, o cachorro, a casa do cachorro,
o paiol, o fazendeiro, a mulher do fazendeiro, os empregados, as crianças, o
padre que passava por ali, e tudo mais que estivesse ao alcance dos cilindros.
Depois, bastaria catar as vacas no meio daquele entulho todo e descartar o
resto de qualquer jeito na primeira floresta que aparecesse.

Aí seria só limpar as correntes, esticar as redes e rumar para a próxima fazenda. Em poucos dias, teríamos apanhado umas duas mil vacas e deixado para trás milhares de hectares
devastados, sem a menor chance de recuperação.

Pois é exatamente assim que funciona a pesca industrial de camarão, de longe
a atividade pesqueira mais predatória que o ser humano já inventou. O camarão
rende apenas 2% do montante global pescado anualmente, mas responde
por 35% do desperdício total.

Esta e outras modalidades de pesca industrial são
responsáveis pelo chamado “descarte”, hoje avaliado em 27 milhões de
toneladas anuais, de peixes e outros organismos marinhos, considerados “do
tipo ou do tamanho errado”.

2 - Espécies marinhas que, há menos de 30 anos, sequer eram conhecidas pela ciência,
têm sido exploradas exaustivamente “graças” às inovações tecnológicas da indústria
pesqueira. São peixes que habitam oceanos profundos, a mais de mil metros
sob a superfície, e sobre os quais ainda pouco se sabe, a não ser que correm risco
iminente de extinção.

Peixes como o olho-de-vidro laranja – espécie que vive até 150 anos sob condições naturais! –,comuns em regiões abissais da Austrália e Nova Zelândia, são arrastados aos milhões por redes de profundidade e chegam aos consumidores de todo o mundo com preço elevado. Como são pequeninos, pode-se devorar em poucas dentadas um lindo animal de 80 ou 100 anos...

3 - As fazendas de aqüicultura que mais devastam o meio ambiente marinho e
os biomas litorâneos são as de salmão e camarão. Ora, quem consome salmão
e camarão? Como produzir 1 kg de salmão exige 6,2 kg de pescado, para alimentar
esses peixes caros as fazendas processam milhares de toneladas diárias
de peixes de pouco valor comercial, como a sardinha. Enquanto isso, as populações
desses peixinhos, que são um elo importante da cadeia alimentar marinha,
vêm declinando com velocidade assustadora. Mais de um terço das capturas
pesqueiras atuais vira comida ração para animais de cativeiro, e a proporção só
tende a aumentar com a formação de novas fazendas.

A vida nos oceanos está por um triz. Durante séculos, o homem pescou toneladas
anuais de peixes e outros frutos do mar e os estoques iam se recompondo
naturalmente. Desde os anos 1950, o cenário mudou de figura com o uso de
técnicas novas e “eficientes”. A pesca comercial se incrementou tecnologicamente
e resultou no “overfishing” – pesca em excesso, em inglês –, e está devastando
os oceanos num ritmo que promete colapso total em menos de quatro
décadas. É bom lembrar que, como sempre, a atividade humana predatória nos
oceanos provoca danos que afetam todas as pessoas, mas só “beneficia” poucos
privilegiados endinheirados.

Na pesca de camarão, as redes lançadas voltam
com alguns camarões e centenas de peixes, tartarugas,
corais, polvos, pássaros, tubarões e outras
espécies. Mortos ou agonizantes, são descartados
no mar logo após a separação dos camarões que
interessam. Para cada quilo de camarão, “sobram”
até 20 quilos de organismos mortos.
• Cerca de mil mamíferos marinhos são capturados
e mortos todos os dias,“sem querer”, por redes de
arrastão: golfinhos, botos, toninhas, focas e até baleias.
Calcula-se que, cada ano, até 150 mil tartarugas
marinhas sejam vitimadas pelas mesmas armadilhas
submarinas supostamente feitas para camarões.

• Na Ásia, devido à fama das barbatanas como iguaria
afrodisíaca, são mortos anualmente cerca de 100
milhões de tubarões de diversas espécies, muitas
quase extintas.
• Um dos fatores que mais causa preocupação aos
ambientalistas é que a idade e o tamanho dos peixes
vendidos no mercado vêm diminuindo drasticamente.
O imediatismo inconseqüente da atividade
pesqueira industrial tem retirado do mar cada vez
mais animais que não atingiram a maturidade sexual
e, portanto, não tiveram chance de se reproduzir.
De onde a indústria espera que venha a próxima
geração de peixes?
retirado da cartilha:
IMPACTOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DO USO DE ANIMAISPARA ALIMENTAÇÃO

REALIZAÇÃO:
Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)
www.svb.org.br
Departamento de Meio Ambiente
Desde que não haja fins lucrativos e seja citada a fonte, não só permitimos
como incentivamos a divulgação e a reprodução, em qualquer meio, de
trechos ou da íntegra desta publicação, sem necessidade de autorização prévia.

Impactos ambientais da produção de carne



Pecuária e desmatamento; pesca industrial e colapso de espécies oceânicas; aqüicultura e destruição de manguezais; suinocultura e poluição de lençóis freáticos; criação de animais para consumo humano e aquecimento global.


Essas e outras relações perigosas estão presentes no caderno “Impactos ambientais do uso de animais para alimentação”, produzido pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Com o respaldo de fontes como FAO, ONU, WWF e IBGE, o caderno revela em que medida a produção industrial de carnes compromete a sustentabilidade em nosso planeta.


Interessado em acessar este documento?

ele está disponivel para doenload no site:

13/01/2008

Paranóia!!!!!!!!!

Até bem pouco tempo ouvíamos a frese:
"cuidado, Deus está vendo"
E esse "tudo Deus vê", passou a fazer
parte integrante do nosso DNA psíquico,
sendo responsável por fazer tocar um alarme
quando acreditamos estar fazendo algo errado,
mesmo que simples desmesuras...
Tal foi o meu espanto ao descobrir o Google earth!
Do céu à terra no simples apertar de uma tecla,
fiquei deslumbrada,
"visitei" as piramides do Egito, as muralhas da china,
o Mar vermelho, bem como
objetos não identificados, encontrados por outros navegadores,
ao simples copiar e colar de latitude e longite.
"O mundo nas mãos!!!(????)
Bem, eu estava à alguns anos- luz da terra,
e resolvi dar uma olhada no meu humilde ap
de repente, pinnnnnnnnnnnnnnnnnnn
estava lá...
parecia queda livre, somente em três segundo eu eu havia "viajado"
horrores...
tive a sensação de que ia cair uma bomba na minha cabeça...
como aquelas imagens de guerra que vemo
na tv.
Que coisa louca!
Agora, as coisas mudaram um pouco de figura,
e eu digo:
"cuidado! o google tá vendo!