31/05/2008

Maria Antonieta Tatagiba será a homenageada no III Seminário sobre o Autor Capixaba

Riso – invencível arma de mulher
Que, rindo, docemente, com ternura,
Seduz o mundo inteiro, quando quer!

Maria Antonieta Tatagiba:
Cidade onde nasceu e faleceu: São Pedro do Itabapoana – ES- Ofícios: esposa, mãe, dona de casa, professora, diretora de escola, colaboradora de jornais e revistas do ES e RJ, diretora do jornal A Semana (São Pedro do Itabapoana) e poeta. Destaque: Primeira poetisa capixaba a publicar um livro.Obra: Frauta Agreste (1927)- poesia; “A cruz da estrada” (“O Jornal”, RJ 12/10/1922)- conto

ENSAIO DE UMA CONTISTA: análise do conto “A cruz da estrada”, de Maria Antonieta Tatagiba.
autora: Karina de Rezende Tavares Fleury

Resumo:Nosso estudo visa a retirar da sombra do passado dados biográficos ainda controversos da primeira poeta capixaba editada, Maria Antonieta Tatagiba, bem como ampliar as discussões sobre a qualidade da produção literária da autora a partir da análise de seu único conto encontrado até o momento: “A cruz da estrada”.
Palavras-chave: Literatura feminina. Maria Antonieta Tatagiba. Conto.

Apresentação: Mesa 7/ quinta-feira – 12/06 – 14h/ Sala Clarice Lispector- UFES
Integrantes: Danilo Barcelos Corrêa (Mediador)/ Francisco Aurelio/ RibeiroKarina de Rezende Tavares Fleury/ aulo Roberto Sodré

Karina de Rezende Tavares Fleury:
Nasceu em Vitória, Espírito Santo, em 1966. Formada em Letras (UFES) e Direito (UVV), é professora da Prefeitura Municipal de Vitória e mestranda em Estudos Literários (UFES). Publicou, em 2007, "Alma de flor - Maria Antonieta Tatagiba: vida e obra" (com o apoio da Academia Espírito-Santense de Letras e da Secretaria Municipal de Cultura- PMV).
Contato: karina.fleury@gmail.comCurrículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8516679878288876

Carmélia Maria de Souza: "a cronista do povo"

(imagem de Carmélia Maria de Souza)
"Quando nada, vou cumprindo a tarefa de aperfeiçoar a ferramenta para os outros, que certamente virão. Quando nada, é possível que eu me saiba um pedaço desta ponte que deverá conduzir a humanidade até um mundo melhor. Tenho pena de não haver esperado para nascer no ano de 2050. Porque até lá, a imortalidade seja possível e a vida seja feita de colaboração e não de competição. Todavia isso não passa de uma conjetura, apenas desejável. No momento, a disputa por um pedaço de pão atirado no lixo, a dura luta contra a escravidão [...] é o que constitui a presente e amarga realidade que me foi dada para contemplar. [...] Mas ela passou a ser minha preocupação maior, a minha verdade, a minha poesia. Ela é hoje a minha consciência – a minha clara e nítida consciência, minha promessa única de realização nessa vida" (Carmélia Maria de Souza).

Amigos capixabas, certamente vocês conhecem o Centro Cultural Carmélia Maria de Souza, que fica perto da rodoviária, no Centro de Vitória. Mas vocês sabem quem foi Carmélia? o que produziu? que contribuições ela deu para a literatura capixaba e brasileira? Pois é, acho que poucos sabem quem foi Carmélia. Então terei o prazer de apresentá-la a vocês.
Carmélia (1936- 1974) nasceu na Fazenda Rodeio, no município de Rio Novo do Sul, no Estado da Espírito Santo. É considerada um dos maiores mitos da crônica capixaba. No dia 11 de junho estarei apresentando um estudo sobre Carmélia no III Seminário do Autor Capixaba, passando o evento eu posto o artigo no blog, ok?
Enquanto meu artigo não vem, seguem alguns sites que falam sobre a cronista:
Poetas Capixabas:
Estação capixaba:

29/05/2008

caminhante

Eu caminho!
A vida,
estendida,
se oferta.

Ora surtada, louca,
na desmedida certa,
pego atálhos,
sigo retas,
sem discriminação.

Quando centrada,
julgo estar perto
da chegada,
mas logo me interroga
uma bifurcação.

Há jornadas e jornadas,
nelas encontramos pessoas
em busca
de si
de um outro
de nada.

Eu apenas sigo,
quietinha e devagar.
Colhendo flores,
ouvindo os pássaros,
torcendo o pé,
tropeçando,
sacudindo a poeira.

Absorta em imagens que,
coloro com as minhas saudades
e atualizo
com minha fé.

21/05/2008

Musiva...

Eu sou pedra bruta
que gira na ciranda-viva
e baila ao som do vento
e das águas.
°
Eu sou a pedra que se agita
e clama e grita
chama do fogo sagrado
que o peito inflama.
°
Tesselas- sonhos
desejos da mente
que o tempo não apaga
e o coração não sossega.
°
Que anseio
Ser interia novamente
Brisa na alma que
que justifica o existir
sentido que
dá leveza ao presente.

19/05/2008

Dânae

O demônio da inquietude
gerando na alma
o contraponto,
o diverso.

Sangue e sêmem,
gestos a escorrer.
E eu me sinto tão tua
Mulher, fêmea,
meu nome
é prazer.
Odísseia no mar da indiferença.
Mas, te pressinto,
e firmo um novo rumo,
teu centro desconexo,
infinito,
pretenso absoluto.

Nele me perco
e encontro
o bruto da minha
feminilidade.
byrenatabomfim

18/05/2008

Bravos Companheiros e Fantasmas: III Seminário sobre o Autor Capixaba

Programa de Pós-Graduação em Letras /Núcleo de Estudos e Pesquisas da Literatura do E. Santo. Auditório do IC VI - UFES/ de 11 a 13 de junho de 2008.

14/05/2008

Questões poéticas II

(queridos, a pedidos, estou postando novamente este poema de minha autoria)

Antônio, o que faço?
Colonizaram a minha bandeira.
Agora, toda empresa é responsável,
Toda exploração sustentável,
Toda carne é sadia,
mesmo queo bicho nasça, viva e morra
de forma miserável.
*
Anto, onde me encaixo?
Neste mundo, estou tão Só!
Me espanca esse plágio:
Ó dobres dos poentes às Ave-Marias!
Ó Cabo do Mundo! Moreia da Maia!
Estrada de Santiago! Sete-Estrelo!
Casas dos pobres que o luar, à noite, caia...
*
E você, José, que faz versos,
que ama, protesta?
Me diz, onde está a poesia?
o verbo também
tornou-se terra pisada?
Os ritos de fecundidade
necessários para garantir a safra do bem dizer
ainda serão executados.
Me diz, e agora José ?

12/05/2008

Encontro

Laços e fitas e fios e linhas
Nós cegos, que importa?
Estamos unidos.
Delícias e sufocamentos
Laços que enfeitam a vida
olhos fitando o infinito
com seus fios cinza- dourados.

Assim a união se concretiza.
Dores e lágrimas,
medos inexplicáveis,
até mesmo da plenituide e
da felicidade.

É verdade, somos humanos,
estruturados na falta
deliciados com a ausência.
Mas o divino acontece
e nossos eus se tocam.

Eis o acredito ser
o milagre da vida!

09/05/2008

caminhos

Te encontrei assim,
caminhando.
Tinhas as mãos soltas,
sem pesos e nem bagagens.
Eu, toda estrada,
já vislumbrava o sem fim,
perdida em bifurcações que
me trouxeram a esse ponto,
marco precioso na topografia
do meu entendimento.

Caminhavas e eu te buscava,
seguia os teus passos
imaginado o teu ritmo,
o som da tua respiração.
Quem sabe, ofegantes,
pudessemos matar a sede
na boca um do outro.
Inexplicáveis e
contraditórios sentidos,
setas e retas
atravessadas por desejos oblíqüos.

Eu olho para o horizonte e
digo SIM, encantada.
Vejo esse mundo todo estendido
se ofertando em novos caminhos,
desejantes estradas.
Juntos agora, continuaremos seguindo,
nas estreitas e mau sinalizadas curvas
dos nossos corpos, batizados de inéditos,
terra que ainda não foi pisada.

06/05/2008

poesia

Ela chegara nua
à porta do homem.
Despida das rendas
e dos adornos.
Ela era toda verdade.
Oferecia-se em cascata
e desdobrava-se em
promessas translúcidas que,
com uma boa dose de fé,
trariam respostas ao coração mais aflito.
Mas o homem não entendeu.
Pensou que aquele corpo de seda
servisse simplesmente para
satisfazer seus desejos atravessados.
O tempo passou e, nua, ela partiu
deixando para traz apenas o vazio
que ele só perceberia
se um dia acordasse do sono profundo.
Ela saiu da vida do homem para
nunca mais voltar e
lançou-se ao desconhecido
em busca de algum
entendimento.