À memória de Rubén Darío
Na selva sagrada
os instintos afloram.
Cada planta, cada bicho, o ar,
tudo é vivo, tudo fala.
Do verde brotam
movimentos sinuosos,
sussurros, risos...
É a ninfa que do deus imponente
bebe o vinho.
Ela se torna a própria taça
transbordante de desejos.
Dionísio, em desalinho, a enreda
arrastando-a, furtivo, por entre a relva,
para que desabroche, caprichosa e perfumada.
Ela cede aos seus apelos e se deixa possuir.
Seu corpo agora é fluidez entre mãos ásperas.
É gazela. Impiedosa,
a sua lança a transpassa.
Fustigada, ela quer mais...
Agora os dentes do deus a carne se adentram
marcam-na signos criados
por seus chifres reluzentes.
A ninfa ascende entre agonias,
a selva orquestra gemidos de prazer.
Em êxtase, comungam contentes.
Ela reverencia o deus pagão
senhor dos seres desse reino.
Depois, descansa recordando o idílio,
até que a noite a cubra
com seu manto de prata.
renatabomfim
13/01/2011
12/01/2011
Ode a batata
És magnífica, batata!
Inspiração divina.
Agradeço sempre a Deus
por tê-la criado.
Inspiração divina.
Agradeço sempre a Deus
por tê-la criado.
Tubérculo elegante e gentil
que nos enriquece a nutrição.
Desde o Éden, iguaria preferida
do Diabo, Eva, Adão.
Não és bela como a berinjela,
Não és bela como a berinjela,
mas rica em humildade e atenção.
Ouço com os ouvidos da fé,
das profundezas da terra,
a batata cantando
junto a minhocas e ervas.
junto a minhocas e ervas.
Ciente de sua missão.
Ela se oferta aos paladares
requintados e populares.
Complexa, se engana quem pensa
que a batata apenas vegeta,
ela vibra incendiada
pela centelha da vida.
que a batata apenas vegeta,
ela vibra incendiada
pela centelha da vida.
Ressalto a sua textura que
lembra a seda mais pura, o leito suave
lembra a seda mais pura, o leito suave
de um rio em dia de primavera.
A cor lembra corpos
(re)cobertos pelos olhos assanhados
de quem ama,
e é como quem ama que a batata
se entrega, deleitosa, a outros vegetais.
A sua pureza realça ainda mais,
com o toque sutil do azeite extra-virgem.
e é como quem ama que a batata
se entrega, deleitosa, a outros vegetais.
A sua pureza realça ainda mais,
com o toque sutil do azeite extra-virgem.
É assim que te vejo e que te amo
batata.
batata.
renatabomfim
10/01/2011
Anna Akhmátova
Até a semana passada eu não conhecia Anna Akhmátova (1889-1966), poeta filha de um oficial da marinha mercante russa. Confesso que foi o seu retrato que me cativou, lembrou-me a querida Florbela e seus olhos de "violeta macerada". Gostei muito das poesias e espero, assim que folgar, estudar alguns aspectos de sua obra. A antologia poética de Akhmátova, da L&PM Pocket, informa que, antes de ler, a menina Anna já sabia de cor as poesias que eram recitadas por sua irmã, e também nutria grande simpatia pelas pessoas mais pobres. Ela começou a escrever com dezesseis anos (1905) e seu nome verdadeiro é Anna Andréivna Gorienko, mas para não entrar em conflito com seu pai, que desaprovava a sua escrita e morria de medo de ser envergonhado pela filha, adotou o sobrenome da avó. Anna ingressou na escola de Direito em um colégio para meninas, mas abandonou e logo depois ingressou em um curso de História Literária. Casou-se e o marido criou uma revista literária onde ela publicaria no final de 1906. Em 1908 enfrenta uma crise existencial e escapa por pouco do suicidio, desde então, entregou-se a viajar pela Africa com o marido. Anna foi amiga do pintor italiano Mondigliani para quem lia seus poemas, ele lhe pintou um belo retrato, acho até que lhe inspirou os pescoços alongados e olhares lânguidos, marca das mulheres de sua obra. Sua poesia confessional e universalizante encontrou o tom ideal com a maturidade da poeta. Em 1917 Anna se separou do marido e casou-se de novo, seu segundo casamento revelou-se um equivoco, tanto que a poeta afirmou que se permanecesse mais tempo casada esqueceria como se escreve poesia. Seu segundo marido foi executado pela revolução e ela viu a maioria de seus amigos morrerem assassinados ou por sucicidio. Bem, este é um pequeno fragmento da vida dessa mulher corajosa, cuja obra abarca temas como amor, perda, separação, numa perspectiva social de compaixão e amor ao próximo. Akhmátova dedicou-se a crítica literária e escreveu ensaios, ação que desagradava a muitos outros criticos, mas seu brilhantismo era destaco por muitos. A poeta morreu em 1966, em Moscou, depois de ter vivenciado grandes conflitos pessoais e perseguições por parte do governo. Seguem dois poemas de Anna Akhmátova:SEPARAÇÃO
Nem semanas nem meses - anos
levamos nos separando. Eis, finalmente,
o gelo da liberdade verdadeira
e as cinzentas guirlandas na fachada dos templos.
Não mais traições, não mais enganos,
e não me terás mais de ficar ouvindo até o amanhecer,
enquanto flui o riacho das provas
da minha mais perfeita inocência.
(p. 87)
TREZE VERSOS
E finalmente pronunciaste a palavra
não como quem se ajoelha,
mas como quem escapa da prisão
e vê o sagrado dossel das bétulas
através do arco-íris do pranto involuntário.
E à tua volta cantou o silêncio
e um sol muito puro clareou a escuridão
e o mundo por um instante transformou-se
e estranhamente mudou o sabor do vinho.
E até eu, que fora destinada
da palavra divina a ser a assassina,
calei-me, quase com devoção,
para poder prolongar esse instante abençoado.
(p. 117)
Silvestre continua em busca de um lar...
Amigos, o cachorrinho Silvestre ainda aguarda um lar, deverá haver em algum lugar uma familia desejando um cãozinho amoroso. Me ajudem a achar esta familia para Silvestre repassando a foto dele e o meu help para os seus conhecidos. Obrigada!
Há também na AMAES (associação amigos dos animais do ES) muitos outros animais precisando de lar.
Há também na AMAES (associação amigos dos animais do ES) muitos outros animais precisando de lar.
08/01/2011
Nota triste: morre José Hygino de Oliveira, poeta capixaba
Amigos, faleceu hoje (08/01/2011) o acadêmico José Hygino de Oliveira, mais conhecido como "Taneco". Taneco era capixaba de Vitória e autor de varidas obras poéticas, ocupava a cadeira de nº 15 na Academia Espírito-Santense de Letras, cujo patrono é José Colatino do Couto Barroso. Fica aqui registrada uma singela homenagem a este importante escritor da nossa terra, por meio do seu poema:
Depois
Eu deixarei a vida e
vocês com saudade...
E o dia que partir
não chorem,
sorriam. Se
possível.
Deixe que me vá.
Será outra vida!...
Irei feliz - em busca da
paz...
Meus defeitos - não
lembrem.
Minhas virtudes, se as
tive - esqueçam.
Deixem que me vá...
APRESENTAÇÃO DE MEMÓRIAS DO COMENDADOR JOSÉ H. DE OLIVEIRA – TANECO
Por Ester Abreu Vieira de Oliveira
Membro das academias ALES e AFESL, do IHGES, da APEES e Professora da UFES
Estive na casa de José Higino de Oliveira, o escritor e amigo Taneco, para apanhar a boneca do livro Memórias, que será lançado este ano. Logo na entrada de sua casa, vê-se a mesa de jantar coberta, não com uma toalha bordada ou de fina renda, mas com quadros coloridos e de tamanhos variados documentando as muitas homenagens recebidas no país e no exterior, por suas atividades de excelência profissional e por sua atuação como escritor.
É grande o trabalho de Taneco como escritor. Desde 1992 com Vida, seguido por Meus versos, 95; Cidade de Palha, 97; Obrando com a cabeça 98; De tudo um pouquinho, 99; Sombra e silêncio, 2000; Recuerdos, 2004; Dedicado a minha Vila Rubim, 2005, recebo, acompanhados de carinhosas dedicatórias, os livros do nosso Taneco, que, em prosa e verso, filosofa, recompõe vidas de pessoas amigas, revive lugares, ruas, praças e recorda a sua própria trajetória, exemplo de honestidade, de dedicação ao trabalho, e de sustentáculo da família.
Em Memórias, onde se encontram textos, guardados no baú do coração, que serão retirados para adquirir vida. Na abertura, uma foto do orgulhoso profissional, sentado junto a uma máquina de costura, deixa ver a falta de limites entre a vida e a obra do autor. Nessa fotografia, mostra-se Taneco, como iniciou a sua vida de trabalhador desde a mais tenra idade, no meio dos alinhavos e das tesouras, juntando pontos para cobrir os elegantes senhores de Vitória.
A união das telas coloridas marca o começo de tudo. E em Memórias, com essa imagem, será dado o início de uma obra que se insere na Pós-modernidade, não pelo alinhavar das recordações mas pelo caráter variado de gênero - poesia, discurso, crônica, carta e decreto.
Nessa miscelânea de textos de sua própria lavra, de textos recebidos de amigos, além de texto de caráter oficial, encontra-se “a fortuna crítica” do escritor. Taneco não publica suas Memórias para vangloriar-se, mas para nela prestar homenagem à sua mãe, à sua neta, a seus amigos. Assim, como uma forma de agradecimento, inclui textos de companheiros de caminhada. Ali estão os textos de Mesquita Neto, Willis Rosetti, Alencar Garcia Freitas, Eurico Rezende, Aylton Bermudes, Arnaldo Bastos, Rui Vieira da Cunha, Ciro Vieira da Cunha, Jones dos Santos Neves, Alencar Garcia de Freitas.
Em sua poesia, imaginação e realidade se atrelam para transformar o mundo, embelezando-o, como se pode ver no fragmento de Memórias: “A Terra, o Mar, o Céu /A Natureza/ Tudo é belo/ Na imaginação do Poeta”, (p. 68). Com graça e ironia, vê a beleza de um pé de uma desconhecida numa sala de espera em um consultório e o personifica: “seus pés (...) mais parecem, com um rosto de fino trato, seus pezinhos sorriam, mostrando os dentes em cores escarlates, e eu a rezar da SAFADAGEM para poder gozar por mais alguns momentos daquele cenário, quanto mais eu rezava, melhor eu via o brincar dos dedos daqueles lindos pés cuidadosamente tratados, repousados em uma delicada sandália de um solado fino e saltos baixos, dando-lhes um acabamento perfeito, quanta vontade de acariciá-lo.” (p. 37)
A grande humanidade do escritor José Higino lateja em cada página do livro. Nota-se nele, como em outras obras, uma preocupação permanente pelo bem estar universal. Filósofo, silenciosamente sofre, torna-se pessimista, fogem-lhe esperanças, entristece-se pelo passar do tempo: “Oh que tristeza profunda quando/ ao acordar, tenho que ver outro amanhã”. (p.30) “[...] Alegres vemos o ano que se desperta, não reparando que ele também é menos um passo para a vida....Com o decorrer dos tempos, as alegrias não são mais as mesmas de outrora [...]” (p. 39)
Em sua “vida bem/ vivida, representando o trabalho/ e a luta diária pela sobrevivência...[...]” (p, 21) foi-se formando o Taneco entre telas e palavras, que ele oferece ao leitor.
(Obrigada a profª Ester Abreu pelo envio da foto e pelo texto)
Não deixem de conferir no blog ANÁLISE, um registro sobre o poeta capixaba Taneco, escrito pelo seu confrade Getúlio Marcos Pereira Neves.
31/12/2010
Silvestre precisa de um lar, com urgência...
Amigos, não deu para virar as costas a esta criatura de Deus, perdida e com a patinha machucada. Luiz e eu o levamos para a clínica PRONDOG, ele recebeu tratamento, mas está muito tristinho, seu olhar o denuncia... Ele precisa de um lar onde receba muito carinho. É um cãozinho pequeno, dócil e praticamente não late, bom para quem vive em apartamento. Dê esse presente a si mesmo e a ele...
Clínica PRONDOG:
Av. Leitão Silva, 293
Bento Ferreira - Vitória - ES
Tel: (27) 3227-6833
28/12/2010
Cristo me inquieta!

Cristo me inquieta!
A sua luminosidade me invade,
O seu amor me desperta.
Sinto vibrar as cordas do Universo:
Em cada olhar de criança,
Na música,
Em cada poema.
Há 'aleluias' nas mãos que buscam
repetir os seus gestos:
Mãos que curam,
Protegem,
Libertam,
Que resistem à falsa órdem.
A sua voz ressoa nas bocas que
Dizem "não" às injustiças,
Que militam pela humanidade,
Falando por aqueles que não podem.
Bem como, nas bocas daqueles que
se comprometem com a complexidade
Das variadas verdades que existem.
─ Bem-aventurados aqueles
que plantam esperança,
Pois eles beberão
do vinho o contentamento e
comerão o pão da bonança.
─ Igualmente bem-aventurados
aqueles, cujas bocas cheias de amor,
beijam, e cujos corpos, vivificados pelo desejo,
amam como quem apascenta rebanhos.
─ Igualmente bem-aventurados
aqueles, cujas bocas cheias de amor,
beijam, e cujos corpos, vivificados pelo desejo,
amam como quem apascenta rebanhos.
As suas taças, de cristal e ágata,
jamais se esvaziarão!
Cristo me inquieta!
Suas palavras fazem sentido
dentro das minhas células.
Eis a minha prece:
─ Amado, eu não sou fora de ti,
Vivo e morro por ti,
Com maior volúpia e paixão
que os amantes mais febrís!
Eis a minha prece:
─ Amado, eu não sou fora de ti,
Vivo e morro por ti,
Com maior volúpia e paixão
que os amantes mais febrís!
Vejo, pelos olhos do Cristo,
Erguer-se em busca de sol,
Erguer-se em busca de sol,
Por entre os espinheiros da descrença,
Frágeis plantas que serão,
Um dia, árvores de harmonia e de resiliência.
Alimento tudo o que quer crescer!
Vejo também os animais livres:
Os pássaros cantando felizes,
Cães, gatos bois, coelhos,
carneiros, onças, peixes, perdizes...
Tudo o que vive celebra
O fim da era de sangue e violência.
carneiros, onças, peixes, perdizes...
Tudo o que vive celebra
O fim da era de sangue e violência.
Vejo os homens, com amor,
Semeando a terra que, agradecida,
Semeando a terra que, agradecida,
Oferta a si mesma
por meio dos elementos/alimentos
por meio dos elementos/alimentos
que a representam.
Não sei bem explicar como é isso,
Mas estou certa de que é o Cristo,
É ele! A Letra Bendita que
escreveu o mundo.
É ele! Comandando ritos,
escreveu o mundo.
É ele! Comandando ritos,
Despertando no meu abissal
mitos antigos.
mitos antigos.
Estou pronta para o Juízo,
Que não é o Final, mas,
prelúdio, promessa, (re)início.
Observo a tudo isso sem medo:
Assombro e deslumbramento.
Assombro e deslumbramento.
Compreendo que
Não existe morte e nem vida isolados,
Existem apenas momentos:
Em alguns morremos,
Noutros vivemos,
Em alguns morremos,
Noutros vivemos,
Tudo em fluxos (des)contínuos.
A semente de Deus está em nós,
Prenhe de eternidade,
Buscando metamorfoses
Ad infinitum...
A semente de Deus está em nós,
Prenhe de eternidade,
Buscando metamorfoses
Ad infinitum...
Renata Bomfim
26/12/2010
Primeira panfletagem Anti-especismo e em defesa do Abolicionismo animal
Amigos, foi assim, na simplicidade, sem fotos e nem filmes, que aconteceu a primeira panfletagem contra o especismo e em favor do abolicionismo animal, ação que faz parte de um projeto que estou organizando para 2011. Contei com a ajuda de meu fiél escudeiro e companheiro de todas as horas, Luiz, meu esposo. A panfletagem foi no sinal de Camburi, às 11:00h do dia 24/12/2010. Tudo correu muito bem, só uma mulher que fez cara feia para o Luiz, mas é assim mesmo, faz parte do show. Eu saí dalí numa felicidade só, e já cheia de planos, vou confeccionar a faixa pra ontem...Bem, por enquanto é o posso dizer desse projeto, depois eu falo mais. Abraços e Feliz 2011
Renata Bomfim
23/12/2010
No ES é "tradição" lesar o povo! Acordar povo capixaba! Vamos (re)agir!!!
Olá amigos internautas,
Vocês sabem como eu amo o meu Estado, o ES, especialmente Vitória, cidade onde moro, ilha de delícias e dissabores. Aqui temos muitas tradições, somos a terra do congo, da moqueca de peixe, da panela de barro, terra de mulheres bonitas, de praias paradisíacas, enfim... Mas temos também outra tradição, a de sermos lesados pelos nossos legisladores. Aqui é a terra onde se pune juiz corrupto com aposentadoria integral, onde um kiosque na praia custa 1 milhão de reais, e onde os deputados aumentam seus salários sem o menor pudor. No dia 20/12/2010 os deputados se deram 61,8% de aumento. A justificativa para este reajuste imoral? ser "tradição", ser de "praxe". Até quando, povo capixaba, vamos aceitar esse tipo de coisa? O Presidente da Assembléia Legislativa do ES, Elcio Alvares, disse que assinou o aumento porque é uma "tradição", e disse mais, que conceder os 61,8% de aumento segue um rito que vem sendo seguido há mais de 20 anos: "A Mesa cumpriu aquilo que é praxe na Casa. Nada mais do que isso. Sempre temos acompanhado o reajuste que é dado na Câmara. Eu me atenho ao ato que assinei junto com o Dary. Como sou o presidente eu assumo o projeto. Estou seguindo a tradição de mais de 20 anos da Casa". Confira quem votou Contra e quem votou a favor do aumento e escolha melhor e fiscalize os seus representantes: Contra o aumento: César Colnago (PSDB), Cláudio Vereza (PT), Paulo Foletto (PSB), Hércules Silveira (PMDB) e Janete de Sá (PMN).
A favor do aumento: Atayde Armani (DEM), Aparecida Denadai (PDT), Da Vitória (PDT), Dary Pagung (PRP), Wolmar Campostrini (PDT), Rafael Favatto (PR), Euclério Sampaio (PDT), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Luzia Toledo (PMDB), Marcelo Santos (PMDB), Rodrigo Chamoun (PSB), Rudinho (PSDB), Sargento Valter (PSB), Sérgio Borges (PMDB), Theodorico Ferraço (DEM), Vandinho Leite (PR) e Wanildo Sarnáglia (PTdoB).
A favor do aumento: Atayde Armani (DEM), Aparecida Denadai (PDT), Da Vitória (PDT), Dary Pagung (PRP), Wolmar Campostrini (PDT), Rafael Favatto (PR), Euclério Sampaio (PDT), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Luzia Toledo (PMDB), Marcelo Santos (PMDB), Rodrigo Chamoun (PSB), Rudinho (PSDB), Sargento Valter (PSB), Sérgio Borges (PMDB), Theodorico Ferraço (DEM), Vandinho Leite (PR) e Wanildo Sarnáglia (PTdoB).
(Fonte: Jornal A Gazeta) Em azul estão os políticos que receberam meu voto nas ultimas eleições! Em quem você votou?
Assista ao Bom Dia ES:
http://www.youtube.com/watch?v=V6eJbXKb42E&feature=player_embedded#!
Assista ao Bom Dia ES:
http://www.youtube.com/watch?v=V6eJbXKb42E&feature=player_embedded#!
19/12/2010
18/12/2010
A transubstanciação do vegetal
O brócolis, a cenoura, a beterraba,
Elementos organicos ricos em vida,
existências sagradas, divinas, que me enchem de luz.
Ingerí-los é um ato de fé. Consagrada, apreendo
tudo aquilo que não sou, mas, que já fui e um dia, ainda, serei.
Imediatamente surgem novas conecções
O carbono ativado do neandertal me sustém,
A água arcaica, ancestral, nutre os pensamentos,
Deixo de ser eu mesma para me tornar outras coisas,
Coisas com Aura e prenhes de inéditos.
renatabomfim
Elementos organicos ricos em vida,
existências sagradas, divinas, que me enchem de luz.
Ingerí-los é um ato de fé. Consagrada, apreendo
tudo aquilo que não sou, mas, que já fui e um dia, ainda, serei.
Imediatamente surgem novas conecções
O carbono ativado do neandertal me sustém,
A água arcaica, ancestral, nutre os pensamentos,
Deixo de ser eu mesma para me tornar outras coisas,
Coisas com Aura e prenhes de inéditos.
renatabomfim
Carmélia Maria de Souza: Programa Biografia
Olá amigos,
Dia 19/12/2010, as 14:20h, a TV Assembléia (canal 12) apresentará um Programa sobre a vida e a obra de Carmélia Maria de Souza, cronistas muito querida pelo povo capixaba. Eu estarei falando sobre alguns aspectos da obra de Carmélia. Quem preferir pode assistir no site da TV ALES.
Abraços Fraternos,
Renata Bomfim
11/12/2010
Vozes natalinas
Aleluia! Paz aos homens de boa vontade!
Olha, mãe, é a estrela de Belém!
Não, filho, é a luz da torre de TV.
Glória, glória, aleluia!
Pururuca crocante no prato e peru tenro na cuia.
E o menino Jesus, tristinho, sozinho na mangedoura.
lamentava o estábulo vazio. Comeram todo o presépio!
Na cruz, além de Jesus, dois outros homens.
Um resignado implorando o paraíso, o outro, sarcástico,
desesperado, com medo da grande Dama.
Clama: salve a mim, ao colega e a você!
Jesus brinca, pois sabia de antemão que ressucitaria:
O outro vai para o céu, você, fica!
09/12/2010
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