Minha amiga Simone sempre diz: "Renata, leia os clássiscos". Foi a partir dessa recomendação que passei a olhar com mais atenção para Platão, Sêneca, Aristóteles, entre outros pensadores que, na contemporaneidade, ainda se mostram eficazes em fornecer peças- chaves para as questões do nosso dia a dia. Sêneca escreveu um breve tratado Sobre a Brevidade da Vida , buscando convencer Paulino, pessoa encarregada de abastecer Roma com trigo, a abandonar seu posto e dedicar-se ao estudo da filosofia. Os argumentos de Sêneca são incontestáveis, mas, se Paulino os escutou e seguiu, isso eu não sei.
Sêneca diz que se deve aprender a viver por toda uma vida, e que por mais que nos espantemos, é também por toda uma vida que devemos aprender a morrer. É no intervalo que a vida acontece, e as pessoas esperam por momentos especiais para isso e aquilo e seguem sempre esperando... É a Esperança presa na caixa, enquanto Pandora assiste os males do mundo alçando vôo e circulando livremente.
Ser livre
Refazer o caminho
dar passos ao contrário
desmontar os cenários
deixar o mato crescer.
Andar de cara limpa
acreditar que o outro e eu
somos a unidade
semente da diversidade.
Acerditar que o tempo é mera ilusão
e que somos nós que
passamos ou ficamos parados
Esperando o tempo propício
de viver





































