02/07/2011

Crimes ambientais no ES: Denuncie!


1ª Cia (GV e Região Serrana) - (27) 3336-4515
2ª Cia (Noroeste) - (27) 3711-8151
3ª Cia (Norte) - (27) 3763-3663
4ª Cia (Sul) - (28) 3521-3358
 
Dados da Polícia Ambiental mostram realidade da comercialização de animais silvestres no Espírito Santo. Confira a reportagem no

01/07/2011

O Uno é Deus

De verso em verso
busco o Uno,
busco Deus.

O que é a verdade?
Uma agulha perdida em um palheiro?

Quem acredita em decisões tomadas com ódio?
Quem aposta em amores protelados?
Quem acha que a paz virá por meio da guerra?
Há possibilidade de fuga na Arte?

Perdi as chaves do céu!
Perdi as chaves, todas
Me perdi.

Busco o Uno, sim!
Busco a mim mesma
nas entrelinhas do esquecido
nas coisas que ainda não compreendi.

O Uno é Deus
Deus é Criação:
últero cósmico
onda luminosa arrastando o universo.

Deus está (re)coberto por poeira brilhante.
A poeira reunida é Deus
formando os caminhos,
Gerando sempre
indicando a senda.
Deus forma os caminhos.

Vida e sabor sem leite

Amigos,
a professora de nutrição da Ufes Míriam Carmo Rodrigues acaba de lançar o livro Vida e sabor sem leite. Esta obra possui uma linguagem acessível e traz informações sobre como melhorar a qualidade de vida tanto de pessoas alérgicas ao leite, quanto de pessoas que, como eu, não ingerem leite por opção. Existem outras forntes de obtenção de cálcio, o ser humano não precisa do leite da vaca, apenas o bezerro precisa. Muita gente passa mal, vive entupida com alergia e não sabe que a causa é a ingestão do leite.  O livro pode ser adquirido no site http://www.editora.ufop.br/ e custa R$25,00.
Mais informações sobre a crueldade com as vacas leiteiras acesse aqui

24/06/2011

campo comum

"O que  está abaixo é como aquilo que está acima, e o que está acima é semelhante a aquilo que está abaixo, para realizar os prodígios da coisa única." (Tábua de Esmeralda) 

Nada nos é alheio, amigo,
Dentro de mim e de ti há
um amor irrestrito
o ódio dos assassinos
os atos dos santo
a covardia dos bandidos.
a poeira da primeira estrela e
resquícios das águas:
XXXX do grande dilúvio
XXXX do mar da Galiléia
XXXX do rio Benares
XXXX do Tietê
XXXX do mar japonês
imantado pela radioatividade.
Um mundo de caos iludido
por imagens edênicas
nos convidam para viagens
ilusórias e paradisíacas.
Há no âmago do nosso ser
XXXX a videira
XXXX vinho e pão
XXXX a ceia inteira e santa
XXXX o ódio
XXXX o perdão
Tudo isso compartilhamos
mas, leitor, há dentro de mim
uma angústia que desconheces:
o assombro de estar viva
contemplando a beleza bruta
e há o desejo incontido de
desabrochar qual rosa mística
no coração do Cristo.


renatabomfim

19/06/2011

Com o poema no corpo (Oficina na IX Semana de Letras da Ufes)

"Eu preparo uma canção
Que faça acordar os homens
E adormecer as crianças”.
(Canção amiga, Carlos Drummond de Andrade)

 Esta oficina ministrada na IX Semana de Letras da Ufes foi realizada em duas partes. Na primeira, dia 20/06, o grupo experimentou refletir, por meio da pintura, questões referentes ao corpo e ao corpo-imagem, amparados pelo aporte da psicologia junguiana.  Na segunda parte, realizaram um diálogo entre a vivência pictórica esperienciada e a escrita do poema, que buscou, como propõe Octávio Paz, não apenas a poesia, mas, o poema, enquanto essencia do poético. Agradeço aos participantes por terem abraçado a proposta de trabalho e compartilhado com esta poeta as suas experiências.

Confiram as imagens da Oficina

16/06/2011

Os olhos de Joaninha

Céu azul clarinho
Poucas nuvens
Apenas dois passarinhos
Voam sem compromisso
Desenhando arabescos
no espaço dos meus sonhos.

10/06/2011

Versos que cantam a vida (por Tiago Zanoli/ Caderno2 do jornal A gazeta)

Reportagem no Caderno2 do Jornal A Gazeta do dia 06/06/2011
Por: Tiago Zanoli

Há um ano, a artista plástica, educadora socioambiental e poeta Renata Bomfim estreou em livro com a antologia de poemas "Mina". À época, foi bem recebida pelo público e pelos acadêmicos de Letras. Autora que produz regularmente, ela lança hoje sua nova coletânea, reunindo mais de 80 poemas, intitulada "Arcano Dezenove". O evento acontece no Café do Canto, em Vitória. "Esse é um livro que tem um compromisso com a vida, embora não cante somente a vida, mas a morte e o erotismo como parte da vida, além de questões socioambientais, políticas e religiosas.
Foi um livro que levou dois anos para ficar pronto. O primeiro poema, 'Poeta Adâmico', logo quando escrevi, já tive um insight de que seria ele a abrir essa nova obra", conta a escritora. Quanto ao título do livro, ela explica que trata-se de uma carta do tarô que representa o sol e tem muito a ver, não apenas com luz, mas com consciência e percepção. "É um livro que tende a revelar, não ocultar", acrescenta. Além da literatura, Renata dedica-se de corpo e alma às causas ambientais. Vegetariana há cerca de oito anos, parte de seus poemas coloca a vida dos animais e a natureza no mesmo patamar de importância do ser humano. "Isso está muito ligado à ideia de abolicionismo animal, pelo qual a ética deve ser direcionada a todas as formas de vida, e não apenas ao homem."
Na apresentação da obra, o escritor e linguísta José Augusto Carvalho chama a atenção para o lirismo social e político, além da fé e da religiosidade. Ele acrescenta que o leitor vai se deparar com uma "linguagem saborosa, com jogo de antíteses e paronomásias (palavras com sonoridade semelhante), numa veneração patente pela língua".
Doutoranda em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Renata divide suas diversas atividades com a tese, que gira em torno da poética e da política na obra do poeta nicaraguense Rubén Darío e da poeta portuguesa Florbela Espanca. Consequentemente, seus poemas mais recentes, ainda inéditos em livro, têm sido concebidos com um tom político mais forte. "Não escrevo poesia todos os dias. Estou construindo minha tese, faço artigos literários e também mantenho um blog (letraefel.blogspot.com)", acrescenta a poeta.

08/06/2011

Lançamento do livro Arcano Dezenove, da escritora Renata Bomfim

Obrigada a todos os amigos que prestigiaram o lançamento do Arcano Dezenove. Seguem algumas imagens do nosso encontro.
Abraços eco-fraternos e literários
Renata Bomfim

30/05/2011

Na calçada da minha rua

XXXXXX A memória de Carlos Drummond de Andrade

Na calçada da minha rua tinha uma árvore
Tinha uma árvore na calçada da rua da minha casa
Tinha uma árvore
Na calçada da minha rua tinha uma árvore

Nunca me esquecerei dela
Embora muitos já a tenham esquecido
Nunca me esquecerei que na calçada da minha rua
Tinha uma árvore
Tinha uma árvore na caçada da minha rua
Na minha rua tinha uma árvore

renatabomfim

28/05/2011

Fantasmas da esperança

Dedico este poema aos sindicalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo, covardemente assassinados por defenderem a floresta da ganância dos madeireiros e a outros mártires que a mídia não tem interesse em vivulgar.

Deixemos Deus sossegado
e colhamos as vinhas da nossa ira.
Soem trombetas
Acordem liras
Pois não existe céu além deste que
conhecemos e poluímos.
Homens, até quando
a terra será encharcada
com o sangue dos teus irmãos?
Até quando morrerão  índios,
negros, mulheres, crianças,
bastardos e desempregados,
e uma leva de outros seres subalternizados?
Por que não conseguimos enxergar
que o rosto desfigurado
do homem e da mulher
sem nome, sem casa e com fome
é o meu e o seu rosto, é o nosso rosto?
Porque não aceitamos que
esse homem e essa mulher são, também,
a flor que arrancamos,
o animal que assassinamos
as árvores que deixamos cair...
Até quando o ferro e o fogo
calarão vozes mais esclarecidas?
E no lugar das árvores
sejam plantadas as sombras
dessas existências perdidas?
Morreu Paulo Cesar Vinha,
Chico Mendes, Maria do Espírito Santo
Dorothy, irmã querida,
morreu José Cláudio Ribeiro da Silva,
defendendo as castanheiras
e a nossa humanidade.
Tantos outros também partiram
traídos pelos seus.
Exército de vencidos
que se levantará um dia
ainda mais forte, pois,
existem coisas que não se pode matar:
a Fé, a Esperança, a Revolta, a Justiça!
Esta é a hora de nos inspirarmos
nos fantasmas da esperança, para que
as gerações futuras possam descansar, ter
ar, água, lugar de existência.
Nós nos perdemos no labirinto
da modernidade ourobórica,
construída com armas tecnológicas.
Não temos, mas, ainda buscamos,
alguém ou algo que nos salve
de nós mesmos.

renata bomfim

IX Semana de Letras/ Ufes: ensino, pesquisa e extensão (dias 20, 21 e 22 de junho de 2011)

Atenção alunos e professores das letras, vale participar!
Este evento servirá como momento anual de encontro e reencontro entre professores, alunos de graduação e de pós-graduação, profissionais convidados de instituições de pesquisa, ensino e ação artística, cultural, social, mas também entre profissionais egressos dos cursos de Letras da UFES que serão especialmente convidados de modo a contribuírem, a partir de sua atuação na área, com as discussões em torno do que será o eixo temático do evento: a relação entre a formação e as perspectivas de atuação profissional. Nesse sentido, a Semana se propõe a dar visibilidade às pesquisas realizadas no âmbito da área de Letras, tais como os Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), programas e projetos de extensão, produção de discentes da graduação e da pós-graduação, produção técnica e científica de egressos do curso etc. Outras informações.

27/05/2011

Questões poéticas IX

Todo poema nasce livre,
híbrido,
bicho de cauda, asa e bico.
Todo poema é menino e idoso,
é Deus criando no Caos,
é o Diabo nos queimando a sorte.
Poema é dor,
sorriso,
contradição.
É a variával e a constante,
imagens que brotam de um delírio.
O poema é colonizador
do corpo do poeta,
especialmente de suas mãos.
É também arma que combate
a tudo o que não é devir:
nascedouro de vozes e de rostos,
cemitério onde jazem heróis
mortos pela vergonha.

renatabomfim

26/05/2011

Voto dos politicos capixabas: Novo Código Florestal

"A natureza pode suprir todas as necessidades do homem, menos a sua ganância" ( Gandhi).

O único deputado Federal do ES que votou contra o novo e famigerado código floresta:
AUDIFAX : Partido/UF: PSB/ES - Gabinete: 574 - Anexo: III - Fone: 3215-5574 - Fax: 3215-2574
dep.audifax@camara.gov.br 


Votaram a favor do novo Código Florestal:
CAMILO COLA -Partido/UF: PMDB/ES - Gabinete: 469 - Anexo: III - Fone: 3215-5469 - Fax: 3215-2469 - dep.camilocola@camara.gov.br 

CESAR COLNAGO -Partido/UF: PSDB/ES - Gabinete: 602 - Anexo: IV - Fone: 3215-5602 - Fax: 3215-2602 -dep.cesarcolnago@camara.gov.br

DR. JORGE SILVA -Partido/UF: PDT/ES - Gabinete: 383 - Anexo: III - Fone: 3215-5383 - Fax: 3215-2383 -dep.dr.jorgesilva@camara.gov.br

LAURIETE -Partido/UF: PSC/ES - Gabinete: 223 - Anexo: IV - Fone: 3215-5223 - Fax: 3215-2223
dep.lauriete@camara.gov.br

LELO COIMBRA -Partido/UF: PMDB/ES - Gabinete: 801 - Anexo: IV - Fone: 3215-5801 - Fax: 3215-2801 -dep.lelocoimbra@camara.gov.br

MANATO -Partido/UF: PDT/ES - Gabinete: 313 - Anexo: IV - Fone: 3215-5313 - Fax: 3215-2313
dep.manato@camara.gov.br

PAULO FOLETTO -Partido/UF: PSB/ES - Gabinete: 839 - Anexo: IV - Fone: 3215-5839 - Fax: 3215-2839 -dep.paulofoletto@camara.gov.br

ROSE DE FREITAS -Partido/UF: PMDB/ES - Gabinete: 946 - Anexo: IV - Fone: 3215-5946 - Fax: 3215-2946 -dep.rosedefreitas@camara.gov.br

SUELI VIDIGAL -Partido/UF: PDT/ES - Gabinete: 812 - Anexo: IV - Fone: 32155812 - Fax: 3215-2812 dep.suelividigal@camara.gov.br

23/05/2011

XIII Congresso de Estudos Literários:Que autor sou eu? Deslocamentos, experiências, fronteiras

Atenção acadêmicos, nada de deixar a inscrição para a ultima hora. Vem aí o XIII Congresso de Estudos Literários da UFES, o tema é instigante: QUE AUTOR SOU EU? DESLOCAMENTOS, EXPERIÊNCIAS, FRONTEIRAS. O evento acontecerá nos dias 5, 6 e 7 de outubro/ 2011. Outras informações

15/05/2011

AMAES: Noite de caldos para ajudar aos animais abandonados

Amigos, as imagens seguem dizem respeito a noite de Caldo da AMAES, promovido para arrecadar fundos para o cuidado de variados cães que estão sob a tutela da instituição, na maioria abandonados pelos donos, mal tratados, com histórias de cortar o coração, como a de uma cadelinha que está para adoção que foi abandonada trancada dentro de casa por 3 meses sem água e nem comida pelos donos que se mudaram e foi resgata na pele e osso e agora está linda, recuperada e melhor, cuidada com amor, superando o terrivel trauma. Agradeço ao presidente da AMAES, Rômulo Silva Vitório, pelo convite para esta festa onde tive a alegria de compartilhar poemas sobre animais e a natureza.
Foi uma alegria rever o Drº Hércules, Deputado Estadual engajado na causa do bem-estar animal, Sâmara, conhecer Dona Maria Helena pessoalmente, ver como muitos veterinários doam o seu tempo para tratar dos animais que necessitam sem custos, enfim, um povo alegre, de energia boa, positiva, e uma variedade de caldos maravilhosa! Veleu!

Site do Dr Hercules: http://drhercules.com/blog/?p=1130

Maria das Quimeras (poema de Florbela Espanca) música e voz de Andra Valadares


Olá amigos, nossa querida Florbela Espanca marcou presença no 2º Encontro de Escritoras Capixabas na voz da amiga poeta e cantora Andra valadares.

14/05/2011

2º Encontro de Escritoras Capixabas 2011: Imagens e posse da nova acadêmica (Bernadette Lyra)


Fotos do evento




Ester Abreu Vieira de Oliveira,  poeta e presidente da AFESL, lê poema do seu mais recente livro lançado Recordações de Muqui: Cidade menina em prosa e versos.


Posse da escritora Bernadette Lyra na  Academia feminina Espírito-Santense de Letras

13/05/2011

Convite: Lançamento do Livro Arcano Dezenove (Renata Bomfim)

Olá amigos, quero convidá-los para o lançamento do Livro de Poemas
Arcano Dezenove
Sua presença será uma alegria!

DIA: 07/06 (TERÇA-FEIRA)
LOCAL: CAFÉ DO CANTO
(Rua Joaquim Lírio, 595- Praia do canto- Vitória/ES)
tel: (27) 3227-7420
HORÁRIO: 19 HORAS

Haverá um recital com poetas e amantes da poesia

Vozes da agonia: Joana D'arc pelos vieses do romance e da dramaturgia

XXXX Amigos, estes slaids foram apresentados no 2º Encontro de Escritoras capixabas, dia 13/05 (sexta-feira 13) é a síntese da síntese da síntese de uma pesquisa realizada para o doutorado. Joana D'arc é uma personagem fascinante e as mulheres descritas nas peças em questão são a atualização dessa imagem que condensa variadas vozes arquetípicas. Joana se mantém  moderna ao comunicar, independenete da época, os anseios de liberdade e autonomia de um povo, ela simboliza a resistência ao opressor, e a fé e a coragem que levam o individuo a lutar e, até mesmo morrer, por aquilo que acredita, algo que na contemporaneidade soa  meio clichê ou, até mesmo, utópico.
XXXX Nessa pesquisa analisei as representações alusivas a Joana d'arc nas obras As chamas da missa,  romance de Luiz Guilherme Santos Neves. Escrita em 1986 e ganhadora do 3º lugar do Prêmio Rio de Literatura, da Fundação Rio. As vozes da agonia ou Santa Joaninha e sua cruel peleja contra os homens de guerra, contra os homens d’igreja. escrita em 1977, pelo dramaturgo Timochenco Wehbi, (1943-1986).  A santa Joana dos matadouros e O processo de Joana D’arc em Rouen, escritas respectivamente em 1931-32 e 1952, ambas do dramaturgo Bertolt Brecht (1898- 1956) e O santo inquérito, escrita em 1966 por Dias Gomes (1922- 1929). Espero que curtam as imagens dos slaids e busquem ler as obras, vale a pena!

10/05/2011

Biografia: Carmélia Maria de Souza, a cronista do povo (TV Assembléia/ES)

Encontro com Carlos Dias, ultramaratonista

Olá amigos,
Eu e Luiz estivemos hoje com Carlos Dias,  ultramaratonista, recordista mundial que entrou para o livro do guiness, por ter atravessado os desertos de Gobi (China), Saara (Egito), Antartida e Atacama (Chile) em apenas um ano; ele correu cerca de 9 mil km, do Oiapoque ao Chuí, em 100 dias; esses são  alguns dentre os muitos desafios que o Carlos já venceu. Foi uma alegria recepcioná-lo e poder assistir a uma palestra motivacional ministrada por ele baseada nas experiências que viveu na travessia dos desertos. Saí de lá muito motivada e feliz com essa boa surpresa que a vida preparou. Carlos falou que seu passaporte é o sorriso, achei isso bonito, ele destacou que, mesmo nos lugares onde não conhecia a lingua, fez grandes amigos, ele deu uma aula de persistência e coragem para todos nós. Bem, indico o site dele para vocês visitarem, vale a pena.

02/05/2011

A cura

A Terra sangra
o meu sangue

A árvore sangra
o sangue do teu filho

A tua filha sangra
o sangue do bizão e do cavalo

O peixe sangra
o teu sangue e
o sangue dos nossos antepassados

Os nossos netos sangram
O Tempo e o espaço se dobram
A vida se esvai.

Seca o meu sangue 
enxugo a tua lágrima

A árvore entoou um canto para o peixe que sangrava
o sanguamento dos antepassados, então, estancou

A terra sorriu e se abriu na alvorada!

O bizão e o cavalo correm livres

O teu filho tocou o tempo e o espaço e
dele saiu virtude!

— Pai não sabemos quase nada!
O aqui e o agora nos cega infinitamente

Precisamos descrer, deixar de ser
para sermos muitos e muitas

—Mãe Terra, recolheste os nossos fluidos
Não há mais dor e nem lágrimas

Não haverão sussurros
as palavras serão audíveis e
o corpo íntegro revelará, cicatrizada,
a ferida do ódio e do absurdo.

renatabomfim

22/04/2011

8º Festival Internacional de Poesía Ciudad de Granada/ Nicaragua (09 a 13 de mayo de 2011)

Olá amigos, eu souda do Festival de Poesia de Granada por intermédio da amiga querida e poeta Maria Lúcia Dal Farra, que recitou em 2010, nesse evento, o poema de Livro de auras intitulado 'Gato'. Bem, infelizmente este ano não vai dar pra ir, pois tenho compromisso com as confreiras da AFESL, vou falar sobre Joana D'arc no 2º Encontro de escritoras Capixabas no dia 13/04. Mas no ano que vem pretendo participar desta festa da poesia nicaraguense, com as bênçãos do Rubén Darío.

Prece

A minha faca e o meu garfo são instrumentos
com os quais louvo ao Cristo Cósmico.
Os alimentos do meu prato exultam a glória e
sinto a energia da natureza
A Terra regozija.

Corrupção ritual: gula, ganância e o massacre dos pintinhos...

Ouvi da boca de uma pessoa "religiosa" essa semana:
-Durante a semana santa ninguém da nossa casa come carne, apenas peixe.
(um breve suspiro...) Assim que terminar essa semana vou correndo para a churrascaria!

Bem, se foi piada eu não achei nenhuma graça!

18/04/2011

Programação do 2º Encontro de Escritoras Capixabas (11, 12 e 13 de maio de 2011)

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A revolução começa no prato! tem inicio a "santa" temporada de derrubada de coqueiros para extração de palmito


Bem, amigos, tenho refletido bastante sobre a "santidade" das nossas tradições: A santa ceia que farta a mesa de uns faltando na de outros tantos, e que dizima milhões de animais de forma cruel, alimentando um mercado voraz e perverso, que é apenas reflexo da sociedade de consumo. Bem, falou Zigmunt Bauman, deixamos de ser uma sociedade de produtores para nos tornarmos de consumidores. Agora vem aí a semana santa, aqui em Vitória podemos ver, em cada canto da cidade, os milhares de palmitos, ou seja, coqueiros (muitos destes, possivelmente, nativos), que foram derrubados. E uma hora infeliz de "limpa" das matas alheias, muitas delas remanescentes da mata atlântica. Se há fiscalização? possivelmente, mas sabemos que é insuficiente. Olhem, por exemplo, o caso desse ignorante que matou um coqueiro para pegar o palmito, no final das contas a árvore teve que ser derrubada. Aposto que não foi ele que plantou o coqueiro. Bem, mais que refletir sobre a tradição é preciso agir, quebrar paradigmas, romper, esta é a palavra de ordem. Não se trata de "destruir a tradição", mas de desconstruí-la, tornando-a justa e sustentável.
Então que tal não comendo bacalhau e nem palmito nessa semana? Uma tentativa de  freiar essa cadeia de destruição, e deixar pra comer fora de época o palmito? vamos ver se conseguimos começar uma revolução pelo nosso prato.
Reportagem jornal A gazeta

Joana D'arc pelos vieses do romance da dramaturgia


Olá amigos, no dia 13 de maio de 2011 estarei participando de uma mesa  no 2º Encontro de Escritoras Capixabas,  com o trabalho Joana D'arc pelos vieses do romance e da dramaturgia.

Bem, sempre tive  interesse na pesquisa do feminino, especialmente nas  representações arquetípicas, a partir de uma visada interdisciplinar. Daí variados teóricos entraram na roda de samba: Carl Gustav Jung, Michel Foucaul, Raymond Willians, Fredric Jameson, Mikhail Bakhtin, Michele Perrot, mais recentemente chegaram com a cuíca os pós-coloniais: Deleuze, Hall, Spivak, Bhabha, Frans Fanon. Bem, ainda estou desatando alguns nós teóricos dessa trama.

Quero compartilhar com vocês as reflexões e inquietações que Joana me impôs. Vou exemplificar as minhas ponderações a partir das Joanas D’arcs representadas nas obras:
1- As chamas da missa- romance de Luiz Guilherme Santos Neves. Escrita em 1986 e ganhadora do 3º lugar do Prêmio Rio de Literatura, da Fundação Rio.
2- As vozes da agonia ou Santa Joaninha e sua cruel peleja contra os homens de guerra, contra os homens d’igreja. escrita em 1977, pelo dramaturgo Timochenco Wehbi, (1943-1986).
3- A santa Joana dos matadouros e O processo de Joana D’arc em Rouen, escritas respectivamente em 1931-32 e 1952, ambas do dramaturgo Bertolt Brecht (1898- 1956).
4- O santo inquérito, escrita em 1966 por Dias Gomes (1922- 1929).
Estou te esperando!
Renata

17/04/2011

Parabéns Roberto Carlos...

Um  filho ilustre do ES que "foi pra o Rio de Janeiro pra voltar" e não voltou completrá 70 anos de idade no dia 19 de abril de 2010.  Infelizmente o "Rei" Roberto carlos acabou de enterrar a sua filha nessa semana, está de luto, e este aniversário deverá se bastante triste para ele. Deixo registrado o meu "parabéns pra você" pelo aniversário. Espero que supere esta perda, com a ajuda de Nossa Senhora, de quem é devoto, e volte a cantar...
Renata

16/04/2011

Academia feminina Espírito-santense de Letras (Convite para posse e Lançamentos)

(clique na imagem para ampliá-la)

DOS INSTANTES (EN EL 11 DE MARZO DE 2011 EN EL GLOBO TERRESTRE)poema de Ester Abreu Vieira de Oliveira

De un lado
esmeralda envuelve las tierras del Atlántico.
El viento mueve.
Y cual torso de palomas
bajo el sol
juega y
late
en la
amarilla playa
tropical.

El mar arroja a
la verde orilla,
que resplandece ao sol,
besos ruidosos.

Del otro lado
Las titánicas y grises aguas
Yerguen casa, coches y hombres...

Satánicas
indóciles
destroyen
techos
y segan vidas.

13/04/2011

As mídias serial killers (por Luis Eustáquio Soares) e Caderno "Pensar" (Jornal A Gazeta)

Amigos, disponibilizo o link do Observatório de imprensa com uma análise (lúcida e coerente) feita por Luiz Eustáquio Soares, poeta e professor da Ufes, sobre a tragédia na escola em Realengo (RJ).
Não deixem de conferir. Outro texto do mesmo crítico (Dostoiévski e o grito niilista da cultura de massa)
Parabenizo o Jornal A Gazeta e especialmente ao jornalista e editor José Roberto Santos Neves, pelo lançamento do Caderno de Cultura "Pensar". Um suplemento do jornal com cerca de 12 páginas que aborda temas ligados a várias áreas do saber como Música, Literatura, Artes Plásticas, Filosofia, História, Teatro, Psicanálise, Poesias, Crônicas e Resenhas. O suplemento circulará mensalmente, sempre em um sábado. 

2º Encontro de Escritoras Capixaba (Realização AFESL)

Nos dias 11, 12 e 13 de maio acontecerá na Biblioteca Pública do Espírito Santo, o 2º Encontro de Escritoras Capixabas. O evento é realizado pela Academia Feminina Espírito-Santense de Letras e busca difundir a literatura em suas interfaces.
abraços
Renata

Encontro

Quero selar o nosso encontro
com um beijo.
Ver o teu rosto iluminado pelo sol.
Confortar, mesmo que apenas pouco,
a tua solidão,
Ouvir o teu silêncio.

És o meu avesso, irmão!
És de mim a parte que mais amo
também a aquela que
repudio e desconhecço.

Tens como eu: braços, pernas,
sonhos e fantasias, tens coração.
Se te faltam pernas ou braços
ou até mesmo se não tens um coração,
se o concreto é o teu chão, pois,
Teus sonhos viraram cinza,
continuas inteiro para mim.

Tua alma faz circulo e arabescos,
ela dança, dá voltas, gira bonito!
Tua alma canta o meu nome
e o nome dos outros seres.
celebremos a nova humanidade.

09/04/2011

Cinema de Bordas: A Noite do Chupacabras e A Ida de Quem Não Foi são alguns dos títulos apresentados

O Itaú Cultural apresenta a terceira edição da mostra Cinema de Bordas, que reúne filmes produzidos de forma independente, com baixo orçamento e alguns de estética "trash". São trabalhos que se concentram em narrativas de ficção e fazem proveito de histórias e imagens de outros produtos culturais, como filmes antigos, HQs e seriados. Também é característica dessas produções a adaptação do conteúdo segundo o modo de vida e o imaginário popular das comunidades envolvidas no processo criativo.
Com curadoria de Bernadette Lyra, Gelson Santana e Laura Cánepa, a seleção de filmes foi pautada em três momentos em que a produção foi descentralizada, permitindo a realização dessas obras: nos 1970, com o advento das câmeras VHS; durante os anos 1980, na época de ouro dos fanzines; e atualmente, com a popularização da internet, que permite maior contato entre os produtores e destes com o público interessado. As exibições, que acontecem de 19 a 24 de abril, são seguidas de bate-papos com alguns realizadores.

Assista a entrevista Entrevista com a curadora Bernadete Lyra e o diretor Sandro Dibiazzi sobre o festival independente de cinema que chega a sua terceira edição, na Tv Cultura

08/04/2011

Questões poéticas VIII

Oh! Deus, que dor é essa que
parte de lugar que desconheço
e vem se instalar aqui dentro?
Que faz do meu peito berço,
cela, cemitério?
Que me foi legada
antes mesmo de eu ser feito:
antes do eu, do feto e do desejo?


Meu defeito:
ser eu e não outro,
ser também tantos e tantas.
Minha sorte:
vagar,
ser estrangeiro e
estranho para mim mesmo.
Por que me assombra
o fantasma da esperança?


Oh! Espírito que anima águas e terra
que faz dos bosques verdes, refúgio
para alguns, e do deserto cor de sangue,
o único abrigo, para mim, possivel,
responde: o que fazer com este isso,
impenetrável e intraduzivel?


A alma canta em meio à dor
a lira não a acompanha.
Me enternece e cadencia
os passos imprecisos:
o choro da criança,
o olhar do animal,
a invisibilidade do marginal,
a fome do Outro
a fome dentro,
há fome virando a esquina.


Lembro-me da árvore que
não deixaram viver, e sinto...
O cimento grama a cidade,
machuca os pés descalços,
desbota a cor dos pássaros.

Ouço um bonzai gritando:
—me deixem crescer!
Ele não suporta mais
ser podado e amarrado.
Mutilações realizadas em nome da beleza,
da tradição...
Nunca será Árvore frondejante
Nunca será o que deveria ser.

Pobre planta!
Assim como outros seres

cumpre um destino traçado
por mãos habilidosas.
Há compaixão nisso?

Há pessoas que acreditam
em pecado, no inferno, 
que rezam o tempo inteiro,
lamentam se o dia está chuvoso...
Clamam:
—Senhor, Senhor!
mas não abrem mãos de comer
e de beber carne  e sangue de inocentes.
Repudiam alegria,
se sacrificam por prazer,
vivem de inverno...
Por elas eu choro,
mesmo achando que não merecem,
mesmo sem querer.

Tudo aquilo que  atravessa
incontáveis e desconhecidos sentidos e
escapa à compreensão,
Coisas que machucam,
ferida que dói para além daquilo
que posso suportar,
circula, agora, pelas minhas veias.

05/04/2011

Medéa de Pasoline

Amigos, Maria Callas interpreta Medea. O filme é de Pier Paolo Pasoline. Um deslumbramento... Acho Medéa uma tragédia linda, terrível. Em um trecho do vídeo Callas recita poesia como acredita-se que era feito na antiga Grécia, acompanhada por um coro.

01/04/2011

Esquisofrenia

Eu não sou daqui,
E nem de  lá
Quem sou eu?
Uma nuvem, uma flor,
veneno em um frasco colorido?
Vivo à caminho.
Eu sou o caminhar.
Desconheço as estradas
que sigo, ou persigo.
Os pés batizados pela poeira,
O solo, castigado, se rende
ao sol do meio dia.
Nada nasce
Nada muda
Nada em via.
Ouço o pio de um pássaro que,
logo parte, nômade,
busca lugar para fazer ninho,
assim como eu.
Às margens:
as árvores,
o mato verde,
o rio e seus córregos.
Há desvios,
atalhos
e são tantos...
Arrisco,
traço,
rabisco.
Imprimindo uma nova pisada
na terra magoada por pés
ingratos, grosseiros.
Piso leve, os pés são ariscos,
não querem apenas andar,
querem dançar,
querem agradar aos ouvidos,
para que logo,  mãos enfeitiçadas
lhe afaguem os dedos mouriscos.
As dores diminuirão!
Logo os lábios sorverão
o ar fresco do dia.
A noite  vai indo embora,
e eu, em partes, observo.
Deposito esperanças na aurora,
interstício que permitirá
(re)integração às minhas partes.

30/03/2011

O gato rei (com foto)

 poema, agora com a foto!

para Elvis

Ele aproximou-se
exangue, o gato rei.
Seu olhar
di(amante)
dizia que fora picado
pelo mesmo bicho
que vitimara Romeu,
Júlio Cesar, Garibaldi e
Abelardo.
Pulou sobre o meu peito
com a ferocidade de um leão.
As suas (benditas) garras
lanharam a minha carne
rasgaram as fibras
marcaram pulmões, coração.
Agora sou súdita fiél,
sempre pronta a satisfazer-lhe
os desejos mais peludos.
Sou sua humana
de estimação.

27/03/2011

Estado depressivo e corpo coletivo machucado

O meu Estado é depressivo! A cada momento experimento diferentes emoções. Ah! esse meu Estado... Carmélia Maria de Souza, sabiamente, já dizia: "essa ilha é uma delícia", ironizando as capixabices que somente os iniciados na moqueca conhecem. As taruiras continuam caindo na sopa. SOU CAPIXABA! Sim, nasci nessa ilha de cores e (di)sabores, foi aqui que cresci, me casei, e me tornei artista de profissão, por formação e deformação, sina? Voltemos à bipolaridade. Não bastasse perder Elvira, a minha gatinha amada, mulatinha bole, bole, invadiram o Mosteiro Zen, local sagrado, torturaram e ameaçaram  o  monge, pessoa que admiro, meu amigo querido, maltrataram muito os meus colegas de trabalho. A minha carne está dolorida!!! Caio feio, lá no fundo do poço. Qual a terapia indicada para esse Estado traumatizado pela violência? O que fazer para que o corpo coletivo tenha respeitada a sua integridade?

24/03/2011

Queremos paz!

 

Memórias do corpo

Todo corpo tem memória
guarda lembranças das dores,
prazeres, fracassos, glórias.
Todo corpo tem, também,
Deus e o Diabo, dentro.

Viva o corpo
Corpo vivo
Viva sim, que a Morte vem!

Cada parte do corpo
inventa para si um viver:
algumas mãos escolhem cavar
em busca de ouro
outras em busca de ossos.

Pés decidem tornar-se um com a estrada
já outros, criam raízes
chegando a conhecer águas profundas.

Há bocas que sorriem
como meninas que usam tranças,
outras podem tornam-se fechaduras,
lacres, selos, labirinto.

Os ventres pulsam e abrigam vida
mas alguns, menos compromissados,
gostam de fazer ventania.

O corpo se reinventa sempre
até mesmo no seu último estágio
quando se desintegra
passando a compor algo
maior que ele mesmo.
Então ele realiza o seu destino
o mais nobre de todos:
ser Terra!

renatabomfim

23/03/2011

Hora do Planeta 2011 (ano 3 no Letra e Fel)

Olá amigos, pelo terceiro ano o Letra e Fel participará da Hora do Planeta (por meio da minha pessoa, da pessoa do distinto marido e dos gatos, que nem vão notar a diferença). É apagar TUDO!!!! tirar da tomada... Vamos?
Não custa nada integrar esta corrente do bem!
Abraços eco-lógicos (do escurinho)
Renata

Sábado, dia 26 de março,
das 20h30 às 21h30.
Apague as luzes para ver um mundo melhor.

20/03/2011

A Arte de Contar Histórias (Introdução)

Sustentabilidade e História (palestra de sensibilização para a questão ambiental)

Olá amigos, compartilho com vocês algumas imagens de uma palestra que ministrei para a filial de uma multinacional  instalada no ES. Apresentando um panorama do processo exploratório no nosso estado, o ES, desde a chegada dos portugueses, ate os dias de hoje. Olhem, por exemplo, a fala de Sócrates, que revela o equivoco, presente até hoje na consciencia das pessoas, de que a natureza é objeto de exploração,  terra inesgotável, e o homem, senhor de todos os seres viventes. Mas sopram ventos de mudança...
A palestra focou o nosso estado, o ES, que era 90% coberta de mata atlântica e os restante do território por restinga, mangues e montanhas. O ES era considerado a capitania mais fértil do império e abastecia as naus que viajavam rumo ao exterior e a outras capitanias. Vejam por exemplo a Nau Breton, que também explorava e comercializava seres humanos.

Essa exploração mostrou que a terra não é inesgotável como acreditava Socrates, hoje muitos animais e exemplares da fauna já estão extintos, outros em processo de extinção.  A banalização da vida,  e a crueldade se tornaram algo comum, a exploração persiste com outros contornos e vernizes.

Observo que no meu estado, louva-se com festas e discursos a colonização (portuguesa, espanhola, italiana, etc) mas não se mostra a sombra espessa, os rastros de destruição deixados, e a divida que nós, filhos destes colonizadores, herdamos, e a divida que temos, também, para com os negros e os índios que habitavam essa terra antes dos exploradores chegarem.

Destaco o trabalho extraordinário de Educação Ambiental realizado pelo Mosteiro Zen Morro da Vargem, do qual tenho a honra de participar e que, que ensina que com atitudes cotidianas simples, com boa vontade, com consciencia,mesmo sem sermos de ongs ou qualquer instituição, podemos fazer a diferença para a criação de um futuro melhor, a partir da melhora do presente.
Espero que gostem da apresentação...
abraços
renata

12/03/2011

Florbela Espanca: O dominó preto

Amigos, encaminho para vocês o Livro O dominó preto, de Florbela Espanca, da Martin Claret. Neste livro a minha dissertação de mestrado Vozes femininas: a polifonia
arquitípica em Florbela Espanca é citada e indicada para as pessoas que desejam se aprofundar na questão arquetípica presente na obra de Florbela Espanca.
Leiam o Livro  O Dominó preto, vocês irão gostar e ver que que Florbela Espanca foi brilhante também nos contos, com atenção especial para o estudo introdutório escrito pelo pesquisador Fábio Mário da Silva, doutorando pela Universidade de Évora. Para quem quiser conferir a dissertação basta rolar o mouse, está publicada lá no finalzinho do blog.
abraços fraternos
renata

10/03/2011

fazendo as contas

Sempre detestei matemática
mas aprendi a lição:
   O amor que você doou
+ A atenção e o desvelo
= A decepção e à dor de cotovelo.

Mulher

XXXXXXXXX para todas as mulheres
Sou mulher,
Grande coisa,
Sangro,  choro,
E ainda me assombro
com o fantasma
da esperança.