19/06/2008
deserto
e sangra sempre que
o vento bate à lembrança,
sempre que vejo no espelho,
minha alma despida/refletida,
e revivo os pesadelos de criança.
Busco auto-liberação das desculpas e
dos ressentimentos, então percebo
uma fonte jorrar de dentro
do deserto de mim.
Só a palavra me conforta
e livra da morte em vida,
do estado de ser zumbi.
Re-nascida pelo batismo no Léthes,
vejo o sol brilhar mais uma vez.
Há sonhos que nos nutrem por uma vida,
não sabemos de onde eles vem, mas
são tão vívidos e nos dirigem resolutos para
lugares novos e inusitados.
Quem sabe eles nascem da ferida que sangra?
ou do grande espelho meu que, impiedoso,
reflete na cara verdades mascaradas?
É desse deserto extenso que
meu olhar vislumbra o mundo.
Incertezas, dúvidas e
dores se agregam a sonhos reluzentes
formando um rio profundo e caudaloso
que em curso sinuoso
corre para além de mim.
18/06/2008
Bravos companheiros e fantasmas: III Seminário sobre o autor capixaba (mais fotos)
14/06/2008
Literatura produzida no Espírito Santo: Achilles Vivacqua (por Andressa Nathanailidis)

Aos 20 anos de idade, foi acometido pela tuberculose e então mudou-se para Belo Horizonte, onde pretendia encontrar a cura para o seu mal.
Felizmente, a doença não o impediu do exercício literário. Na capital mineira, logo o escritor juntou-se a outros intelectuais da cidade. Sua residência, inclusive, tornou-se conhecida por atuar enquanto palco de reuniões sociais que reuniam a intelectualidade mineira. O ambiente de cultura e saber ficou conhecido como Salão Vivacqua e contava com a presença de assíduos freqüentadores, como: Carlos Drummond de Andrade, Pedro Nava, Abgar Renault,dentre outros.
Em 1927, Achilles Vivacqua colaborou com a Revista Verde, de Cataguases (publicação de caráter interiorano, porém que conservava certa agressividade. Muitas vezes, ao publicar nesta revista, Achilles fazia uso do pseudônimo Roberto Theodoro).
Neste mesmo ano, também atuou como redator chefe da revista Cidade Vergel e foi redator-secretário da Semana Ilustrada, periódico que divulgava ‘matéria urbana belorizontina’ e promovia projetos culturais, como o da criação do Centro de Cultura Teatral Mineira, em 1927.
A Semana Ilustrada representou um importante espaço no desenvolvimento da carreira de Achilles Vivacqua. Porém, foi no ano de 1928 que o escritor consagrou-se enquanto tal. Isso porque, neste ano, foi lançado seu primeiro e único livro: Serenidade. Dedicado à memória da avó paterna, dona Margarida, a obra reúne seis textos poéticos, de tamanho mediano. São eles Arrebalde, Noturno de Belo Horizonte, Frade de Saburgo ; Serenidade, Sentimental e Peregrino do Sonho.
De uma maneira geral, o livro reflete o olhar bucólico de Achilles, sobre a cidade de Belo Horizonte; seu encanto pela paisagem (geralmente florida) e saudosismo face às recordações da infância. Em Noturno de Belo Horizonte, o escritor declama seu olhar admirado, sobre o anoitecer capital mineira: “Bello Horizonte adormece, numa atitude comovida, aureolada nas longas tranças da Serra-do-Curral, onde a lua vae Subindo, como um Trepa Moleque de Marfim” (VIVACQUA, 1997, p.30).
No ano seguinte à publicação de Serenidade, o jornal Estado de Minas lança o suplemento Leite Criôlo, sob a direção de Achilles Vivacqua, João Dornas Filho, e Guilhermino César.
De linguajar fácil, Leite Criôlo reunia intelectuais filiados ao movimento antropofágico de Oswald de Andrade. O suplemento era irreverente e defendia o ultranacionalismo, através da exaltação à existência do negro. Em seu lançamento, no dia 13 de maio de 1929, o suplemento trazia um pitoresco editorial, assinado por Aquiles Vivacqua. O texto destacava o caráter extorsivo da colonização lusa, enquanto exploradora de negros e índios e propunha a mudança desse quadro, marcado pela cultura da escravidão.
A atuação em Leite Criôlo proporcionou a Achilles Vivacqua a oportunidade de publicar seus escritos na revista Antropofagia. Em carta remetida por Antônio Alcântara Machado, Achilles Vivacqua recebeu o honroso convite de colaboração, que resultou nas seguintes publicações: Indiferença, no nº 3 e Dança do caboclo, no nº 10. Posteriormente publicou, também, o artigo A propósito do homem antropofágico, que saiu no Diário de São Paulo, em 1º de maio de 1929.
Enquanto viveu, Achilles Vivacqua agarrou com unhas e dentes os propósitos da antropofagia; difundindo os ideais oswaldianos em revistas e jornais de todo território nacional. Além das já citadas, participou, também das revistas Phenix, Para Todos, Careta, Fon-Fon, além dos jornais Diário de Minas, Folha de Minas, Correio Mineiro, etc.
No Espírito Santo, inclusive, após a inauguração da sessão De Arte e De Literatura, do jornal Diário da Manhã, Achilles publicou o texto Convite, através do qual incitava todos os leitores a promoverem uma mudança social, de forma que pessoas da raça negras não estivessem mais fadadas à condição marginal.
Assim como o alagoano Jorge Lima (1893- 1953), autor da obra Poema Negro, e a capixaba Haydée Nicolussi (1905-1970), autora do poema Zabumba; Vivacqua registrou na imprensa, e também fora dela, sua admiração pelo povo afro-descendente; descrevendo seus hábitos, sua sina e história. Prova disto é um dos originais que encontrei, intitulado Bailarina de Macumba. Trata-se de um poema inédito, acerca do ritual religioso negro. Em cada estrofe, o poema expõe toda a musicalidade, crença, e, sobretudo, beleza negra, muitas vezes escondida nas fronteiras de um povo; fadado à marginalidade social.
Ao longo do poema, Achilles menciona como se dá o “soluçar conquiquo dos negros” classificando-o como um “brando coro que dentro da noite vai caindo no soturno bojo do urucungo”. E, neste contexto sombrio, eis que surge a figura da mestiça que, “pelo chão batido do mocombô” e “rodando pelas pontas dos pés”, dança em “rápidos movimentos”, “como um piorrão”; destacando-se, também, a presença do “pai-de-santo”, que caminha de “braços erguidos para o céu”, e lida com elementos típicos do candomblé, como a “galinha preta” e os “macabros orixás”.
Infelizmente, a doença não permitiu que sua carreira de escritor se estendesse em maior grau. Achilles Vivacqua acabou por falecer em dezembro de 1942; vítima da tuberculose.
O corpo do escritor está enterrado no cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte. No túmulo, está a última homenagem do autor à própria mãe: o poema Minha última oferenda a ti. Esculpido conforme vontade pré-designada, por Achilles.
“Colhe, na palma branca,
Da tua mão, enquanto é tempo, estas lágrimas que
Brotam no canto dos meus
Olhos. Receio que elas se derramem pela minha face
E se percam, para sempre, na poeira, antes que tu consigas
Ver a tua imagem debruçada
Sobre o brilho polido delas...
A tua imagem que é a forma
Da minha vida...Colhe-as
Na palma quente da tua
Mão, sem demora ó Mãe.
Como minha última
Oferenda a ti...”
13/06/2008
Eus
Meus duplos
querem tudo!
O doce e o azedo
o prazer e a dor.
me querem toda
devorada
reduzida.
Eus de mim que não
se entedem e se deixam possuir.
Camadas de peles nuas
peles por sobre os pêlos
suores e agonias.
Saudades da unidade perdida
eu ovo
Ova!
guardada no saco
do escroto
batizada n'agua da bacia
purificada
dos pecados dos outros.
Esse negócio de ter esperança faz milagres!
12/06/2008
Progresso pouco é bobagem...
11/06/2008
Bravos Companheiros e fantasmas III- fotos
A data do nascimento de Carmélia
Amigos, percebi que em algumas fontes disponíveis acerca da vida e obra de Carmélia há um erro quanto a data de seu nascimento. O site Estação Capixaba faz referência ao nascimento da cronista como sendo 1936, bem como o livro póstumo de carmélia, Vento Sul. Já alguns outros documentos que tive acesso, bem como uma reportagem da revista capixaba CUCA, faz referência ao ano de 1937. Bem, se carmelia faleceu com 37 anos, só pode ter nascido em 1937. Mas optei por manter nos meus textos a data que consta no livro Vento Sul.10/06/2008
Carmélia Maria de Souza: cronista do povo

Carmélia Maria de Souza: cronista do povo
Renata O. Bomfim – UFES
Não vem que não tem. [...] Olha, somos grossíssima, péssima companhia noturna, diurna ou vespertina; devemos a Deus e ao mundo, mau-caráter, desgraçada, temperamental, neurótica, falsa, inconstante, cínica e debochada. Favor não ficar sentado em nossa mesa quando não for convidado, não. Nós somos o fim da picada, se você quer saber[1]
[1] Texto retirado do folder da exposição intitulada “Carmélia, Félia, Magnólia”, de fotos escritos de Carmélia Maria de Souza. Divisão de Memória do DEC.
E descrita como uma pessoa afetuosa. Reinaldo Santos Neves, escreve acerca da cronista:
A década de 40 foi marcada pela efervescência cultural e literária no Espírito Santo. A escrita feminina capixaba se solidificou, culminando na criação, em 1949, da Academia Feminina Espírito-Santense de Letras. Após a excitação da década de 40, as mulheres se acomodaram aos papéis que os homens lhe reservaram e a vidinha provinciana, seguia embalada “ao som das orquestras dançantes” do Clube de Vitória, Praia Tênis Clube e do Saldanha da Gama (RIBEIRO, 1996, p. 46).
Carmélia faz parte da geração de 50, “anos dourados, início dos anos rebeldes” (RIBEIRO,1996, p. 46). A cronista aflorou no cenário literário capixaba em 1958, foi considerada por Agostinho Lázaro, uma das melhores cronistas do Espírito Santo, segundo Ribeiro, foi à responsável por popularizar a crônica escrita por mulheres capixabas, “ao retratar com fidelidade, o espírito de contestação [que seria a marca] dos anos 60 e da desilusão dos anos 70” (1996, p. 48).
Sua escrita ganhou visibilidade por meio do semanário Sete Dias, sua incursão por este gênero, “nacionalmente dominado por nomes como Antônio Maria [...] e Rubem Braga”, segundo Amylton de Almeida, aconteceu num tempo quando “a juventude capixaba imitava a do resto do país, em conduta e espírito” (SOUZA, 2002, p. 22).
Carmélia foi Funcionária Pública Federal, trabalhou no Museu de Arte Histórica de Vitória, situado no Solar Monjardim, na Biblioteca da FAVI, e durante dezessete anos de vida jornalística, colaborou com jornais e revistas estudantis, trabalhando nos principais jornais da capital: Sete Dias, O Diário, Vida Capixaba, A Tribuna, A Gazeta, O Debate e Jornal da Cidade (acesso em 23 de fev. 2008). Parte do acervo que continha seus escritos foi destruído em um incêndio na década de oitenta, eram crônicas publicadas em A Tribuna e O Diário.
A escrita carmeliana tem como marca principal a irreverência, postura que refletia a sua vida. Pellerano (SOUZA, 2002, p, 179) nos diz que “[Carmélia] passou a vida derramando poesia pelas mesas dos bares, nos papéis de blocos pedidos aos garçons”.
Por meio das crônicas de Carmélia é possível vislumbramos o quotidiano vitoriense da época, ela explorava as experiências que vivenciava na “ilha” de uma forma livre e muitas vezes irônica, como se pode observar na crônica intitulada O deletério[1] do povo capixaba, que diz:
[1] Deletério: nocivo à saúde, nocivo, desmoralizador.
[1] Empesta: infecta com peste, infecciona, contamina.
Ainda na crônica O deletério do povo capixaba, encontramos outra temática recorrente nos escritos carmelianos, o amor pela cidade de vitória. A cronista utiliza mais uma vez o procedimento irônico para denunciar a valorização que muitos capixabas faziam do Rio de Janeiro em detrimento de Vitória, ela diz que “a Ilha, também é uma cidade maravilhosa, à sua maneira”, e que quem não presta é o indivíduo que não lhe dá o devido valor. A crônica segue dizendo:
[1] Carmélia criou para a cidade de Vitória o slogan "Esta ilha é uma delícia", que foi utilizado, durante muitos anos como título de sua coluna.
A crônica intitulada Os dez mais idiotas, publicada no Jornal A Tribuna de 04 de fevereiro de 1968, revela o olhar crítico da escritora, que satiriza a tendência dos suplementos de domingo, de louvarem os gostos da “pequena burguesia”, a cronista diz:
Outro personagem de destaque na obra de Carmélia é Dindi. Imagem feminina homônima da personagem da música criada por Tom Jobim, e interpretada por Silvinha Teles. Este nome foi adotado pela cronista como um símbolo romântico. À Dindi a escritora recorre nos momentos de angústia e solidão, como vemos na Crônica com endereço errado, de fevereiro de 1968 que diz:
Dindi é também a herdeira dos livros e das crônicas “publicadas ou inéditas”, e das personagens de um livro que, segundo ela, jamais terminaria de escrever, a cronista pede que Dindí termine o livro, e que este deve ser intitulado Vento Sul (SOUZA, 2002, p. 174).
Carmélia tinha um amor declarado pelo seu ofício, escrever. Ribeiro (SOUZA, 2002) nos dá ciência de que a cronista era uma “apaixonada pela palavra”, que “escrevia com paixão, o coração, mais do que com a razão [...]”. Na crônica Algumas considerações outonais chatas, Carmélia discorre sobre esse seu gosto pela escrita que nem alguns “detalhes pequenos e sem importância”, que a levavam a “ser obrigada a defender o pão de cada dia”, e noutros momentos a se perguntar, “onde foi que eu amarrei a minha égua”, são capazes de enfraquecer. A cronista dizia que escrever ainda era a única coisa que conseguia “fazer muito bem nesse mundo de Deus” (SOUZA, 2002, p. 51).
Outro tema recorrente na escrita de Carmélia é o amor, que quase sempre é margeado pela poesia. Este tema impregna os textos carmelianos, como podemos observar na crônica intitulada Declaração de amor , de outubro de 1972:
E depois , a gente passou a respirar juntos.
A dizer, calados, as mesmas palavras.
A ouvir as mesmas palavras.
Te lembras?
[...]
- Diz que me ama – eu te pedi.
- Não tenho certeza – você falou.
- Diz que me ama.
- ...
Olha, não tenho medo, não tenho nada. Eu tenho tudo e tudo isso é nosso, porque é meu e porque o que eu sou é você, e o que você é sou eu.
Então, tudo o que a gente tem, consequentemente, é de um e é do outro. É de nós. Por exemplo: esse amor. Esse medo. Esse desespero. Essa aflição. Esse mar. Essa Maria Betânia cantando. Essa casa cheia de amor, esse vento que vem do mar e do mundo. Essa desordem gramatical. Essa saudade.
[...] Eu não te vejo agora, meu amor. [...] Então – imagine- eu te vejo e te sinto do meu coração. Do meu sorriso. Do meu pranto. Do barulho do mar indo e vindo. Eu te vejo e te sinto em tudo o que está em volta e dentro de mim. De mim- eu que não sou gaveta, nem barco parado, sem rumo. Eu, que sou apenas Carmélia Maria de Souza. E te amo. Te amo baixinho à beça (SOUZA, 2002, p. 168, grifo nosso).
[...] Descobri que sou bárbara, dona de um estilo verdadeiramente universal, preciso urgentemente me mandar para Guanabara, pois Vitória não está a altura de receber minha genialidade, nem por aqui haveria horizontes dignos e devidamente alargados onde eu pudesse caber. A mim me cabe, portanto, dar uma banana para todos vocês e me mandar de mala e cuia para o Rio de Janeiro. Lá eu não terei a menor dificuldade em desbancar o Rubem Braga, nem em botar no maior chinelo o Carlinhos de Oliveira. [...] A quem confiar minhas ambições, e onde abrigar minha poesia provinciana, a saudade desgraçada que eu teria acumulada em mim a uma altura dessas? [...] Não, meu chapa. Nessa jogada eu não me meto (SOUZA, 2002, p. 55).
Carmélia declarou ter consciência de ser uma pessoa “perdidamente feliz”. Ela faleceu no dia 13 de fevereiro de 1974, de embolia pulmonar. Deixou um texto endereçado aos seus amigos, que diz:
[1] 20 anos sem Carmélia, a cronista da Ilha. Kátia Bóbbio. UFES/ DEC/SEDU.
Carmélia recebeu várias homenagens foi eleita Patrona da Academia Feminina Espírito- Santense de Letras e em 16 de setembro de 1986. O Governo do Estado do Espírito Santo inaugurou o Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, com o objetivo de se tornar um pólo de incentivo à atividade cultural. O bairro República, possui uma rua com o seu nome.
Na crônica intitulada Minha Félia ela lança um olhar sobre si e seu tempo:
-BRAIT, Beth. Ironia em perspectiva polifônica. Campinas: Unicamp, 1996, p.13- 111.
-NEVES. Reinaldo Santos. Mapa da literatura brasileira feita no Espírito Santo. Disponível em: <http://www.estacaocapixaba.com.br/escritor_es/visao/mapa/mapa_5.html>. Acesso em 23 de fev. de 2008.
-POETAS Capixabas. Disponível em <http://www.poetas.capixabas.nom.br/Poetas/detail.asp?poeta=Carmélia%20M.%20de%20Souza> Acesso em 23 de fev. de 2008.
-MOISÉS, Massaud. A Crônica: a criação literária Prosa II. Ed. 16. São Paulo: Cultrix, 1998. Cap. III, p. 101- 120.
-SOUZA, Carmélia Maria de. Vento Sul. Vitória: Conselho Editorial da Gráfica Espírito Santo, 2002.
31/05/2008
Maria Antonieta Tatagiba será a homenageada no III Seminário sobre o Autor Capixaba
Maria Antonieta Tatagiba:
Cidade onde nasceu e faleceu: São Pedro do Itabapoana – ES- Ofícios: esposa, mãe, dona de casa, professora, diretora de escola, colaboradora de jornais e revistas do ES e RJ, diretora do jornal A Semana (São Pedro do Itabapoana) e poeta. Destaque: Primeira poetisa capixaba a publicar um livro.Obra: Frauta Agreste (1927)- poesia; “A cruz da estrada” (“O Jornal”, RJ 12/10/1922)- conto
ENSAIO DE UMA CONTISTA: análise do conto “A cruz da estrada”, de Maria Antonieta Tatagiba.
autora: Karina de Rezende Tavares Fleury
Resumo:Nosso estudo visa a retirar da sombra do passado dados biográficos ainda controversos da primeira poeta capixaba editada, Maria Antonieta Tatagiba, bem como ampliar as discussões sobre a qualidade da produção literária da autora a partir da análise de seu único conto encontrado até o momento: “A cruz da estrada”.
Palavras-chave: Literatura feminina. Maria Antonieta Tatagiba. Conto.
Apresentação: Mesa 7/ quinta-feira – 12/06 – 14h/ Sala Clarice Lispector- UFES
Integrantes: Danilo Barcelos Corrêa (Mediador)/ Francisco Aurelio/ RibeiroKarina de Rezende Tavares Fleury/ aulo Roberto Sodré
Contato: karina.fleury@gmail.comCurrículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8516679878288876
