XXXXXXXXX Para Elvirinha
os meus gatos
são doces
são deuses
são doidos
tem sabedoria ancestral
instinto animal
tem bigodes
são pagode
música clássica
MPB da melhor qualidade
são romance
epopéia
poesia
idiossincrasia
são lua cheia no céu
inferno com fogo e enxofre
lordes e mendigos
ricos e pobres
são tantas outras coisas
indescritiveis
grandiosas
que preenchem
meu coração.
10/03/2011
09/03/2011
O ancestral que sabia amar
Irmão animal,
ensina-me aquilo que,
com o tempo, esqueci.
Tu que és vida in natura,
não conheces a corrupção.
Faz-me desejar a saída
enxergar o que realmente importa.
Desviei-me do caminho,
sinto-me perdido!
ensina-me a ser o que sou
e não essa coisa que
o desejo do outro moldou:
simulacro montado pelo dinheiro
fantoche: cor e movimento,
coisa sem compromisso,
que não conhece a benevolência,
o amor
Ameaço ruir todas as vezes
que o vento sopra
Estou sorrindo, acredite
um soriso melancólico.
não sei se (re)encontrarei
o umbigo do mundo.
Ensina-me,
irmão mais evoluído,
animal santo,
puro e selvagemente doce.
Conheces a liberdade sem metáforas.
Como faço para retornar à unidade?
Rogo entendimento ao Cristo Cósmico
em língua que desconheço.
Ele responde e,
num ato de amor,
solicita ao seu mensageiro,
um Ipê, que me conforte
com a sua sombra e me alegre
com seu perfume e
suas flores cor de rosa.
08/03/2011
Primeira elegia
Menino soltapipa
deixa ela dançar
no ar
Voa com ela
que o tempo vem depressapara cortar a linha da tua infãncia.
Menino, pula bastante,
sonha de olhos abertos.
Vê as nuvens te seguindo
como um cão apaixonado?
É a tua força, menino,
que atrai o amarelo
mais ouro do sol.
A tua fome de infinito
agita a goiabeira, o pé de jambo,
teus pés levam terror
aos vidros das janelas.
Quebra os brinquedos, menino,
para que possas, depois, consertá-los:
És poeta, cientista, médico, alquimista,
mecânico, veterinário...
és o filho que me falta.
04/03/2011
Palestra de Masaru Emoto: CRYSTAL = Christ + all ou seja Cristo para todos = Cristo Cósmico!!!
03/03/2011
Adeus profª Bella Jozef, estrela dos Estudos Hispano-americanos
Por favor, não riam de mim, eu moro numa Ilha, literalmente!!!!
Estou estupefata pois, apenas agora, navegando pela rede sem maiores pretenções, soube do falecimento da professora Bella Jozef, e olha que ela morreu no dia 10 de novembro de 2010. Eu vi a professora Jozef pessoalmente em uma banca na Ufes, não me lembro bem qual. Ela vinha sempre à Ufes, sei que foi orientadora do prof. Jorge. Eu estudei para o mestrado com um livro dela, nele ela contava sobre seu encontro com Borges e sobre aspectos da figura, e agora acabei de adquirir um outro para o doutorado, visto que estou mergulhando de cabeça na literatura hispano-americana. Tinha até pensando na professora para minha banca em 2014. Bem, não será possível, outro cataclisma em vista, essa história de que o mundo chegará ao fim em 2012, espero que ele não acabe antes de eu me doutorar, ia ser uma sacanagem... Caramba... é tanta morte, morte, morte!!! eu preciso de um tempo da morte!!! Por gentileza, me comuniquem se alguma coisa nascer, um bichinho, uma bebê (que também é um bichinho), uma flor, um pé de couve, qualquer coisa...
Grata,
a poeta
PS: Professora Bella Jozef, siga em paz! Se puder, dê lembranças ao Cervantes e ao Don Quijote de la Mancha, e diga ao estimado Rúben Darío que ele ficará orgulhoso com o que estou escrevendo sobre ele e sobre a sua obra.
27/02/2011
Elvira, a mulatinha, partiu em pleno carnaval... deixando muita saudade...
Elvirinha acabou de partir, estava com câncer já fazia um tempinho. Cuidamos dela como foi possivel, mas chega um momento em que a medicina chega ao seu limite, o tempo do ser chega ao seu limite também, e então, acontece o inevitável, a Morte. Elvirinha era filha de Elvis e de Verinha, outros dois grandes amores, foi a primeira gatinha a nascer em nossa casa. Ela escolheu o Luiz como humano de estimação, mas de vez em quando me dava uma atençãozinha. Eu a chamava de concubina, pois toda a noite ela vinha dormir no braço dele, ela tinha adoração por ele. Bem, nosso coração está partido, o que dizer mais? Frente à morte, me calo! Dói demais a perda de quem amamos, Elvirinha sempre foi motivo de alegria na nossa vida, foram 12 anos de convivência.
Filha, obrigada por tudo! Obrigada minha florzinha dengosa, delicada e afetuosa! Obrigada por ter existido! Sua existência fez mais sentido e fez mais a diferença na minha vida do que a de muitos humanos arrogantes, acredite! Acho que agora, nesse momento, você já está com Lili e com Verinha, brincando, no céu dos gatos. Diga a elas que jamais as esquecerei e que, um dia, a gente vai se encontrar de novo.
Muito amor e beijos da mamãe nas três!
Obrigada a AMAES (Associação dos amigos dos animais do ES), na pessoa do Rômulo, pela bela homenagem à Elvirinha no cantinho da saudades, realmente me deixou muito emocionada!!! Estou certa de que, depois do arco-íris, re-encontraremos nossos queridos amigos! OBRIGADA!!!!
24/02/2011
Praia de Camburi/ES: Cartão postal da degração! ou isso será apenas a ponta do iceberg?
Amigo, estas fotoas foram tiradas pela Associação dos Amigos da Praia de Camburi (http://www.aapcamburi.com.br/), da qual participo. São muitas as reflexões que elas me suscitam, dentre as quais: o que é uma praia e para que ela serve? Será que a praia é um espaço que a natureza criou para que façamos dele o quem entendermos? ou será uma parte importante do ecosistema, cheia de vida e com uma função maior do que a de nos destrair e ocupar o tempo? Será que a praia é um espaço "gratuito" para que instituições públicas e privadas deitem e rolem ganhando dinheiro, fazendo a publicidade de seus produtos e justificando ações que mais parecem piada, como por exemplo, os projetos dos quiosques de camburi que custarão cada um mais de um milhão de reais?
Amigos capixabas, deu ontem no noticiário que a mais de um ano a nossa prefeitura está operando no vermelho, cheia de dívidas. Nas fotos podemos observar todo o projeto paisagistico da praia que, sabe Deus quanto custou para o contrubuinte, todo danificado, a vegetação nativa destruída, enfim, o caos! E os animais que tem camburi como habitat natural, os tatuís, os carangueijinhos, entre outros, será que suportarão tanto trator e cava, cava, pra lá e pra cá? Puxa vida, amigos conterrâneos, meu povo querido, amado, salave, salve... o que será que corre nas nossas veias, será que o sangue é ralo? pois assistimos a tudo isso e nem 'tchum', e se nos apercebemos da degradação, nada fazemos? Será que um dia os muitos danos realizados à nosso cidade (isso inclui a devastação dos cofres) irão nos inquietar?
Olhem só: Coca-cola (essa porcaria, esse lixo, que eu nem sei como alguém tem coragem de beber), o circuito Banco do Brasil e outros esportes, a prefeitura, empresas privadas poderosas, o publico que participa dessas festas, todos deveriam ser responsabilizados de alguma forma por esta destruição, ou melhor, obrigados a evitá-la.
Vamos nos rebelar! Lembrem-se que os nossos heróis não são os BBB's, e nem o homem aranha ou o Batman, nós temos exemplos valorosos e inspiradores: Paulo Cesar Vinha, Augusto Ruschi, Domingos Martins, e muito mais gente fazendo a diferença !!!
21/02/2011
Eu não sei nadar
Eu não sei nadar
Talvez por isso
os poemas estejam curtos
Talvez por medo de afogar
eu fujo do conto, da prosa...
Arrisco braçadas desordenadas
na poesia.
Menor em número, mas palavras
infinitamente mais ácidas e letais
águas estranhas e turvas.
Prendo a respiração e arrisco
não há nada a perder,
além de mim mesma.
Até onde posso suportar?
(silêncio...)
Há um encanto
um brilho convidativo
bem lá no fundo
Hà também, talvez, o que procuro.
Mas, como acessar este isso
sem inundar os pulmões?
como não perder o sentido
em busca de um sentido próprio?
Se num ímpeto mergulho,
cada vez mais fundo,
A pergunta desperta
Haverá volta?
Haverá desejo de voltar?
renatabomfim
20/02/2011
Campos desconhecidos
Dentro de mim há paisagens
Voam os corvos de Van Gogh
sobre os campos de trigo.
Os rios sempre inéditos aos olhos
de Heráclito, aos meus são um tédio.
Há ainda canyons, matas, cerrados
onde caminham seguros os lobos
e suas crias.
Este espaço é ambiguo, me amedronta.
Há penhascos , temo cair.
Há céu azulado, há prazer...
Há dor, fome, mágoa e histórias sórdidas
em livros aos quais não ouso ler.
A Morte, linda, refinada,
vestida de renda e seda e de chapéu,
mora do outro lado e tão perto de tudo
que se pode ouvir o barulho
do seu riso rouco,
o trepidar das chamas de sua lareira.
Até onde alcança a vista?
Sou nômade!
Desse mundo pouco sei,
dizem que é meu, mas duvido,
daqui possuo apenas a poeira
que gruda nos pés
conto também com a benevolência
da memória que não deixa esquecer
nem alegrias e nem desgraças.
Talvez seja por ela, ou por isso,
que eu ainda esteja aqui, assim,
sonhando com a falácia da unidade.
renatabomfim
Voam os corvos de Van Gogh
sobre os campos de trigo.
Os rios sempre inéditos aos olhos
de Heráclito, aos meus são um tédio.
Há ainda canyons, matas, cerrados
onde caminham seguros os lobos
e suas crias.
Este espaço é ambiguo, me amedronta.
Há penhascos , temo cair.
Há céu azulado, há prazer...
Há dor, fome, mágoa e histórias sórdidas
em livros aos quais não ouso ler.
A Morte, linda, refinada,
vestida de renda e seda e de chapéu,
mora do outro lado e tão perto de tudo
que se pode ouvir o barulho
do seu riso rouco,
o trepidar das chamas de sua lareira.
Até onde alcança a vista?
Sou nômade!
Desse mundo pouco sei,
dizem que é meu, mas duvido,
daqui possuo apenas a poeira
que gruda nos pés
conto também com a benevolência
da memória que não deixa esquecer
nem alegrias e nem desgraças.
Talvez seja por ela, ou por isso,
que eu ainda esteja aqui, assim,
sonhando com a falácia da unidade.
renatabomfim
17/02/2011
15/02/2011
14/02/2011
experiência gastroveganogozosa
Pimentão
te amo
sem discriminação
te quero verde,
amarelo, vermelho
me excita o teu sabor
Don Juan imponente
Rei da horta.
armadilha de cor e de cheiro
ah! pimentão,
você não é apenas tempero
é prato principal,
iguaria,
manjar dos deuses,
esteja com ou sem recheio.
se te devoro com ânsia e,
as vezes, sem mastigar direito
é porque te quero,
aqui dentro de mim,
todinho, intero e tanto...
Experiência gastroveganogozosa
impossivel à carne.
renatabomfim
renatabomfim
anti canto, anti tudo
vai,
sai daí
pula fora
tira essa tiara de flores
da cabeça e
da cara
o sorrido de monalisa
morde o sapo
muda a história
muda os contos fadados
e seus finais felizes hipócritas
sê feliz hoje
acorda!
o principe não vem te beijar
respira fundo
inventa uma coroa de glória e usa
para o deleite dos teus súditos:
serpentes e bestas.
bairenatabomfim
sai daí
pula fora
tira essa tiara de flores
da cabeça e
da cara
o sorrido de monalisa
morde o sapo
muda a história
muda os contos fadados
e seus finais felizes hipócritas
sê feliz hoje
acorda!
o principe não vem te beijar
respira fundo
inventa uma coroa de glória e usa
para o deleite dos teus súditos:
serpentes e bestas.
bairenatabomfim
Viúva negra
Eu vou te rogar uma praga
te envenenar
matar a sua samambaia.
Vou te ferrar! Aferroar
como fazem os escorpiões aos sapos
que querem atravessar
rios e lagos
sem pagar pedágio.
Quero ver o seu sangue correr e escorrer
vermelho como os prados
e os desertos mais secos
onde açoitam ventos amargos e
moram as feras que amo e desejo.
Assim será o nosso idílio
fadado à dor, à melancolia
e ao dissabor de um amanhã
que morre todo dia
antes mesmo de nascer.
Assim será, também,
que festejaremos
a ironia do tempo vivido e
a ânsia sei lá do que.
A morte será um beijo fresco
com o qual nos despediremos.
bairenatabomfim
te envenenar
matar a sua samambaia.
Vou te ferrar! Aferroar
como fazem os escorpiões aos sapos
que querem atravessar
rios e lagos
sem pagar pedágio.
Quero ver o seu sangue correr e escorrer
vermelho como os prados
e os desertos mais secos
onde açoitam ventos amargos e
moram as feras que amo e desejo.
Assim será o nosso idílio
fadado à dor, à melancolia
e ao dissabor de um amanhã
que morre todo dia
antes mesmo de nascer.
Assim será, também,
que festejaremos
a ironia do tempo vivido e
a ânsia sei lá do que.
A morte será um beijo fresco
com o qual nos despediremos.
bairenatabomfim
Escritora Capixaba: O papel da mulher e a mulher de papel: vida e obra de Maria Antonieta Tatagiba
O papel da mulher e a mulher de papel: vida e obra de Maria Antonieta Tatagiba (2010), é tema da dissertação de mestrado de Karina de Rezende Tavares Fleury. Trata-se de um dos mais abalizados já feitos sobre essa escritora capixaba. Nele, Karina Fleury fez minuciosa pesquisa, apoiando-se em fontes primárias e secundárias, recolheu depoimentos dos familiares, foi em busca de seus primeiros textos, incluindo um conto publicado em O Jornal, do Rio de Janeiro, em 1923, e recolheu poemas inéditos. Para o leitor de hoje, será uma surpresa saber que no Espírito Santo de então existia uma escritora de tal quilate; para os que já conheciam um pouco da obra de Maria Antonieta, será uma delícia reler seus textos já conhecidos e conhecer os outros recolhidos por Karina.
Contatos:
- Autora: karina.fleury@googlemail.com - Editora: opcaoeditora@gmail.com
Retirado do site Tertúlia: http://www.tertuliacapixaba.com.br/noticias_literarias.htm
31/01/2011
Yggdrasil e o fim do mundo
Oh! plantas
e tudo o que é verde,
e tudo o que é verde,
Se estais no jardim,
podarte-ei até a ultima ramagem
até que sobrem, apenas, lembranças.
Àrvores frondosas,
ousais lançar folhas sobre as calçadas
de casas, prédios e lojas,
e e abrigar nos seus galhos
a passarada em alvoroço,
De vossa casca, caule e folhas
não restará nada.
não restará nada.
O cimento irá permeabilizar
pulmões, mentes e corações.
Eis a praga dos engenheiros, empresários,
e exploradores da natureza, de plantão.
Eis a praga dos engenheiros, empresários,
e exploradores da natureza, de plantão.
Contemporâneos, fingiremos sapiencia,
cuidando para que não se revelem,
sob as máscaras, as débeis faces:
tristes e ignorantes, deploráveis.
A máquina não cessa
a destruição é cortante.
O progresso urge,
é hora de derrubar o que resta da mata
e de sair impune, pois, a legislação
vale apenas no papel.
Documentos sem valor que
ironicamente, um dia, já foram árvores,
quem sabe foram
ironicamente, um dia, já foram árvores,
quem sabe foram
freixos vigorosos,
galhos da sagrada
Yggdrasil.
Yggdrasil.
renatabomfim
27/01/2011
Entrevista sobre Florbela Espanca concedida pelo pesquisador Fábio Mário da Silva para a Revista Cult
Olá amigos, recomendo que leiam o artigo de Fábio Mário sobre nossa querida poeta Florbela Espanca. Fábio, eu e mais um grupo de florbelianos integramos um grupo de pesquisa do CNPq desde 2007, estudando a obra e vida de Florbela e dedicando especial atenção à recepção de sua obra. Essa pesquisa é orquestrada pela crítica literária Maria Lúcia Dal Farra.
Fábio tem um olhar aguçado e transdisciplinar para a situação da mulher que ousava escrever no primeiro quartel do século XX e agora dedica-se a desvendar os segredos desse grupo de escritoras portuguesas no seu doutorado na Universidade de Évora.
22/01/2011
21/01/2011
Silvestre foi adotado!
Ola amigos, é com alegria que informo que encontrei um lar para Silvestre. Ele foi adotado ontem e já está feliz com a nova família. Obrigada a escritora Sonny Lóra por me ajudar, à AMAES, pelo apoio, à clínica PRONDOG que fez um precinho camarada pela estada dele no hotelzinho e cuidou dele. Não compre animal de estimação, não alimente as fábricas de filhotes, adote! Isso é tudo de bom!
Ajude a AMAES (Associação dos amigos dos animais do ES) e a SOPAES (Sociedade Protetora dos anmais do ES). Abraço a todos. REnata.
Ajude a AMAES (Associação dos amigos dos animais do ES) e a SOPAES (Sociedade Protetora dos anmais do ES). Abraço a todos. REnata.
19/01/2011
18/01/2011
17/01/2011
Inquietações
Como definir um sentimento?
As palavras são curtas,
mesmo que, lunetas, ensaiem
(re)velar o desconhecido, o infinito.
Como definir o turbilhão que,
de dentro assombra, fazendo tremer
os limites do corpo?
O que fazer com o demônio que mora dentro,
e quer sair, poluir, destruir, ser ele mesmo?
O que sentir quando não se segue a cartilha?
Quando não se anda com os pés no chão?
O que fazer quando estes mesmos pés,
manicurados, doem como os dos Neandertais?
O que fazer com as faces que tenho,
aquarelas colo(rindo) de sombras
os campos da minha ignorância?
Quer saber? Sinceramente,
Não sei!
As palavras são curtas,
mesmo que, lunetas, ensaiem
(re)velar o desconhecido, o infinito.
Como definir o turbilhão que,
de dentro assombra, fazendo tremer
os limites do corpo?
O que fazer com o demônio que mora dentro,
e quer sair, poluir, destruir, ser ele mesmo?
O que sentir quando não se segue a cartilha?
Quando não se anda com os pés no chão?
O que fazer quando estes mesmos pés,
manicurados, doem como os dos Neandertais?
O que fazer com as faces que tenho,
aquarelas colo(rindo) de sombras
os campos da minha ignorância?
Quer saber? Sinceramente,
Não sei!
15/01/2011
Joana D'arc
Joana, precisas ser marginal,
Ser santa te fará igual
a tantas. És diferente, Joana!
O fato é que incomoda
O fato é que incomoda
O teu existir, a potência de tua fé.
És mulher, Joana, não esquece!
Tira essa armadura, essa calça feia,
Veste-te de luz e de prazer.
Talvez fosse isso o que as vozes
queriam te dizer.
queriam te dizer.
Liberta-nos, libertando a ti mesma.
Vejo que queimas, ainda, em agonia,
Sob a ira dos homens da igreja.
Pelejaste contra as injustiças,
Teu alimento: entradas e bandeiras,
Do povo, foste guia.
Em retribuição te prepararam
uma fogueira. E foste linda
morrer, de vestido branco e chapéu.
Teu corpo virgem foi macerado
como um lírio, um cardo,
O sol, envergonhado, se pôs ao meio dia.
E eu gritava:
─Pula daí, Joana. Cai fora!
Mas, minhas mãos estavam atadas
Não pude te ajudar.
Àqueles que amam a maldade,
O poder, e se alegram com a crueldade
Precisam saber:
Tudo perdeu a cor e ficou cinza
Quando você se foi, mas,
Puída, a tua bandeira tremula ainda.
Só não vê quem não quer!
renatabomfim
13/01/2011
A igreja militante
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem frades, monges, sem pastores.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem dízimos e sacolinhas,
Sem diabo babando, gritando, caindo no chão.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem mulheres com véus, saias compridas
E homens com ternos naftalina.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem bandinha da hora, sem grupos pop.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem choros e velas,
Sem aleluias da boca pra fora.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem vitrais espetaculares, teto e nem cadeiras.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem churrascos após a ceia.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Com o Cristo Cósmico como guia.
RenataBomfim
Sem frades, monges, sem pastores.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem dízimos e sacolinhas,
Sem diabo babando, gritando, caindo no chão.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem mulheres com véus, saias compridas
E homens com ternos naftalina.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem bandinha da hora, sem grupos pop.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem choros e velas,
Sem aleluias da boca pra fora.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem vitrais espetaculares, teto e nem cadeiras.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Sem churrascos após a ceia.
Eis que (re)nasce a igreja militante,
Com o Cristo Cósmico como guia.
RenataBomfim
Dionísio
À memória de Rubén Darío
Na selva sagrada
os instintos afloram.
Cada planta, cada bicho, o ar,
tudo é vivo, tudo fala.
Do verde brotam
movimentos sinuosos,
sussurros, risos...
É a ninfa que do deus imponente
bebe o vinho.
Ela se torna a própria taça
transbordante de desejos.
Dionísio, em desalinho, a enreda
arrastando-a, furtivo, por entre a relva,
para que desabroche, caprichosa e perfumada.
Ela cede aos seus apelos e se deixa possuir.
Seu corpo agora é fluidez entre mãos ásperas.
É gazela. Impiedosa,
a sua lança a transpassa.
Fustigada, ela quer mais...
Agora os dentes do deus a carne se adentram
marcam-na signos criados
por seus chifres reluzentes.
A ninfa ascende entre agonias,
a selva orquestra gemidos de prazer.
Em êxtase, comungam contentes.
Ela reverencia o deus pagão
senhor dos seres desse reino.
Depois, descansa recordando o idílio,
até que a noite a cubra
com seu manto de prata.
renatabomfim
Na selva sagrada
os instintos afloram.
Cada planta, cada bicho, o ar,
tudo é vivo, tudo fala.
Do verde brotam
movimentos sinuosos,
sussurros, risos...
É a ninfa que do deus imponente
bebe o vinho.
Ela se torna a própria taça
transbordante de desejos.
Dionísio, em desalinho, a enreda
arrastando-a, furtivo, por entre a relva,
para que desabroche, caprichosa e perfumada.
Ela cede aos seus apelos e se deixa possuir.
Seu corpo agora é fluidez entre mãos ásperas.
É gazela. Impiedosa,
a sua lança a transpassa.
Fustigada, ela quer mais...
Agora os dentes do deus a carne se adentram
marcam-na signos criados
por seus chifres reluzentes.
A ninfa ascende entre agonias,
a selva orquestra gemidos de prazer.
Em êxtase, comungam contentes.
Ela reverencia o deus pagão
senhor dos seres desse reino.
Depois, descansa recordando o idílio,
até que a noite a cubra
com seu manto de prata.
renatabomfim
12/01/2011
Ode a batata
És magnífica, batata!
Inspiração divina.
Agradeço sempre a Deus
por tê-la criado.
Inspiração divina.
Agradeço sempre a Deus
por tê-la criado.
Tubérculo elegante e gentil
que nos enriquece a nutrição.
Desde o Éden, iguaria preferida
do Diabo, Eva, Adão.
Não és bela como a berinjela,
Não és bela como a berinjela,
mas rica em humildade e atenção.
Ouço com os ouvidos da fé,
das profundezas da terra,
a batata cantando
junto a minhocas e ervas.
junto a minhocas e ervas.
Ciente de sua missão.
Ela se oferta aos paladares
requintados e populares.
Complexa, se engana quem pensa
que a batata apenas vegeta,
ela vibra incendiada
pela centelha da vida.
que a batata apenas vegeta,
ela vibra incendiada
pela centelha da vida.
Ressalto a sua textura que
lembra a seda mais pura, o leito suave
lembra a seda mais pura, o leito suave
de um rio em dia de primavera.
A cor lembra corpos
(re)cobertos pelos olhos assanhados
de quem ama,
e é como quem ama que a batata
se entrega, deleitosa, a outros vegetais.
A sua pureza realça ainda mais,
com o toque sutil do azeite extra-virgem.
e é como quem ama que a batata
se entrega, deleitosa, a outros vegetais.
A sua pureza realça ainda mais,
com o toque sutil do azeite extra-virgem.
É assim que te vejo e que te amo
batata.
batata.
renatabomfim
10/01/2011
Anna Akhmátova
Até a semana passada eu não conhecia Anna Akhmátova (1889-1966), poeta filha de um oficial da marinha mercante russa. Confesso que foi o seu retrato que me cativou, lembrou-me a querida Florbela e seus olhos de "violeta macerada". Gostei muito das poesias e espero, assim que folgar, estudar alguns aspectos de sua obra. A antologia poética de Akhmátova, da L&PM Pocket, informa que, antes de ler, a menina Anna já sabia de cor as poesias que eram recitadas por sua irmã, e também nutria grande simpatia pelas pessoas mais pobres. Ela começou a escrever com dezesseis anos (1905) e seu nome verdadeiro é Anna Andréivna Gorienko, mas para não entrar em conflito com seu pai, que desaprovava a sua escrita e morria de medo de ser envergonhado pela filha, adotou o sobrenome da avó. Anna ingressou na escola de Direito em um colégio para meninas, mas abandonou e logo depois ingressou em um curso de História Literária. Casou-se e o marido criou uma revista literária onde ela publicaria no final de 1906. Em 1908 enfrenta uma crise existencial e escapa por pouco do suicidio, desde então, entregou-se a viajar pela Africa com o marido. Anna foi amiga do pintor italiano Mondigliani para quem lia seus poemas, ele lhe pintou um belo retrato, acho até que lhe inspirou os pescoços alongados e olhares lânguidos, marca das mulheres de sua obra. Sua poesia confessional e universalizante encontrou o tom ideal com a maturidade da poeta. Em 1917 Anna se separou do marido e casou-se de novo, seu segundo casamento revelou-se um equivoco, tanto que a poeta afirmou que se permanecesse mais tempo casada esqueceria como se escreve poesia. Seu segundo marido foi executado pela revolução e ela viu a maioria de seus amigos morrerem assassinados ou por sucicidio. Bem, este é um pequeno fragmento da vida dessa mulher corajosa, cuja obra abarca temas como amor, perda, separação, numa perspectiva social de compaixão e amor ao próximo. Akhmátova dedicou-se a crítica literária e escreveu ensaios, ação que desagradava a muitos outros criticos, mas seu brilhantismo era destaco por muitos. A poeta morreu em 1966, em Moscou, depois de ter vivenciado grandes conflitos pessoais e perseguições por parte do governo. Seguem dois poemas de Anna Akhmátova:SEPARAÇÃO
Nem semanas nem meses - anos
levamos nos separando. Eis, finalmente,
o gelo da liberdade verdadeira
e as cinzentas guirlandas na fachada dos templos.
Não mais traições, não mais enganos,
e não me terás mais de ficar ouvindo até o amanhecer,
enquanto flui o riacho das provas
da minha mais perfeita inocência.
(p. 87)
TREZE VERSOS
E finalmente pronunciaste a palavra
não como quem se ajoelha,
mas como quem escapa da prisão
e vê o sagrado dossel das bétulas
através do arco-íris do pranto involuntário.
E à tua volta cantou o silêncio
e um sol muito puro clareou a escuridão
e o mundo por um instante transformou-se
e estranhamente mudou o sabor do vinho.
E até eu, que fora destinada
da palavra divina a ser a assassina,
calei-me, quase com devoção,
para poder prolongar esse instante abençoado.
(p. 117)
Silvestre continua em busca de um lar...
Amigos, o cachorrinho Silvestre ainda aguarda um lar, deverá haver em algum lugar uma familia desejando um cãozinho amoroso. Me ajudem a achar esta familia para Silvestre repassando a foto dele e o meu help para os seus conhecidos. Obrigada!
Há também na AMAES (associação amigos dos animais do ES) muitos outros animais precisando de lar.
Há também na AMAES (associação amigos dos animais do ES) muitos outros animais precisando de lar.
08/01/2011
Nota triste: morre José Hygino de Oliveira, poeta capixaba
Amigos, faleceu hoje (08/01/2011) o acadêmico José Hygino de Oliveira, mais conhecido como "Taneco". Taneco era capixaba de Vitória e autor de varidas obras poéticas, ocupava a cadeira de nº 15 na Academia Espírito-Santense de Letras, cujo patrono é José Colatino do Couto Barroso. Fica aqui registrada uma singela homenagem a este importante escritor da nossa terra, por meio do seu poema:
Depois
Eu deixarei a vida e
vocês com saudade...
E o dia que partir
não chorem,
sorriam. Se
possível.
Deixe que me vá.
Será outra vida!...
Irei feliz - em busca da
paz...
Meus defeitos - não
lembrem.
Minhas virtudes, se as
tive - esqueçam.
Deixem que me vá...
APRESENTAÇÃO DE MEMÓRIAS DO COMENDADOR JOSÉ H. DE OLIVEIRA – TANECO
Por Ester Abreu Vieira de Oliveira
Membro das academias ALES e AFESL, do IHGES, da APEES e Professora da UFES
Estive na casa de José Higino de Oliveira, o escritor e amigo Taneco, para apanhar a boneca do livro Memórias, que será lançado este ano. Logo na entrada de sua casa, vê-se a mesa de jantar coberta, não com uma toalha bordada ou de fina renda, mas com quadros coloridos e de tamanhos variados documentando as muitas homenagens recebidas no país e no exterior, por suas atividades de excelência profissional e por sua atuação como escritor.
É grande o trabalho de Taneco como escritor. Desde 1992 com Vida, seguido por Meus versos, 95; Cidade de Palha, 97; Obrando com a cabeça 98; De tudo um pouquinho, 99; Sombra e silêncio, 2000; Recuerdos, 2004; Dedicado a minha Vila Rubim, 2005, recebo, acompanhados de carinhosas dedicatórias, os livros do nosso Taneco, que, em prosa e verso, filosofa, recompõe vidas de pessoas amigas, revive lugares, ruas, praças e recorda a sua própria trajetória, exemplo de honestidade, de dedicação ao trabalho, e de sustentáculo da família.
Em Memórias, onde se encontram textos, guardados no baú do coração, que serão retirados para adquirir vida. Na abertura, uma foto do orgulhoso profissional, sentado junto a uma máquina de costura, deixa ver a falta de limites entre a vida e a obra do autor. Nessa fotografia, mostra-se Taneco, como iniciou a sua vida de trabalhador desde a mais tenra idade, no meio dos alinhavos e das tesouras, juntando pontos para cobrir os elegantes senhores de Vitória.
A união das telas coloridas marca o começo de tudo. E em Memórias, com essa imagem, será dado o início de uma obra que se insere na Pós-modernidade, não pelo alinhavar das recordações mas pelo caráter variado de gênero - poesia, discurso, crônica, carta e decreto.
Nessa miscelânea de textos de sua própria lavra, de textos recebidos de amigos, além de texto de caráter oficial, encontra-se “a fortuna crítica” do escritor. Taneco não publica suas Memórias para vangloriar-se, mas para nela prestar homenagem à sua mãe, à sua neta, a seus amigos. Assim, como uma forma de agradecimento, inclui textos de companheiros de caminhada. Ali estão os textos de Mesquita Neto, Willis Rosetti, Alencar Garcia Freitas, Eurico Rezende, Aylton Bermudes, Arnaldo Bastos, Rui Vieira da Cunha, Ciro Vieira da Cunha, Jones dos Santos Neves, Alencar Garcia de Freitas.
Em sua poesia, imaginação e realidade se atrelam para transformar o mundo, embelezando-o, como se pode ver no fragmento de Memórias: “A Terra, o Mar, o Céu /A Natureza/ Tudo é belo/ Na imaginação do Poeta”, (p. 68). Com graça e ironia, vê a beleza de um pé de uma desconhecida numa sala de espera em um consultório e o personifica: “seus pés (...) mais parecem, com um rosto de fino trato, seus pezinhos sorriam, mostrando os dentes em cores escarlates, e eu a rezar da SAFADAGEM para poder gozar por mais alguns momentos daquele cenário, quanto mais eu rezava, melhor eu via o brincar dos dedos daqueles lindos pés cuidadosamente tratados, repousados em uma delicada sandália de um solado fino e saltos baixos, dando-lhes um acabamento perfeito, quanta vontade de acariciá-lo.” (p. 37)
A grande humanidade do escritor José Higino lateja em cada página do livro. Nota-se nele, como em outras obras, uma preocupação permanente pelo bem estar universal. Filósofo, silenciosamente sofre, torna-se pessimista, fogem-lhe esperanças, entristece-se pelo passar do tempo: “Oh que tristeza profunda quando/ ao acordar, tenho que ver outro amanhã”. (p.30) “[...] Alegres vemos o ano que se desperta, não reparando que ele também é menos um passo para a vida....Com o decorrer dos tempos, as alegrias não são mais as mesmas de outrora [...]” (p. 39)
Em sua “vida bem/ vivida, representando o trabalho/ e a luta diária pela sobrevivência...[...]” (p, 21) foi-se formando o Taneco entre telas e palavras, que ele oferece ao leitor.
(Obrigada a profª Ester Abreu pelo envio da foto e pelo texto)
Não deixem de conferir no blog ANÁLISE, um registro sobre o poeta capixaba Taneco, escrito pelo seu confrade Getúlio Marcos Pereira Neves.
31/12/2010
Silvestre precisa de um lar, com urgência...
Amigos, não deu para virar as costas a esta criatura de Deus, perdida e com a patinha machucada. Luiz e eu o levamos para a clínica PRONDOG, ele recebeu tratamento, mas está muito tristinho, seu olhar o denuncia... Ele precisa de um lar onde receba muito carinho. É um cãozinho pequeno, dócil e praticamente não late, bom para quem vive em apartamento. Dê esse presente a si mesmo e a ele...
Clínica PRONDOG:
Av. Leitão Silva, 293
Bento Ferreira - Vitória - ES
Tel: (27) 3227-6833
28/12/2010
Cristo me inquieta!

Cristo me inquieta!
A sua luminosidade me invade,
O seu amor me desperta.
Sinto vibrar as cordas do Universo:
Em cada olhar de criança,
Na música,
Em cada poema.
Há 'aleluias' nas mãos que buscam
repetir os seus gestos:
Mãos que curam,
Protegem,
Libertam,
Que resistem à falsa órdem.
A sua voz ressoa nas bocas que
Dizem "não" às injustiças,
Que militam pela humanidade,
Falando por aqueles que não podem.
Bem como, nas bocas daqueles que
se comprometem com a complexidade
Das variadas verdades que existem.
─ Bem-aventurados aqueles
que plantam esperança,
Pois eles beberão
do vinho o contentamento e
comerão o pão da bonança.
─ Igualmente bem-aventurados
aqueles, cujas bocas cheias de amor,
beijam, e cujos corpos, vivificados pelo desejo,
amam como quem apascenta rebanhos.
─ Igualmente bem-aventurados
aqueles, cujas bocas cheias de amor,
beijam, e cujos corpos, vivificados pelo desejo,
amam como quem apascenta rebanhos.
As suas taças, de cristal e ágata,
jamais se esvaziarão!
Cristo me inquieta!
Suas palavras fazem sentido
dentro das minhas células.
Eis a minha prece:
─ Amado, eu não sou fora de ti,
Vivo e morro por ti,
Com maior volúpia e paixão
que os amantes mais febrís!
Eis a minha prece:
─ Amado, eu não sou fora de ti,
Vivo e morro por ti,
Com maior volúpia e paixão
que os amantes mais febrís!
Vejo, pelos olhos do Cristo,
Erguer-se em busca de sol,
Erguer-se em busca de sol,
Por entre os espinheiros da descrença,
Frágeis plantas que serão,
Um dia, árvores de harmonia e de resiliência.
Alimento tudo o que quer crescer!
Vejo também os animais livres:
Os pássaros cantando felizes,
Cães, gatos bois, coelhos,
carneiros, onças, peixes, perdizes...
Tudo o que vive celebra
O fim da era de sangue e violência.
carneiros, onças, peixes, perdizes...
Tudo o que vive celebra
O fim da era de sangue e violência.
Vejo os homens, com amor,
Semeando a terra que, agradecida,
Semeando a terra que, agradecida,
Oferta a si mesma
por meio dos elementos/alimentos
por meio dos elementos/alimentos
que a representam.
Não sei bem explicar como é isso,
Mas estou certa de que é o Cristo,
É ele! A Letra Bendita que
escreveu o mundo.
É ele! Comandando ritos,
escreveu o mundo.
É ele! Comandando ritos,
Despertando no meu abissal
mitos antigos.
mitos antigos.
Estou pronta para o Juízo,
Que não é o Final, mas,
prelúdio, promessa, (re)início.
Observo a tudo isso sem medo:
Assombro e deslumbramento.
Assombro e deslumbramento.
Compreendo que
Não existe morte e nem vida isolados,
Existem apenas momentos:
Em alguns morremos,
Noutros vivemos,
Em alguns morremos,
Noutros vivemos,
Tudo em fluxos (des)contínuos.
A semente de Deus está em nós,
Prenhe de eternidade,
Buscando metamorfoses
Ad infinitum...
A semente de Deus está em nós,
Prenhe de eternidade,
Buscando metamorfoses
Ad infinitum...
Renata Bomfim
26/12/2010
Primeira panfletagem Anti-especismo e em defesa do Abolicionismo animal
Amigos, foi assim, na simplicidade, sem fotos e nem filmes, que aconteceu a primeira panfletagem contra o especismo e em favor do abolicionismo animal, ação que faz parte de um projeto que estou organizando para 2011. Contei com a ajuda de meu fiél escudeiro e companheiro de todas as horas, Luiz, meu esposo. A panfletagem foi no sinal de Camburi, às 11:00h do dia 24/12/2010. Tudo correu muito bem, só uma mulher que fez cara feia para o Luiz, mas é assim mesmo, faz parte do show. Eu saí dalí numa felicidade só, e já cheia de planos, vou confeccionar a faixa pra ontem...Bem, por enquanto é o posso dizer desse projeto, depois eu falo mais. Abraços e Feliz 2011
Renata Bomfim
23/12/2010
No ES é "tradição" lesar o povo! Acordar povo capixaba! Vamos (re)agir!!!
Olá amigos internautas,
Vocês sabem como eu amo o meu Estado, o ES, especialmente Vitória, cidade onde moro, ilha de delícias e dissabores. Aqui temos muitas tradições, somos a terra do congo, da moqueca de peixe, da panela de barro, terra de mulheres bonitas, de praias paradisíacas, enfim... Mas temos também outra tradição, a de sermos lesados pelos nossos legisladores. Aqui é a terra onde se pune juiz corrupto com aposentadoria integral, onde um kiosque na praia custa 1 milhão de reais, e onde os deputados aumentam seus salários sem o menor pudor. No dia 20/12/2010 os deputados se deram 61,8% de aumento. A justificativa para este reajuste imoral? ser "tradição", ser de "praxe". Até quando, povo capixaba, vamos aceitar esse tipo de coisa? O Presidente da Assembléia Legislativa do ES, Elcio Alvares, disse que assinou o aumento porque é uma "tradição", e disse mais, que conceder os 61,8% de aumento segue um rito que vem sendo seguido há mais de 20 anos: "A Mesa cumpriu aquilo que é praxe na Casa. Nada mais do que isso. Sempre temos acompanhado o reajuste que é dado na Câmara. Eu me atenho ao ato que assinei junto com o Dary. Como sou o presidente eu assumo o projeto. Estou seguindo a tradição de mais de 20 anos da Casa". Confira quem votou Contra e quem votou a favor do aumento e escolha melhor e fiscalize os seus representantes: Contra o aumento: César Colnago (PSDB), Cláudio Vereza (PT), Paulo Foletto (PSB), Hércules Silveira (PMDB) e Janete de Sá (PMN).
A favor do aumento: Atayde Armani (DEM), Aparecida Denadai (PDT), Da Vitória (PDT), Dary Pagung (PRP), Wolmar Campostrini (PDT), Rafael Favatto (PR), Euclério Sampaio (PDT), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Luzia Toledo (PMDB), Marcelo Santos (PMDB), Rodrigo Chamoun (PSB), Rudinho (PSDB), Sargento Valter (PSB), Sérgio Borges (PMDB), Theodorico Ferraço (DEM), Vandinho Leite (PR) e Wanildo Sarnáglia (PTdoB).
A favor do aumento: Atayde Armani (DEM), Aparecida Denadai (PDT), Da Vitória (PDT), Dary Pagung (PRP), Wolmar Campostrini (PDT), Rafael Favatto (PR), Euclério Sampaio (PDT), Luiz Carlos Moreira (PMDB), Luzia Toledo (PMDB), Marcelo Santos (PMDB), Rodrigo Chamoun (PSB), Rudinho (PSDB), Sargento Valter (PSB), Sérgio Borges (PMDB), Theodorico Ferraço (DEM), Vandinho Leite (PR) e Wanildo Sarnáglia (PTdoB).
(Fonte: Jornal A Gazeta) Em azul estão os políticos que receberam meu voto nas ultimas eleições! Em quem você votou?
Assista ao Bom Dia ES:
http://www.youtube.com/watch?v=V6eJbXKb42E&feature=player_embedded#!
Assista ao Bom Dia ES:
http://www.youtube.com/watch?v=V6eJbXKb42E&feature=player_embedded#!
19/12/2010
18/12/2010
A transubstanciação do vegetal
O brócolis, a cenoura, a beterraba,
Elementos organicos ricos em vida,
existências sagradas, divinas, que me enchem de luz.
Ingerí-los é um ato de fé. Consagrada, apreendo
tudo aquilo que não sou, mas, que já fui e um dia, ainda, serei.
Imediatamente surgem novas conecções
O carbono ativado do neandertal me sustém,
A água arcaica, ancestral, nutre os pensamentos,
Deixo de ser eu mesma para me tornar outras coisas,
Coisas com Aura e prenhes de inéditos.
renatabomfim
Elementos organicos ricos em vida,
existências sagradas, divinas, que me enchem de luz.
Ingerí-los é um ato de fé. Consagrada, apreendo
tudo aquilo que não sou, mas, que já fui e um dia, ainda, serei.
Imediatamente surgem novas conecções
O carbono ativado do neandertal me sustém,
A água arcaica, ancestral, nutre os pensamentos,
Deixo de ser eu mesma para me tornar outras coisas,
Coisas com Aura e prenhes de inéditos.
renatabomfim
Carmélia Maria de Souza: Programa Biografia
Olá amigos,
Dia 19/12/2010, as 14:20h, a TV Assembléia (canal 12) apresentará um Programa sobre a vida e a obra de Carmélia Maria de Souza, cronistas muito querida pelo povo capixaba. Eu estarei falando sobre alguns aspectos da obra de Carmélia. Quem preferir pode assistir no site da TV ALES.
Abraços Fraternos,
Renata Bomfim
11/12/2010
Vozes natalinas
Aleluia! Paz aos homens de boa vontade!
Olha, mãe, é a estrela de Belém!
Não, filho, é a luz da torre de TV.
Glória, glória, aleluia!
Pururuca crocante no prato e peru tenro na cuia.
E o menino Jesus, tristinho, sozinho na mangedoura.
lamentava o estábulo vazio. Comeram todo o presépio!
Na cruz, além de Jesus, dois outros homens.
Um resignado implorando o paraíso, o outro, sarcástico,
desesperado, com medo da grande Dama.
Clama: salve a mim, ao colega e a você!
Jesus brinca, pois sabia de antemão que ressucitaria:
O outro vai para o céu, você, fica!
09/12/2010
08/12/2010
02/12/2010
Mea culpa
Mea culpa
SENTIR CULPA NÃO É PECADO,
É UMA DÁDIVA!
UMA TARA!
PURO TESÃO!
PECAR É GOZAR,
É TER NO ESPÍRITO, LEVEZA,
É TER ASAS NOS PÉS E
AMOR NO CORAÇÃO
PRODUZIR A CULPA É UMA ARTE,
SALVE OS RITOS RELIGIOSOS
SALVE A TODA NOSSA GENTE,
EXÉRCITO FLÁCIDO
DE CULPADOS RIJOS
PERPETUADORES DOS ATOS
QUE ATUALIZAM CULPAS ANTIGAS
QUE NOS CONFUNDEM, FODEM E AFUDAM.
SENTIR CULPA NÃO É PECADO,
É UMA DÁDIVA!
UMA TARA!
PURO TESÃO!
PECAR É GOZAR,
É TER NO ESPÍRITO, LEVEZA,
É TER ASAS NOS PÉS E
AMOR NO CORAÇÃO
PRODUZIR A CULPA É UMA ARTE,
SALVE OS RITOS RELIGIOSOS
SALVE A TODA NOSSA GENTE,
EXÉRCITO FLÁCIDO
DE CULPADOS RIJOS
PERPETUADORES DOS ATOS
QUE ATUALIZAM CULPAS ANTIGAS
QUE NOS CONFUNDEM, FODEM E AFUDAM.
01/12/2010
Marcas
Marcada para viver:
pelos chão por onde andei.
pelas palavras que recebi
por outras que doei.
Estou marcada!
Sulcos.
Erosões feitas pelo tempo
que rui e flui pelo corpo.
Dor e prazer se entrelaçam.
As mãos que apertei
mesmo por convenção
me marcaram.
Algumas se apagaram
com as lágrimas, feito fonte:
sonhos, fantasias, mágoas.
Detalhes próprios do humano
que se desfizeram como as nuvens
ao sabor da realidade.
Se te marquei?
Fui tua bliblia e
tua revista pornográfica.
Meu avesso não é mais novidade
invento novos segredos.
A minha frente e o meu verso
clamam pelo escândalo.
Marcas e mais marcas:
quedas, suturas, rasgos
que nunca cicatrizarão!
Pelos dias que restam, tateio.
Nas tuas mãos busco linhas de fuga
O teu amor, arcaico e abissal,
promete soluções profundas
para o meu drama,
existir.
pelos chão por onde andei.
pelas palavras que recebi
por outras que doei.
Estou marcada!
Sulcos.
Erosões feitas pelo tempo
que rui e flui pelo corpo.
Dor e prazer se entrelaçam.
As mãos que apertei
mesmo por convenção
me marcaram.
Algumas se apagaram
com as lágrimas, feito fonte:
sonhos, fantasias, mágoas.
Detalhes próprios do humano
que se desfizeram como as nuvens
ao sabor da realidade.
Se te marquei?
Fui tua bliblia e
tua revista pornográfica.
Meu avesso não é mais novidade
invento novos segredos.
A minha frente e o meu verso
clamam pelo escândalo.
Marcas e mais marcas:
quedas, suturas, rasgos
que nunca cicatrizarão!
Pelos dias que restam, tateio.
Nas tuas mãos busco linhas de fuga
O teu amor, arcaico e abissal,
promete soluções profundas
para o meu drama,
existir.
29/11/2010
Natal e Não-violência
Amigos, o natal vem aí, época em que celebramos o nascimento de Jesus, o Principe da Paz. Não podemos fechar os olhos a dor e ao sofrimento de milhares de seres nesse período.
Que humanidade é essa que celebramos?
Que respeito e amor podem existir numa sociedade que trata dessa forma vidas que não podem se defender, que como as crianças dependem de proteção e carinho?
Acredito que esta é uma das raízes do descontentamento contemporâneo, banalisou-se a vida. Pais, não busquem satisfazer seus filhos com um eletrônico que amanhã precisará ser substituído, gerará mais lixo para o planeta. Que tal presenteá-lo com um clássico, que lhe acompanhará pelo resto da vida com lições de sabedoria? Que tal levá-lo para um passeio, para brincar e para conhecer a realidade de outras crianças, como as moram nos abrigos?
Opte pela vida, faça uma ceia diferente
Celebre a Vida e não a morte! Isto é honrar ao Cristo,
Que tal exercitarmos a compaixão?
Compaixão (do latim compassione) pode ser descrito como uma compreensão do estado emocional de outrem; não deve ser confundida com empatia. A compaixão freqüentemente combina-se a um desejo de aliviar ou minorar o sofrimento de outro ser senciente, bem como demonstrar especial gentileza com aqueles que sofrem. A compaixão pode levar alguém a sentir empatia pelo outro. A compaixão é frequentemente caracterizada através de ações, na qual uma pessoa agindo com espírito de compaixão busca ajudar aqueles pelos quais se compadece.
Não se esqueça que os homens rejeitaram a Jesus Cristo
no dia seu nascimento
foi entre os animais que ele nasceu!!!
foi entre os animais que ele nasceu!!!
A paz começa pelo prato
beijos no coração
Renata
20/11/2010
Seminário Internacional Infância e Paz & 3ª Semana de Valorização da primeira Infância e Cultura de Paz
TV SENADO: APRESENTAÇÃO DO EVENTO
outra reportagem:
http://www.senado.gov.br/noticias/tv/programaListaPadrao.asp?COD_VIDEO=38385
MESA: A reconstrução de vínculos
Renata Bomfim (ES)
Dora Incontri (SP)
Dirce Barroso França (DF)
Mediador: Vital Dodonet
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