07/08/2009

Pássaro Legal é pássaro solto!

Segundo o artigo 24 do Decreto 6.514 de 22 de julho de 2008, caçar, perseguir, apanhar, comercializar, criar ou danificar espécies da fauna silvestre prevê multa de até R$5.000,00. Segundo a lei em questão, é proibido até mesmo andar com pássaros (mesmo que registrados)pelas vias públicas, nem tão pouco levá-los a lojas comerciais. Os animais serão apreendidos e os proprietários poderão receber multa de até R$5.000,00. Quando se retira um animal da natureza, toda floresta é afetada. os machos são aprisionados por seu belo canto, e as fêmeas não conseguem mais reproduzir. Em alguns anos, as matas estarão vazias e silenciosas. Um coleiro, chanchão, trincaferro, saíra, canário-da-terra, sabiá ou sanhaço, entre outros, que esteja aprisionado em sua casa, deixa de fecundar flores e de dispersar sementes de árvores na mata.
Além do mais, manter pássaro aprisionado é cruel. O pássaro atrofia os músculos das asas e canta de tristeza. Traficantes são ainda mais cruéis, costumam furar os olhos dos pássaros para transportá-los, não alimente este comércio ilegal e nefasto.
A melhor casa para um pássaro não é a sua e sim a dele!
fonte:WWW.ICMBIO.GOV.BR/PARNASO

06/08/2009

Mito e História em O Lusíadas de Camões

Renata Bomfim- UFES
Os Lusíadas de Luis de Camões foi publicado em 1572, no auge do renascimento literário português quando houve um despertar dos valores clássicos, e a visão teocêntrica da idade medieval deu lugar ao antropocentrismo, houve também o despertar do gosto pela literatura pagã. O texto camoniano está intimamente ligado ao ímpeto inaugural da expansão marítima e dos avanços científicos. Nos Lusíadas sobrepõe-se mito e realidade, Camões canta “o peito ilustre lusitano”, ou seja, o português renascentista e desbravador que, assim como os Argonautas do mito grego, desbravaram corajosamente o oceano enfrentando vários obstáculos para conquistar seu objetivo.
Camões utilizou para a construção de sua narrativa a rota perseguida por Vasco da Gama, seu principal herói no plano histórico. Para o crítico Massaúde Moisés: O fundamento ideológico da visão camoniana não depende da exatidão científica dos acontecimentos descritos no poema, mas numa crença inabalável na razão que eleva o homem acima da natureza bruta, aproximando-o de Deus ou dos deuses (2006, p. 40). Em Epopéia do homem moderno, este crítico destacou que, como bom renascentista “Camões acredita que o homem se tornará senhor absoluto do universo, exercendo domínios que, na antiguidade, eram atribuídos aos deuses”.
Nos Lusíadas o plano real e mítico se sobrepõe. Por ser uma obra essencialmente cristã, foi submetido à apreciação do “santo ofício” que embora abarque uma constelação de deuses pagãos, afirmou não ter encontrado nela, “coisa alguma de escandalosa, nem contrária à fé e aos bons costumes”. (2006, p.40). Católico, mas também um humanista, para Hernani Cidade “Camões era um cristão enamorado do paganismo”. Este mesmo autor em Luís de Camões: O Épico escreve que Camões canta “outro valor mais alto que se levanta”, que é o cristianismo. Assim, o plano mitológico na narrativa camoniana é descrito por Cidade como “um artifício lúdico criado por suas tendências de artista” (1968, p.134). Este recurso era também uma possibilidade de tratar de temas e criar ficções que a doutrina cristã não aceitava como, por exemplo, o episódio da ilha dos amores. Tal recurso, também designado “estilo maravilhoso”, permitiu que Camões exprimisse simbolicamente sua visão de mundo, sem que o caráter realista do poema ficasse prejudicado.
Carl Gustav Jung em O homem e seus Símbolos diz que “uma palavra ou imagem simbólica implica alguma coisa além do seu significado manifesto e imediato” (1996, p. 20). Dessa forma, os Lusíadas desafia o leitor com uma constelação de símbolos que são representados por variados personagens. Camões anuncia o seu artifício apresentando as façanhas míticas como “façanhas fantásticas, fingidas e mentirosas” e as portuguesas como “as verdadeiras”, que “excedem as sonhadas, fabulosas”:
Ouvi: que não vereis com vãs façanhas,
Fantásticas, fingidas, mentirosas,
Louvar os vossos como nas estranhas
Musas, de engrandecer-se desejosas:
As verdadeiras vossas são tamanhas
Que excedem as sonhadas, fabulosas,
Que excedem Rodamente e o vão Rugeiro
E orlando, inda que fora verdadeiro.
[...]
Dou-vos também aquele ilustre gama.
Que para si, de Enéias toma a fama.
(Canto I, p. 11- 12)
Para Hernani Cidades, o poeta lusitano valorizava como objeto de contemplação estética e fonte de emoção épica e trágica, a própria realidade, se apropria da ficção mitológica para superar, pelo vôo imaginoso, os limites da realidade (1968, p.135). Camões evoca Vênus, “afeiçoada à gente Lusitânia”, por ter as qualidades dos romanos, como àquela que intercederá junto a Júpiter pelos navegadores. E Baco, na trama, será o grande opositor dos portugueses. Baco é descrito como teimoso e astuto e sua oposição aos portugueses será porque “altamente lhe dói perder a fama”, pois, “esquecerão seus feitos no oriente”, “se lá passar a lusitânea gente”. Baco representa os adversários, as forças opositoras, ou seja, “a ímpia gente”, os não cristãos. Os Lusíadas ilustra um momento em que Portugal luta para se formar como nação, luta contra o castelhano que lhe nega autonomia e contra o mouro que lhe ocupa o território (CIDADES, 1968, p. 156). O intuito colonialista português que busca conquistar terras e impor sua religião e língua pode ser vista na passagem:
Goa [cidade da Índia] vereis aos mouros ser tomada,
A qual virá depois a ser senhora
De todo Oriente, e sublimada
Co’os triunfos da gente vencedora.
Ali, soberba, altiva e exalçada,
Ao gentio que os ídolos adora
Duro freio porá, e a toda terra
Que cuidar de fazer os vossos guerra.
(CAMÕES, C. II, 51).

Vês Europa cristã, mais alta e clara,
Que as outras em polícia e fortaleza.
Vês África, dos bens do mundo avara,
Inculta e toda cheia de bruteza.
[...]
(Canto. X, p. 92)
Vênus representa para os portugueses o amor pela pátria, o amor é tema muito valorizado por Camões. A viagem do Gama, no plano estético, é apresentada como uma cruzada de amor, que terá seu ápice no episódio da Ilha dos amores. Até a Ilha dos amores, os deuses pagãos desempenham as ações na trama do texto, mas são invisíveis para os nautas, sendo sempre associados com as forças naturais, assim, estrategicamente, quanto mais discreto o auxílio do divino, mais fica evidente a eficiência do esforço humano. Moisés (2006, p. 39) comunica que “os deuses” é que dão sustentação à ação central do poema. Salvo os “infiéis”, ou seja, os africanos, os indianos, que sempre são apresentados pelo poeta em plano inferior, os obstáculos da viagem se resumem a fenômenos naturais como, por exemplo, o mito do Adamastor. É sabido que lendas aterradoras povoavam o imaginário popular antes das grandes navegações. Adamastor é um titã mitológico, um rochedo, “o segundo do Rodes estranhíssimo colosso”, uma referência do poeta a estátua de Apolo que ficava na cidade de Rodes, uma das sete maravilhas do mundo. Adamastor surge na narrativa como a representação do imaginário dos navegantes, e das tempestades do Cabo das Tormentas:
Eu sou aquele oculto e grande cabo,
A quem chamais vós outros Tormentório.
Que nunca a Ptolomeu, Pompônio
Estrabo, Plínio e quantos passaram fui notório.
Aqui toda costa Africana acabo.
[...]
(Canto. V, p. 50)
A natureza impõe-se ao homem e Adamastor jura vingar-se de quem o descobriu: “aqui espero tomar, se não me engano, de quem me descobriu suma vingança” (canto V, 44), o texto refere-se a Bartolomeu Dias, descobridor do cabo de Boa Esperança. Outro episódio impregnado de significação é o do Velho do Restelo. Cidade refere-se a esta passagem como sendo “pomo de discórdia entre comentadores”, isso devido à contradição que instaura a primeira vista, com palavras de renúncia, num poema que exalta a ânsia expansionista (CIDADE, 1968, p. 146):
__ Ó glória de mandar, ó vã cobiça,
Desta vaidade a que chamamos fama!
Ó fraudulento gosto que se atiça
Co’ uma aura popular, que honra se chama!
Que castigo tamanho e que justiça
Fazes no peito vão que muito te ama!
Que mortes, que perigos, que tormentas,
Que crueldade nele experimentas.
(Canto. IV, p. 95)

[...]
Que promessas de reinos e minas
De ouro, que lhe farás tão facilmente?
Que fama lhe prometerás? Que histórias?
Que triunfos? Que palmas? Que vitórias?
(Canto. IV,p. 97)

O Velho do Restelo que “ficava na praia”, “entre a gentes”, soa como a “voz pesada”, contra a viagem, á a voz das viúvas, dos órfãos, dos agricultores, ou seja, dos que ficaram, mais uma vez história e mito se entrelaçam e o lamento cantado nesta estrofe, justifica-se, Vasco da Gama quando partiu da praia do Restelo para sua jornada, levou com ele 170 homens e retornou com apenas 55 vivos para Portugal:

Qual vai dizendo: __ Ó filho a quem eu tinha,
Só para refrigério e doce amparo,
Desta já cansada já velhice minha,
Que em choro acabará, penoso e amaro,
Porque me deixas, mísera e mesquinha?
Porque de mim te vás? Ó filho caro,
A fazer o funério enterramento.
Onde sejas de peixe mantimento?
(C. IV, 90)
Outros episódios entrelaçam de forma poética história e mitos, citaremos alguns:
Camões ao falar da doença “crua e feia” que “morto ficava quem a tinha”, faz uma referência ao escorbuto, doença causada pela falta de vitamina ‘C’ no organismo. O quadro descrito por Camões atingiu a frota de Vasco da gama a caminho de Calicute, na Índia:
E foi que de doença crua e feia,
A mais que eu nunca vi desampararam
Muitos a vida, e em terra estranha e alheia
Os ossos para sempre sepultaram.
Quem haverá que sem o ver o creia,
Que tão disformemente ali lhe incharam
As gengivas na boca, que crescia
A carne e juntamente apodrecia.

Apodrecia co’um fétido e bruto
Cheiro, que o ar vizinho inficionava.
[...]
(Canto V, p. 81- 82)
Muitas são as referências feitas à personalidades européias e da história de Portugal, entre elas:
Martim Lutero, precursor da reforma protestante a respeito deste Camões escreve: “Do sucessor de Pedro revelado, novo pastor e nova seita inventa” (Canto VII, p. 4). Camões refere-se como “falso rei” e “galo indigno” a Francisco I, rei da França e grande difusor do renascimento, refere-se desta forma por este não “guardar a santa lei”, o cristianismo (Canto VII, p. 6). Refere-se também ao rei da Inglaterra, Henrique VIII, como “duro inglês que se nomeia rei da velha e santíssima cidade”, e que “para os de cristo tem espada nua” (Canto. VII, p. 5).

Ao sucessor de Vasco da Gama, Henrique de Menezes, dirá: “Virá depois Meneses, cujo ferro, mais na África, que cá, terá provado; castigará de Ormuz [cidade na entrada do Golfo Pérsico] soberba o erro, como lhe fazer tributo dar dobrado” (Canto. X, p. 53). Camões faz uma referência ao Brasil: “Mas cá onde se alarga ali tereis, parte também, co’o pau vermelho nota. De Santa Cruz o nome lhe poreis. Descobri-la á a primeira vossa frota” (Canto. X, 140). Assim Camões tece seu poema unindo ficção e fatos históricos. Do ponto de vista literário, Os Lusíadas não são uma narrativa histórica. No canto V a deusa Tétis denuncia a estratégia camoniana ao declarar que os deuses da mitologia são ficção criada pelo poeta, ou seja, um ornato poético:
Aqui, só verdadeiros gloriosos
Divos estão, porque eu Saturno e Jano,
Júpiter, Juno, fomos fabulosos.
Fingidos de mortal e cego engano
Só pra fazer versos deleitosos.
Servimos, e, se mais o trato humano
Nos pode dar, é só que o nome nosso
Nesta estrela pôs o engenho vosso.
(Canto X, p. 82).
A trama mítica tem seu desfecho quando Baco e Netuno se rendem e reconhecem a superioridade dos humanos, e Vênus coroa o feito português conduzindo a frota à Ilha dos Amores onde esperam pelos nautas as ninfas “já feridas por Cupido”, ali eles se fartarão dos prazeres carnais, mas com o consentimento divino. Segundo Moisés (2006, p. 51), “a Vasco da gama destina-se à companhia de Tétis e um prêmio extra, avistar a máquina do mundo”, Tétis lhe explica o sistema planetário e diz que podem “voltar à pátria amada”, para as “eternas esposas”. A Máquina do Mundo descreve o conhecimento astronômico de Camões, embora o sistema de Copérnico já fosse conhecido, o texto descreve o sistema Ptolomaico. Modesto Camões declara acerca de seu conhecimento:
Mas eu falo, humilde, baixo e rudo,
[...]
Nem me falta na vida honesto estudo,
Com longa experiência misturado
Nem engenho, que aqui vereis presente,
Cousas que juntas se acham raramente.
(Canto X, p. 154)
Cidade ressalta também a importância do episódio da Máquina do Mundo e do descerramento do planetário, como uma celebração da aproximação entre oriente e ocidente (1968, p, 154). Não sendo a modéstia um atributo deste poeta português que “luta e canta”. Para Ronaldo Menegaz “Camões extrapolou os limites de sua proposta, gerando um canto onde se revela uma sabedoria universal e intemporal e uma consciência extremamente alertada para a fragilidade, a falibilidade e a insegurança da condição humana” (2001, p. 260). Os Lusíadas termina com Camões colocando sua obra a altura da Homero:
[...]
A minha já estimada e leda musa
Fico com que em todo o mundo de vós cante,
De sorte que Alexandro [refere-se a Alexandre Mágno, rei da Macedônia]
Em voz se veja
Sem à dita de Aquiles ter inveja.
(Canto. X, p. 153).

Referências:
-CAMÕES, Luis de. Os Lusíadas. São Paulo: Klick.
-CIDADE, Hernani. Luiz de Camões o Épico. 3. ed. [S. L].: Bertrand, 1968.
-MENEGAZ, Ronaldo. Os Lusíadas, do livro à obra: a contribuição de Cesário Verde. SEMEAR: Rio de Janeiro, n. 5. , 2001, p. 259 a 277.
-MOISÉS, Felipe Carlos. Epopéia do homem moderno. Entre Livros, São Paulo, 2006. Edição Especial, p. 39- 41.

Campanha contra o uso desnecessário e inconsequente de sacolas nos supermercados e os 5 R's

Queridos, quantas vezes fomos ao supermercados e pegamos aquela sacolinha básica para colocar a banana (que já vem empacotada pelo criador), a batata, o chuchu, a laranja, etc... e nem nos demos conta que, ao chegar ao caixa, ela seria colocada dentro de outra sacola, junto com outros produtos, para ser transportada para casa...
Quando chegavamos em casa, grande parte destas sacolinhas iam diretamente para o lixo... Pois bem, muitas pessoas continuam fazendo isso, sem a minima noção da (i)responsabilidade que tem com o lixo que produzem... Hoje, já não dá mais para fazermos isso, temos acesso a informações e a consciência de que podemos adotar habitos de vida mais sustentaveis...
Existem outras formas de agir para evitar esse tipo de desperdício, essas famigeradas sacolinhas, aparentemente inofencivas, irão diretamente para o lixão com a possibilidades de irem parar nos rios e, consequentemente, no mar, matando animais e contaminando os peixes e tudo mais com o material cancerigeno com que são compostas, elas podem também entupir os bueiros das ruas provocando alagamentos, entre outras tragédias.
Vamos exigir que as empresas utilizem as sacolas oxibiodegradáveis e optar pela utilização das sacolas ecológicas...

E mais, esse lixinho básico que a gente produz no dia a dia (e que não é pouco) pode ser separado: Lixos secos são aqueles que podem ser reciclados / Lixos orgânicos são aqueles que não degradam o ambiente, é o resto de comida, cascas de frutas e legumes, etc., e Rejeito, ou seja, aquele lixo que não pode ser aproveitado. Somente 2,8% do lixo que o Brasil produz é reciclado. Segundo o Ministério do Meio Ambiente (MMA), nós, brasileiros, produzimos em média 0,88 kg de resíduos por dia, e 59% dos municípios, depositam seus resíduos em lixões. Precisamos aderir à Coleta Seletiva para que possa diminuir a exploração dos resíduos naturais, bem como, a poluição do solo, do ar e dos rios. Uma forma de introjetarmos essa idéia e fazer com que se torne um habito, é praticar os 3 R's, que hoje já não são mais 3 e sim 5 R's.
1- Reduzir: é isso mesmo, no bom português significa consumir menos e dar prioridade para produtos que não agridam o meio ambiente e geram menos resíduos.
2- Reutilizar: dar novos usos aos materiais já utilizados, é uma boa oportunidade de exercitar a criatividade.
3- Reciclar: ou seja, transformar os resíduos em matéria prima para outros produtos, tanto de forma industrial quanto artesanal.
Os outros 2 R's introduzidos são: Repensar (o consumo) e Recusar (o mais importante e mais dificil , na minha opinião).
Esses R's são um conjunto de atitudes capazes de interferir e modificar os nossos hábitos. Essa prática, além de ser positiva para o meio ambiente, é geradora de emprego e renda para os menos favorecidos. vamos pensar nisso...

Abraços eco-fraternos

Renata

maiores informações: www.mma.gov.br/srhu

Mudanças climáticas: Relatório de pesquisas climáticas global


27/07/2009

IV Fórum Brasileiro de Educação Ambiental - RJ (fotos)


Momento de confraternização entre os participantes...
um click ministerial : o ministro Minc cantou, mas não entoou... muitas promessas que esperamos, sejam cumpridas...



O espaço da Rede capixaba arrasou!


Foto com a professora Marta Tristão, responsável por orquestrar a RECEA...

A mesa sobre aquecimento Global foi muito boa e contou com a presença do jornalista André Trigueiro.


Buscamos ampliar diálogos e entendimentos... Momento da apresentação do pôster com o trabalho socioambiental realizado no Mosteiro Zen Morro da Vargem/ES. A RECEA (Rede de Educação Ambiental do ES) marcou sua presença nesse evento com trabalhos representativos no campo ambiental realizados no nosso estado e com alegria e disposição.

20/07/2009

DEFESA DE MESTRADO

Olá amigos, tenho a alegria de convidá-los para a defesa da minha dissertação de mestrado que será dia 21/08 às 15:00h no prédio do mestrado de letras (Clarice Lispector), entre os IC's III e IV.
Título:
Vozes femininas: A polifonia arquetípica em Florbela Espanca
A banca:
Luis Eustáquio Soares- UFES/ Professor orientador
Maria Lúcia Dal Farra- UFSE/ Professora co-orientadora
Deneval Siqueira de Azevedo Filho - UFES/ Professor titular
Valdelino Gonçalves dos Santos Filho (Didíco)- UFES/ Professor convidado
Jorge Luiz do Nascimento- UFES/ Professor suplente

06/07/2009

Florbela Espanca: a mulher e o mito

Florbela Espanca nasceu no dia 08 de dezembro de 1894, em Vila Viçosa, região do Alentejo português, é considerada, hoje, uma das mais importantes poetas portuguesas.
Florbela não teve sua obra reconhecida enquanto estava viva. Publicou dois livros, o Livro de Mágoas (1919) e o Livro de Sóror Saudade (1923), o Livro Charneca em Flor e Reliquiae foi publicado postumamente por Guido Batteli, um italiano que era professor visitante em Portugal.A poeta era fascinada pelos livros e muito inteligente, em uma carta a amiga Júlia Alves ela escreveu:
"Eu não sou em muitas coisas nada mulher; pouco de feminino tenho em quase todas as distrações de minha vida. Todas as ninharias pueris em que as mulheres se comprazem, toda a fina gentileza duns trabalhos em seda e oiro, as rendas, os bordados, a pintura, tudo isso que eu admiro e adoro em todas as mãos de mulher, não se dão bem nas minhas apenas talhadas para folhear livros que são, verdadeiramente, os meus mais queridos amigos e os meus inseparáveis companheiros. [...] Que desconsolo ser assim, minha Júlia! Ter apenas paciência para penetrar os arcanos duma alma que se fecha nas páginas dum livro, ter apenas gosto em chorar com Antônio Nobre, pensar em Vitor Hugo, troçar com Fialho de Almeida e rir suavemente, deliciosamente, com uma pontinha de ironia onde às vezes há lágrimas, com Júlio Dantas. Eu não devia ser assim, não é verdade? Mas sou..."
A poesia de Florbela é fascinante e cada dia desperta mais o interesse da academia. Eu leio a poeta desde os 15 anos de idade e a cada dia, sua obra se renova e ganha novos sentidos e significados. Eis dois de seus sonetos que mais gosto:
Eu não sou de ninguém
....................................................................
.....................................................................
.....................................................................
.....................................................................

Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser
Há de ser luz do sol em tardes quentes;
Nos olhos de água clara há de trazer
As fúlgidas pupilas dos videntes!

Há de ser seiva no botão repleto,
Voz no murmúrio do pequeno inseto,
Vento que insufla as velas sobre os mastros!...

Há de ser Outro e Outro num momento!
Força viva, brutal, em movimento,
Astro arrastando catadupas de astros!

Passeio ao campo
Meu amor! Meu amante! Meu amigo!
Colhe a hora que passa, hora divina,
Bebe-a dentro de mim, bebe-a comigo!
Sinto-me alegre e forte! Sou menina!

Eu tenho, Amor, a cinta esbelta e fina...
Pele doirada de alabastro antigo...
Frágeis mãos de madona florentina....
- Vamos correr e rir por entre o trigo!-

Há rendas de gramíneas pelos montes...
Papoilas rubras nos trigais maduros...
Água azulada a cintilar nas fontes...

E à volta, Amor... tornemos, nas alfombras
Dos caminhos selvagens e escuros,
Num astro só as nossas duas sombras!...
Vídeo onde o cantor Fagner interpreta a poesia Fanatismo, de Florbela Espanca

26/06/2009

Noticias do Fórum de Educação Ambiental


Vem aí o VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, evento em âmbito nacional, promovido pela Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), coletivo que reúne mais de 40 redes de educação ambiental e educadores ambientais do país. O evento acontecerá de 22 a 25 de julho deste ano no campus da Praia Vermelha, da UFRJ. O endereço da universidade é Avenida Pasteur, 250, no bairro da Urca, no Rio de Janeiro/RJ.O Coordenador do VI Fórum, o educador ambiental Declev Dib-Ferreira, estima a participação de mais de 4 mil participantes inscritos. Acontecerão, durante os 4 dias, cerca de 60 minicursos e oficinas, 10 mesas-redondas, 20 Jornadas Temáticas, Encontros paralelos, lançamentos de livros, show musicais, festivais de cinemas, apresentação de pôsteres e o lançamento do número 4 da Revista Brasileira de Educação Ambiental. Responsável pela organização da programação, construída coletivamente com os membros da REBEA e redes e coletivo parceiros, a educadora Jacqueline Guerreiro informa que este fórum terá algumas atrações inovadoras como o VI Fórum Virtual, espaço onde se organizarão Fóruns de Discussão, o Espaço Ecumênico e o Espaço Semente com atividades educativas para crianças. Ocorrerá encontros importantes como o Encontro Comunitário de Educação Ambiental, organizado pela Federação de Associações de Moradores e a Associação de Favelas do RJ, o Encontro das Salas Verdes, o Encontro de Coletivos Educadores e o Encontro dos representantes da sociedade civil no Colegiados do SISNAMA. O Fórum também conta com o apoio da ABRACO – Associação Brasileira de Rádios Comunitárias que transmitirá ao vivo do Fórum para cerca de 100 rádios comunitárias. O Fórum também se configurará como um espaço de diálogo entre a REBEA e demais redes ambientais, como a ANAMMA, a Rede Brasileira de Agendas 21 Locais ,Rede da Juventude pelo Meio Ambiente, Rede de Justiça Ambiental, Rede Ecossocialista,Rede Brasileira de Informação Ambiental (REBIA) , Rede de Educomunicação Ambiental ( REBECA), Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais, APEDEMA-RJ, e o Movimento Nacional de Catadores.Integrantes dos Colegiados Ambientais do SISNAMA, das Comissões Organizadores Estaduais da Conferência Nacional de Meio Ambiente e Conferência Infanto-Juvenil de Meio Ambiente estarão organizando atividades e educadores ambientais de Angola e da América Latina estarão presentes. Todos os informes, inscrições, valores, inscrição de trabalhos podem ser feitos no site do evento, que será muito mais que um espaço de divulgação de informação, mas um espaço interativo, de discussões, trocas e permanente construção em prol da qualidade da educação ambiental brasileira. O endereço do site é http://forumearebea.org/.A secretaria Executiva do evento está sob a responsabilidade do Instituto Baía de Guanabara (IBG) e maiores informações podem ser conseguidas através do site ou do email viforum@baiadeguanabara.org.br.
(texto recebido através da RECEA)

24/06/2009

AS MULHERES E O MANAGEMENT

AMIGOS, a revista HSM Management trouxe uma série de entrevistas com renomados estudiosos, pesquisadores e empresarios do Brasil e do Exterior tratando da questão da mulher no management. Entre os ilustres encontra-se o "guru da excelência empresarial" Tom Peters que afirma que, na nova economia, prega-se "o grande valor de um novo tipo de empreeendimento", mas negligencia-se "quem provavelmente é mais capacitada para novos cargos de liderança: a mulher". Peters sustenta o argumento de que "as mulheres tem capacidade de aprendizado muito maior que a dos homens e características pessoais que atendem aos requisitos de liderança da nova economia", em pesquisas, livros de especialistas e em experiências reais. Ele afirma que "o futuro pertence às mulheres" pois estas:
- improvisam com muito mais facilidade que os homens;
- Tem muito mais auto-determinação e apostam mais no sentimento de confiança que os homens;
- ao contrário dos homens, concentram-se naturalmente no empowerment (em vez de ter foco no poder hierarquico);
- entendem e desenvolvem relacionamentos com mais facilidade que os homens, e conclui dizendo que acredita haver um "segredo" para o seu sucesso, "a contratação de mulheres".

Nan Langowitz, diretora do Babson College, Centro para liderança feminina, diferencia os estilo de liderança feminino e mascilino em alguns aspectos, por exemplo, os homens tendem a desenvolver um estilo de chefia fundado na hierarquia, eles tomam as decisões de forma pessoal e dizem aos outros o que deve ser feito, já as mulheres, tem estilo mais aberto e voltado para a colaboração. Há mulheres, entretanto, que adotam estilos masculinos de liderar. Langowitz afirma que "as mulheres foram educadas para se conformar com o que recebem", porém, "se quiserem progredir no mundo corporativo, devem pensar em como aproveitar ao máximo as oportunidades que surgem". Ser mulher no campo corporativo é lidar com preconceitos o que torna essencial a criatividade para encontrar saídas criativas para os problemas que se apresentam, assim como fez Chieko da Blue Tree Hotels. Chieko desenvolveu uma técnica para lidar com executivos japoneses preconceituosos, por ser mulher e jovem tinha dificuldades de se fazer ouvir, então passou a eleger porta-vozes masculinos, e assim tinha todas as suas idéias aprovadas. Com este "jeitinho" sutil de gerenciar, Kieko foi responsável pela estratégia de internacionalização da rede de hotéis Caesar Park e hoje tem seu próprio negócio com aproximadamente 2,9 mil funcionários (diretos e tercerizados). Enfim, mesmo com todas as dificuldades encontradas pelas mulheres, até mesmo a defasagem salarial em relação aos homens, estas tem conquistado espaço.
Eu, renata, acredito que as mulheres não queiram superar os homens pois é da natureza feminina agregar. Quando uma mulher sobe, com ela sobem os filhos, os companheiros, os amigos, enfim, o que as mulheres relamente querem é igualdade de oportunidades.
ABRAÇOS
RENATA

08/06/2009

Amplitude

Eis que somos:
soma de átomos.
Subtraídos e multiplicados,
a cada dia,
esperamos ser, de novo, integrados.
XXXXXXXXXXXXXXXNostálgicos.
XXXXXXXXXXXXXXXSaudosos. 
O DNA vibra  afirmando-se,
Houve um tempo
Quando era assombrado pela beleza,
acalentado pela serenidade,
atraído pela Grandeza do vazio.
Corpo sutil integrando a imensidão.

II Seminário Ambiental: Sustentabilidade em pauta nas montanhas capixabas


30/05/2009

Minha Lili

Lili...
Felina
Filha!
Não sei explicar seu mistério
tão pequenina misteriosa e recatada
És uma fonte de amor sem fim
Fonte de luz e de bem querer
Ninguém nunca me quiz assim!
Só você!

Aceitas meus erros e ignorâncias
Fazes brotar da minha boca
um sorriso verdadeiro
Despertas e arrancas de minhas entranhas
o que há de melhor
Com você eu aprendi a ser gente!

Acredito que és um anjo
uma gatinha-querubim
E eu, te quero pra sempre perto de mim
mas, infelizmente, sempre é tanto tempo...
um tempo sobre o qual não tenho poder!

Quando você for embora, ai, eu nem sei...
vai ficar um buraco tão grande no meu peito
tão grande...
um poço!
Mas vou te ver em cada rosa
e no sorriso das crianças
Minha Lilizinha...

Lembro de você pequeninha
Você cresceu, cresceu, e agora
está velhinha...
Te chamo de meu amor, de "minha vovozinha"
Olha, meu anjinho,
se te chamo minha
é mania de ser humano
de achar que possui tudo
as coisas, as pessoas, os bichinhos,
Não liga...
A verdade é que sou eu
que sempre fui por inteiro sua!

ANIMAIS EM CIRCOS: É HORA DA DECISÃO!

Amigos, recebi da AMAES:
Apesar dos constantes adiamentos, o projeto de lei que proíbe o uso de animais em circos deve ir logo para votação na Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, reagendada para 03 de junho, próxima quarta-feira.
O Instituto Nina Rosa se pronunciou:"Somos contra o uso de animais em circos e a favor da aprovação do substitutivo do PL 7291/06 que proíbe a utilização de animais em circo no Brasil, que irá a votação na Comissão de Educação e Cultura no próximo dia 03/06/09 (quarta-feira), às 9h, no Plenário 10 da Câmara dos Deputados”.
Aqui no nosso estado a AMAES encabeçou o movimento pela aprovação do PL, e nós reforçamos encaminhando cartas aos deputados com a carta:

Caros Srs. deputados da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal Estará entrando em votação a lei que proibe a utilização de animais em circos(substitutivo do PL 7291/06 ). venho por meio deste e-mail me manifestar e pedir que os Srs votem pela aprovação desta lei. Muitas são as justificativas a favor e contra a lei, contra, estarão os donos de circo, geralmente circos velhos que vem se arrastando desde uma época em que retirar um animal selvagem de seu habitat, geralmente filhotinho, e matando a sua mãe [porque esta não o entrega sem antes lutar por ele], era considerado normal, é o caso dos elefantes, dos macacos, dos tigres, etc. e do outro lado, a favor, a grande maioria da polupação que não suporta mais este tipo de coisa, esta crueldade, pessoas que estão dispostas a pagar para ver um circo com espetáculo, como por exemplo, o circo de soleil e outros que exibem o que de mais belo o ser humano pode fazer, a verdadeira ARTE. Estive de férias na Bahia e vi um circo do beto carreiro, diferente do circo bonito que vemos na tv, este estava sujo e caindo aos pedaços, neste circo havia entre outros animais, um elefante, mantido num pequeno cercado, afirmo para os senhores, me fez sofrer o sofrimento e o triste destino daquele animal, mais ainda, porque me senti impotente frente ao caso, mas os senhores tem o poder nas mãos para mudar este cenário. Sou arteterapeuta ha muitos anos na minha cidade, Vitória, ES, e como profissional de saude mental afirmo que as pessoas que maltratam animais são pessoas com profundos problemas psiquicos, na ultima das hipóteses, são vitimas de um virus letal na nossa sociedade, a ignorância. Votem pela proibição do uso de animais em circos, se não pelo meu pedido, pelas nossas crianças, para que elas cresçam sabendo diferenciar o respeito do desrespeito aos direitos dos outros, mesmo que estes outros sejam seres da natureza, uma árvore, um animal... enfim... cresçam sabendo respeitar a vida e a sua complexidade. Nesse momento faço valer meu voto como cidadã, peço que façam, também, valer o mandato de vocês como meus representantes, e mais, como a voz daqueles que não podem falar, reclamar, cujo choro e sofrimento apenas alguns poucos escutam ... Reflitam! precisamos mudar este paradigma em que vivemos e galgarmos para um outro, mais humano, e ninguém melhor que os animais para nos ensinar sobre humanidade.
Dessa capixaba que se importa e ainda tem fé!
REnata Bomfim
SAIU O RESULTADOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
VITÓRIA DO MOVIMENTO CONTRÁRIO AO USO DE ANIMAIS EM CIRCOS NO BRASIL!!!
Prezados associados e Amigos,
Com MUITA ALEGRIA,segue uma informação em primeira mão para todos vocês. FOI APROVADO, no meio desta tarde em Brasilia, por UNANIMIDADE da Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal, o substitutivo do Projeto de Lei nr. 7291/2006, que PROÍBE o uso de animais em circos, no Brasil. Pessoal, foi uma luta gigantesca de meses a fio, até chegarmnos ao dia de hoje.

A AMAES fez uma ação de apoio a esta causa junto ao nosso mailing de associados e amigos e agradecemos a todos vocês que atenderam ao nosso pedido e mandaram e-mails para os parlamentares federais que fizeram parte da comissão que emitiu a decisão. Sem a participação de ´todos vocês, provavelmente perderíamos a causa.

Lembrando mais uma vez: A AMAES não é contra a existência de Circos , muito pelo contrário. Somos sim, 100% contrários à perversidade e covardia a que são submetidos todos aqueles animais totalmente indefesos e a mercê de indivíduos cruéis que os transformam em mera mercadoria na busca de lucro.
O projeto segue agora para a comissão de Constituição e Justiça da Camara Federal.
A mobilização continua.
Voltaremos a dar notícias.
Abraços a todos.
AMAES-ASSOCIAÇÃO AMIGOS DOS ANIMAIS DO ES
DIRETORIA
Visite nosso site: www.amaes.org.br

26/05/2009

Poesia de Paulo Pedro Boffy

"Que seja tudo um BOM FIM"

Estava na roça, entre diversos roçarianos.
Alguns já desesperançosos, outros desleixados,
mas observei que os pássaros ainda cantavam,
bem como que o tempo havia transformado o forte lavrador em ancião,
mas percebi que ele também continuava no solo...
às vezes olhava o Céu em busca de água,
às pedia que o Sol ficasse mais brando,
mas ali estava ele,sempre ali, naquele canto,
pronto p'ra no cair da noite poder olhar o Céu e contemplar as estrelas...
Enquanto isso, na cidade,
os jornais noticiavam que jovens estavam morrendo,
famílias sendo despejadas e etc...
que ao cabo de mais um dia de trabalho restava
a futil ilusão de pegar um coletivo meio cheio;
de pegar menos sinais fechados;
a esperança de chegar ao Lar Seu...
Sem nem sequer olhar Céu...
e ter simplesmente um bom fim.

Obrigada amigo Pedro pelo carinho e que as letras continuem brotando da sua pena como fonte d'água mineral!

23/05/2009

Ecopoesia


Mágoa de um educador
VVVVVSargento Serafim (Policial Militar Ambiental do ES)

Antigamente nem em sonhos existia
Tanta sujeira nos rios; nem poluição nas estradas
A gente andava, quatro ou cinco companheiros
Por este chão brasileiro, ouvindo o chão das boiadas
Mas hoje em dia, tudo é muito diferente
Com o progresso minha gente, nem se quer faz uma idéia
Que entre outros, fui também um roceiro
Sou filho de carpinteiro, um herói da epopéia
Tenho saudades de rever a minha terra
A passarada fazendo guerra nas matas da região
Por tudo isso, eu lamento e confesso
Que a marcha do progresso, é a minha grande dor
Cada jamanta que eu vejo nas estradas
Transportando madeira serrada, Já me aperta o coração
E quando olho uma mata derrubada
De tristeza dou risada, pra não chorar de paixão
Hoje viajo, vejo máquinas campo afora
Depressa vou embora, na mais triste solidão
Vejo homens com chapéus de abas largas
Preparando suas safras, arando nosso chão
As velhas casas com assoalho de madeira
Hoje não tem mais fogueiras nas noites de São João
Ainda restam poucos matos verdadeiros
O resto virou dinheiro, que mudou nossa situação
Não sou poeta, sou apenas um caipira
E o tema que me inspira, é a tamanha devastação
Quase chorando, meditando nesta mágoa
Rabisquei estas palavras, e saiu esta canção
Canção que fala, das saudades da passarada
Que já vi pelas estradas, com meu pai e meus irmãos
Saudade louca, de ouvir o som manhoso
De um sabiá preguiçoso, cantando nas matas do meu sertão
Por isso hoje, a vocês todos eu peço
Vamos acompanhar o progresso, investindo em educação
Não adianta , eu chegar em uma derrubada
Onde a mata foi tombada, e fazer uma autuação
A mata já foi cortada, sua lenha foi queimada, só restam cinzas no chão
O que precisa é fazer um trabalho novo
Não só de multa meu povo, mas sim, de conscientização.
Obrigada ao Tenente Serafim por ter permitido que eu compartilhasse este texto com os amigos que visitam nosso blog.

16/05/2009

A tristeza de Ulisses

Cais do descontentamento
Felicidade no horizonte da utopia
Falta de algo ou de alguém...
(coro) desconhecemos o desejo...

Porto de ilusões
Subúrbio do medo
(coro) salve-nos ó Deus!
das prostitutas e dos desajustados.

Desejos errantes, embriagados
e prontos para colonizar o amor
Velas rútilo-delirantes
Cantos de morte e de beleza
(coro) Não há esperança...

Sereias e Deusas
Saudades, lágrimas e dores
overdose de horizonte
Um mundo todo cinza e azul

Busco Ítaca!
Busco a minha alma
na alma daquela que tece à espera
daquela que é redenção
que é o tesão da vida no Mar
daquela que ressignifica a errância

Mas seu encanto acena como promessa
e dos meus sonhos
apenas a tangencio...
(coro) Vai, Ulisses, cumpre o destino que é só teu!

15/05/2009

Panfletagem Da AMAES dia 16/05


Olá amigos, no dia 16/05 a AMAES panfletou em 05 Bairros de Vitória, esclarecendo a população sobre o verdadeiro teor da Liminar Judicial que, desde 2007, proíbiu a matança de animais urbanos, principalmente cães e gatos, que vinha sendo realizada de forma sistemática, desumana e criminosa pelo CCZ de Vitória. Conheça e apoie a AMAES: http://www.amaes.org.br/

12/05/2009

Amazônica no plenário do Senado Federal

Amigos,
No dia 13 de maio, haverá uma"vigília" no Senado Federal quando serão tratados temas relacionados à Amazonia. Este encontro será exibido na TV Senado e as pessoas poderão manifestar sugestões, comentários e protestos através do telefone (ALÔ SENADO: (0800) 61 22 11) ou do e-mail scomcmmc@senado.gov.br
é isso ai.

11/05/2009

Saudade portuguesa

Saudade!
Canto que se faz ouvir de longe
Broto da boca lamentosa que sorri
e beija
Nostalgia camuflada em
Magia
Sortilégio
que faz com que a lua
ganhe novos contornos
e o Vento
não mais sopre, sussurre
Faz do mar e de suas ondas quebradiças
sedas esvoaçantes
da água, néctar, ambrosia
Do girassol mandala delirante
e do homem nosso de cada dia
eleito amado
O Amante

byrenatabomfim

05/04/2009

A caixa de Pandora

Ela meteu a mão na cumbuca
estava curiosa para saber
o que guardava tal caixinha
cheia de fogo e palavras selvagens
era o verbo fêmea virando carne
E que carne,
Pandora era uma puta
revestida de santidade
Encantamento puro o seu olhar
e a sua voz era um veludo
Epimeteu logo dela se enamorou
Ela chegou no mundo trazendo consigo
segredos gramáticais
e conjugações formidáveis como
compromisso e fidelidade
Na caixa, pasmem, havia chocolates
bombons recheados
com morango e damasco
e licor de amarula.

bai renata bomfim

03/04/2009

SIMPÓSIO CAPIXABA DE ECOLOGIA- UFES

O simpósio acontecerá dos dias 21 a 23 de maio/ 2009- na UFES.
O principal objetivo do encontro que tem como tema a Sustentabilidade, "é elucidar as problemáticas relacionadas ao desenvolvimento econômico e à conservação ambiental, visando encontrar soluções aplicáveis no cotidiano de empresas, da sociedade civil, de indústrias, de agricultores e de outros profissionais afins".

O site: http://www.sicaeco.com/

28/03/2009

Hora do Planeta

olá amigos, foi a primeira vez que aderimos (eu e Luiz, meu dignissimo esposo) a "Hora do planeta". Pretendemos participar todo ano, vimos que não mata e não tira pedaço ficar uma hora com tudo desligado, pelo contrário, é uma delíciaaaaaaaaa saber que você está conectado com outras subjetividades espalhadas pelo mundo e que estas vibram no mesmo diapasão que você, chamo isso de CINERGIA!!!
abraçoamigo

27/03/2009

O Estrangeiro de Albert Camus: Filosofia e linguagem

Renata Bomfim – UFES
XXXXXA escrita de Albert Camus (1913- 1960) se inscreve numa época de grande conflito e sofrimento mundial, especialmente para a Europa que estava devastada pela guerra. O romance O Estrangeiro foi publicado em 1942 e tem como cenário a cidade de Argel, terra natal do escritor, lugar onde viveu durante alguns anos e onde começou a carreira como jornalista.
XXXXX Camus participou diretamente dos acontecimentos de seu tempo e, por meio da escrita, teceu uma ácida critica social ao século XX. Filosofia e linguagem se interpenetram e complementam em O estrangeiro, cunhando uma visão de mundo fundada no absurdo e no sentimento trágico da vida, visão geradora de desconfiança intensa para com aqueles que constroem e lutam para perpetuar os sistemas de valores. O temperamento de Camus e suas leituras de Nietzsche nutriram as suas suspeitas com relação a toda moral tradicional. De forma inquietante o escritor se entregada ao questionamento: como o homem deveria se conduzir em geral e, durante os anos obscuros, quando não acredita nem em Deus e nem na razão?(TODD, acesso em 23 nov. 2006).
XXXXX A obra camusiana apresenta e descreve o absurdo como algo da condição humana. Em Explicações de O Estrangeiro”, Sartre já afirmava que: “Se somos capazes de recusar a ajuda enganosa das religiões ou das filosofias existenciais, restam-nos algumas evidências essenciais, o mundo é um caos, [...] não há dia seguinte, visto que se morre”. Para Sartre, Camus tinha um certo gênero de sinistro solar, ordenado, cerimonioso e deslocado”, que anunciava “um clássico, um mediterrânico”, que diferiria desse “outro mediterrânico” em muitos aspectos, não lembrando tanto um “fenomenólogo ou um existencialista dinamarquês” (SARTRE, 1968, p.89-90).
XXXXX Já Boudon (1996, p. 1), ressaltava que O estrangeiro fitava a narrativa, “a partir do olhar do artista sobre o existir velado na sua estrangeidade, estado difuso, compacto, encoberto”, absurdo que pode ser percebido e descrito sob vários aspectos da obra, especialmente, no silêncio. Uma ausência propositada da fala, magistralmente trabalhada por Camus, põe Meursault, protagonista principal do romance, contra a convenção. Holanda (1992, p. 42) em Criação e Crítica afirma que “a linguagem contém seu poder de liberdade, de subversão do real, quando uma palavra imprescindível, um acordo inesperado, nos acorda a consciência". Para essa critica, “o primeiro passo de Meursault é o de tirar da palavra o ‘phathos’, termo grego que designa sentimentos, estados da alma, cujo peso impede uma relação mais livre com o mundo”.
XXXX O personagem Meursault surge como representante do absurdo camusiano que, para Sartre (1968, p. 90), “nascerá da impotência que temos de pensar com os nossos conceitos e com as nossas palavras os acontecimentos do mundo". O homem absurdo camusiano não vive sob os paradigmas da razão e nem da moral estabelecidas, o que pode ser percebido na abertura do livro, quando nos deparamos com o episódio da morte da mãe de Meursault: “Hoje mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei bem” (CAMUS, 1957, p. 9). Percebe-se que a linguagem é seca, fria, concisa, e há a ausência de emoção, como se a história fosse a de outro, e não a dele. Noutra passagem, desta vez no ônibus, a caminho do asilo, Meursault pensa que “poderia vê-la rápido” [refere-se à mãe morta], para poder “aproveitar os dois dias de folga que havia conseguido”. Ele dorme durante todo o trajeto e, ao chegar no asilo, quando perguntado se gostaria de ver a mãe, responde que não, a resposta do personagem suscita a réplica por parte de seu interlocutor, “por que não?”, e ele responde, “não sei”.
XXXXX Assim, palavras como não sei, tanto faz, nada comentei, disse que sim, mas tanto fazia, fazem parte do vocabulário de Meursault. Sartre (1968, p. 98) diz que “um mal comum a muitos escritores contemporâneos é a obsessão do silêncio”. O silêncio na obra de Camus reflete “a demasiada desconfiança diante do signo lingüístico”, Para Holanda (1992, 68), não podendo calar a sociedade, Meursault cala a si mesmo, e seu comportamento é o de quem “tendo perdido a adesão ao que as palavras vinculam, perdeu aí, a significação do mundo até então seu. Seu silêncio assinala desapropriação do mundo, desinteresse.
XXXXX Meursault reproduz em outros espaços e em diferentes situações a indiferença com que tratou a morte da mãe, por exemplo, quando é convidado por seu chefe para trabalhar em Paris, responde “que sim, mas que, no fundo tanto fazia”. Pois afinal, não tinha razões para mudar a sua vida (CAMUS, 1957 p. 46). Faltava a Meursault, uma razão, um sentido na vida. Corrobora essa afirmação a passagem em que a sua namorada, Maria, lhe perguntou se queria se casar com ela, e novamente a indiferença de Meursault se pronunciou, para ele “tanto fazia” casar ou não, “isso nada queria dizer”.Há também por parte desse personagem a banalização das instituições, das leis, a postura de Meursault aponta para um desmoronamento de valores que norteiam a vida social dos indivíduos. Maria lhe disse que “casamento é ciosa séria”, mas ele nada respondeu preferindo calar-se. Para Holanda (1992, p42) “O homem é prisioneiro de sua ordem social, [...] e também de sua linguagem. O silêncio em Meursault vai contra a convenção que pouco permite ao indivíduo que a sociedade paralisa a partir da linguagem que põe a sua disposição.
XXXXX Quanto ao crime cometido por Meursault, reproduz-se a indiferença, o personagem tira a vida de um árabe em circunstâncias repletas de subjetividade. Assassino circunstancial, Meursault atribui a culpa por seu ato criminoso ao sol e em várias passagens que cercam o acontecido ele atribui vinculação ao sol: “O sol estava agora esmagador”, “Era o mesmo brilho vermelho”, “sentia a testa inchar sob o sol”, “eu estava só [...] todo corpo ao sol”, “era o mesmo sol do dia em que enterrara mamãe”, “o gatilho cedeu”, “sacudi o suor e o sol”. Acerca da presença do sol na escrita camusiana, Sartre (1968, p. 99) escreve que “O estrangeiro oferece uma série de opiniões luminosas, [e que o] verão perpétuo de Argel é a sua estação preferida, a noite quase não entra no seu universo”.
XXXXX A narrativa nos mostra que as noções de bem e de mal parecem indiferentes para Meursault que, após cometer o assassinato, demonstra não tem noção da gravidade de seu ato, e que cometera um crime que, mais tarde, o condenará a pena de morte. Meursault não tem o hábito de refletir e nem de questionar, ele está entregue a própria sorte, ao acaso. O texto nos mostra que na prisão, quando este foi interrogado, por variadas vezes acreditou que seu caso “era muito simples”, mas seu advogado lhe advertia apontando o contrário, que o seu caso “era delicado”. O descaso para com a morte da mãe lhe pesou no julgamento, até com mais força do que a acusação de assassinato:
XXXXX O promotor voltou-se, então, para o júri e declarou:
__ O mesmo homem que, no dia seguinte à morte de sua mãe, se entrega a mais vergonhosa devassidão, matou por motivos fúteis e para liquidar um inqualificável caso de costumes.
[o advogado rebate]
__ Afinal, ele é acusado de ter enterrado a mãe ou de matar um homem? (CAMUS, 1957, p. 98).
XXXXX Meses de cárcere promoveram algumas mudanças em Meursalt, privado de sua liberdade ele passou a fazer algumas reflexões, o texto nos mostra que, no banco dos réus as vezes o personagem “ficava tentado a intervir”, mas o seu advogado lhe dizia: “cale-se, é melhor para o seu caso”. O personagem ressalta que acertaram seu destino “sem pedir opinião”, e que às vezes “tinha vontade de interromper todo mundo e dizer: mas afinal, quem é o acusado? É importante ser o acusado. E tenho algo a dizer” (CAMUS, 1957, p. 100). Mas logo o desejo esvaziava-se e ele percebia que “nada tinha a dizer”.
XXXXX Camus tece uma crítica sobre o arbitrário sistema da justiça quando, na fala do promotor, apesar do silêncio, Meursault tornou-se réu das próprias palavras:
__E aqui está meus senhores- disse o promotor. [...] não se trata de um crime comum, de um ato impensado que os senhores poderiam achar atenuados pelas circunstâncias, Este homem, senhores, [...] é inteligente. Ouviram-no falar, não é verdade? Sabe responder. Conhece o valor das palavras. (CAMUS, p. 101-102).
XXXXX Ao final da narrativa, Meursault “esvaziado de esperança”, entrega-se à morte. Para não se sentir só o personagem deseja que no dia de sua execução, “muitos expectadores” o recebam com “gritos de ódio” e o assistam morrer (CAMUS, p, 122). Segundo Holanda (1992, p. 80), “o que Camus intenta certamente, é fazer com que o leitor partilhe sua visão de sociedade, ele busca traduzir o absurdo da realidade social. Stuar Hall (2004, p.9), no livro A identidade cultural na pós- modernidade, aponta para as transformações que marcaram a modernidade, transformações estas que estão mudando também as nossas identidades pessoais e abalando “a idéias que temos de nós próprios como sujeitos integrados”. Esta perda de um “sentido de si” estável é chamada algumas vezes, de deslocamento ou descentração do sujeito.[...] e constitui uma “crise de identidade” para o indivíduo.
XXXXX Em 1940, com o Estrangeiro já escrito, Camus escreveu: “Não sou daqui, mas também não sou do outro lado. E o mundo não é senão uma paisagem desconhecida, onde o coração já não tem apoio” e o escritor pergunta: “Estrangeiro, quem pode saber o que esse nome significa?” e desabafa: “Estrangeiro - confessar a mim mesmo que tudo me é estrangeiro” (HOLANDA, 1992, p. 78).

Referências:

- HOLANDA, Lourival. Sob o signo do silêncio. São Paulo: Editora da Universidade Federal de São Paulo, 1992.
- CAMUS, Albert. O Estrangeiro. Tradução de Valerie Rumjanek. 3. ed. Rio de Janeiro: Record, 1957.
- TOOD, Olivier. Que Absurdo? Texto disponibilizado em: <
%20.htm">http://www.rubedo.psc.br/Artlivro/absurdo>%20.htm. Acesso em 23 nov. 2006.
- BOUDOU, Telma Martins. A construção do olhar. Anais ABRALIC, 1996.
- HALL, Stuart. A identidade cultural na Pós-modernidade. 9. ed. Rio de Janeiro: DP & A, 2004.

25/03/2009

ESPÍRITO SANTO ADERE À HORA DO PLANETA

é isso aí amigos, vamos desafiar a lógica vigente e curtir um escurinho para o bem do planeta e, lógico, de nós mesmo?
O ano de 2009 é crucial para o futuro do planeta, pois os países precisam assinar um acordo internacional com medidas para que se mantenha o aquecimento global abaixo dos 2º C. Será um ano de mobilização para que os países finalmente assinem, na 15ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em dezembro, na Dinamarca, um acordo justo e eficiente para reduzir drasticamente as emissões de gases do efeito estufa.

Ao redor do mundo, a sociedade se mobiliza para manifestar a sua preocupação com relação à questão das mudanças climáticas. Uma das mais importantes mobilizações está sendo articulada pela WWF e prevê uma ação conjunta ao redor do mundo de apagar as luzes no dia 28 de março. As cidades participam apagando por uma hora as luzes externas dos seus principais monumentos. O apagar das luzes foi escolhido porque em grande parte do mundo, a energia elétrica é gerada através de combustíveis fósseis – os principais vilões do aquecimento global.

O movimento Hora do Planeta começou em 2007, em Sidney, na Austrália. Em 2008, 371 cidades de 35 países participaram do movimento. Este ano, já são mais de 1800 cidades inscritas em 81 países, entre elas Paris, Toronto, Sidnei, Cidade do Cabo entre outras. Este é o primeiro ano que o Brasil participa da Hora do Planeta e 27 cidades já aderiram ao movimento. Entre elas, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Porto Alegre (RS), Curitiba (SC) e Castro Alves (BA).

A contribuição capixaba compreenderá o apagar das luzes entre 20h30 e 21h30, dos seguintes monumentos turísticos: Convento da Penha, Palácio Anchieta e Morro do Penedo. A ação está sendo articulada entre o Governo do Estado, a Prefeitura de Vitória, a Prefeitura de Vila Velha, a Assembléia Legislativa, a Província Franciscana Imaculada no Brasil, e o Instituto da Biodiversidade.

21/03/2009

Espetáculo

Lá o duplo desfaz as tranças longas
com as mãos se desdobrando em gracejos
os pés pulsam movidos por força misteriosa
nesse lugar não lugar onde sou o oposto ao avesso
Miro o horizonte de cabeça para baixo
desse palco
O corpo é flectivel ad infinitum
Forma círculos
Ganha aplausos
Sou artista e
a cara branca de pó
mostra que o espetáculo será dantesco
Mulheres e homens irão rir
quando o meu corpo voar pelos ares
preso a uma corda invisível
imagine então que este
também é aquele
desenhado em estúpidos arabescos.

15/03/2009

"O homem está por fazer e está a ser feito no aqui e agora do poema" (Pedro Eiras)

12/03/2009

fome

XXXXXXXXX"Poeta, porque poetisa todo mundo pisa" (leila Mícolis)

Eu preciso dessa letra e deste verbo
me desculpem se incomodo
Preciso também da (re)flexão que nutre
e dos pontos e vígulas que afogam a sede
Sonho com o soneto elegante
e com o Haikai decidido
A carência do conto de amor e de dor
e do ramance que ainda não foi escrito
me fazem ser assim
fazem a minha alma ansear pelo mundo
e me resigna a cumprir a pena de ser poetisa
mesmo quando a folha é pequena
e falta espaço para a expressão latente.

irmandade

Há mulheres que são rios
outras pedras
outras serpentes emplumadas
eu amo a todas elas!

Amo aquelas que o tempo silenciou
a rebelada
a escabela
a indecisa
amo também as que se ofereceram em sacrifíco
e até mesmo as que preferiam ser homens

Nos une os ciclos da lua,
a terra do corpo que vibra
Sou mulher!
Portanto a minha alma cintila, comunga e
dialoga com todas as estrelas da tua.

bairenatabomfim

11/03/2009

Cientistas preveem aumento do nível do mar maior do que o esperado

O aumento no nível dos mares será bem maior do que o previsto devido a mudanças nas calotas polares, de acordo com estimativas apresentadas nesta terça-feira por uma equipe internacional de cientistas. O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), da ONU, previu em um relatório de 2007 que o aumento máximo do nível do mar ficaria em torno dos 59 centímetros.

Mas cientistas reunidos em uma conferência sobre mudança climática em Copenhague, na Dinamarca, afirmam que as estimativas da ONU foram baixas e o nível do mar pode aumentar em um metro ou mais até 2100. Segundo os cientistas, as projeções anteriores não incluíam o impacto potencial do derretimento polar e do gelo se quebrando. O professor Konrad Steffen, da Universidade do Colorado, destacou em uma entrevista coletiva nesta terça-feira novos estudos a respeito da perda de gelo na Groenlândia que indicam uma aceleração do derretimento na última década.

"Eu poderia prever o aumento do nível do mar em 2100 na ordem de um metro. Poderia ser 1,2 metro ou 0,9 metro", disse Steffen, que estudou o gelo antártico nos últimos 35 anos. "Mas é um metro ou mais observando a mudança atual, que é até três vezes mais do que a média prevista pelo IPCC.".

"As pesquisas mais recentes mostraram que o nível do mar está aumentando 3 milímetros por ano desde 1993, uma taxa bem acima da média do século 20", acrescentou John Church, do Centro de Pesquisa Climática da Austrália.

Fluxo de gelo

Para Eric Rignot, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa (Agência Espacial Americana), os resultados reunidos desde o relatório do IPCC não podem ser ignorados. "Como resultado da aceleração do derretimento de geleiras em grandes regiões, as calotas de gelo na Groenlândia e da Antártida já estão contribuindo mais e mais rapidamente para o aumento no nível do mar do que o que tinha sido previsto", disse Rignot.

As previsões da equipes de cientistas são muito importantes para moradores de comunidades costeiras. Cerca de 600 milhões de pessoas, 10% da população mundial, vivem em áreas mais baixas. Em Lowestoft, na costa leste da Grã-Bretanha, por exemplo, David Kemp, um agente encarregado de proteção costeira para a Agência Ambiental britânica, afirma que apenas pequenos aumentos no nível do mar podem decisivos. "Se está dez centímetros abaixo da altura das defesas, então não há problema", diz Kemp. "Mas se está dez centímetros acima, então poderemos enfrentar devastação."

08/03/2009

Mulheres inventadas

Fadas de outro mundo
filhas do imaginário
formadas de pólem e de luz
Perfumosas!
Mulheres!
Possíveis apenas
para quem acredita
na magia do sorriso
Do ventre desse ser híbrido
Composto de sonhos e de utopias
nasce a Vida!
Do Seio brota o alimento
e da Alma
insondável como o universo
o unguento
para este mundo desencantado.
renatabomfim
Feliz dia para todas as amigas/irmãs

04/03/2009

Vale do silêncio

o vale do silêncio
é cortado pelo rio do pranto
ele corre pelos sulcos da face
abre caminhos
inunda margens
rola pedras de saudades
que nuncam mais voltarão a ser as mesmas
àquele que entra no vale, resta, objetar-se
oferecer-se em sacrifício,
estar à mercê de um poder maior que,
contraditóriamente, são elos de ar e de sombras
que se dissipariam com um simples grito
esse canto escondido e excluído dos mapas da linguagem
tem salgueiros tristes
larajeiras perfumadas e venenosas
tem flores que crescem para baixo
os animais também são diferentes
O cachorro mia, o tigre pia
as águias comem milho triturado
e o homem, esse, esvaziado de seus sonhos
canta, celebrando o não ser e a estranheza.

24/02/2009

Singela bruteza

Queimaram as bruxas
desencantaram o mundo
Depois disso ficou difícil fazer poesia
Depois de tanta dor
como não silenciar?
Depois de silenciar
como vencer o medo?

Avanço e recuo
conjugando a mulher e a poeta
Na minha língua há asperezas
no coração esperanças
e a carne, essa
sangra por natureza

Que status plural e confuso
que peso e que pena sustentar esse Ser
que é belo, santo, maldito e profano
Da boca do inaudito discurso
brota o verbo luminoso
fluem traços e letras

Quero poetizar esse cotidiano cínico
que oprime e mata
E busco forças em Safo, Dal Farra e Adélia
e colho Florbela
Escolhendo a mim mesma

O silêncio é a voz que sonha e não realiza
o silêncio é dureza de plumas cintilantes
Foi assim que levantamos das cinzas
para queimar incensos e rezar
pelas bruxas queridas que
queremos ser e não somos ainda
Resgatamos com suor e lágrimas
a história esquecida pela própria história

O silêncio é um muros de leveza
que engana os olhos

23/02/2009

Educação ambiental no ES

Amigos, precisamos nos unir para conscientizar as pessoas da importância de se manter as árvores dos bairros. Pelo menos no meu bairro essa semana foram cortadas três, inclusive uma mangueira gigantesca que produz, ou melhor, produzia, o ano todo. Muita gente não sabe que as árvores são vivas, elas sentem dor e estudos cientificos sérios já provaram que o reino vegetal possui estreita ligação com o humano...

Sem as árvores nossa vida ficará insuportával por causa do calor, elas também ajudam a reter a agua da chuva evitando alagamentos pela chuva. Se elas levantam as calçadas, pensemos que, os benefíos que trazem, são infinitamente maiores...

abraços
Renata

21/02/2009

Palimpsesto

O peso da Pena
Rabisco
Apagar as marcas do Passado
Reescrever a própria História

Novas tintas
Novos papéis
nesse mundo que só
desafia

Apagar
mesmo sem prejuízos
na memória
Por opção
Dificeis escolhas

Querer mudar
Criar novas teses
Ensaiar novas fontes
Esboçar a persona dramatis
escondida
Ser poeta na Vida
de cara limpa.

16/02/2009

Lixão do pacífico ameaça o planeta




O espaço enorme, entre o litoral da Califórnia e o Havaí, ganhou um triste apelido, o lixão do pacífico. Segundo estimativas, a área poluída seria maior do que a soma de São Paulo, Minas e Goiás.

Agradeço ao professor de Biologia Alexandre Pedrini, da UERJ, ter disponibilizado este vídeo na lista da RECEA. É triste ver, e pior, saber que somos todos (i) responsáveis!!!

15/02/2009

poema em suspenso

Você não está mais aqui
embora o teu corpo oco esteja
sempre perto
exalando um cheiro odiondo
e antiecológico de plástico e
tédio
cheiro de quem se acomodou
cheio de indiferença
Se fosses rio
eu diria que
tudo o que você represou
te matou
e se fosses mar
Eu colheria os frutos desse
mar mortos
poluído
E o vento vai levando embora
os vestígios dos dias felizes
de saciedade
e céu azul.

12/02/2009

Dieta para salvar a Terra

REPORTAGEM DO JORNAL A TRIBUNA DO DIA 11/02/2009

Especialistas holandeses criaram a Dieta do Clima, quereduz consumo de carne e ajuda a diminuir o aquecimento global

AMSTERDÃ – Das centenas de dietas criadas nos últimos anos esta, certamente, é a mais politicamente correta de todas: siga seus preceitos e ajude a salvar o planeta do aquecimento global. De quebra, ganhe uma vida mais saudável e, quem sabe, alguns quilos a menos. É a dieta com baixos teores de carne vermelha, no máximo 400 gramas por semana. Se for adotada no mundo todo, calculam especialistas, a redução de emissões de gases-estufa seria da ordem de 10%, uma economia de nada menos que US$ 20 trilhões (R$ 45 trilhões) nos custos do combate às mudanças climáticas – cerca da metade do valor total necessário para tal tarefa em 2050. A diminuição da criação de animais seria uma forma natural de diminuir as emissões e reduzir
os investimentos em outras formas mais caras de combate aos poluentes.
HÁBITO
O estudo realizado por especialistas da Agência de Impacto Ambiental da Holanda concluiu que
os hábitos alimentares modernos – calcados numa dieta muito rica em carne vermelha – têm um impacto significativo no aquecimento do planeta. E a redução do consumo de carne bovina, de porco, de frango e ovos criaria um novo sorvedouro de dióxido de carbono. Pode não parecer óbvio de imediato, mas a criação extensiva de animais tem um grande impacto no clima.

Em primeiro lugar, porque quanto mais a dietaglobal for baseada no consumo de carne, maior terá que ser a criação e, portanto, a área que deixaria de ser ocupada por vegetação – que, naturalmente, absorve carbono.

Além disso, para alimentar os animais, há uma ampliação no cultivo de grãos, o que geralmente demanda o uso de energia geradorade emissões poluentes. Para se ter uma ideia, a produção de um único quilo de carne bovina demanda o gasto de 15 quilos de grãos e 30 quilos de forragem.

Por último, mas não menos importante, há a questão da flatulência (gás expelido durante e após o processo de digestão). O principal gás expelido pelos extensos rebanhos mundiais é o metano – um dos principais responsáveis pelo efeito estufa atualmente. O fato costuma ser levado como motivo de brincadeira por muita gente, mas os especialistas alertam que o problema é sério.

Levantamento mostra os impactos

AMSTERDÃ –O grupo responsável pelo novo estudo, coordenado por Elke Stehfest, calculou o
impacto do consumo de carne no custo da estabilização dos níveis de CO2 na atmosfera em 450 partes por milhão – um padrão que, segundo muitos cientistas, é necessário para prevenir graves alterações climáticas, como secas frequentes e elevação do nível dos mares. Se os hábitos alimentares não se alterarem, em 2050, para alcançar esse nível de dióxido de carbono, as emissões teriam que ser reduzidas em dois terços, o que custaria aproximadamente US$ 40
trilhões (R$ 90 trilhões).

VEGETAÇÃO

Mas, se a população mundial passar a seguir uma dieta pobre em carne vermelha – definida como 70 gramas de carne bovina e 325 gramas de frango e ovos por semana –, cerca de 15 milhões de quilômetros quadrados de área ocupada pela criação de animais seria liberada para vegetação. As emissões de gases do efeito estufa seriam reduzidas em 10% com a queda do número de animais. Juntos, esses impactos reduziriam em 50% os custos do combate às mudanças climáticas em 2050. Os cientistas sugerem que, para ajudar os consumidores, o custo
ambiental da carne – ou o volume de emissões de CO2 e metano por porção – seja incluído nos rótulos dos produtos em supermercados e açougues.


Quero registrar que, deixar de comer carne, só trouxe ganhos a minha vida. Sempre amei os animais e considero uma contradição em termos, amá-los e matá-los com requintes de crueldade, e depois, ainda, comê-los.
A carne não faz falta do ponto de vista nutricional, isto é um mito, há outros alimentos ricos em proteinas. De sobra, fica aquele sentimento gostoso de saber, mesmo de forma bem humilde, estar contribui para a preservação do planeta e promovendo a vida ao invés da morte. é isso aí amigos... Salva de palmas para o vegetarianismo!!!!

Abraçoamigos
renata
Agradeço a Denise do grupo RECEA por compartilhar estas importantes informações.

04/02/2009

autoria: pedra no sapato, bolso vazio

No meio do caminho sempre há
um poema engraçadinho tentando
explorar o tema da pedra
lançando sondas astrais no plexo
das palavras benditas de carlos
claro, sem pagar direitos autorias.

23/01/2009

ANDA - Agencia de Noticias sobre o Direito dos Animais

Amigos, convidos vocês a conhecerem a ANDA, noticias, artigos, entrevistas sobre o reino animal.
http://www.anda.jor.br/
abraços
renata

(E)Utópico (poema de Karina Fleury)

E de que importa gozar com você
se bom mesmo é gostar de ser, estar
assim, meio super,
eu lutando comigo mesma
beco
sem
saída:
vida?



Agradeço a Karina por ter enviado este poema para a comemoração dos 2 anos do Letra e Fel.

Karina é Mestre em Estudos Literários, Coordenadora da Faculdade Saberes e membro da Academia Espiritosantense Feminina de Letras.

Simpósio internacional: A língua portuguesa ultrapassando fronteiras, juntando culturas

1ª circular do II Simpósio Mundial de Estudos em Língua Portuguesa
O evento será realizado na cidade de Évora dos dias 6 a 11 de Outubro de 2009.

Mais informações podem ser colhidas em
Esta é a segunda vez que se realiza este Simpósio Mundial: a 1ª edição teve lugar em Setembro de 2008, em S. Paulo, co-organizada igualmente pela USP, UNICSUL e UÉvora.

Colóquio Nacional Poéticas do Imaginário/ Manaus-2009

As inscrições para o Colóquio Nacional Poéticas do Imaginário, que irá reunir a comunidade universitária para a discussão em torno do eixo "literatura, história, memória", já se encontram abertas. Há a possibilidade de participação como ouvinte ou com a apresentação de trabalhos, nas formas de pôster ou comunicação oral. Os textos completos aprovados pelo Comitê Científico serão publicados no site da Cátedra Amazonense de Estudos Literários, indicado mais abaixo, em arquivo registrado na Biblioteca Nacional como livro digital. No caso de grupos de estudo e/ou pesquisa, esses poderão propor sessões coordenadas.

Os professores Helder Macedo (Londres), Teresa Cerdeira (UFRJ), Luci Ruas (UFRJ), Monica Figueiredo (UFRJ), Sérgio Nazar David (UERJ), Jorge Valentim (UFSCar), Sarah Diva Ipiranga (UECE/UFC), Gabriel Albuquerque (UFAM) e Fernando Scheibe (UFAM) já confirmaram a participação e a oferta de cursos com 6 horas de duração durante o evento, que além de conferências e mesas plenárias também oferecerá ao público um recital do pianista Adriano Jordão (Instituto Camões) e o contato com escritores, entre os quais o próprio Helder Macedo, que lançará seu novo romance em Manaus, e Márcio Souza, autor de Galvez, Imperador do Acre e Mad Maria.
A organização do Colóquio prepara, paralelamente, um guia gourmet e cultural da cidade a fim de que o visitante possa desfrutar do melhor da cozinha e da vida cultural de Manaus, capital da amazônia oriental.
Para os mais aventureiros, a organização fechou acordo com uma empresa de turismo com o fito de reduzir o custo de se fazer o passeio no encontro dos rios Negro e Solimões, acompanhado de almoço no meio das águas. Em breve o site será alimentado com essas informações, assim como serão indicados hotéis, pousadas e casas de intercâmbio que poderão recebê-los com conforto e em locais de fácil mobilidade.

O Colóquio Nacional Poéticas do Imaginário tem vagas limitadas para apresentação de comunicações (96), receberá inscrições até o dia 15 de fevereiro e conta com a promoção da Cátedra Amazonense de Estudos Literários (CAEL, Universidade do Estado do Amazonas) e da Cátedra Jorge de Sena (CJS - Universidade Federal do Rio de Janeiro), fomento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), apoio da Secretaria de Estado de Cultura do Amazonas (SEC - AM) e do Instituto Camões no Brasil (IC), vinculado ao Minstério dos Negócios Estrangeiros de Portugal. A Universidade do Estado do Amazonas e a cidade de Manaus esperam sua chegada e estão pensando em cada detalhe para recebê-los.

Para instruções de como realizar sua inscrição, acesse: www.pos.uea.edu.br/catedra ou www.uea.edu.br e clique no banner do evento. Maiores informações, escreva para cael.uea@gmail.com ou ligue para (92) 3215.2072 (falar com Líbia, Karina ou Miréya).

11/01/2009

desejos de feiticeira

Eu quero entrar no espírito das massas
com encantos luminosos
Acordar dormentes e sonâmbulos
com fluídos escândalo-viscosos
colhidos nas veias dos cristais
e das ervas
Lançar bênçãos
Distribuir afagos e
justificando a minha natureza,
distribuir, também,
olhares de secar pimenteiras

04/01/2009

eu e o mar

Tão pequeno e tão grande o que sinto,
Mar grosso cobrindo camadas densas
gerando vozes, crenças
desconheço esse parentesco absoluto
Eu e o Mar.

Ondas que me constituem e
com as quais brinco
E me pego assim, mareada,
...
anseando o azul do infinito
enquanto, silenciosamente,
quebro na praia.